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Bienal do Rio termina com mais vendas em relação a 2011

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Foram vendidos 3,5 milhões de exemplares contra pouco mais de 2,8 milhões na edição anterior

Publicado na IstoÉ Dinheiro

A Bienal do Livro de 2013 vendeu quase 700 mil livros a mais que a edição de 2011, conforme divulgado neste domingo (8) pelos organizadores do evento. Foram 3,5 milhões de exemplares em 2013, contra pouco mais de 2,8 milhões de dois anos atrás. Apesar do crescimento, o número de frequentadores diminuiu: este ano, foram 660 mil visitantes, 10 mil a menos que os 670 mil de 2011.

Sônia Jardim, presidenta do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, chamou a atenção para a presença de jovens no evento. “Passaram por nossos corredores autores de diferentes perfis, mas é impossível não destacar a grande presença dos jovens. Eles sempre deram brilho à Bienal, mas nos últimos anos vêm se tornando o maior público leitor do país”.

Tradicional destino de excursões escolares, a Bienal de 2013 recebeu 145 mil estudantes, quase um quarto do público total.

O número de autores presentes no evento, 163 brasileiros e 25 estrangeiros, foi um recorde, segundo os organizadores. Neste ano, foram investidos R$ 5 milhões na programação cultural, 20% a mais que em 2011.

Outro dado foi o número de livros vendidos por comprador, que saltou de 5,5 para 6,4, de 2011 para 2013, uma alta de pouco mais de 16%.

Em 2014, o evento ocorrerá em São Paulo. A Bienal do Livro volta à capital fluminense entre 20 e 30 de agosto de 2015.

Quixadá inaugura estátua da escritora Rachel de Queiroz

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Gladson Martins, Hidário Matos e Clébio Viriato ao lado da estátua que homenageia a escritora que projetou a vida sertaneja pelo mundo da literatura, se tornando imortal da Academia Brasileira de Letras FOTO: ALEX PIMENTEL


Alex Pimentel, no Diário do Nordeste

Após uma semana de expectativa, admiradores da cultura e da literatura nacional participaram da festa de aniversário da escritora Rachel de Queiroz na Praça da Cultura, no Centro de Quixadá. Era o encerramento da I Semana Rachel de Queiroz. Na abertura da noite comemorativa, os presidentes da Associação de Cinema e Vídeo de Quixadá (ACVQ), Gladson Martins e da Rede de Atenção Cego Aderaldo (RACA), Hidário Matos, e ainda o idealizador e um dos produtores do projeto, o cineasta e escritor Clébio Viriato Ribeiro, entregaram à cidade a escultura de bronze da ilustre escritora.

Na solenidade, além de “vivas” para a aniversariante, uma chuva de papel laminado abrilhantou ainda mais o entrono do Chalé da Pedra, atualmente Memorial da “imortal” da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Sobrinhos e amigos pessoais de Rachel de Queiroz foram convidados a descerrar a estátua de bronze, sentada em banco de praça, obra do escultor Murilo Sá Toledo. O sobrinho da escritora, economista Manuel de Queiroz Salec, viajou do Rio de Janeiro a Quixadá para representar a família. Uma caravana de moradores partiu da Fazenda Não me deixes à Praça da Cultura para render homenagens.

Um deles foi o vaqueiro Francisco José Dias, hoje com 74 anos de idade. Ele disse ter convivido por mais de 30 anos com a escritora, no seu recanto predileto. “Uma patroa simpática e de vida simples. Ela adorava acordar com o canto da passarada e acompanhar o por do sol do alpendre da fazenda, sentadinha desse jeito aqui, com elegância”, recordou Dias apontado para a estátua da escritora.

Os três promotores da Semana Cultural pretendem incluir o evento no calendário cultural de Quixadá. O futuro prefeito, o comerciante João Hudson Bezerra, participou da festa e acenou para a continuidade da proposta cultural. No próximo ano, no mesmo período, todos já estarão familiarizados com o conjunto de obras da personagem histórica. Conforme o representante da RACA, Hidário Matos, a proposta inicial era acomodar a escultura de bronze no patamar de acesso ao Chalé, junto à escadaria, ao lado do benjamim, uma das flores prediletas da escritora.

Especial

Todavia, o escultor convenceu os organizadores a instalar a estátua no jardim, mais abaixo, com vista para a porta do Centro Cultural. “Seria apenas mais uma obra dentro do Chalé, mas fora, é um monumento, muito especial”, argumentou o escultor tendo seu pedido atendido.

No local onde foi instalado, em breve, o banquinho da escritora será uma das principais atrações turísticas da cidade. Receberá a mesma atenção da existente na Praça dos Leões, em Fortaleza. Hidário Matos disse ter acompanhado a reação do público ao lado da replica da escultura da escritora, na Capital.

“A reação das pessoas é interessante. Alguns fazem carinho, outros rezam, também aparece gente pra conversar e até para xingar, mas não é com Rachel de Queiroz não. A revolta é com quem se mete a ser escritor mas acaba com a gramática brasileira”, disse. E mal bastou a ilustre escritora “sentar” no banco da Praça da Cultura, em Quixadá, para o público começar a fazer fila para ficar ao lado dela. Alguns, para dar os parabéns.

A festa de aniversário dela continuou com o lançamento do livro “A filha do sertão”, de Clébio Ribeiro e Gladson Martins, também assinado por um leque de escritores, dentre eles a irmã Maria Luiza de Queiroz, Vania Dummar, Aurora Duarte, Francis Vale, Caio Quinderé, Cecília Cunha, Miriane Peregrino, Angélica Nogueira, ainda a jovem escritora Bruna Borges e o cordelista e poeta popular Miguel Peixoto, in memoria. O exemplar trás fragmentos do convívio e de homenagens, alguns em formato poético e de cordel. No texto é relembrada a data de nascimento, 17 de novembro. N último sábado, completaria 102 anos .

Os grupos culturais Xique-Xique, de Canindé, da Fundação Cultural Francisco Fonseca Lopes, de Caridade, e os shows “Aboios, o som do sertão” com a Mestre da Cultura Diná Martins e os Vaqueiros, de Canindé, ainda a banda Dona Zefinha, de Itapipoca, encararam a programação cultural. O público adorou. Queriam mais.

Conforme Clébio Ribeiro, se depender dos organizadores, na semana de aniversário de Rachel de Queiroz, mais uma vez serão realizados seminários, mesas redondas, mostra cinematográfica e espetáculos em tributo a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, quixadaense do coração.

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