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Como ler mais livros no ano de 2018

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Aprenda a inserir o hábito da leitura na sua vida e leia um maior número de livros por ano.

Publicado no Blasting News

Ler é um hábito pouco comum entre a maioria dos brasileiros. Ainda que esse número tenha aumentado nos últimos anos, é menor que em muitos países. Mas mesmo contra as estatísticas é possível ler mais aderindo a alguns hábitos diários:

Criar meta de páginas diárias: O ideal é começar com poucas páginas toda manhã e depois se torna mais fácil manter o hábito. Cinco páginas por dia durante 365 dias do ano seria o mesmo que ler 1.825 páginas, o que equivale a vários livros. Este tempo de #leitura pode ser logo depois do café da manhã e não deve demorar mais que 10 minutos.

Esquematizar: Quando se planeja o dia, é preferível escolher o turno da manhã para fazer leitura, pois a mente está mais livre e descansada.

A melhor opção é inserir dentro do planejamento esse horário como se fosse um compromisso e assim fica tudo mais organizar e fácil de seguir.

Planeje a leitura depois do exercício: Nem todo mundo se exercita, mas mesmo um alongamento é benéfico e existem livros que comprovam que ler depois do exercício é muito bom, pois ativa os neurotransmissores do cérebro.

Torne o processo de ler agradável: Ler em lugares agradáveis. Isso vai do gosto de cada pessoa, como um café ou em um lugar que se sinta bem torna mais fácil em dias que a preguiça bater. Isso pode ser feito em casa também obviamente.

Elimine as distrações: Celulares e computadores são grandes distrações, assim como sons aleatórios ou pessoas que possam distrair do objetivo que é somente ler.

Antecipar os problemas antes que sejam uma barreira: Ter sempre os materiais e livros necessários para completar a leitura e outros itens que precisem ser arrumados no dia anterior, não escolher locais barulhentos ou com pessoas que queiram conversar, pois isso se tornará um problema ao longo do dia e não será possível tornar a tarefa concluída.

Externalizar o desejo de ler: Falar para as pessoas que está lendo certo livro faz com que se crie uma relação de importância e medo de fracassar frente as outras pessoas. Isso ajuda a criar mais responsabilidade e cumprir a tarefa.

Ler durante o caminho: Quando se está no ônibus ou metrô é possível ler muito e geralmente ajuda a ser menos entediante.

Audiobooks: São livros em áudio, na internet há milhares de opções e ainda pode ajudar se estiver aprendendo outro idioma, pois ouvir é uma parte muito importante do processo de aprendizagem.

Ler enquanto espera: Ler na fila de espera é muito fácil, quando se está sentado esperando ser chamado para uma consulta no médico, por exemplo.

Projeto prevê que escolas fichem alunos usuários ou sob suspeita de uso de alguma substância ilícita

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A mesma proposta, prestes a ser votada na Câmara, cria cadastro de pessoas que usam drogas

Imagem: Google

Imagem: Google

Vinícius Sassine, em O Globo

O projeto de lei que cria um cadastro de usuários de drogas no país, prestes a ser votado pelo plenário da Câmara, prevê que as escolas fichem alunos usuários ou sob suspeita de uso de alguma substância ilícita. A polêmica proposta despertou reações contrárias do governo, manifestadas em duas notas técnicas do Ministério da Saúde e da Secretaria Geral da Presidência da República, obtidas pelo GLOBO.

Nos documentos, elaborados em outubro do ano passado, técnicos e diretores das duas pastas apontam a “criminalização” e a “marginalização” dos estudantes, caso o projeto se torne lei. O governo está preocupado com a grande possibilidade de aprovação da proposta em plenário, principalmente em razão da força da bancada religiosa na Câmara, interessada no fortalecimento das comunidades terapêuticas dirigidas por padres e pastores.

Conforme o artigo 16 do projeto de lei nº 7.663/2010, caberá a instituições de ensino preencher uma “ficha de notificação, suspeita ou confirmação de uso e dependência de drogas”. O objetivo desse fichamento, segundo o texto final do projeto que será levado a plenário, é o “registro, estudo de caso e adoção de medidas legais”. A proposta prevê ainda que caberá aos professores identificar nos alunos sinais de uso de drogas ilícitas e de álcool, para um posterior encaminhamento à rede de saúde.

O relator do projeto de lei, deputado federal Givaldo Carimbão (PSB-AL), defende outro ponto considerado polêmico e reprovado nas notas técnicas do Ministério da Saúde e da Secretaria Geral da Presidência. A proposta é ampliar em 10% a quantidade de vagas em instituições federais de ensino, a serem destinadas a dependentes químicos em tratamento médico e em abstinência. Se voltarem a usar drogas, esses pacientes perderiam a vaga conquistada nas instituições de ensino.

Carimbão tem como base eleitoral comunidades católicas em Alagoas. Ele é responsável por comunidades terapêuticas que cuidam de dependentes de drogas. O autor do projeto é o deputado Osmar Terra (PMDB-RS), médico e ex-secretário de Saúde no Rio Grande do Sul.

– Se de repente tem algum aluno, o professor tem de trabalhar para encaminhar o pessoal ao serviço de saúde. Na sala de aula pode ter alguma pessoa que está usando drogas. O professor é um orientador da família, que é chamada se tem alguma coisa estranha. A ideia é abrir espaço para que a família não seja a última a saber – defende Carimbão.

Osmar Terra, por sua vez, passou a afirmar que o projeto de sua autoria não prevê a criação de um cadastro de usuários de drogas. O texto do projeto é claro: em até 72 horas, todas as internações e altas hospitalares deverão ser registradas – em caráter sigiloso – no Sistema Nacional de Informações Sobre Drogas.

O projeto também prevê a internação compulsória de dependentes químicos, a ser solicitada por familiar ou servidor público que tenha tido contato com o usuário de drogas. A proposta não deixa claro se uma internação involuntária poderá ser solicitada por um professor ou diretor de escola.

“A instituição escola, na previsão do projeto de lei, se fragiliza na medida em que se torna um ‘espaço inquisidor’, podendo inclusive adotar posições criminalizadoras”, diz a nota técnica do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (Dapes) do Ministério da Saúde. Posição semelhante foi adotada pelo Departamento de Assuntos Legislativos da Secretaria Geral da Presidência: “Ainda que se compreenda o ambiente escolar como o ‘locus’ privilegiado para políticas públicas voltadas à prevenção das drogas, é necessário termos cautela para não reproduzirmos estereótipos, fomentar a marginalização do jovem ou assumir responsabilidades que escapam às competências da escola.”

As notas criticam ainda a possibilidade de um financiamento paralelo de comunidades terapêuticas, de novas combinações de drogas (a partir da classificação das substâncias ilícitas) e de uma maior quantidade de internações compulsórias. O projeto aumenta a pena mínima para um traficante de drogas de cinco para oito anos de prisão.

No último dia 12, o plenário da Câmara aprovou regime de urgência para a votação do projeto. A análise pelos deputados está prevista para a sessão seguinte ao feriado da Semana Santa, em abril.

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