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Caça talentos literários vai começar esta semana no Rio de Janeiro

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Festa já publicou 14 livros e revelou 156 autores da periferia carioca Divulgação

Festa já publicou 14 livros e revelou 156 autores da periferia carioca
Divulgação

 

Publicado no Boa Informação

Rio – Começa esta semana e só termina em dezembro a 6ª edição da Festa Literária das Periferias. O evento terá programação semanal, vai publicar dois livros, realizar batalhas de poesias em escolas públicas, debater temas como machismo, racismo, pobreza, circulação e direito à cidade, entre outras ações.

O auge do evento acontecerá no Vidigal, de 7 a 12 de novembro. Mas, até lá, a fase de preparação da festa já tem muitas atividades. A primeira do ano será o ‘Seminário Seis Temas à Procura de Justiça — a Poesia Também Pode Inspirar a Luta Contra o Trabalho Infantil e a Escravidão Contemporânea’.

O evento, que será realizado no auditório do Museu de Arte do Rio (MAR) nos dias 12 e 13, vai inspirar poetas que participarão de livro a ser publicado em novembro.

A festa literária já publicou 14 livros e revelou 156 autores da periferia carioca. Dividido em dois dias, o seminário de sexta-feira e sábado terá seis grupos de trabalho. Serão discutidos temas como o machismo, o racismo, a guerra às drogas e a guetificação da cidade.

“Um exemplo de que a poesia pode inspirar a luta contra o trabalho infantil está na letra de ‘Relampiano’, parceria de Paulinho Moska e Lenine, e de ‘Malabaristas do Sinal Vermelho’, de Francisco Bosco e João Bosco”, diz Julio Ludemir, um dos criadores da Flup.

Nos cinco sábados subsequentes, haverá palestras com poetas com uma obra marcada pelo engajamento, como Marcelo Yuka, Angélica Freitas, Sérgio Vaz, Ricardo Aleixo e Elisa Lucinda. A edição 2017, que homenageará o centenário da Revolução Russa.

Participação de escolas

O seminário e as palestras também inspirarão os poetas que vão participar do II Slam Colegial, que envolverá escolas públicas de Ensino Médio de seis regiões da metrópole carioca. O vencedor do II Slam Colegial, que acontecerá em julho, representará o Rio de Janeiro no Flup Slam BNDES, competição de Poetry Slam que em novembro reunirá poetas de todo o país no Vidigal.

Programação

O ‘Seminário Seis Temas à Procura de Justiça – a Poesia Também Pode Inspirar a Luta Contra o Trabalho Infantil e a Escravidão Contemporânea’ será realizado nos dias 12 e 13, no Museu de Arte do Rio (MAR), sujeito à lotação. Inscrições no link: goo.gl/94He2s . Informações e inscrições para a ‘Flup Pensa’ na página: facebook.com/FlupRJ.

12 de maio

18h30 – Abertura solene
• Conversa com Marcelino Freire e Marta Porto
• Slam demonstrativo

13 de maio

13h30 – FLUP e Ministério Público do Trabalho
14h30 – Coffee break
15h – Grupos de Trabalho sobre os seis temas:
1. Direito a Circulação (Julio de Tavares)
2. Racismo (Athayde Motta)
3. Machismo (Flavia Oliveira)
4. Brasil, o país dos privilégios (Lia Vainer Schucman)
5. Geração de renda (Marcus Vinicius Faustini)
6. Criminalização da pobreza (Julita Lemgruber)
17h – Coffee break
17h30 – Desdobramentos
19h – Encerramento

Fonte: Jornal O Dia / IG

Mais Educação não tem impacto em matemática, português e evasão, diz estudo

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evasao-escolar

Marcelle Souza, em UOL

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (5) pelo Itaú Social e o Banco Mundial aponta que as atividades do Programa Mais Educação, do MEC (Ministério da Educação), não têm impacto a curto prazo nas notas das escolas em matemática, português e nos índices de abandono.

O estudo levou em consideração 600 escolas que aderiram ao programa em 2008 e cerca de 2.000 que entraram em 2010. Os resultados dessas unidades, localizadas em vários Estados do país, foram comparados aos de escolas com o mesmo perfil (tamanho, estrutura, desempenho no Ideb etc.), mas que não realizam atividades do Mais Educação.

O desempenho dos alunos em matemática e português na Prova Brasil e os dados de evasão foram medidos em 2009, 2011 e 2013. Os resultados mostram que as escolas com o Mais Educação não tiveram melhores notas nem registraram queda no abandono se comparadas às que não recebem verba do programa.

O Mais Educação foi implantado em 2008 e repassa verbas para escolas interessadas que atendam a uma série de requisitos, entre elas que tenham mais de 50% dos alunos no Bolsa Família. As unidades que participam do programa oferecem, no contraturno e de maneira não obrigatória, atividades de reforço escolar, culturais, esportivas, de educação ambiental, de promoção à saúde, cultura digital e de direitos humanos.

Para Antonio Bara Bresolin, da Fundação Itaú Social, os dados da pesquisa são um indicativo que melhorias devem ser feitas no programa, mas que não são suficientes para avaliá-lo de modo completo. “De fato, é pouco tempo para avaliar o impacto das atividades no desempenho dos alunos na Prova Brasil”, disse.

“Por falta de dados, não conseguimos avaliar a efetividade do Mais Educação em outros aspectos, como redução do trabalho infantil, da exploração sexual infantil, e no desenvolvimento de competências socioemocionais”, diz.

A pesquisa também fez um estudo de caso em quatro redes municipais e duas estaduais (DF e GO).

A coordenadora do Cenpec, Maria Amábile Mansutti, afirmou que o estudo mostra que o programa precisa olhar mais para a qualidade das atividades oferecidas.

“O estudo de caso mostra que as escolha das atividades estão mais ligadas às possibilidades da escola [de estrutura e pessoal] do que aos interesses dos alunos”, afirma. “Os monitores muitas vezes não dialogam com o resto da escola. Mas o contraturno não pode ser um passatempo, tem que ser de fato uma atividade pedagógica.”

Procurado, o MEC afirmou que o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, definiu que uma de suas prioridades é rever o Programa Mais Educação, “priorizando os conteúdos com maior foco na melhoria do aprendizado, especialmente português e matemática”.

Ganhador do Nobel da Paz pede investimento em educação

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Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Kailash Satyarthi ganhou o Prêmio Nobel da Paz (Foto: Bernat Armangue/AP)

Publicada em Exame

Nova Délhi – Países em todo o mundo devem cortar seus orçamentos de defesa e investir em educação se quiserem erradicar o trabalho infantil, disse Kailash Satyarthi, ganhador do Prêmio Nobel da Paz.

O indiano de 60 anos recebeu o Nobel neste mês junto à paquistanesa Malala Yousafzai por sua luta contra a opressão às crianças.

“O mundo foi capaz de produzir mais armas, armamentos e munição do que livros e brinquedos que são necessários para as crianças”, disse Satyarthi em entrevista coletiva na noite de segunda-feira.

“Precisamos do que as pessoas chamam de ‘defesa’, mas que eu vejo como ‘ataque’? Devemos gastar mais dinheiro, mesmo tirando de nossos orçamentos de defesa, e devemos dar às crianças uma boa educação globalmente.” Cerca de 30 milhões de pessoas -incluindo crianças- são escravizadas no mundo todo, traficadas para bordéis, forçadas a trabalho manual, vítimas de escravidão por dívida e ou até mesmo nascidas na servidão, mostrou um índice global sobre escravidão moderna divulgado em outubro do ano passado.

Quase a metade está na Índia, onde a escravidão vai de trabalho em pedreiras até trabalho doméstico e exploração sexual.

Satyarthi fundou a organização Bachpan Bachao Andolan (Movimento Salve a Infância) em 1980 e ajudou a resgatar mais de 80 mil crianças, muitas das quais foram traficadas de vilas rurais pobres de Estados indianos como Bihar e Jharkhand.

Satyarthi, que também começou um movimento da sociedade civil chamado Campanha Global para a Educação, disse que o ciclo de analfabetismo, pobreza e trabalho infantil pode ser quebrado ao se colocar as crianças na escola.

“Nós precisamos de mais vontade política. É uma questão de financiamento global e financiamento para a educação de crianças, para sua saúde e para sua melhora”, disse o ativista.

“O que precisamos é cerca de 18 bilhões de dólares adicionais para educar todas as crianças no mundo. Isso é menos do que três dias de gastos militares.” Gastos públicos em educação variam pelo mundo, com países como Lesotho e Cuba alocando cerca de 13 por cento do PIB ao setor, ao passo que outros como Mianmar e Bangladesh gastam menos de 2,5 por cento, de acordo com dados do Banco Mundial.

Orçamentos militares variam de 9 por cento do PIB na Arábia Saudita para 1,4 por cento no Brasil. Satyarthi classifica a escravidão humana como o terceiro maior tráfico do mundo, após armas e drogas.

Segundo ele, há 168 milhões de crianças que trabalham hoje em dia, comparado a 260 milhões há quase duas décadas, ao passo que o número de crianças fora das escolas primárias caiu quase pela metade globalmente, para 57 milhões. “Toda criança nasce com liberdade, dignidade e identidade. Roubar isso delas é uma violência contra a humanidade”, afirmou o ativista.

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