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6 livros para conhecer Olga Tokarczuk e Peter Handke, vencedores do Nobel

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Olga Tokarczuk e Peter Handke, vencedores de 2018 e 2019, respectivamente (Foto: Reprodução Nobel Media)

Escritores receberam prêmios de 2018 e 2019, respectivamente

Giuliana Viggiano, na Galileu

Um escândalo envolvendo participantes do comitê do Prêmio Nobel atrasou a consagração da escritora polonesa Olga Tokarczuk, que deveria ter sido laureada em no ano passado. Mas, ao que parece, são águas passadas: ela e seu colega de profissão, Peter Handke, receberam as honrarias de 2018 e 2019, respectivamente.

A Academia ressaltou a imaginação narrativa de Tokarczuk, que “com paixão enciclopédica, representa o cruzamento de fronteiras como uma forma de vida”. Já Handke teve seu trabalho descrito como influente e engenhoso, pois explora “a periferia e a especificidade da experiência humana”.

Como sabemos que nossos leitores curtem literatura e amam ficar antenados nas novidades, a GALILEU separou três livros de cada um desses escritores para conhecer melhor o trabalho deles. Confira:

Olga Tokarczuk

1. Escrituras de Jacó, 2014
Ainda sem tradução para o português, esta obra de Tokarczuk lhe rendeu o maior Prêmio Nike, o mais importante da Polônia. No livro, o leitor é conduzido a buscar Jacob Frank, uma figura histórica controversa do século 18. A jornada passa por cenas dos impérios Habsburgo e Otomano e pela Comunidade Polaco-Lituana.

Ao longo da história, descobre-se que Frank é o líder de um grupo misterioso e herético de judeus — que, anteriormente, já seguira o Islã e o Catolicismo. O livro é narrado pelos seguidores do “messias”, destacando suas proezas e boas ações.

A obra, apesar de muito elogiada pela crítica, rendeu a Tokarczuk ameaças de morte por parte de grupos extremistas da Polônia. Isso porque, para os membros da direita, o romance histórico desafia a “pureza” das origens polonesas.

2. Sobre os ossos dos mortos, 2009
Um suspense eletrizante, este livro consagrou Tokarczuk e está na lista do The Guardian de melhores livros do século 21. A história se passa em uma remota vila polonesa, onde a protagonista, Janina, trabalha como tradutora e caseira de casas de verão.

A mulher é famosa na região por amar estudar astrologia — e por simpatizar muito mais com animais do que com seres humanos. Sua personalidade reclusa se torna um problema quando uma série de assassinatos macabros começam a ocorrer no vilarejo.

Janina decide investigar os acontecimentos, pois tem certeza de que sabe quem é o autor dos crimes. Nessa obra, o leitor é levado a uma jornada que mistura investigação policial com um intenso suspense psicológico.

3. Os vagantes, 2007
O livro que tornou Tokarczuk a primeira pessoa da Polônia a vencer o Man Booker Prize é um conjunto de contos. Em cada uma das histórias, o leitor conhece um viajante que, por motivos tão diversos quanto curiosos, se vê na necessidade de sair de sua casa para explorar o mundo.

Em uma das histórias, por exemplo, a autora conta a jornada de uma jovem que se vê obrigada a voltar à Polônia com um objetivo peculiar: envenenar seu ex-namorado, que está em estado terminal. Em outra parte do livro, conhecemos a vida de uma mulher que largou tudo para ir morar em Moscou e vagar pelas estações de metrô da cidade.

Falando sobre vida e morte, a escritora mistura relatos que conheceu em suas próprias viagens com uma dose de imaginação para criar um livro intenso e reflexivo, mas nem por isso menos divertido.

Peter Handke

1. Asas do desejo, em parceria com Wim Wenders, 1987

Handke se uniu ao seu amigo e parceiro de longa data, Wenders, para escrever o roteiro, que se tornou um dos clássicos do cinema franco-alemão. A narrativa é situada em Berlim, na época em que o Muro que dividia o país ainda existia.

Dois anjos têm a tarefa de observar os humanos, mas não conseguem sentir ou se emocionar como nós. Eles veem tudo o que acontece com os berlinenses, até mesmo ouvir seus pensamentos e confortá-los em momentos difíceis.

A história se complica quando um desses representantes divinos se apaixona por uma trapezista humana – para viver tal romance, precisará abrir mão sua condição de anjo e se tornar mortal.

2. Offending the audience (“Ofendendo a audiência”, em tradução livre), 1969
Neste texto dramático, Handke abusa da metalinguagem para deixar claro aos espectadores que, apesar de estarem em um teatro, aquilo que está sendo apresentado não é uma peça.

A história por si só não tem um grande clímax ou desfecho, a genialidade do autor se mostra na construção de um texto que fala sobre teatro dentro do próprio teatro, convidando o espectador a participar de sua evolução.

3. Die hornissen (“As vespas”, em tradução livre), 1966
Esta foi a primeira obra publicada por Handke, também um texto teatral. Nele, o narrador conta a história de seus dois irmãos, que brincavam nas margens de um rio quando se afogaram e morreram.

O terceiro irmão, que narra a história, fica cego naquele mesmo dia e inicia uma rotina na qual repassa as percepções e sensações daquela tarde, tentando compreender melhor o que ocorrera com eles. A narrativa é um belo mosaico de acontecimentos que conduz o leitor a caminhos cheios de reviravoltas.

Editora americana lança seleção de 76 contos de Machado de Assis

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O escritor brasileiro Machado de Assis (1839-1908) – Divulgação

‘The Collected Stories of Machado de Assis’ tem tradução de Margaret J. Costa e Robin Patterson

Paul Sehgak, em O Globo[via The New York Times]

SÃO PAULO – Para Stefan Zweig, Machado de Assis (1839-1908) era a resposta brasileira a Charles Dickens. Para Allen Ginsberg, ele era um outro Franz Kafka. Harold Bloom chamou-o de descendente de Laurence Sterne, e Philip Roth o comparou a Samuel Beckett. No prefácio de “The Collected Stories of Machado de Assis” (Liveright), que reúne contos traduzidos por Margaret Jull Costa e Robin Patterson, o crítico americano Michael Woods invoca Henry James, Henry Fielding, Anton Chekhov, Vladimir Nabokov e Italo Calvino – em apenas dois parágrafos.

Para complicar ainda mais as coisas, Machado sempre me lembrou Alice Munro. Mas o que é isso? Que tipo de escritor induz tantas caracterizações arrebatadoras e loucamente inconsistentes? Que tipo de escritor pode aparecer em tantas fantasias diferentes?

O insistentemente inclassificável Machado nasceu na pobreza, neto mestiço de escravos libertos. Ele não teve educação ou treinamento formal; como Mark Twain, seu contemporâneo, ele começou como aprendiz de impressor. Egresso de um regime feroz de autoaprendizado, ele se estabeleceu, inicialmente, como escritor de pequenos romances sobre e para as mulheres da elite dominante.

Capa de ‘The Collected Stories of Machado de Assis’ – Reprodução

Mas em 1879 seu estilo mudou – ou melhor, floresceu. Uma doença crônica (ele sofria de epilepsia) e a quase perda da visão despertaram sua atenção. O suave romântico se transformou em um irônico doente, cujas intromissões autorais, cortes secos e pequenas subversões influenciaram experimentalistas americanos como John Barth e Donald Berthelme.

Cinco romances foram produzidos nesse período – incluindo a obra-prima “Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881) – cimentaram sua reputação. Se essa coleção de 76 contos (selecionados de mais de 200) não os alcançam em qualidade, pelo menos oferecem um ponto de vista diferente e valioso – especialmente para os leitores que gostam de estar atentos à vida e à arte.

‘A incendiária’, de Stephen King, ganha nova edição

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Livro faz parte da coleção ‘Biblioteca Stephen King’, que republica os livros do autor em edição especial, com nova tradução e conteúdo extra

Publicado no Publishnews

Após anos esgotado no Brasil, A incendiária (Suma / Companhia das Letras, 450 pp, R$ 64,90) volta às livrarias como parte da Biblioteca Stephen King, coleção de clássicos do mestre do terror em edição especial com capa dura e conteúdo extra. No livro, Andy e Vicky eram apenas universitários precisando de uma grana extra quando se voluntariaram para um experimento científico comandado por uma organização governamental clandestina conhecida como “a Oficina”. As consequências foram o surgimento de estranhos poderes psíquicos — que tomaram efeitos ainda mais perigosos quando os dois se apaixonaram e tiveram uma filha. Desde pequena, Charlie demonstra ter herdado um poder absoluto e incontrolável. Pirocinética, a garota é capaz de criar fogo com a mente. Agora o governo está à caça da garotinha, tentando capturá-la e utilizar seu poder como arma militar. Impotentes e cada vez mais acuados, pai e filha percorrem o país em uma fuga desesperada, e percebem que o poder de Charlie pode ser sua única chance de escapar.

Katrina Dodson e a nova tradução de ‘Macunaíma’ de Mário de Andrade

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Tradutora em visita à Biblioteca Nacional, da qual participa de um Programa de Residência - Custódio Coimbra / Custodio Coimbra

Tradutora em visita à Biblioteca Nacional, da qual participa de um Programa de Residência – Custódio Coimbra / Custodio Coimbra

 

Tradutora americana foi premiada por sua versão em inglês dos contos de Clarice Lispector

Bolívar Torres, em O Globo

RIO – A californiana Katrina Dodson sempre desejou morar no exterior, mas a necessidade de se distanciar da política conservadora e belicista do então presidente dos Estados Unidos George W. Bush deu o empurrão definitivo para uma mudança de ares. Em 2003, ela resolveu passar um tempo no Brasil — e foi durante esse exílio voluntário que descobriu a literatura de Clarice Lispector, cujos contos veio a traduzir anos mais tarde. Lançado em 2015 com o título de “Complete stories”, a publicação recebeu, em março, o PEN Translation Prize — o mais prestigioso prêmio de tradução dos Estados Unidos. A incursão na prosa labiríntica da autora de “A hora da estrela”, aliás, não é o único fruto da sua relação com o país, já que a tradutora, de 37 anos, acaba de se lançar em um novo desafio. Até 2018, vai verter para o inglês um clássico do nosso modernismo, “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter” (1928), de Mário de Andrade. Só há uma tradução do romance, feita há mais de 30 anos pelo americano E. A. Goodland — e que ainda hoje é contestada.

— A tradução dele é muito problemática — diz Katrina, que está no Rio como bolsista do Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros, da Fundação Biblioteca Nacional. — Goodland não tem o ouvido de quem escreve, traduz as palavras sem a mágica, sem o ritmo, a poesia e a música que o original tem. Os professores de literatura sabem que há necessidade de uma nova tradução, até porque querem muito ensinar o livro nos Estados Unidos.

Graduada em Letras pela Universidade da Califórnia, Berkeley, Katrina trabalhava como consultora de marketing para empresas de biotecnologia em São Francisco quando resolveu experimentar uma nova vida no Brasil. Depois, voltou aos Estados Unidos para fazer doutorado em Literatura Comparada e desde então tem vindo regularmente ao Brasil. Entre 2011 e 2012, esteve no Rio como bolsista Fulbright para pesquisar sua tese de doutorado sobre a escritora Elisabeth Bishop. Em suas andanças cariocas, conheceu o poeta e professor de tradução Paulo Henriques Britto, que considera seu mentor, e o americano Benjamin Moser, biógrafo de Clarice, que a convidou para traduzir os contos da autora depois de descobrir o seu trabalho.

EXPERIÊNCIA DESORIENTADORA

Para a nova tradução de “Macunaíma”, que deverá manter o mesmo título do original, Katrina recebeu R$ 10 mil do Programa de Residência de Tradutores Estrangeiros. O dinheiro está bancando uma curta residência no Brasil, que inclui uma “viagem macunaímica” de um mês por lugares fundamentais para a compreensão dos contextos históricos, culturais e geográficos do livro. Já passou por Rio e São Paulo — onde pesquisou manuscritos e a marginália de Mário de Andrade e trocou ideias com especialistas do autor modernista —, e em breve visitará o Rio Negro, onde o personagem do romance vai buscar de volta a sua consciência. No futuro, ainda planeja explorar o estado de Roraima, local de nascimento do herói mítico.

Até agora, a tradutora terminou apenas dois capítulos do livro de Mario de Andrade, que resgata os mitos indígenas para compor alguns traços da formação cultural do Brasil. Já é o suficiente, porém, para ela saber que terá dificuldade para integrar as palavras tupis do texto à versão em inglês. Outra certeza é a necessidade de um glossário para guiar o leitor pelos termos mais obscuros.

— A linguagem é desorientadora até para o leitor brasileiro, e quero que os estrangeiros tenham esse mesmo tipo de experiência. Por isso vou deixar alguns elementos em tupi, como nome de macacos, de palmeiras, essas coisas — adiantou Katrina. — Alguns ditados e palavras são mesmo muito difíceis de verter. O tradutor anterior transformou a frase característica do personagem, “Ai que preguiça”, em “Oh! What a fucking life!” (algo como “Ai que vida fodida!”). Esse palavrão não faz sentido, porque a preguiça de Macunaíma é uma coisa entre o prazeroso e o preguiçoso.

Paradoxalmente, a complexidade linguística de “Macunaíma” torna a obra mais fácil de traduzir do que os contos de Clarice, acredita Katrina.

— Clarice também tem uma linguagem diferente, mas é muito sutil e precisa. Com ela era como se eu andasse numa corda bamba, tive que me restringir. Já “Macunaíma” é tão impossível de traduzir palavra por palavra que eu posso me soltar e, dentro do espírito dele, inventar mais.

Se a eleição de Bush motivou uma mudança de ares, agora a situação é outra. A tradutora considera a surpreendente ascensão de Donald Trump à presidência uma “emergência enorme” e se sente obrigada a permanecer em seu país.

— É o maior desastre público que já vivi. Sei que preciso ficar e defender o que ficará cada vez mais vulnerável: os direitos, os valores de igualdade e até o próprio planeta. Mas é bom estar aqui nessa curta residência para falar com os brasileiros da situação internacional, de Trump, do Temer, do Crivella, e assim pensar melhor em como o que está acontecendo nos Estados Unidos está relacionado com o resto do mundo.

10 dicas para utilizar o tablet de modo offline na educação

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Publicado no Canal do Ensino

A internet pode ser uma grande ajuda para os professores em sala de aula. Ela permite que o aluno visualize exemplos do que está sendo dito, procure referências e links externos na hora de estudar. Mas nem sempre existe uma rede wi-fi ou serviço de celular disponível para uso e mesmo assim dispositivos como o iPad não se tornam inúteis para a educação.

10 dicas de como utilizar o iPad de modo offline na educação, desde que você tenha baixado os aplicativos que serão utilizados. A seguir as dicas:

1. Use o Google Earth no modo offline para fazer uma viagem virtual
Seu professor de geografia está falando sobre a rota marítima utilizada por Colombo para chegar às Américas e você tem a oportunidade de acompanhar pelo iPad o caminho seguido graças ao Google Earth. E sem precisar da internet!

2. Use qualquer aplicativo de escrita offline para escrever uma história ou resenhar um livro
Existem diversos aplicativos que podem ser utilizados para escrever uma história ou resenhar um livro como o Evernote. Também é possível por meio da caixa de e-mail, que permite que os textos sejam salvos. Assim, você pode fazer o rascunho da resenha que o professor de literatura pediu bem mais rápido.

3. Use o aplicativo Spotify no modo offline para ter as suas músicas essenciais em qualquer lugar
Se o seu professor precisar de dicas para melhorar o desempenho e a pronúncia do inglês dos seus alunos, o Spotify estará repleto com as músicas daquela banda norte-americana que você adora para ajudar a aprender de uma maneira diferente.

4. Faça suas anotações de classe em um aplicativo de textos como o Workflowy
O Workflowy é um aplicativo que permite que você trabalhe no seu modo offline. Você pode fazer anotações, listas e utilizar marcadores para organizar o que precisa. É ideal para anotar as coisas importantes daquele professor que fala super rápido.

5. Use um aplicativo de tradução para aprender outra língua
Você pode aprender palavras novas e até tirar a dúvida do professor quando aquela palavra “foge da cabeça” com os aplicativos de tradução que funcionam sem precisar da conexão com a internet. Um bom exemplo é o Ultralingua.

6. Faça uma lista de todos os trabalhos e lições de casa que precisa fazer com o List Buddy
Organize todos os seus deveres por meio de listas e calendários. O aplicativo List Buddy ainda lembrará você das entregas um dia antes!

7. Aprenda a tocar guitarra com um aplicativo como o Songsterr Guitar Tabs
O aplicativo Songsterr Guitar Tabs disponibiliza cifras de mais de 4.000 músicas e ensina como tocá-las. Você pode aprender a tocar guitarra sem internet e sem um professor. Bem legal, certo?

8. Veja quem consegue adivinhar localidades no Google Earth mais rápido
O Google Earth desenvolveu um jogo chamado ”Onde no Google Earth?” (Where on Google Earth?, em inglês) que mostra localidades e pede para que você identifique onde está. É mais uma maneira de aprender geografia no modo offline.

9. Use o Instapaper para ler documentos e textos longos para os quais você normalmente não teria tempo na sala de aula
O Instapaper permite que você salve páginas e documentos interessantes para serem lidos de maneira confortável e rápida através do iPad. Se o professor passou uma referência que vale a pena ser conferida e não tem tempo para desenvolver durante a aula, você pode salvá-lo offline e aprender quando chegar em casa.

10. Viaje offline com um guia de viagem
Os guias de viagem permitem que rotas de trens e aviões sejam planejadas, assim como visualizar mapas e pontos turísticos de diversos países.

Fonte: Universia Brasil

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