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Universidade nos EUA cria opções de gênero trans em ficha de admissão

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Além de ‘homem’ e ‘mulher’, há opções para trans e não-binário.
Mudança pretende atender necessidades e diversidade dos estudantes.

ucla

Publicado no G1

A partir do próximo ano letivo, que começa em setembro, a Universidade da Califórnia (UC), nos Estados Unidos, vai permitir que seus estudantes se identifiquem com gêneros além de “masculino” e “feminino”. Quem preencher o formulário de admissão da instituição terá seis variedades na hora de reconhecer seu gênero. Os candidatos e candidatas poderão optar entre masculino, feminino, homem trans, mulher trans, gênero não-binário (pessoa que não se identifica com os gêneros masculino e feminino) e “identidade diferente”.

Em nota, a universidade esclareceu que a resposta no formulário não prejudicará os candidatos no processo seletivo, e que o objetivo é “ajudar a universidade a entender melhor as demandas dos estudantes e atendê-las melhor”.

Haverá ainda a criação de banheiros e vestiários para estudantes trans.

A UC também anunciou o início de um projeto de dois anos para promover estudos de gênero e sexualidades interdisciplinares em todas as áreas da instituição, para “identificar maneiras de evoluir o aprendizado dos estudantes sobre as questões LGBT”.

Segundo Janet Napolitano, presidente da instituição, “a UC está trabalhando para garantir que os campi tenham um modelo de inclusão e compreensão”.

As mudanças aconteceram depois de um ano de trabalhos de um grupo formado para pensar a questão de inclusão e da diversidade entre a comunidade acadêmica. Segundo o comunicado da UC, os campi da universidade californiana já foram listados entre as faculdades “amigas” da comunidade LGBT.

Alunos pressionam pela nomeação de professora travesti como reitora no CE

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A professora trans Luma Andrade, cotada por estudantes para ser reitora no Ceará (Foto: Jarbas Oliveira/Folhapress)

A professora trans Luma Andrade, cotada por estudantes para ser reitora no Ceará (Foto: Jarbas Oliveira/Folhapress)

Estêvão Bertoni, na Folha de S.Paulo

Alunos de uma universidade pública do Ceará lançaram uma campanha para que uma professora travesti seja nomeada reitora da instituição.

O movimento “Luma Lá”, iniciado no final de dezembro por estudantes da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira) pede para que o novo ministro da Educação, Cid Gomes (Pros), nomeie a professora Luma Andrade para o cargo.

Luma é conhecida como a primeira travesti do Brasil a fazer um doutorado. Ela defendeu em 2012 uma tese em educação na UFC (Universidade Federal do Ceará) sobre travestis nas escolas.

O cargo de reitor na universidade está vago desde o dia 1º de janeiro porque a ex-reitora Nilma Lino Gomes assumiu a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

Nilma foi a primeira negra a se tornar reitora de uma universidade brasileira. Caso seja escolhida, Luma será a primeira travesti reitora do país.

A Unilab, em Redenção (a 66 km de Fortaleza), é uma autarquia vinculada à pasta ocupada desde 1º de janeiro por Cid Gomes, ex-governador do Ceará.

Cabe ao ministro da Educação escolher o reitor, que não precisa ser necessariamente docente da instituição. Antes de assumir a pasta, Cid foi governador do Ceará (2007-14).

Segundo o estudante Kaio Lemos, 35, que cursa bacharelado em humanidades e integra o centro acadêmico da faculdade, o movimento de alunos já enviou um apelo por carta a Cid Gomes, quando ele ainda era governador, pela nomeação da professora.

“Se ela tem capacidade acadêmica, não tem nenhum problema para ela como travesti ser reitora”, afirma.

“Nós já tivemos muitos nomes de homens importantes na história, de reitores, de presidentes. Essa escolha vai muito além, condiz com a questão da diversidade sexual”, defende o estudante.

Segundo ele, o movimento gerou resistência de um grupo pequeno, “de oito a dez alunos”. “Mas isso é natural.”

Luma afirmou que foi pega de surpresa pela campanha e que recebeu a iniciativa como “um presente”. “Não foi uma afirmação minha. Fiquei muito feliz porque a campanha veio do grupo mais forte de estudantes da universidade e eles confiaram no meu trabalho”, diz.

Segundo ela, a campanha foi vista como uma afronta por muitas pessoas de dentro da Unilab. “Em todos os espaços temos pessoas conservadoras. É um espaço de disputa, uma relação de poder, e existem pessoas que querem essa função e que tinham certeza de que iriam ocupar esse espaço. De repente, surge o nome de uma travesti e isso veio da comunidade de estudantes, então foi um surpresa para todos.”

Cid Gomes ainda não definiu quem será o novo reitor da Unilab. O Ministério da Educação foi procurado, mas não se manifestou sobre o assunto até o início da tarde desta terça.

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