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‘Estudar virou hábito’, diz aprovado em 13 concursos públicos, no AM

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Vida de concurseiro iniciou pelo interesse em estabilidade financeira.
Oficial de Justiça, João Victor continua estudando para outros concursos.

João Victor Tayah passou em mais de dez concursos públicos (Foto: Girlene Medeiros / G1 AM)

João Victor Tayah passou em mais de dez concursos públicos (Foto: Girlene Medeiros / G1 AM)

Girlene Medeiros, no G1

Muitos querem passar em concurso público atraídos pela estabilidade e remuneração acima do que é praticado na iniciativa privada. Se engana, porém, que todo concursado opta sempre por fazer da aprovação fonte de remuneração para o resto da vida. Há uma tendência em se acostumar – e até gostar – de manter o ritmo de estudo acelerado, pautados em editais. Foi o que aconteceu com o Oficial de Justiça João Victor Tayah, de 26 anos que é concursado e continua a buscar outras aprovações. “Estudar para concurso virou um hábito que sinto falta quando não mantenho”, disse.

No currículo, João Victor carrega a aprovação de mais de 13 concursos públicos. De assistente administrativo da Prefeitura de Manaus à Oficial de Justiça com aprovação nos processos do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Tribunal Regional Federal (TRF) e Tribunal de Justiça de Roraima (TJ-RR), o início da vida de concurseiro foi motivada pela estabilidade financeira.

“Decidi estudar para concursos porque a estabilidade sempre me chamou a atenção. Depois que vi que poderia passar em outros, me acostumei a tentar oportunidades melhores”, ressaltou Tayah. O sucesso, no entanto, é resultado de cinco horas diárias de estudos. As aprovações também são fruto de fins de semana sem pensar em ir a festas ou encontros com amigos. O saldo de poder escolher o cargo que quiser é a marca do reconhecimento por tanto afinco.

“Tem aquela questão de não poder sair, mas quando consigo a aprovação é a minha vitória. Vale a pena passar horas focado nos livros”, comemorou. Bacharel em Direito, João Victor acredita que a formação jurídica auxilia o candidato na hora de prestar um concurso público devido às disciplinas indicadas nos editais. “Levamos uma certa vantagem porque temos a oportunidade de ver com calma os vários leques do Direito. Mas, na prática, há oportunidades para todos. É só estudar”, afirmou João Victor de maneira positiva.

A vida de concurseiro está aliada a viagens por todas as regiões brasileiras. Para prestar concursos, João já viajou à Santa Catarina, Roraima, Pará, Ceará e Rio de Janeiro. Rondônia, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul.

A estabilidade do concursado chamou a atenção de João Victor (Foto: Girlene Medeiros / G1 AM)

A estabilidade do concursado chamou a atenção de João Victor (Foto: Girlene Medeiros / G1 AM)

Concurseiro iniciante

Para quem está atraído pela ideia de passar horas a fio rodeado de livros, a dica do concurseiro veterano é se matricular em um curso preparatório. De acordo com João Victor é importante frequentar um cursinho que eduque o candidato novato a se manter no ritmo e adquirir disciplina.

“Depois de um certo tempo, a gente já sabe o que cada concurso, dependendo da carreira, vai solicitar no edital. Daí nem precisa estar o tempo todo em sala de aula e é mais você e os livros. Para quem está começando, recomendo manter um ritmo de estudos dentro e fora do cursinho. É questão de disciplina”, enfatizou Tayah.

Estudar até passar

Conforme João Victor, a meta de todo concurseiro deveria ser “estudar até passar”. A concorrência acirrada, principalmente nos cargos que exigem o curso superior em Direito, não devem amendrontar o concurseiro. É o que pensa João Victor.

“É difícil, mas não é impossível. Tem gente que começa a estudar e quando vê que não passa de primeira já desiste logo. É importante continuar estudando incansavelmente que um dia a pessoa consegue. É assim com todo mundo”, recomendou.

Justiça nega acesso antecipado a redações do Enem; divulgação será em fevereiro

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Estudantes protestam contra o resultado das redações do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012 em frente ao prédio do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro.

Publicado no UOL

O desembargador federal Paulo Roberto de Oliveira Lima, presidente do TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª Região), derrubou na noite desta sexta-feira (4) a liminar da Justiça Federal do Ceará que obrigava o MEC (Ministério da Educação) a disponibilizar aos estudantes que prestaram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) as provas de redação corrigidas.

A decisão de Lima atendeu a recurso do MEC, por meio da AGU (Advocacia-Geral da União) depois de concessão da liminar na ação movida pelo procurador Oscar Costa Filho, que já havia questionado a organização do Enem em anos anteriores.

Para proferir sua decisão, o presidente do TRF-5 fundamentou-se no TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) celebrado pela Subprocuradoria Geral da República, pela União e pelo Inep, através do qual foi resolvido que apenas a partir de 2012 a exibição das provas e dos espelhos seria liberada, e com um caráter “meramente pedagógico”.

“Na ação em exame, não se ataca o descumprimento do ajuste (TAC), como se, por exemplo, o Inep não houvesse honrado a palavra dada em juízo e a res iudicata (coisa julgada). Quer-se, bem ao reverso, é que a exibição das provas tenha caráter outro que não o pedagógico, a saber, permitir a interposição de recurso voluntário pelos candidatos, algo que o TAC também afastou. É preciso reconhecer que a postulação feita pelo MPF insurge-se contra aquilo que o Inep e o próprio Parquet (MPF) deliberaram; viola a coisa julgada, portanto, já que pretende impor, à exibição dos documentos, um caráter que ela não deveria ter, tudo para que se viabilizem recursos voluntários que o ajustamento não prevê –e nem, por consequência, o edital do exame”, argumentou.

Pelo cronograma do MEC, as redações corrigidas só serão disponibilizadas no dia 6 de fevereiro, quase um mês depois das inscrições para o Sisu (Sistema de Seleção Unificada).

Além da ação do Ceará, a Procuradoria da República em Alagoas também solicitou na quinta-feira (3) à Justiça que o MEC disponibilize antecipadamente as provas de redação corrigidas e acompanhadas das justificativas da pontuação.

O procurador Marcial Duarte Coêlho pediu ainda o adiamento das inscrições para o Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que usa a nota do Enem como critério de acesso à maioria das universidades federais. As inscrições estão previstas para começar na segunda-feira (7).

As ações na Justiça foram provocadas por um documento assinado por mais de 10 mil estudantes de todo Brasil, com a queixa de que as notas atribuídas não obedeceram aos critérios de correção expostos no edital.

Histórico

Essa não é a primeira vez que as provas de redação do Enem causam polêmica. Em 2010 e 2011, o MEC enfrentou diversos processos judiciais que pediam a revisão dos textos e a possibilidade de recursos. Após liminares favoráveis aos candidatos, a ações tiveram fim com a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público Federal.

O MEC se comprometeu a liberar a vista dos textos pelos candidatos, mas não a permitir recursos, possibilidade que, de fato, não foi incluída no edital do Enem 2012.

O Inep alega que alterou os procedimentos de correção das redações para evitar erros. Uma das alterações foi a redução de 300 para 200 pontos na diferença de notas que obriga a correção pelo terceiro avaliador. Além disso, foi incluída a banca examinadora para dirimir os casos de persistência das diferenças.

Com isso, cerca de 20% (826.798) das redações do Enem 2012 foram corrigidas por um terceiro avaliador, por causa da discrepância entre as notas atribuídas pelos dois corretores originais. Outros 100.087 textos tiveram que ser submetidos a uma banca examinadora, porque se manteve a diferença de mais de 200 pontos entre as notas dos três avaliadores.

Ainda segundo o Inep, os corretores de redação que atuaram no Enem passaram por dois meses de treinamento sobre as competências que deveriam ser exigidas nos textos e mais duas semanas para se capacitarem sobre o tema do teste – O Movimento Imigratório para o Brasil no Século 21. Segundo o instituto, os examinadores foram submetidos a pré-teste de avaliação da capacidade de correção de acordo com o padrão estabelecido pela banca examinadora.

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