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Posts tagged troca de livros

Preços dos livros de vestibulares variam até 89,25%

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publicado no G1

Uma pesquisa realizada pelo Procon de Campinas (SP) mostra que os preços dos livros que constam na lista de leitura obrigatória dos vestibulares da Unicamp e da Fuvest podem variar até 89,25% de uma livraria para outra no município.

O órgão de defesa do consumidor fez um levantamento em 12 estabelecimentos, sendo sete lojas físicas e cinco virtuais, consultando os preços de 18 títulos de livros novos e usados. O levantamento foi feito na segunda quinzena de fevereiro e está disponível no site do Procon.

Entre os itens avaliados, o exemplar novo de “A Cidade e as Serras”, obra de Eça de Queiros, é encontrado por R$ 8,80 no site de uma das principais livrarias do país e por R$ 46,52 em uma loja vitrual especializada na venda desse tipo de produto. Já um livro usado dessa obra pode custar de R$ 5 a R$ 46.

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Dicas para economizar

Para o diretor do Procon de Campinas, Ricardo Chiminazzo, a pesquisa de preço é um bom caminho para quem deseja fazer uma boa compra.

“Pesquisar é um ato que todo consumidor deve adotar pois, ao fazê-lo, estimula a concorrência leal, além de ajudar a equilibrar o mercado de consumo”, diz.

Chiminazzo recomenda ainda que antes de adquirir um título, o consumidor consulte amigos e conhecidos, para verificar se eles têm a obra procurada e assim pedi-la emprestada.

“Os estudantes podem, também, verificar em sites de bibliotecas nacionais, quais dessas obras são de domínio público e estão disponíveis para download. Consultar as bibliotecas públicas também pode ser uma boa alternativa”, aconselha.

Troca de livros

Outra alternativa para ter acesso aos livros exigidos nos vestibulares são os sites de troca de livros, como Livra Livro , Book Mooch e Book Crossing, que não têm custos para o consumidor.

Nessas páginas , é possível o usuário disponibilizar livros que não utiliza mais e assim acumular pontos que darão direito a obter títulos compartilhados por leitores de várias partes do país.

Leitura obrigatória

Neste ano, USP e Unicamp divulgaram alterações em suas listas obrigatórias de leitura. A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) deixou de ter uma lista unificada com a Fuvest e passou a adotar uma listagem própria de livros.

São 12 obras de diferentes gêneros e extensões, de autores das literaturas brasileira, africana e portuguesa. A cada ano, a Unicamp renovará parcialmente as obras que compõem a lista.

Já a Fuvest divulgou a lista de livros obrigatórios para as seleções de 2017, 2018 e 2019. A instituição tem mudado a lista a cada três anos.

Biblioteca à beira-mar oferece leitura gratuita na praia da Pipa (RN)

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Biblioteca da Praia foi criada para oferecer leitura aos turistas que visitam o local

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Publicado em UOL

Em meio à badalação da praia da Pipa, em Tibau do Sul, litoral do Rio Grande do Norte, uma biblioteca pé na areia é uma atração para os frequentadores de uma das praias mais procuradas por turistas no Nordeste.

É na praia do Amor, de paisagens nativas emolduradas pelo mar azul turquesa, onde fica a Biblioteca da Praia. A calmaria do local inspira os apaixonados pela leitura.

O acervo reúne cerca de 3.000 livros escritos não só em português como inglês, espanhol, alemão, hebraico, mandarim e francês. Os títulos que estão à disposição vão desde a obras de ficção, ação, romances e livros de literatura. A maioria deles chegou por meio de doações.

A biblioteca foi criada no ano de 2011 pelo surfista pernambucano Adalberon Batista de Omena, 38, o Beron, como é conhecido. No início, as prateleiras da biblioteca se resumiam a um banquinho de madeira. Porém, à medida em que foram chegando novos livros foi erguida uma espécie de estante de madeira com telhado de palha.

“Vi o potencial turístico da praia do Amor e resolvi unir a educação ao esporte. Criamos a biblioteca com essa ideia e vem dando tão certo que tivemos de fazer uma reforma no local para caber todos os livros, mas vejo que logo deverá ser ampliada de novo. Não param de chegar doações”, conta Beron.

A Biblioteca da Praia foi montada ao lado da escola de surf de Beron, que também tem um bar que serve sucos e comidas naturais para dar apoio a quem vai ao local. Enquanto ele ministra as aulas teóricas de surf e slackline, toma conta da biblioteca e atende aos clientes também.

O cuidado para conservar os livros é não deixar nada exposto ao sol, e ao final do dia, a biblioteca é fechada com uma lona para proteger os títulos da chuva e da maresia. O visitante que for ao local também pode ter a surpresa de participar de rodas de violão. No local, os surfistas e alunos de Beron se reúnem para também fazer música.

Apesar do público-alvo ser adultos, no local sempre ocorrem ações de leitura voltada para crianças, que podem fazer atividades de pintura em livros de leitura. “Incentivamos as crianças a lerem, pois é por meio delas que podemos criar novas consciências e mudar o mundo”, disse Beron.

Trocas e doações

Há turistas que preferem continuar a leitura depois do passeio e levar o livro para o local que está hospedado. Para isso, deve-se informar o nome do hotel ou pousada, e-mail e número de telefone. “Também não precisa pagar nada. É se comprometer a devolver”, diz Beron.

E se o turista levar o livro e não devolver? Beron diz que não se incomoda, pois “livro preso na estante é uma gaiola”. “O livro circula ao passar em outras mãos e mais pessoas têm acesso à leitura”. Há também a possibilidade de troca de livros.

A biblioteca funciona entre 9h e 17h. O local oferece cadeiras e guarda-sol, além do serviço de bar, que funciona ao lado da biblioteca.

Para chegar à Biblioteca da Praia, o turista deverá descer a escadaria do paredão da praia do Amor. No meio da pequena trilha, poderá encontrar pequenos animais, como saguis e camaleões. São cerca de dez minutos de caminhada até o local.

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Projeto da UFU estimula troca de livros doados entre população

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‘Bookcrossing’ pretende liberar livros em espaços públicos para uso geral.
Lançado a uma semana na cidade, acervo já conta com mais de 70 obras.

Publicado no G1

Projeto foi lançado a uma semana na cidade (Foto: Reprodução/ TV Integração)

Projeto foi lançado a uma semana na cidade
(Foto: Reprodução/ TV Integração)

Um projeto da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) pretende fazer com que a população tenha acesso a livros doados. O chamado ‘bookcrossing’ foi lançado há mais de uma semana na cidade e consiste em liberar livros em espaços públicos para que outras pessoas possam ler. A ação tem como ponto principal a biblioteca do Campus Santa Mônica da UFU e já conta com um acervo de mais de 70 livros.

A ideia é fazer os livros serem lidos pelo maior número de pessoas possível. O projeto tem pouco mais de uma semana e usa uma estrutura mínima. Uma estante instalada na entrada da biblioteca central da UFU. Entre os títulos doados, é possível encontrar autores como Carlos Drummond de Andrade e José de Alencar.

O colaborador Guilherme Augusto Gomes explica a motivação do projeto. “O projeto consiste em liberar livros em espaços públicos para que outras pessoas possam ler. Muitas vezes as pessoas ficam com os livros em casa, na estante e esquece que liberando os livros, outras pessoas podem ter contato com o universo da leitura”, comentou o jovem.

A servidora da universidade, Ana Maria da Silva, doou cerca de 30 livros para o projeto. “Sou apaixonada por livros. São vários livros que eu tinha em casa e, como trabalho diretamente com o público e gosto muito de livros, resolvi doar para ajudar o projeto e disseminar a leitura pela cidade”, comenta Ana Maria.

Interessados em doar os livros podem deixar o objeto em uma caixa na biblioteca da UFU. A bibliotecária responsável por selecionar as doações, Marta Chagas, diz que é rigorosa durante a tarefa. “Às vezes o livro chega todo riscado ou com mofo, então fazemos o processo de seleção. O livro pode ser velho, mas estando em boas condições, a pessoa pode ler com prazer”, afirmou.

Já a diretora das bibliotecas da UFU, Kelma de Souza, diz que o objetivo é expandir o projeto. “A ideia é que já consiga implantar também em outras seis bibliotecas, do Campus Umuarama, Campus Educação Física, da Escola Básica (Eseba) e também nas cidades de Ituiutaba, Monte Carmelo e Patos de Minas”, afirma a diretora.

O colaborador Guilherme Gomes afirma que é preciso acreditar na boa ação das pessoas. “Não temos garantia nenhuma de que os livros irão circular, mas temos que acreditar na generosidades das pessoas de libertar os livros e que ele se perca mesmo, para que possa ir até para outras cidades do país”, comentou.

Pais economizam até R$ 2.000 trocando livros em escola de SP

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Mãe de aluno do Colégio Pio XII escolhe livro didático na sala da Bibliotroca (Foto: Divulgação)

Mãe de aluno do Colégio Pio XII escolhe livro didático na sala da Bibliotroca (Foto: Divulgação)

Marcelle Souza, no UOL

Os pais que têm filhos em idade escolar já sabem: todo fim de ano chegam as duas temidas listas, a de material escolar e a dos livros didáticos que serão usados no próximo período letivo. Para muitos, só pesquisar o melhor preço não basta. Economizar mesmo virou sinônimo de trocar livros usados.

Essa foi a ideia de um grupo de pais do Colégio Pio XII, localizado no Morumbi (zona oeste de SP), que há dez anos montaram um projeto chamado de Bibliotroca. O mecanismo é simples: os pais separam os livros didáticos que não serão mais usados e doam para o projeto. Em troca, ganham créditos (um por livro) para trocar no material disponível ali mesmo.

“Vale muito a pena, principalmente os paradidádicos [de leitura]. Eles estão novos, em bom estado mesmo, e acabamos ensinando as crianças a conservarem o livro para ser aproveitado no próximo ano por outro aluno”, diz Silvia Fontana, proprietária de uma empresa de informática. Ela é mãe de quatro filhos, três deles estão em idade escolar. “Este ano, a soma de todos os livros daria R$ 3.000. Com a troca, eu vou gastar R$ 800”, afirma.

O projeto funciona em uma pequena sala na escola, aberta e administrada por mães de alunos que trabalham de forma voluntária. Em algumas épocas, a procura é tão grande que as elas distribuem senhas para organizar o recebimento e a seleção do material.

“Não dá para conseguir todos os livros na hora, é preciso ter paciência, voltar várias vezes para ver se chegaram mais livros, e às vezes tem fila de espera”, diz a fisioterapeuta Carla Torres, que tem dois filhos. “Eu consigo economizar no mínimo R$ 600 por filho. Dependendo do número de filhos que família tem, é uma super economia, quase o valor de uma mensalidade”, afirma.

Em bom estado

O sucesso do projeto só foi possível, porque existem regras para a doação de livros. Não são aceitos, por exemplo, materiais de alunos da educação infantil e os livros de exercícios. Também não vale publicação suja, rasgada ou rasurada.

“Quando as crianças são muito pequenas, os livros ficam muito desenhados. Então eles não servem [para a troca], não podem ser reaproveitados. O nosso foco é principalmente o ensino fundamental e os livros paradidáticos”, explica Mary Elizabeth da Rocha Azevedo, que é mãe de uma aluna e coordenadora da Bibliotroca. “Nós costumamos dizer que não são livros usados, são livros lidos”, diz.

Neste ano, a novidade são os uniformes, que também poderão ser trocados.. “Às vezes compramos uma bermuda nova em janeiro e, no fim do ano, já não serve mais. Está novinha, mas a criança cresceu”, diz a coordenadora do projeto ao explicar o porquê as mães incluíram também uniformes na troca.   “A gente recebe uniformes limpos e em bom estado, não podem estar rasgados nem pintados”, afirma.

Os livros e uniformes do projeto também são doados (sem a necessidade de créditos) para filhos de funcionários do colégio.

No início de dezembro, logo depois da distribuição das listas de livros pela escola, a sala funciona no período da manhã. Em janeiro, ela reabre com horário agendado, para os pais que deixaram para a última hora ou esperaram até o último minuto para ver se aquele tão esperado livro já chegou na Bibliotroca.

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