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Festa para calouros anuncia tequila grátis para mulher que usar minissaia

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Material de divulgação promovia open bar de tequila para mulhers com roupas curtas (Foto: Reprodução)

Material de divulgação promovia open bar de tequila para mulhers com roupas curtas (Foto: Reprodução)

Caso gerou polêmica nas redes sociais e material publicitário foi retirado.
‘Intenção não era parecer machista’, diz organização do evento em Goiânia.

Luisa Gomes, no G1

Uma promoção no material de divulgação de uma festa universitária dos cursos de engenharia da Universidade Federal de Goiás (UFG) está gerando polêmica nas redes sociais. O anúncio impresso da festa informa que mulheres “de sainha/vestinho” têm direito a tomar doses de tequila gratuitas, no sistema conhecido por open bar. A “Calourada” está marcada para ocorrer no dia 10 de abril em um clube de Goiânia.

Nas redes sociais, as opiniões se dividem. Há aqueles que criticam a promoção, classificando-a como um ato de machismo. “Esse tipo de propaganda apenas perpetua a violência sexual contra a mulher e dissemina a objetificação feminina”, diz uma das mensagens. Outro usuário da rede postou: “Que nojo cara. Até quando vai rolar essa cultura de embebedar mulher pra tirar proveito”.

Por outro lado, também houve quem considerasse a polêmica exagerada. Uma garota declarou que pretende ir à festa de mini saia. “Não estou pedindo para ser estuprada, apenas me visto do jeito que eu me sinto bem”, afirma na mensagem postada na rede social. Outra jovem declara que não se sentiu ofendida com a promoção: “Como as engenharias têm muito mais homens que mulheres, é uma maneira boa de atrair as amantes de tequila e/ou open bar pro evento”.

Um dos integrantes da comissão organizadora da festa afirmou ao G1 que a situação foi “um mal entendido” e o material publicitário foi retirado de circulação.

“É uma promoção que a gente faz desde a primeira edição da calourada, há seis anos. Quem promove eventos sabe que as mulheres são um público que atrai mais público. A intenção não era parecer machista, era só uma estratégia de marketing”, disse o jovem de 21 anos que pediu à reportagem para não ser identificado.

Ele também afirmou que esse tipo de prática acontece em outros eventos e em casas de shows da capital, mas acredita que depois desta polêmica esse tipo de promoção deve mudar. “A gente já pensa em uma estratégia para promover uma campanha contra o machismo”, diz.

A assessoria de imprensa da Universidade Federal de Goiás informou que não compactua com a promoção e marcou para sexta-feira (27) uma reunião com os organizadores do evento. Além disso, a universidade ressaltou que o evento não tem ligação com a UFG, que tem seu nome utilizado de forma incorreta.

A instituição alerta que apoia a calourada promovida pelo Diretório Central de Estudantes (DCE), com palestras e outras atividades que serão realizadas nos primeiros dias de aula do ano letivo.

‘Chaves’ destacou relação entre EUA e a América Latina, diz pesquisadora

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Ludimila Stival Cardoso fez mestrado na UFG sobre programa de Bolaños.
Ela diz que personagens mostravam situação de países nos anos 70 e 80.

chaves

Paulo Guilherme, no G1

Na criação dos personagens do programa ‘Chaves’, o humorista mexicano Roberto Gómez Bolaños, que morreu nesta sexta-feira (28), fez uma caracterização das relações entre os países da América Latina e os Estados Unidos, segundo Ludimila Stival Cardoso, pesquisadora da Universidade Federal de Goiás (UFG). Ela fez sua dissertação de mestrado sobre o programa, publicada posteriomente no livro “É que me escapuliu: o riso da gentalha!”.

Formada em relações internacionais, Ludimila pesquisou a fundo as características dos personagens do humorístico e mostrou como Bolãnos apresentava um humor com uma grande carga de crítica social embutida.

“Em todos os episódios o público ri de situações e problemas sociais que todos os países da América Latina carrega”, destaca a pesquisadora. “A questão do déficit alimentar na América Latina, é muito caracterizada na figura do Chaves.”
ludimila

“O Senhor Barriga aparece como representante do lado Norte da América, os Estados Unidos, que detém o dinheiro e os meios de produção. Ele é o dono do local onde todos vivem e mostra uma representação da relação de poder dos Estados Unidos em relação aos países da América Latina principalmente nas décadas de 70 e 80.”

A pesquisadora destaca ainda a personagem Dona Florinda como países latino-americanos que já tiveram em boa situação, mas se encontravam em crise de pobreza e miséria nos 70 e 80, como a Argentina.

“O Sr. Madruga é um personagem emblemático. Ele é a representação dos países que sabemque estão em situação complicada mas sempre vai postergando pagamento da dívida, encontram formas de adiar resoluções que precisam tomar em seus países. Alguns autores até relacionam ele com o Brasil e também com o México, que já precisou declarar moratória.”

Ludimila diz que um dos segredos do sucesso do programa por tanto tempo foi refletir a realidade das pessoas das classes C e D. “Além disso, a pessoa já sabe o que vai acontecer, e se sente segura para acompanhar o programa. Ter personagens adultos fazendo papel de criança e se colocando como criança, o jeito do olhar e de pronunciar as palavras, a roupa, traz identificação porque mostra a questão do humor não só infantil, mas ingênuo mesmo.”

“Até meus professores tentaram me fazer desistir quando decidi ser física”

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As sete brasileiras premiadas no 'For Women in Science' 2014 (Foto: Divulgação)

As sete brasileiras premiadas no ‘For Women in Science’ 2014 (Foto: Divulgação)

Cristine Kist, na Galileu
Quando decidiu prestar vestibular para o curso de Física da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Letícia Palhares ouviu de vários professores que ainda dava tempo de escolher outra profissão (“quem sabe engenharia?”). O colégio onde ela estudava em uma área nobre da capital era conhecido justamente por formar muitos físicos, e enquanto os colegas homens que optaram pela mesma carreira não sofreram nenhum constrangimento, Letícia chegou a ser chamada para conversar pelo Serviço de Orientação Educacional: “Anos depois, estava no campus da universidade, por coincidência perto da Faculdade de Engenharia, quando encontrei um professor do colégio que mal me cumprimentou e já mandou um: ‘Sabia que você ia desistir’.” Mas Letícia não desistiu e, na última terça-feira, 21, foi escolhida com outras seis jovens cientistas para receber uma bolsa-auxílio de US$ 20 mil.

Letícia Palhares (Foto: Divulgação)

Letícia Palhares (Foto: Divulgação)

A bolsa faz parte do programa For Women in Science, criado pela Unesco em parceria com a L’Oréal para reconhecer e estimular o trabalho de pesquisadoras do mundo todo. Neste ano, além de Letícia, também foram premiadas a matemática Ana Shirley Ferreira (UFC), a química Carolina Horta Andrade (UFG), e as cientistas da área da saúde Ludhmila Abrahão Hajjar (USP), Patricia de Souza Brocardo (UFSC), Manuella Pinto Kaster (UFSC) e Maria Carolina de Oliveira Rodrigues (USP) (veja mais sobre os projetos delas abaixo).

Anualmente, cinco cientistas mais experientes, uma de cada continente, também recebem uma bolsa equivalente a US$ 100 mil. No ano passado, a representante das Américas foi a brasileira Marcia Barbosa, professora de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista nas particularidades da água. Duas mulheres que já ganharam esse mesmo prêmio acabaram recebendo o Nobel pouco tempo depois: a química Ada Yonath, premiada em 2009 por seus estudos com ribossomos que abriram caminho para novos antibióticos, e Elizabeth Blackburn, Nobel de Medicina também em 2009 por seu trabalho com trechos de DNA que impedem o envelhecimento precoce das células.

As sete premiadas do ‘For Women in Science’ em 2014:

Leticia Palhares (UERJ)
Área: Física
O que pesquisa: A dinâmica das partículas, seus aceleradores e o que eles provocam

Ana Shirley Ferreira (UFC)
Área: Matemática
O que pesquisa: Verificação da Conjectura de Erdos-Faber-Lóvasz, uma teoria proposta em 1972 e que até hoje nunca foi comprovada

Carolina Horta Andrade (UFG)
Área: Química
O que pesquisa: Descoberta de medicamentos mais eficazes e acessíveis para pacientes com Leishmaniose

Ludhmila Abrahão Hajjar (USP)
Área: Ciências Biomédicas e da Saúde
O que pesquisa: A eficácia do balão intra-aórtico em pacientes de alto risco submetidos a operação cardíaca

Patrícia de Souza Brocardo (UFSC)
Área: Ciências Biomédicas e da Saúde
O que pesquisa: Os benefícios da atividade física em neurônios expostos ao álcool durante a gravidez da mãe

Manuella Pinto Kaster (UFSC)
Área: Ciências Biomédicas e da Saúde
O que pesquisa: Intervenções que melhorem a idenficação e o diagnóstico de transtornos psiquiátricos

Maria Carolina de Oliveira Rodrigues (USP)
Área: Ciências Biomédicas e da Saúde
O que pesquisa: Reação de anticorpos em pacientes com diabetes do tipo 1 tratados com Células Mesenquimais

* A repórter viajou ao Rio de Janeiro a convite da L’Oréal.

Goiano passa em seis vestibulares de medicina em instituições públicas

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‘Nunca pensei em desistir’, diz jovem após quatro anos de tentativas.
Ele decidiu estudar na Universidade Federal de Goiás, onde foi 4º colocado.

Paula Resende, no G1

Estudante passou em seis vestibulares para curso de medicina (Foto: Adriano Zago/G1)

Estudante passou em seis vestibulares para curso
de medicina (Foto: Adriano Zago/G1)

Após quatro anos prestando vestibulares por todo o país, o jovem Gabriel Alvarenga, de 20 anos, foi aprovado em seis instituições de ensino públicas para o curso de medicina. “Não me via exercendo outra profissão”, conta o estudante. A faculdade escolhida para realizar o sonho de se tornar médico foi a da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde passou na 4º colocação.

O objetivo dele sempre foi estudar na instituição goiana devido à qualidade do ensino e à proximidade da família e dos amigos. “Prestava nas outras porque não dá de prestar só um vestibular”, explica. Gabriel também foi aprovado nas universidades federais do Triângulo Mineiro, do Amazonas e do Acre, na Faculdade de Medicina de Marilia e na Escola Superior de Ciências da Saúde de Brasília.

O jovem mal teve tempo de descansar, pois as aulas da UFG começaram no último dia 25 de março. “Agora, troquei os livros do cursinho pelos da faculdade”, comenta.

Trajetória
O rapaz sempre estudou em escolas particulares, desde que morava em Rubiataba, cidade goiana onde nasceu. Para intensificar os estudos, ele deixou a família no interior e se mudou há seis anos para Goiânia para cursar o ensino médio. Foi quando decidiu qual carreira queria seguir. “É uma profissão muito nobre, que ajuda as outras pessoas”, conta. De acordo com o rapaz, o gosto pela área de biológicas também ajudou na escolha.

Após concluir o 3º ano do ensino médio, o jovem fez mais três anos de curso pré-vestibular. Além das aulas, ele estudava mais de 8 horas por dia. No entanto, Gabriel afirma ser fundamental reservar um tempo para si mesmo. “Nunca só estude, tenha suas horas de lazer, mas enquanto estiver estudando, seja disciplinado”, ensina. Ele comenta que reservava as noites de sábado e manhãs de domingo para fazer o que quisesse, como ir ao cinema com a namorada, à casa dos tios ou jogar bola.

Gabriel havia parado de tocar violão para estudar, mas já retomou a atividade (Foto: Adriano Zago/G1)

Gabriel havia parado de tocar violão para estudar, mas já retomou a atividade (Foto: Adriano Zago/G1)

O jovem lembra que também é preciso abrir mão de certas coisas, como momentos em que a família está toda reunida ou de viagens longas. Inclusive, ele parou de tocar violão, atividade que já retomou.

Gabriel ressalta que quem quer fazer medicina não deve se importar com a rotina estressante e os possíveis anos de estudo. “Deve-se propor a estudar até passar, independente do tempo”, afirma. Para ele, vale a pena se esforçar para ser aprovado em uma faculdade pública. “Estou muito realizado, me sinto bem, passei na hora certa”, conta.

Apesar da alegria e satisfação pela aprovação, Gabriel não se esquece da longa trajetória de estudo e das decepções ao não passar no vestibular. “Quando saia a lista e não via meu nome, vinha aquela tristeza. Pensava, ‘Nossa, cursinho de novo, será que é isso mesmo que eu quero?’. Depois, a tristeza passava. Não é uma prova que ia mudar meu sonho. Nunca pensei em desistir”, ressalta.

Gabriel afirma que, além de estudar muito, ter tranquilidade ao fazer as provas faz a diferença. “É primordial ter tranquilidade. A experiência me ajudou a ficar calmo. No início, acredito que era prejudicado pela falta de tranquilidade, por ficar desesperado em passar”, dá a dica.

"Experiência me ajudou a ficar mais calmo", diz estudante sobre vestibular (Foto: Adriano Zago/G1)

“Experiência me ajudou a ficar mais calmo”, diz estudante sobre vestibular (Foto: Adriano Zago/G1)

Ex-engraxate de 57 anos é aprovado em medicina

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Aposentado tenta vaga na UFG para curso de medicina após 35 anos longe da sala de aula, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Ex-engraxate estava há 35 anos longe da sala de aula (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Longe da sala de aula há 35 anos, ele é motivo de orgulho para a família.
Para garantir vaga, ele já se matriculou em faculdade particular, em Goiás.

Publicado no G1

Depois de 35 anos longe da sala de aula, o aposentado Jeová David Ferreira, de 57 anos, resolveu largar tudo e tentar realizar o grande sonho da vida dele: ser médico. Ele foi aprovado em uma faculdade particular, mas neste domingo (13) vai prestar a primeira fase do vestibular da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Para isso, nos últimos dois anos a rotina de estudos começou bem cedo. “Levantava às 5h da manhã e logo em seguida assistia ao Tele Curso, até umas 6h. Depois, ia para o colégio. Chegando ao colégio, assistia aula o dia todo, até umas 22h. Isso todos os dias”, lembra o aposentado.

Sonho
Jeová foi aprovado para medicina em uma faculdade particular de Rio Verde, no sudoeste do estado. Medicina é um dos cursos mais disputados do estado e ele enfrentou a concorrência de 70 candidatos por vaga.

“Estou animado para fazer a prova amanhã. Mas vestibular é sempre uma caixinha de surpresas. A gente nunca se sente preparado. Quando a gente chega lá, dá a tensão pré-vestibular, que é a TPV e parece que o relógio dispara. Quando você vê, já acabou o tempo”, revela o aposentado.

Para a família, o ex-engraxate é um grande orgulho. “É um exemplo para a gente. E a moçada mais nova que for fazer a prova amanhã tem um concorrente forte aí porque o velhinho está preparado”, declarou Fernando David Ferreira, filho do aposentado.

“Desde pequeno ele falava para a minha mãe que ia ser médico”, lembra a irmã mais velha de Jeová. Maria Aparecida Ferreira.

No cursinho, onde estuda há 4 anos, Jeová aprendeu muito, mas deixou uma grande lição de vida. “Ele é a prova de que não devemos nunca desistir dos nossos sonhos, mesmo que demore 5, 10 ou 57 anos”, afirma Marcos Araújo, diretor do cursinho onde Jeová estuda.

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