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Fascismo organizado na Faculdade de Direito da UFMG

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O trote racista e com apologia ao Nazismo tem sido minimizado pela UFMG e pelo movimento estudantil de Direito. Mas por trás da brincadeira se esconde um grupo organizado de panfletagem racista, autoritária e fascista.

Foto do trote da Faculda de de Direito da UFMG. Gabriel Spínola está no centro.

Foto do trote da Faculda de de Direito da UFMG. Gabriel Spínola está no centro.

Omar Motta, no CMI Brasil

Gabriel Spínola é o nome do membro e propagandista do Movimento Pátria Livre dentro da Faculdade de Direito da UFMG em Belo Horizonte. O “movimento” é uma filial de um movimento fascista italiano, informação disponibilizada no site deles.

Este artigo tem a intenção de compartilhar informações úteis sobre a organização e principais nomes da organização fascista em Belo Horizonte. É uma ação direta de informação, um dox, o início de um escrache aos fascistas que não deve terminar enquanto o ódio for bandeira política. Há uma tentativa de minimizar essas tendências como “apenas opções”, mas apologia ao nazismo e racismo são crimes graves mesmo em nosso falho Estado de Direito.

Todas as informações estavam públicas e disponíveis na internet até o trote da Faculdade de Direito ser exposto e os perfis apagados.

Neste vídeo disponível na internet é possível ver uma reunião internacional do Movimento Pátria Livre, com direito a comentários não só de Gabriel Spínola mas também de Marcelo Botelho, o Líder local. (ambos aparecem a partir dos 6 minutos)

Esse vídeo é importante porque deixa claro as conexões do deputado Jair Bolsonaro com esses grupos da juventude fascista organizada. Em tempos como esse, com Bolsonaro na CDHM, é importante perceber onde ele tem buscado seu apoio e com quais intenções.

Nas imagens (vejam todas aqui) vocês podem encontrar a defesa de Nick Griffin, do British National Party (abertamente ligado aos skinheads whitepower), e de outros bastiões do conservadorismo.

Nas imagens podemos ver:

1) Foto do trote da Faculdade de Direito da UFMG
2) Série de badges fascistas e nazistas
3) Gabriel Spínola com corte de cabelo Skinhead
4) Defesa de Mosley, maior liderança fascista do Reino Unido e defensor de Hitler.
5 e 6) Defesa aberta do regime de Apartheid e de BlancheTerre, liderança do partido racista e nacionalista da África do Sul. Inclui comentários de defesa a segregação racial.
7) Utilização de falácias para defender o racismo
8) Defesa do criacionismo e do cristianismo fundamentalista
9) Rastros de Homofobia

As imagens em melhor resolução estão disponíveis aqui.

Alguem por aí acha que ele estava “brincando” ao fazer a saudação nazista?

Alguem acha que Gabriel Spínola estava “só brincando” ao posar de nazista ao lado de um calouro pintado de marrom, ou enquanto brincava com a caloura Chica da Silva?

Alguem acha que tomar por “mal informado” um militante organizado em partido fascista é uma atitude responsável?

No pasarán!

517900

dica do  André Tadeu de Oliveira e do Francisco Magalhães

Irmã mais velha de Clarice Lispector começa a sair do ostracismo

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Elisa Lispector, que escreveu sobre a vida da família no Recife, tem a sua obra reavaliada por pesquisadores

Fellipe Torres no Divirta-se

A avó, a mãe (em pé, à direita), e tias de Elisa, Tania e Clarice Lispector (Arquivo/Elisa Lispector)

                                             A avó, a mãe (em pé, à direita), e tias de Elisa, Tania e Clarice Lispector

Quando emigrou da Ucrânia para o Brasil em 1920, com 9 anos de idade, Leia teve o nome alterado para Elisa. Aos 14 anos, foi morar no Recife, onde permaneceu por uma década. Mas somente aos 34 anos, já no Rio de Janeiro, a escritora começou a publicação de seus sete romances e três livros de contos. A biografia e a obra de Elisa até hoje são pouco estudadas e despertam interesse quase nulo por parte do público leitor. Situação considerada injusta por pesquisadores. A hipótese mais provável para o ostracismo é a força do sobrenome: Lispector.

Ter sido escritora e irmã de Clarice Lispector, um dos maiores expoentes da literatura brasileira, não foi fácil. Mas Elisa, bem ou mal, encontrou seu próprio caminho. No autobiográfico ‘No exílio’ (1948) baseou-se na saga da família ucraniana, incluindo os dez anos de convivência com o Recife. “Elisa descreve a rotina na cidade pernambucana, com registro de lugares, comidas, escolas, festas, situações… A perspectiva é a de uma adolescente judia, imigrante, que circula pelo bairro da Boa Vista, frequenta o clube israelita com o pai, vai à escola”, diz a pesquisadora da USP Nádia Gotlib.

A história da família Lispector tornou-se ainda mais acessível 63 anos depois da publicação de No exílio, quando Gotlib retomou o assunto com a organização de ‘Retratos antigos’ (Editora UFMG, 143 páginas, R$ 85). O livro traz relatos inéditos de Elisa Lispector, várias fotos em preto e branco, além de declarações sobre o quanto a autora sofria com os “encargos pesados que a vida lhe reservara: cuidar da casa, das duas irmãs menores e da mãe, que padecia de paralisia e mal de Parkinson”.

Um dos motivos para o esquecimento de Elisa por parte do público e dos acadêmicos é a escassez de novas edições. Além de ‘Retratos antigos’ (2012), apenas ‘No exílio’ (José Olympio, 208 páginas, R$ 32) pode ser encontrado nas livrarias. Nas décadas de 1970 e 1980, tiveram segunda edição ‘O muro de pedras’ (1976), O dia mais longo de ‘Thereza’ (1978) e ‘Além da fronteira’ (1988), mas três romances e três livros de contos permanecem na primeira edição. “Poucos volumes ainda são encontrados em sebos, mas os preços estão subindo. Elisa escreveu textos que merecem ser lidos por um público mais amplo”, alerta Nádia Gotlib.

(mais…)

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