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Estudante com deficiência intelectual consegue aprovação na UFS

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Italosandro Santos vai cursar ciências biológicas.
Estudante foi aprovado pela cota do Sistema Unificado de Seleção (Sisu).

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Publicado em G1

Aos 33 anos de idade, com muito esforço e uma vontade de aprender, o estudante Italosandro Santos provou que quando obstáculos se impõem aos seus objetivos, eles podem e devem ser superados. Portador de deficiência intelectual, ele acaba de ser aprovado pelo Sistema Unificado de Seleção (Sisu) para o curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

“Estou muito feliz e ansioso para começar logo a estudar”, comemora o estudante.

Estudante egresso da rede pública, Ítalosandro cursou o ensino médio no Colégio Estadual Irmã Clemência, no município de Capela, onde reside. Paralelo a isso, enquanto cursava o ensino médio, participou também do programa Pré-universitário, da Secretaria de Estado da Educação (Preuni/SEED), no polo localizado na mesma cidade.

Aposentado, o pai de Italosandro, Willian Santos, explica que a merecida conquista não foi fácil. Morando um pouco afastado da sede do município, o aluno manteve, durante três anos, uma rotina diária longa.

“Ele se descolava para a escola com o transporte escolar, que o trazia de volta no final da tarde e em seguida o levava novamente, à noite, para as aulas de revisão do Preuni/SEED”, afirma Willian.

O pai dele ressalta ainda que o estudante fazia questão de participar também dos aulões realizados pelo Preuni em Aracaju. “Juntamente com outros estudantes ele pode aprender mais, e isso certamente contribui para o seu resultado”, disse Willian, demonstrando ter consciência de que o filho enfrentará ainda muita dificuldade nessa nova trajetória.

Conquista
A coordenadora do Preuni/SEED, Laila Gardênia, considera inédito esse resultado, com uma vitória tanto para o recém-aprovado e sua família, quanto para o Governo de Sergipe.

De acordo com Gardênia, o ingresso de Italosandro no nível superior irá contribuir para o desempenho intelectual e social dele.

“É gratificante para nós que fazemos parte do Preuni/Seed receber essa notícia, pois por meio disso pudemos comprovar mais uma vez a eficiência da nossa política de ensino.Mesmo com todas as dificuldades impostas, Ítalo é uma demonstração de superação e certamente se tornará um exemplo”.

Nordeste é região com mais bolsas do governo federal

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Ciência sem Fronteiras concedeu, até agosto, 547 bolsas para cada 100 mil universitários nordestinos, contra 509 no Sudeste. Especialistas acreditam que medida ajudará a internacionalização das universidades locais e incrementará o repertório

Victor Vieira, no Estadão

Historicamente menos prestigiado nas políticas de ensino superior, o Nordeste enviou o maior número de graduandos para o exterior pelo programa Ciência Sem Fronteiras, em relação ao número de estudantes da região. Até agosto, o governo concedeu 547 bolsas para cada 100 mil universitários nordestinos, contra 509 no Sudeste. As bolsas oferecidas pelo Brasil somam quase 37,8 mil – das 101 mil prometidas até 2015.

Especialistas apontam que ainda é cedo para determinar impactos no desenvolvimento científico-tecnológico das instituições nordestinas. A expectativa mais imediata é de que as bolsas favoreçam a internacionalização das universidades locais e incrementem o repertório dos estudantes.

“Não dá para quantificar os resultados. Mas é uma mudança que amplia os horizontes dos alunos, com um custo que não é alto”, avalia Cláudio de Moura Castro, especialista em Educação.

Para o professor de Economia da Universidade de Brasília, Jorge Nogueira, é razoável atender Estados que concentram menos recursos. “A tendência de redistribuição do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) começou há quase 40 anos. Se considerarmos somente o número de pesquisadores e publicações científicas, o eixo Rio-Minas-São Paulo leva a maioria dos incentivos.”

Outra aposta é que a vivência dos estudantes no exterior qualifique o mercado de trabalho regional. “Eles se formarão como profissionais mais competitivos”, prevê a diretora de relações internacionais da Universidade Federal de Pernambuco, Maria Leonor Maia.

Oportunidades. Aluna de Engenharia de Materiais na Universidade Federal do Sergipe (UFS), Silmara Caldas, de 23 anos, ficou seis meses nos EUA. “A UFS não oferecia muitas bolsas antes do Ciência Sem Fronteiras e viajar por conta própria seria complicado.” Ela gostou tanto do intercâmbio que pretende repetir a dose: se inscreveu em outro edital do programa para uma pós em Bioengenharia.

Recém-chegado da Holanda, Clécio Santos, de 22 anos, também elogia a experiência. “Comparando o que existe lá com nossa realidade, ficamos com vontade de fazer mais pelo País, de mexer na sociedade”, diz o estudante de Ciência da Computação da Universidade Federal da Bahia, que também cogita um mestrado no exterior.

Ressalvas. O físico Martin Makler, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, afirma que a falta de critérios na seleção das universidades estrangeiras participantes pode reduzir os benefícios para a região. “É melhor enviar o aluno para a USP do que para uma instituição estrangeira medíocre”, defende.

Procurados, o CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgãos responsáveis pelo programa, não informaram se há critérios que privilegiam a concessão de bolsas em alguns Estados.

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