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‘Não imaginei ver tantos leitores no Brasil’, diz David Nicholls na Bienal

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Publicado no TNOnline

“Não sabia que chovia no Rio. Está parecendo até Londres. Londres com praia”, brincou o inglês David Nicholls no início de seu bate-papo com o público na Bienal do Livro do Rio.
O clima no auditório Conexão Jovem foi bastante caloroso, o exato oposto do frio desta noite de sábado (5) no Rio. Uma legião de fãs, especialmente garotas, lotou o auditório para ver o escritor.

David Nicholls, 48, é autor do best-seller “Um Dia”, que já vendeu mais de 5 milhões de exemplares no mundo -450 mil no Brasil desde 2011, quando foi publicado pela Intrínseca. A editora lançou neste mês “Nós”, novo romance do autor.

Bastante simpático, mandou recados para as fãs, ouviu declarações de amor e comentou com ironia e modéstia o início de sua carreira.

“Não posso expressar como estou feliz em ver tantos jovens leitores no Brasil. Nunca imaginei isso. Estou muito honrado”, afirmou.”Na Inglaterra, temos que lutar para fazer os jovens lerem. Muitos só querem saber de jogos, dos computadores.”

‘UM DIA’
Vários fãs fizeram perguntas sobre a criação do romance “Um Dia”, que inspirou um filme homônimo em 2011, protagonizado por Anne Hathaway e Jim Sturgess. O romance retrata o encontro de Dexter e Emma na noite de formatura da faculdade e os acompanha ao longo de 20 anos, sempre na mesma data: 15 de julho.

“Quando escrevi ‘Um Dia’, tinha acabado de virar pai. Foi como uma despedida de minha juventude.”

Terceiro romance de Nicholls, o livro tornou-se um sucesso em vários países.
“Tenho muito orgulho dele. Foi uma virada na minha carreira. Se tivesse que escolher apenas um entre meus livros, seria ele.”

No mais recente romance, “Nós”, ele narra a história de um homem de 54 anos que planeja uma viagem pela Europa para tentar reacender seu casamento.

“Eu quis contar o que acontece depois do casamento, o que acontece depois que o casal tem um bebê. Ainda é uma história de amor, mas numa etapa posterior a ‘Um Dia'”, contou.
“Eu queria que o livro fosse uma espécie de viagem, uma perseguição, uma coisa épica. As viagens podem ser emocionantes, revigorantes, mas também trazer alguns desastres.”
A relação entre o protagonista de “Nós” e seu filho universitário reflete um pouco o convívio tenso que Nicholls teve com o pai.

“Resolvi respirar fundo e confrontar esse assunto. Na metade do livro ele morreu. Isso tornou o processo muito emotivo.

ATOR HORRÍVEL
Nicholls contou que levou muito tempo para assumir a vontade de ser um escritor. Por um longo período tentou viver como ator. “Mas era um ator horrível”, comentou, arrancando risos do público.

Só começou a escrever profissionalmente aos 33 anos. Um dos fãs perguntou qual era seu conselho para aspirantes a escritor.

“Ler, ler, ler e pensar da forma como um escritor pensa. Tentar entender por que o escritor construiu determinada cena dessa forma. O mais difícil de escrever é justamente escrever, ter disciplina e foco.”

Sobre a literatura brasileira, diz conhecer apenas um livro, um escrito por Clarice Lispector -não revelou o título.”É uma escritora muito difícil. Vocês acham difícil? A reputação de Clarice está crescendo muito na Europa e nos EUA”, comentou.

Uma outra fã quis saber para qual time de futebol o escritor torce.
“Isso pode ser uma coisa horrível para se dizer no Brasil, mas eu nunca vi uma partida inteira de futebol na minha vida”, confessou, aos risos da plateia.

Texto de MARCO RODRIGO ALMEIDA, ENVIADO ESPECIAL
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

David Nicholls: “Detesto livros que pretendem nos dizer como a vida é”

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O autor visitará o Brasil em setembro, na Bienal do Livro do Rio Foto: Chal Shinnie / Divulgação

O autor visitará o Brasil em setembro, na Bienal do Livro do Rio Foto: Chal Shinnie / Divulgação

Leia entrevista com o escritor britânico David Nicholls, autor de “Um Dia” e “Nós”

Alexandre Lucchese, no Zero Hora

Autor do best-seller Um Dia (2009), que se tornou filme estrelado por Anne Hathaway em 2011, o escritor britânico David Nicholls tem data para conhecer o Brasil. No dia 5 de setembro, ele estará na Bienal do Livro do Rio para divulgar seu novo romance, Nós, sobre o qual conversou por telefone com o 2º Caderno.

Nós é um livro sobre o fim de um casamento, mas também é uma narrativa de viagem, pontuada com humor. Foi uma opção consciente falar de um tema pesado com leveza?

Quando comecei como escritor, já escrevia comédias para a TV. A comédia é algo instintivo para mim, mesmo quando escrevo roteiros para projetos sobre temas mais obscuros, como solidão, envelhecimento e fins de relacionamentos. Eu não havia viajado muito até as turnês de promoção de Um Dia (best-seller lançado em 2009). A partir daí, fiquei empolgado para fazer um livro sobre os aspectos difíceis das viagens, que podem ser estressantes e desastrosas.

E também é um modo de dar mais movimento a uma história muito íntima, que poderia ser monótona caso se desenrolasse em um mesmo lugar.

Exatamente. O maior desafio para quem quer escrever sobre amor, família e relacionamento é manter a história empolgante. Há uma grande tradição de comédia sobre o cotidiano na Grã-Bretanha, mas queria escrever algo com aventura, meio épico.

Um Dia virou filme. Você já pensou em escrever uma sequência, transformá-lo em uma série?

Muita gente me pede isso, mas não sei como poderia ser desenvolvida ou melhorada uma história que, para mim, acabou definitivamente. Além disso, Um Dia tem uma estrutura que só pode ser usada uma vez: os capítulos narram um dia a cada ano na vida dos personagens. O que eu poderia fazer para continuar? Escrever o dia de amanhã? Os próximos 20 anos? Isso faz com que não consiga voltar a essa história, por mais que goste dela.

Você também é roteirista. Quando escreve um livro, pensa que ele poderá se tornar filme?

Não. Quando tenho uma história, penso muito para decidir onde funcionará melhor. Há benefícios e problemas diferentes que a ideia terá de enfrentar ao ir para as telas ou se tornar um livro. Na tela, é difícil mostrar as pessoas envelhecendo, por exemplo, e você precisa contar uma história em duas horas. As melhores piadas de um livro não estão nos diálogos, é preciso pensar de que modo podem funcionar na tela. Por outro lado, claro que sou muito influenciado pelo cinema, por isto meus romances têm muito movimento. Mas não acho que livros devem ser tratados como filmes não realizados, e sim como… livros.

Escrever é um modo de encontrar soluções para suas próprias questões?

Nunca encarei a escrita como uma terapia, e certamente nada do que já escrevi me deu alguma resposta. Inevitavelmente escrevemos sobre o que acontece conosco, o que nos assusta e nos mantém acordados à noite, no entanto jamais abordei essas coisas diretamente. Acredito que bons livros nos fazem olhar melhor para nossas perguntas, mas sem trazer respostas. E é bom que seja assim. Detesto livros que pretendem nos dizer como a vida é.

David Nicholls, autor de ‘Um dia’, vem à Bienal do Livro do Rio

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O escritor inglês David Nicholls

O escritor inglês David Nicholls

Publicado no Olhar Direto

O escritor inglês David Nicholls, autor do best-seller internacional “Um dia”, está confirmado para a 17ª edição da Bienal do Livro Rio, que acontece entre os dias 3 e 13 de setembro, no Riocentro.

A informação foi confirmada pela editora Intrínseca, editora responsável pela publicação de todos os livros do autor no Brasil. Seu novo romance, intitulado “Nós”, será lançado em maio.

Na trama de “Nós”, Douglas, um bioquímico de 54 anos, é surpreendido pelo pedido de divórcio da esposa. Às vésperas da entrada do único filho na faculdade, o casal tem um tour pela Europa programado. E Douglas está convencido de que a viagem pode ser a sua chance para reacender o romance.

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