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Posts tagged Unesp

Vunesp é condenada a pagar R$ 6 mil a estudante barrada por não ter RG

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Vestibulanda de Rio Pardo (SP) não conseguiu realizar a prova em 2010.
Estudante alegou que também estava sem documento e pôde fazer Enem.

Felipe Turioni, no G1

Jéssica foi impedida de fazer a prova da Unesp (Foto: Valdir Aparecido Victor/arquivo pessoal)

Jéssica foi impedida de fazer a prova da Unesp
(Foto: Valdir Aparecido Victor/arquivo pessoal)

A Fundação para o Vestibular da Unesp (Vunesp) foi condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a pagar uma indenização de R$ 6,7 mil para uma estudante de São José do Rio Pardo (SP), barrada na prova do vestibular de 2010, por estar sem RG. A decisão, em segunda instância, foi tomada no dia 8 de março. A Vunesp informou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

A estudante Jéssica Cristine de Oliveira Victor, hoje com 19 anos, se inscreveu no vestibular para engenharia de produção e foi impedida de realizar a prova em 20 de outubro de 2010 por não estar com o RG, perdido semanas antes. A jovem alegou que conseguiu realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na mesma época sem a apresentação do documento, mas com a checagem das digitais.

“Ela também estava sem o RG quando foi fazer a prova do Enem, mas mesmo assim conseguiu fazer a prova, além disso, no dia da prova da Unesp ela estava com o RG escolar, com foto e com o número do documento original dela”, afirmou o pai de Jéssica, Valdir Aparecido Victor.

O pai de Jéssica alegou que ela  fez prova do Enem sem RG (Foto: Valdir Aparecido Victor/arquivo pessoal)

O pai de Jéssica alegou que ela fez prova do Enem sem RG (Foto: Valdir Aparecido Victor/arquivo pessoal)

Além da indenização por danos morais, de mais de R$ 6 mil, equivalente a dez salário mínimos, a Vunesp deverá ressarcir R$ 110 referentes à inscrição paga pela estudante para realizar o vestibular. A decisão foi tomada em segunda instância, após o Fórum de São José do Rio Pardo dar parecer favorável à fundação. Os embargos apresentados pelos advogados da Vunesp foram negados, segundo o acórdão assinado pelo relator do TJ-SP, Eduardo Gouvêa.

1Jéssica se disse prejudicada por não ter feito a prova. “Naquele ano só me inscrevi na Unesp e no Enem, então perdi 50% de chance de passar no vestibular”, reclamou a estudante que está no terceiro ano de engenharia agronômica no Instituto Federal do Sul de Minas, em Muzambinho (MG), após obter nota suficiente no Enem para entrar no curso.

“A minha maior vontade sempre foi fazer engenharia de produção, mas hoje estou conformada em cursar agronomia, apesar de ser ruim não saber o que poderia ter acontecido se eu tivesse feito a prova da Unesp”, afirmou.

Assista ao vídeo aqui.

Adoção de cotas enfrenta resistência de professores da USP

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Fábio Takahashi e Talita Bedinelli, na Folha de S.Paulo

Professores de diferentes segmentos da USP divulgaram nos últimos dias posições contrárias ao projeto de cotas para alunos de escolas públicas, desenhado pelos reitores das universidades e pelo governo do Estado.

Entre os críticos estão, por exemplo, docentes de destaque da área de humanas, o diretor interino da Faculdade de Medicina e a associação de professores –as argumentações são diferentes.

Apesar de ter sido pensado pelos administradores das escolas, a proposta, que tem o aval do governador Geraldo Alckmin (PSDB), só entrará em vigor se for aprovada internamente nos conselhos da USP, Unesp e Unicamp.

Uma das inovações é a adoção de um curso intermediário, de dois anos, para os melhores estudantes de escolas públicas. Após essa etapa, os formados poderiam escolher as vagas oferecidas em cada curso das universidades, sem a necessidade do vestibular.

Em carta aberta enviada a professores e alunos, as professoras titulares (topo da carreira) Lilia Schwarcz, da antropologia, e Maria Helena Machado, da história, criticam o formato do programa.

Elas veem problemas no curso intermediário, que será, em parte, a distância.

“Não é difícil imaginar que teríamos uma USP predominantemente branca e notavelmente elitista contraposta a uma USP virtual, onde alunos de escola pública, de baixa renda e pretos, pardos e indígenas, ficariam em espaços separados”, afirmam.

A Adusp (sindicato docente) criticou o cronograma proposto por reitores e pelo governo. O projeto foi divulgado oficialmente em dezembro. E deve ser aprovado até junho para que possa entrar em vigor já em 2014 (último ano do mandato de Alckmin).

Já a Frente Pró-Cotas Raciais da USP, que reúne professores, alunos e servidores, diz que “dois anos de espera [no curso] atrasarão o desenvolvimento educacional e profissional dos cotistas”.

Reservadamente, docentes que acompanham o processo dizem que o programa não avançará se houver resistências no Conselho Universitário, que se reúne em abril.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

MÉRITO

Diretor interino da Faculdade de Medicina, José Otávio Costa Auller Júnior também se mostrou contrário, em artigo publicado pela Folha.

A argumentação é diferente dos demais. “Acreditamos que a nova política tenha impacto negativo na qualidade dos alunos selecionados.”

Segundo ele, o problema é que as universidades terão de destinar recursos para dar reforço a alunos, em vez de investir em pesquisa.

O reitor da USP, João Grandino Rodas, afirmou que se buscou um projeto que visasse uma maior inclusão de alunos excluídos, sem que houvesse perda do mérito acadêmico. “Agora cabe à nossa comunidade decidir. E arcar com as consequências.”

O projeto estadual foi idealizado pelos reitores num momento em que o governo estava pressionado pela adoção das cotas nas universidades federais, que reservarão 50% das suas vagas a estudantes de escolas públicas.

Os idealizadores afirmam que a proposta é um modo de garantir a autonomia das instituições, que podem optar por modelo pensado por elas.

Caso seja rejeitado, dizem, há a possibilidade de a Assembleia Legislativa impor um modelo. Já há projetos tramitando que determinam a adoção de cotas semelhantes à das escolas federais (reserva direta de vagas)

Projeto distribui livros gratuitamente em SP

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Josilene Rocha, no Metrópolis

‘De mão em mão’ é inspirado em iniciativa colombiana de incentivo à leitura

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Todos os dias milhões de pessoas utilizam o transporte público na cidade de São Paulo. Para incentivá-las a aproveitarem parte do tempo gasto no transporte lendo, a Secretaria Municipal de Cultura, a Editora Unesp e a Imprensa Oficial fizeram uma parceria e lançaram a coleção ‘De Mão em Mão’, no início do ano passado. Agora ela já conta com oito títulos, dentre os quais coletâneas de contos de nomes como Machado de Assis e Antônio de Alcântara Machado.

A iniciativa é inspirada na colombiana ‘Libros al Viento’ e segundo José Castilho, presidente da Editora Unesp, ela já distribuiu cerca de 90 mil exemplares.

“A nossa metodologia é simplesmente oferecer o livro. A pessoa pega o livro com o compromisso de passar, depois de lido, para alguém. E esse alguém deve passar para outro alguém. Ou seja, é literalmente de mão em mão”, explica Castilho. Para adquirir um volume não é necessário dar nenhum dado, basta comparecer a um dos quatro postos de entrega, que ficam em terminais de ônibus da capital.

Caso a pessoa não queira dar o livro diretamente para alguém, há também a possibilidade de devolvê-lo em um dos postos. Mas a maioria opta pela primeira opção: “É muito bonito ver a pessoa pegar o livro e assumir o compromisso de passar. Porque não é com a gente que ela assume o compromisso: ela assume com a comunidade de leitores”.

Na hora de selecionar os títulos, alguns dos cuidados são: ter livros curtos, de fácil entendimento e com temas de interesse geral. “Não precisa ser intelectual para ler”, garante Jézio Hernane, editor-executivo da Editora Unesp. Outro critério para a maioria dos volumes é que o espaço da narrativa seja a própria cidade de São Paulo.

Pontos de retirada:

Terminal Mercado
Avenida do Estado, 3350 – Centro

Terminal Pirituba
Avenida Dr. Luís Felipe Pinel, 60 – Pirituba

Terminal Santo Amaro
Avenida Padre José Maria, 400 – Santo Amaro

Terminal Vila Carrão
Avenida Dezenove de Janeiro 884 – Vila Carrão

De segunda a sexta-feira, das 10h às 20h, e aos sábados das 10 às 18h.

Livros ‘invadem’ praias do litoral paulista no verão

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Cassiano Elek Machado, na Folha de S.Paulo

A livraria tem 170 cavalos de potência, seis marchas, freio com discos ventilados e seis rodas a disco de aço. Além, claro, de “Cinquenta Tons de Cinza”, “Ágape” e mais de 2.000 títulos.

Instalada no cangote de um caminhão-baú, a Livraria Móvel da Editora Unesp, a primeira do gênero no país, começou a operar há dez dias, no litoral de São Paulo.

Estará hoje na praia de Pitangueiras, no Guarujá. Mas amanhã, pega a estrada. Só volta a operar, na praça da Alegria, em Boiçucanga, em São Sebastião, no dia 6.

A loja ambulante é criação do presidente da Editora Unesp, o professor de filosofia José Castilho Marques Neto, 59, que desenhou pessoalmente o projeto.

“É comum no mercado editorial criticarmos a falta de livrarias. Resolvemos criar uma que possa ir atrás dos leitores”, diz Castilho.

Alessandro Shinoda/Folhapress
Livraria-caminhão da Editora Unesp na praia de Pitangueiras, no Guarujá, litoral sul de SP
Livraria-caminhão da Editora Unesp na praia de Pitangueiras, no Guarujá, litoral sul de SP

Após as operações-piloto no litoral de São Paulo, a livraria irá atrás dos leitores que frequentam os campi da própria Unesp. Fará um tour pelas 24 cidades onde atua a universidade. Em julho, ela deve estacionar no inverno de Campos do Jordão.

Com uma área de 20 m², a livraria-caminhão tem até vitrine e consegue receber 20 clientes ao mesmo tempo.

Em suas estantes, desenhadas de modo a não terem de ser desmontadas a cada viagem, estão livros universitários, mas também obras convencionais, como os best-sellers de tinturas eróticas ou espirituais, os mais vendidos nos primeiros dias da loja.

Dica do Chicco Sal

‘Cota não resolve problema da educação. Ela cria ilusão’

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Eunice Durham, professora de antropologia da USPEunice Durham, professora de antropologia da USP (Carol Carquejeiro)

A estudiosa afirma que, apesar da propaganda acerca da reserva de vagas, a esmagadora maioria dos jovens seguirá sem lugar na universidade pública

Nathalia Goulart, na Veja on-line

‘O vestibular é talvez o mecanismo mais justo de seleção. Só passa quem tem capacidade. O filho do senador e o filho da doméstica fazem exatamente a mesma prova. Agora, se os que passam são majoritariamente provenientes da parte mais rica de população é por culpa do sistema público, que é de péssima qualidade. Não é o vestibular que é elitista – é o sistema básico que é desigual’

Em agosto, a presidente Dilma Rousseff assinou a chamada lei das cotas, que reserva 50% das vagas de universidades federais a estudantes oriundos de escolas públicas de ensino médio. Nesta semana, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançou um programa de inclusão social para as três universidades públicas paulistas, USP, Unicamp e Unesp – apontadas nos rankings internacionais como centros de excelência em pesquisa no Brasil. “Embora a proposta pareça um pouco melhor do que a lei federal, está longe de ser a solução”, diz a antropóloga Eunice Durham.

Ex-secretária de política educacional do Ministério da Educação, membro do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP e estudiosa do ensino superior, Eunice acusa a nova proposta de carregar o mesmo discurso e enganos revelados em 2002, quando foi adotada pela primeira vez no país o mecanismo de reserva de vagas (por raça, então), na UFRJ. “Tanto as cotas raciais como as cotas sociais são remendos demagógicos”, diz. “Existe uma grande desigualdade educacional entre pobres e ricos, negros e brancos. Mas a questão é que isso está sendo combatido no lugar errado. Querem consertar as desigualdades do Brasil na porta da universidade, sendo que o problema se origina na educação básica.”

Para quem acha que a posição é ideológica, a professora oferece números. “Mesmo com toda essa propaganda de que a universidade agora está de portas abertas para os alunos da rede pública, 95% da população jovem vai seguir fora da universidade pública.” Mais efetivo e justo, defende a antropóloga, seria a criação e manutenção, pelas universidades públicas, de cursos pré-vestibulares que preparassem os estudantes da rede pública para o ingresso no vestibular. “Desde que a universidade chegou ao Brasil, as famílias ricas recorrem a esse tipo de aulas adicionais para garantir que seus filhos tenham o conhecimento necessário para passar no vestibular. Por que não oferecer a mesma oportunidade para os pobres?”, indaga a estudiosa. Confira a seguir trechos da entrevista que ela concedeu ao site de VEJA.

Como docente da USP e membro da comunidade acadêmica, como a senhora recebeu a notícia de que a universidade deve aderir ao programa de cotas do estado? Embora pareça um pouco melhor do que a lei federal, a proposta do governo estadual está longe de ser a solução. A ideia pode até ser aproveitada, mas precisa ser melhor analisada. Não podemos implementar um plano assim, sem testar outras alternativas.

Quais os problemas das políticas de cotas? Tanto as cotas raciais como as cotas sociais são remendos demagógicos. Entendo que os problemas que elas visam combater são reais. De fato, existe uma grande desigualdade educacional entre pobres e ricos, negros e brancos. Mas a questão é que isso está sendo combatido no lugar errado. Querem consertar as desigualdades do Brasil na porta da universidade, sendo que o problema se origina na educação básica. Não é o vestibular que discrimina. O vestibular é talvez o mecanismo mais justo de seleção. Só passa quem tem capacidade de passar, não há beneficiados. O filho do senador e o filho da doméstica fazem exatamente a mesma prova. Agora, se os que passam são majoritariamente provenientes da parte mais rica de população é por culpa do sistema público, que é de péssima qualidade. Não é o vestibular que é elitista – é o sistema básico que é desigual.

Hoje, cerca de 80% dos alunos da educação básica estão matriculados na rede pública. Não é natural desejar que universidades federais e estaduais atendam também a essa população? A questão primordial é que as cotas não dão conta de incluir toda essa gente. Posso citar alguns números: no estado de São Paulo, menos de 30% dos jovens estão matriculados no ensino superior – há, portanto, pelo menos 70% de excluídos. Dos 30% incluídos, as universidades públicas atendem apenas 15% do total de matriculados, isto é, 4,5% dos jovens – menos de 5%. As cotas não mudam esse cenário porque não criam vagas, elas apenas fazem a redistribuição. Querem criar um programa para incluir mais negros nesse porcentual de 4,5%, mas isso em nada vai alterar o nível crucial de exclusão que temos. Eu sou contra cota racial: ela penaliza outra parte da população que também precisa de estímulos: os brancos pobres.

As cotas são uma falsa ideia de inclusão, então? Exatamente. Mesmo com toda essa propaganda de que a universidade agora está de portas abertas para os alunos da rede pública, 95% da população jovem vai seguir fora da universidade pública. Por isso as cotas são demagógicas. Elas não lidam com o problema, elas criam uma ilusão.

E qual é o verdadeiro problema? No Brasil, existe uma cultura de que ensino superior é sinônimo de universidade. Criou-se esse mito de que todo mundo precisa ser doutor e que curso técnico profissionalizante é algo menor, degradante. O país precisa oferecer cursos diferenciados para populações diferenciadas. Tem gente quem quer aprender sobre as coisas e tem gente que quer aprender a fazer coisas. Temos que oferecer escola para todo mundo, ou você acha que todo mundo precisa estudar física quântica na USP? O Brasil tem que decidir se quer colocar todo mundo na universidade ou se quer criar um ensino superior que ofereça condições para dar à maioria da população a condição para continuar os estudos depois do ensino médio, aprender uma profissão, se inserir no mercado de trabalho e exercer uma cidadania responsável. Mas você vê alguém discutindo isso? Eu não vejo. Só vejo um monte de gente querendo sair bem na foto dizendo que vai colocar mais meia dúzia de estudantes nas universidade federais e estaduais. E achando que com isso vai resolver o problema da educação no Brasil.

Equacionar esses problemas levaria anos. O que fazer pela população pobre, majoritária nas escolas públicas, que está no ensino médio e precisa ser incluída no ensino superior? A solução mais imediatista que vejo é a criação, por parte das universidades públicas, de cursos pré-vestibulares de qualidade para alunos de baixa renda empenhados em ingressar no ensino superior. Alunos das próprias instituições poderiam atuar junto a professores como tutores e, estudantes que almejam ser professores, por exemplo, poderiam fazer estágio nesses cursos. Desde que a universidade chegou ao Brasil, as famílias ricas recorrem a aulas adicionais para garantir que seus filhos tenham o conhecimento necessário para passar no vestibular. Por que não oferecer a mesma oportunidade para os pobres? Esse pré-vestibular permitiria checar quais são as reais dificuldades dos alunos e os métodos mais eficazes para saná-las, pensando em depois replicá-los para a rede pública de educação básica.

O programa do governo estadual prevê que os alunos realizem um curso prévio, de dois anos, antes de ingressar nas universidades, uma espécie de ‘college’ que garantiria um diploma de nível superior. Isso não seria suficiente? O programa prevê apenas que os que forem selecionados passem pelo curso. Não adianta nada privilegiar meia dúzia de pobres. É preciso oferecer oportunidade de crescimento a muito mais jovens. Pelo sistema que eu proponho, mesmo os jovens que não ingressarão na universidade pública terão a oportunidade de suprir as deficiências que acumularam ao longo da vida escolar. E estarão assim mais preparados para o mercado de trabalho.

Mas a senhora considera que os ‘colleges’ poderiam ser uma alternativa às universidades no futuro? Eu sou a favor da criação de ‘colleges’. Seria uma proposta revolucionária para o ensino superior brasileiro, mas não pode ser um ‘college’ emendado a um projeto de cotas para a universidade. Nos Estados Unidos, eles funcionam bem e atendem a mais da metade da população. Mas, no Brasil, o projeto ainda está muito cru. É preciso discuti-lo, saber como seria implantado, sua vigência e avaliação. Do jeito que foi apresentado, me parece apenas a resposta a uma pressão demagógica.

Indicadores internacionais mostram que as universidades públicas paulistas são a elite do ensino superior brasileiro, instituições dedicadas ao ensino e à pesquisa. As cotas podem afetar a qualidade dessas universidades? Eu acredito que sim. Existem algumas pesquisas que apontam o contrário. Elas, em geral, dizem que alunos cotistas têm desempenho inclusive superior aos não cotistas. Isso tem a ver com resiliência, a capacidade do estudante de se adaptar e vencer os obstáculos quando lhe é dada oportunidade. Mas no momento que essas pesquisas foram realizadas, as cotas tinham outra dimensão, incluíam um percentual muito menor de alunos. Agora estamos falando que metade de uma universidade será formada por alunos oriundos de uma escola de má qualidade. Não há como prever o futuro, mas acredito que a qualidade de uma instituição não depende apenas de bons professores, mas também do ingresso de bons alunos.

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