Contando e Cantando (Volume 2)

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Coursera faz parceria com universidades brasileiras e lança cursos em português

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Novo conteúdo no Coursera foi desenvolvido por universidades do Brasil. É possível acessar e assistir às aulas gratuitamente (Foto: Pexels)

 

Aulas têm como objetivo preencher lacunas do mercado de trabalho

Edson Caldas, na Época Negócios

A plataforma de ensino online Coursera acaba de lançar as suas primeiras aulas em parceria com universidades brasileiras. USP, Unicamp, FIA e Insper fazem parte do projeto. São 25 cursos com o objetivo de preencher lacunas do mercado de trabalho em temáticas como big data e marketing digital.

Segundo a empresa, o conteúdo vai ajudar brasileiros a melhorarem suas carreiras e aumentarem as chances de empregabilidade. É possível acessar e assistir às aulas gratuitamente, mas para emitir o certificado de conclusão dos cursos a plataforma cobra US$ 29.

Para Angela Romero-Monsalve, responsável pelo Coursera no Brasil, “esse é o modelo que vai transformar a indústria da educação”. Em razão de ser escalável, o ensino à distância pode chegar a mais pessoas e de forma mais acessível, ela defende.

Angela diz que boa parte da população não conseguia aproveitar o conteúdo da plataforma por causa do idioma, o que deve mudar agora com as aulas em português.

De acordo com ela, o Brasil é o 5º país com mais usuários no Coursera, atrás somente dos Estados Unidos, Índia, China e México. “E o Brasil é um país que sabemos que crescerá muito no longo prazo”, afirma.

“O futuro do trabalho e da aprendizagem está convergindo”, afirmou Jeff Maggioncalda, CEO da Coursera, em comunicado. “Nós vemos uma alta demanda, especialmente no Brasil, por cursos online que ajudam as pessoas a ganhar vantagem no mercado de trabalho ao longo de suas carreiras.”

Confira a lista de cursos disponíveis:

* Estatística não-paramétrica para a tomada de decisão, USP
* Introdução ao Teste de Software, USP
* Introdução à Análise Macroeconômica, USP
* Introdução à Gestão de Projetos: Princípios e Práticas Specialization, USP/Irvine
* Course 1: Iniciação e Planejamento de Projetos, USP/Irvine
* Course 2: Orçamento e Cronograma de Projetos, USP/Irvine
* Course 3: Gestão de Riscos e de Mudanças em Projetos, USP/Irvine
* Course 4: Projeto Aplicado – Introdução a Gestão de Projetos, USP/Irvine
* Marketing e vendas B2B: Fechando novos negócios USP
* UX / UI: Fundamentos para o design de interface, USP
* Consolidando empresas: Estrutura jurídica e financeira, USP
* Inove na gestão de equipes e negócios: O crescimento da empresa, USP
* Marketing Digital, USP
* Compreendendo o Zika e doenças emergentes, USP
* Econometria Básica Aplicada, USP
* Mapas conceituais para aprender e colaborar, USP
* Programe-se!, USP
* Conceitos Básicos de Logística e Supply Chain, Unicamp
* Introdução ao Desenvolvimento de Aplicativos Android, Unicamp
* Introdução à Economia do Trabalho: Teorias e Políticas, Unicamp
* Saúde Baseada em Evidências, Unicamp
* Gestão de Marca & Crise de Imagem, FIA
* Introdução ao Big data, FIA
* Gestão de Operações, Insper
* Administração Financeira, Insper

Unicamp divulga livros obrigatórios para o vestibular 2019

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(Divulgação/Unicamp)

(Divulgação/Unicamp)

 

São três obras diferentes em relação à lista atual

Publicado no Guia do Estudante

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulgou a lista de livros obrigatórios para o vestibular 2019, do ano que vem. São três obras diferentes em relação à lista deste ano. Atenção: esta lista é diferente da que comporá o vestibular corrente (2018) – se quiser acessar a lista atual, clique aqui.

A Unicamp possui lista própria de livros desde o vestibular 2015, que antes era compartilhada com a Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest). A partir de então, a instituição pede 12 obras de diferentes gêneros e extensões, de autores das literaturas brasileira, africana e portuguesa.

Veja a lista abaixo. As obras marcadas em negrito são as que foram inseridas na lista atual. As demais já constavam da lista anterior.

Poesia:

Luís de Camões, Sonetos.

Jorge de Lima, Poemas Negros (Livro distribuído pelo governo federal no PNBE).

Ana Cristina Cesar, A teus pés.

Contos:

Clarice Lispector, Amor, do livro Laços de Família.

Guimarães Rosa, A hora e a vez de Augusto Matraga, do livro Sagarana.

Machado de Assis, O espelho.

Teatro:

Dias Gomes, O bem amado.

Romance:

Camilo Castelo Branco, Coração, cabeça e estômago (Livro em domínio público).

Érico Veríssimo, Caminhos Cruzados (Livro distribuído pelo governo federal no PNBE).

José Saramago, História do Cerco de Lisboa.

Diário:

Carolina Maria de Jesus, Quarto de despejo (Livro distribuído pelo governo federal no PNBE).

Sermões:

Antonio Vieira

(1) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1672;

(2) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Ano de 1673, aos 15 de fevereiro, dia da trasladação do mesmo Santo;

(3) Sermão de Quarta-feira de Cinza – Para a Capela Real, que se não pregou por enfermidade do autor.

Unicamp tem prova ‘exigente’ e ‘acerta no formato’, dizem professores

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Candidatos resolvem prova da primeira fase do vestibular da Unicamp, em São Paulo, em 2014

Candidatos resolvem prova da primeira fase do vestibular da Unicamp, em São Paulo, em 2014 – Ricardo Matsukawa – 23.nov.2014/UOL

 

Guilherme Zocchio,  na Folha de S.Paulo

A prova da primeira fase do vestibular 2017 da Unicamp, realizada neste domingo (20), exigiu bom domínio do conteúdo, sobretudo nas questões interdisciplinares, e acertou no formato. Essa é a opinião de professores de cursinho ouvidos pela Folha.

O exame foi difícil e precisava não só de atenção, mas também do exercício de diferentes habilidades, segundo eles. “A Unicamp, entre os vestibulares até agora, foi a que teve maior exigência de conteúdo”, afirmou Marcelo Carvalho, coordenador geral do curso Etapa.

As 13 perguntas interdisciplinares foram o diferencial da prova. “O aluno realmente precisava de informações de duas disciplinas para responder”, disse o diretor pedagógico da Oficina do Estudante, de Campinas (interior de São Paulo), Célio Tasinafo.

Para a coordenadora do colégio e curso Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes, “o aluno tinha que ter domínio dos conceitos e boa interpretação textual”

O coordenador do Etapa afirmou que as interdisciplinares pediram tempo para resposta e foram, ao mesmo tempo, o ponto de destaque e de mais dificuldade. “Uma questão ou outra pode ter pecado pela especificidade, mas é interessante porque o mundo de hoje é isso.”

“A prova estava bem estruturada, de média para difícil”, declarou Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo Vestibulares. De acordo com ele, o grau de exigência pesou especialmente para os alunos de humanas, por conta de biologia, que “se ateve a detalhes não muito usuais [no ensino médio]”, e matemática.

“Matemática cobrava, em alguns casos, conteúdos que não eram comuns na primeira fase da Unicamp, como elipse”, afirmou Tasifano, da Oficina do Estudante.

Outra disciplina que apresentou razoável dificuldade, segundo os professores de cursinho, foi geografia. Antunes, do Objetivo, disse que eram “questões muito bem boladas”, mas que precisavam de tempo pelos mapas, figuras e interpretação dos textos.

Língua portuguesa, com 13 questões, não estava exatamente difícil, de acordo com os professores de cursinho, contudo demandava atenção e cuidado para as respostas. O conteúdo dos 12 livros da lista obrigatória esteve em seis questões e precisava de conhecimento e leitura das obras.

“Exigiram do vestibulando não só estrutura linguística, mas também conteúdo. O aluno tinha que fazer uma leitura crítica”, disse a coordenadora do Objetivo.

Moraes, do Anglo, afirmou, porém, que havia alguns problemas na elaboração das questões de língua portuguesa. “Dificultava o aluno a chegar às respostas. A elaboração não deixou muito claro qual foi o comando para o candidato.”

A primeira fase da Unicamp lembrou um pouco o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para a coordenadora Objetivo. “Todas com figuras, textos, imagens, análise de tabelas.”

Com 90 questões de múltipla escolha e quatro alternativas de resposta, entre 12 perguntas interdisciplinares, além daquelas sobre língua portuguesa (13), matemática (13), história (9), geografia (9), física (9), química (9), biologia (9) e inglês (7), os professores ainda disseram que a Unicamp chegou à sua fórmula ideal.

O exame de primeira fase deste domingo foi, na avaliação deles, a melhor edição, desde as últimas três que a Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp) realizou nos últimos anos.

SEGUNDA FASE

O gabarito com as respostas da prova estará disponível para consulta a partir da próxima terça-feira (22). No mesmo dia, a Comvest também divulgará a nota de corte específica de cada de um dos cursos em que os candidatos concorrem.

A divulgação com o nome dos que irão para a segunda fase da exame será em 13 de dezembro, juntamente com os locais de prova. Os candidatos terão acesso à nota que obtiveram na primeira parte do exame no dia 21 de dezembro.

A segunda fase acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de janeiro de 2017. A Comvest alerta para que os estudantes fiquem atentos às datas das provas de habilidades específicas de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais e dança, que ocorrerão entre 23 a 26 de janeiro de 2017.

A lista de livros obrigatórios (confira aqui ) reúne 12 obras e é composta por diferentes gêneros e extensões, que inclui romances, coletâneas de poemas e peças teatrais, mas também textos curtos, como contos, crônicas, peças de oratória ou de crítica, a fim de levar o vestibulando a ampliar o seu campo de estudos sem sobrecarregá-lo no volume de leituras.

APROVADOS

A lista de aprovados será divulgada no dia no dia 13 de fevereiro de 2017, e os candidatos selecionados devem realizar a matrícula não presencial entre os dias 14 e 15 de fevereiro.

A Unicamp não adota o sistema de cotas, mas concede bonificação nas notas da primeira e segunda fases para alunos. Todos os candidatos que fizeram o ensino médio integralmente em escolas públicas recebem 60 pontos na primeira fase e outros 90 pontos na segunda fase.

Os candidatos de escola pública autodeclarados pretos, pardos ou indígenas têm além desses, outros 20 e 30 pontos respectivamente na primeira e na segunda fases.

Neste ano, a primeira fase do exame da Unicamp foi aplicada em Brasília e em 29 cidades do Estado de São Paulo: Araçatuba, Avaré, Bauru, Botucatu, Bragança Paulista, Campinas, Franca, Guaratinguetá, Guarulhos, Jundiaí, Limeira, Marília, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Carlos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba e Sumaré.

Sete coisas que você precisa saber sobre o vestibular da Unesp

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Campus de Ilha Solteira da Unesp (Divulgação)

Campus de Ilha Solteira da Unesp (Divulgação)

 

Professores falam sobre o formato da prova e dão dicas para mandar bem

Paulo Montoia, no Guia do Estudante

Há quem diga que a primeira fase do vestibular da Unesp, que acontece neste domingo (13), é a que mais favorece os candidatos entre os três maiores vestibulares da universidades estaduais paulistas. Um deles é Fernando Nascimbeni, o Fefoso, professor de física e coordenador pedagógico dos cursinhos Anglo da zona oeste da região metropolitana de São Paulo. Ele e Célio Tasinafo, diretor pedagógico do Colégio e do Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante, de Campinas (SP), listaram as características mais importantes da prova e deram dicas valiosas para o candidato se sair bem.

Se vira nos 3 – A prova da primeira fase tem 90 questões de múltipla escolha e duração de 4 horas e meia. “São 3 minutos para responder cada questão. É mais corrido que as provas da Fuvest e Unicamp”, lembra Fefoso.

Todas as questões têm o mesmo peso – Diferentemente do Enem, a Unesp não calcula a nota segundo a TRI. Todas as questões têm o mesmo valor. Assim, a estratégia de responder primeiro as mais fáceis e deixar para depois as difíceis é muito importante. “É melhor garantir ponto logo no começo da prova. O candidato que perde tempo nas difíceis vai se prejudicar”, diz Célio Tasinafo.

Todas as provas têm o mesmo peso – A prova da primeira fase e as duas da segunda fase (que acontecerão em 18 e 19 de dezembro) valem 100 pontos cada uma e têm o mesmo impacto na nota do candidato. “Por isso, quem se sai bem e acima da nota de corte na primeira prova tem mais chances na segunda fase, em que as questões são discursivas e cálculos têm de ser feitos e entregues”, lembra Tasinafo.

A Unesp é mais tranquila para quem não curte muito exatas – Das 90 questões desta primeira fase, 30 são de linguagens, 30 são de ciências humanas e as últimas 30 concentram matemática e as três matérias de ciências da natureza. “A prova procura avaliar a formação geral do candidato e em ciências da natureza e matemática o grau de dificuldade das questões é um pouco menor que a prova da primeira fase da Fuvest”, diz Fefoso. “Os alunos de cursinho costumam considerar esta a mais tranquila entre as três provas de classificação das universidades estaduais de São Paulo. Mas é importante aproveitar porque as questões da segunda fase terão grau de dificuldade maior”, completa.

A prova de exatas traz uma composição ampla de conteúdos – “Em física, por exemplo, ela abrange quase todas as áreas: ao menos uma questão de óptica, uma de térmica, uma de ondulatória, de cinemática e assim por diante, com uma concentração maior em mecânica e eletricidade, e o grau não é dificílimo”, explica Fefoso. Ou seja, mesmo o candidato que não disputa para engenharias sempre poderá resolver algumas e garantir pontos.

Em Linguagens e Códigos, predomina a interpretação de textos – “A prova não cobra muito de literatura. É muito raro que traga perguntas sobre a história literária ou obras específicas, pois não há uma lista de livros obrigatórios. E eles aproveitam textos maiores para fazer duas ou três perguntas”, detalha Tasinafo.

Onde o bicho pega – Segundo os professores, a prova da Unesp sempre cobra filosofia e sociologia de forma mais aprofundada que a prova do Enem (e vale lembrar que Usp e Unicamp não cobram essas matérias).

Criança que começa a ir para a escola mais cedo fica mais esperta?

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Cintia Baio, no UOL

Mandar ou não os filhos ainda pequenos para a escola é uma das decisões que podem tirar o sono de muitos pais. Por lei, a criança precisa estar matriculada na escola a partir dos 4 anos.

Entre as principais argumentações favoráveis à matrícula “prematura”, está a ideia de que ir mais cedo para a escola deixa crianças mais espertas e facilitam a vida escola no futuro. Será que isso é verdade?

De acordo com os especialistas ouvidos pelo UOL, não há grandes diferenças de aprendizado entre uma criança que entra na escola com um ano de idade e outra que chega aos quatro.

Ou pelo menos, não há ganhos diretos. O que acontece, segundo eles, é um estímulo maior do ponto de vista de sociabilização e autonomia da criança — ou seja, os ganhos são nas competências socioemocionais.

Bem estimulada e segura, a criança melhora sua capacidade de entender a lógica nos processos de aprendizado futuros. No entanto, vale ressaltar que esses estímulos podem acontecer tanto em casa quanto na escola.

Não tem ‘conteúdo’ para crianças pequenas

“A relação do aprender e ensinar como estamos acostumados, é algo que deve ser priorizado muito mais no ensino fundamental”, diz Maristela Angotti, professora do curso de pedagogia da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

“A proposta da escola nessa fase precisa priorizar a noção de sociabilização, de descentralização e de coletividade na criança. O conteúdo, como o português e a matemática, ainda é algo secundário e sempre deve ser apresentado como uma brincadeira”, explica Angotti.

As creches devem funcionar com espaço lúdico, para Márcia Malavasi, professora da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

“Hoje, dificilmente as crianças brincam na rua, ou seja, conseguem interagir com muitas pessoas da mesma idade que elas. Com essa recomposição histórica e com os pais trabalhando fora, a escola assume esse papel”, explica Malavas.

Se a criança tiver essas condições de desenvolvimento entre a família ou na vizinhança, a matrícula na escola pode ficar para a idade obrigatória. Malavas explica: “Uma criança que consegue começar uma brincadeira, gosta de interagir, demonstra respeito e carinho em casa, também está se desenvolvendo e ganhando repertório”.

Esses são os filhos de Roberta Berrondo, cada um entrou na escola em uma idade diferente

Esses são os filhos de Roberta Berrondo, cada um entrou na escola em uma idade diferente

Depende da criança

Mãe de cinco filhos, com idades entre 25 e dois anos, a dona de casa Roberta Berrondo decidiu colocar cada um deles com uma idade diferente na escola.

O mais velho, hoje com 25 anos, entrou na escola aos 3. Camila (21) e Hugo (10) foram matriculados com pouco mais de 1 ano de idade, mas não se adaptaram e só voltaram aos 4. Aline, hoje com 8 anos, entrou com um ano e lá permaneceu. Os planos para Maria, de 2 anos, é começar aos 4.

Com toda essa experiência, Roberta acredita que o que determina o momento ideal da criança ir para a escola é a personalidade do pequeno e a necessidade dos pais.

“Em alguns casos, não acredito que fiz uma boa escolha, como é o caso do Hugo. Acho que ele se sentiu inseguro e abandonado indo para a escola tão cedo. Já para a Aline, a escola a fez desabrochar e em poucos dias ela era mais sociável”, diz Berrondo.

Nem na escola, nem em casa

Para alguns pais, a resposta para a socialização dos filhos antes dos 4 anos não precisa passar, necessariamente, pela escola tradicional.

Quando sua primeira filha, Maryeva, completou 3 anos, a advogada Fabiana de Barros optou por, no lugar de colocá-la em uma creche, matriculá-la em cursos que chamavam a atenção da menina.

“Para ajudar na socialização, a coloquei no balé, natação e inglês”, conta Barros.

Outro ponto que pesou na escolha por diversos cursos foi a incompatibilidade de horários das escolas tradicionais. Barros explica: “Não tinha necessidade de colocá-la no integral, nem de acordá-la tão cedo para o horário matutino. O que sobrava era o período vespertino, mas não queria comprometer seu soninho da tarde”.

“A interação social é a maior habilidade que a criança pode aprender desde cedo, pois irá determinar como ele se comporta com outras pessoas para o resto de sua vida. E a interação com os outros, que lhe ajudará a ser forte para superar desafios e resolver conflitos”, diz a psicopedagoga Monica.

Ganhos pedagógicos

Embora os especialistas acreditem que o grande ganho para a criança que começa já cedo na escola é o avanço do ponto de vista emocional, alguns estudos demonstram que essa escolha também pode ter consequências positivas no aprendizado a longo prazo.

Um estudo patrocinado pelo governo americano e conduzido pelo National Institute of Health Study, por exemplo, monitorou o desempenho escolar de 1.300 crianças entre os 0 e 12 anos. Metade deles ficou em casa até os cinco anos, enquanto a outra parte frequentou a escola.

Até os 12 anos, o grupo foi submetido a provas para avaliar o desempenho escolar. De acordo com a pesquisa, as crianças que frequentaram a escola mais cedo se saíram melhor que todas as disciplinas testadas.

Outro fato que chamou a atenção dos pesquisadores é que as crianças matriculadas antes dos cinco anos eram mais agressivas em sala de aula do que outros colegas. De acordo com a avaliação, isso pode ter ocorrido porque, na escola, eles precisaram disputar a atenção mais cedo do que aquelas que ficaram sob os cuidados maternos. Mas o resultado não foi conclusivo.

O mesmo estudo, aponta que é a partir dos três anos que a criança começa a aproveitar melhor os benefícios da escola. Antes disso, o que contribui a favor do desenvolvimento é a atenção e o afeto, não importando de onde vem.

No entanto, para a psicopedagoga e psicanalista Monica Pessanha, “não há nada que estabeleça uma relação entre a idade ideal e o ingresso na escola. O que vai determinar é a necessidade dos pais”, explica.

Segundo os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), entre 2007 e 2014, o número de crianças que frequentam creches ou “escolinhas” antes dos quatro anos —idade em que a escolarização se torna obrigatória no Brasil— aumentou 38,5% na faixa dos zero a três anos.

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