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Aprovada em 1º lugar de medicina na Unifesp dá dica: cuide do emocional

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Publicado em UOL

Conhecer bem o conteúdo exigido pelo Enem é importante, mas cuidar do lado emocional é essencial para quem quer se dar bem nas provas, segundo Karina Caciola, 20, aprovada em 1º lugar nos cursos de medicina na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Além das conquistas acima, a jovem passou em medicina na USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). A USP foi a eleita.

“Acredito que o emocional conta muito na hora do vestibular”, afirma a estudante. “O nervosismo impede um bom desempenho e aumenta as chances de você errar questões que você acertaria em situações com menor pressão.”

Karina destaca que o desânimo normalmente aparece nessa época do ano. E não foi diferente com ela. Sua saída foi tentar manter a calma e continuar estudando. “Uma coisa que me ajudava era não pensar no vestibular. Não pensar na possibilidade de não passar. Eu cumpria uma meta de cada vez. Me sentia realizada por ir dormir com a matéria do dia estudada. Fazia os exercícios com a finalidade de simplesmente fazer os exercícios. Não projetava os erros para o dia da prova. Enfrentar um desafio por vez me manteve calma e no caminho certo”, relembra.

Para relaxar, Karina saía de vez em quando para andar de bicicleta no parque do Ibirapuera ou na ciclofaixa da Avenida Paulista, ambos na zona sul de São Paulo. Não era algo que ela fazia com regularidade, mas ela acredita que tenha ajudado a controlar o nervosismo.

Além disso, ela conseguiu manter a vida social: “Eu namorava, saía para jantar, ia ao cinema, tinha amigos no cursinho com quem eu almoçava e conversava. Acho que dá para fazer tudo se você souber se organizar. Com foco, determinação e disciplina dá para conciliar tudo o que quiser. Agora, se saía para jantar em algum dia da semana, eu me organizava para estudar por algum tempo a mais nos outros dias”, diz.

Depois do ensino médio, cursado no Colégio Objetivo Tatuapé com bolsa parcial, Karina fez dois anos de cursinho — o primeiro no Etapa e o segundo no Poliedro (curso voltado para vestibulandos de medicina). “Estudava o dia todo de segunda a sexta e de sábado era até o fim da tarde. De domingo eu apenas fazia os simulados de manhã quando tinha. Sempre tentando corrigir todos os erros cometidos nos simulados. O resto do tempo [no domingo] usava para descansar e ficar com a minha família. Dormia por volta de 7 horas por noite, pergunta que muita gente me faz rsrs”, explica.

Hora da Revisão

Falta pouco para o início da maratona de vestibulares e para Karina o momento é o de “lapidar o conhecimento adquirido durante o ano”. É hora de retomar os pontos mais importantes, tirar todas as dúvidas, fazer resumos e dar mais atenção para os assuntos que costumam cair mais.

“E conhecer bem a prova que vai prestar é tão importante quanto saber o conteúdo. Por isso é bacana fazer provas antigas. Fiz os 10 últimos anos de Fuvest e os quatro últimos anos das Unifesp, Unicamp e Unesp”, relembra.

Está muito enganado quem pensa que a correria termina depois da aprovação no vestibular. Segundo Karina, a universidade continua exigindo muita dedicação e muito esforço dos alunos.

“As provas são difíceis. [Também] me envolvi com muita coisa além da graduação. Faço iniciação científica, dou plantão no MedEnsina [cursinho gratuito dos alunos da faculdade de medicina da USP], participo da atlética… Estou gostando bastante da vida universitária!”

Aos 22, jovem de periferia passa em medicina na Unifesp e na UFTM

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Bruna Souza Cruz, no UOL

Edivando de Moura Barros, 22, é calouro de medicina da Unifesp e da UFTM

Edivando de Moura Barros, 22, é calouro de medicina da Unifesp e da UFTM

Edivando de Moura Barros, 22, é só alegria. E não tem a ver com a folia do Carnaval que se aproxima. Ele foi aprovado no tão concorrido curso de medicina em duas instituições públicas, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e a UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro).

Mas, para chegar a esse resultado, o percurso foi longo. No total, Edivando, que estudou sempre em escola pública, passou quatro anos se preparando após a conclusão do ensino médio.

Em alguns períodos, como em 2012, ele se dedicou completamente ao vestibular chegando a 10 horas diárias de leituras e exercícios, além das aulas no cursinho popular da Unifesp (Cuja – Cursinho Pré-Vestibular Jeannine Aboulafia). Em outros, ele precisou dividir o tempo de estudo com alguns bicos como cobrador de lotação para completar a renda familiar (de um salário mínimo e meio, cerca de R$ 1.000).

Sonho de infância

Quando era pequeno, Edivando precisou conviver com muitos médicos e estava sempre em tratamento por causa de um problema no esôfago. “Tinha 10% de chance de sobreviver e precisei ser operado com cinco dias de vida”, conta. Desde então, sonha em ser médico.

Residente do bairro Pedreira, localizado na periferia da zona sul de São Paulo, e tendo como única fonte de renda a pensão de seu pai (morto quando tinha 16 anos), Edivando diz ter passado  por muitas provações durante o preparo para o vestibular.

Logo no primeiro ano de cursinho, passou cinco meses com o braço imobilizado. Depois, passou por dificuldades financeiras e acabou fazendo bicos para completar a renda. “Uma época, nem dinheiro para comprar um tênis eu tinha. Foi bem no ano que eu pensei mais firme que não podia desistir. Minha luta tinha que continuar”, diz. Morador de uma área pobre em região de manancial, Edivando e a família vivem também com o fantasma da remoção por parte da prefeitura.

O jovem não se queixa ao contar sua história. Ele apenas aponta as dificuldades e as superações. E é grato pela ajuda que apareceu pelo caminho — de professores, monitores, das bolsas de estudo que obteve em todos esses anos. Acrescenta que as políticas afirmativas também foram importantes para que ele alcançasse seu objetivo.

Não sabia regra de três

O primeiro ano de cursinho, em 2010, foi só “para pegar o jeito”, conta Edivando. “Nas primeiras aulas não sabia fazer nem fazer uma regra de três”, lembra. “Eu até ficava quieto quando perguntavam, por exemplo, o que era um verbo. Eu não sabia.” Ao final do ano, ele não passou em nenhum vestibular.

Em 2011, o rapaz optou por um cursinho perto de casa e a rotina era puxada mesmo nos finais de semana, quando ficava em cima dos livros das 9h às 18h. Foi nesse ano que ele conseguiu a aprovação em agronomia na Unesp (Universidade Estadual Paulista) e chegou perto dos pontos necessários para ir para a segunda fase da Fuvest, que seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo).

Quando o dinheiro apertou, em 2012, o estudante arrumou um emprego. Nos vestibulares de 2013, ele foi aprovado em ciências e tecnologia na UFABC (Universidade Federal do ABC), que começaria em julho. Mas a vontade de fazer medicina ficava “martelando sua cabeça” e ele largou a graduação.

No segundo semestre do ano passado, ele conseguiu outra bolsa de estudos e se dedicou novamente ao projeto de passar em medicina. Ele pensou que o ano estava “perdido”. Mas não estava. Ele passou em medicina na UFTM por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada). “Nossa, fiquei muito feliz. Um dia eu estava dentro do ônibus e bateu aquela emoção. Caíram umas lágrimas e acho que todo mundo que olhou pra mim deve ter achado estranho”, diz o rapaz em meio a risos.

Na última terça-feira (25), Edivando recebeu a notícia que mais esperava: havia sido aprovado na lista de espera no curso de medicina da Unifesp — sua “opção desde sempre”.

Esquizofrênico registra em livro a experiência de enlouquecer

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Cláudia Collucci, na Folha de S.Paulo

Ex-aluno de física e de filosofia da USP, Jorge Cândido de Assis carrega no corpo das marcas da esquizofrenia. Aos 21, durante uma crise, ele se jogou contra um trem do metrô e perdeu uma perna.

Hoje, aos 49 anos, cinco crises psicóticas, ele dá aulas sobre estigma em um curso de psiquiatria e acaba de lançar um livro no qual descreve a experiência de enlouquecer. “Entre a Razão e a Ilusão” (Artmed Editora) foi escrito em parceria com o psiquiatra Rodrigo Bressan e com a terapeuta Cecilia Cruz Villares, da Unifesp.

Leia o depoimento dele.

*

“Tive uma infância tranquila, jogando bola na rua. Aos 14 anos, entrei na escola técnica e já sabia trabalhar com eletricidade. Adorava física.

Em 1982, prestei vestibular para física na USP e não passei. Em 1983, fiz cursinho, prestei de novo e não passei.

Consegui uma bolsa no cursinho, passei perto e não entrei de novo. Foi um ano depressivo para mim. Eram os primeiros sinais da esquizofrenia, mas eu não sabia.

Eu me isolei, tinha delírios. O desfecho foi trágico. Numa manhã de domingo, entrei na estação do metrô Liberdade. Escutei uma voz: “Por que você não se mata?”. Me joguei na frente do trem.

Acordei três dias depois no hospital sem a minha perna direita. Tinha 21 anos.

Foi bem sofrido, mas coloquei toda minha energia e determinação na reabilitação. Quatro meses depois, já estava com a prótese.

Sozinho, voltei a estudar para o vestibular e passei em física e fisioterapia na Universidade Federal de São Carlos. Meu sonho era desenvolver uma prótese melhor e mais barata do que as versões que existiam naquela época.

Jorge Cândido de Assis, 49, no departamento de psiquiatria da Unifesp, em São Paulo / Danilo Verpa/Folhapress

Jorge Cândido de Assis, 49, no departamento de psiquiatria da Unifesp, em São Paulo / Danilo Verpa/Folhapress

Um dia, em 1987, cheguei em casa e ela havia sido arrombada. Tive que ir até a delegacia dar queixa e reconhecer os objetos furtados.
Isso desencadeou a segunda crise psicótica. Tinha delírios de grandeza, alucinação, mania de perseguição.

Fui internado em Itapira durante um mês. Saí de lá com diagnóstico de esquizofrenia, medicado mas sem encaminhamento. Um dos remédios causava enrijecimento da musculatura e eu não conseguia escrever. Então parei de tomar a medicação e comecei a fazer tratamento em centro espírita.

Voltei a estudar em São Carlos. Depois da crise, perdi muitos amigos por puro estigma. Comecei a trabalhar, paralelamente aos estudos, mas ficou pesado demais. Preferi desistir do curso.

Em 1993, prestei vestibular na USP e passei. Foi mágico, a realização de um sonho. Continuei trabalhando, mas cheguei num ponto de saturação e desisti do curso.

Minha vida foi perdendo o sentido, vivia por viver. Me sentia vazio de emoções.

Nesse período, fazia parte de um grupo de pesquisa na USP. Mas, por uma série de divergências, o grupo se desfez. Ao mesmo tempo, meu namoro acabou. Esses dois fatores desencadearam minha terceira crise.

Foi uma crise também com delírios, alucinações, isolamento. Fiquei um mês internado. Foi aí que comecei a me tratar de esquizofrenia de fato. Além das medicações, fazia psicoterapia, terapia ocupacional e prestei vestibular para filosofia na USP. Passei. Sentia-me tão bem que disse: “Superei a esquizofrenia. Vou parar com os remédios”.

Minha mãe morreu em 2002 e, em seguida, tive a minha quarta crise, que também foi controlada com remédios. É como começar do zero.

Entre 2003 e 2007, participei de um grupo de pacientes com esquizofrenia em que discutíamos a doença, as vivências, as formas de comunicação. Em 2005, o [psiquiatra] Rodrigo Bressan me convidou para participar das aulas dele contando a minha experiência pessoal, sobre o estigma. Em 2007, surgiu o projeto do livro sobre direitos de pacientes com esquizofrenia.

Foi um processo de criação intenso durante 18 meses. Em 2008, o Rodrigo me convidou para deixar de ser paciente e entrar para a equipe dele. Foi uma grande oportunidade.

No início do ano passado, fui palestrar em Londres sobre o nosso trabalho. Quando estava voltando, fizemos uma escala em Madri.

Sentia muita dor na perna e pedi uma cadeira de rodas. Esperei e nada.

Tirei a perna mecânica, coloquei na bolsa e fui pulando até a sala de embarque. Todo esse estresse me levou à quinta crise. Ela foi rapidamente controlada, mas é um processo difícil retomar a rotina anterior, ressignificar as coisas para que a vida faça sentido.

Depois das crises, tenho que renascer das cinzas. Muitas pessoas desistem. Precisa de uma grande dose de esforço para reconstruir a vida.

A medicação ajuda, mas não é garantia. Consigo lidar com as demandas da vida, mas nunca sei se o que sinto é ou não da doença.

Não ouço mais vozes, mas tenho autorreferência. Penso que tudo ao meu redor tem a ver comigo. Se ouço um barulhinho lá fora, acho que pode ter câmera escondida.

Se as pessoas estão conversando no corredor, acho que estão falando sobre mim.

O delírio é inquestionável, você acredita nele. Mas tenho clareza do que é autorreferência, deixo para lá.

Tenho que saber os meus limites. O referencial para a gente é o mundo exterior, a relação das pessoas.

Muitas vezes, o início das crises não é percebido. Por isso é importante dividir com o médico, com a família.

O estigma também é muito prejudicial. Ser apontado como o louco ou ser desacreditado só piora. A esquizofrenia é uma doença crônica, que afeta as emoções, os relacionamentos, as vontades.

Tenho sorte de ter uma família unida, que me apoia. Isso dá sentido à minha vida.

Olho para trás e confesso que me sinto frustrado por ter começado duas vezes física, em duas das melhores universidades, e não ter concluído.

Mas fico feliz com o trabalho de poder ajudar outras pessoas com a minha história. As pessoas sofrem no Brasil pela falta de locais para a troca de informações.

Minha meta agora é construir uma rede de associações de apoio a pacientes com esquizofrenia.

Eu não sou só a doença, e a doença não me define.

Tenho que lidar com a esquizofrenia, mas ela não é a parte mais fundamental da minha vida.”

Estudante do ensino médio passa em seis faculdades de medicina

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‘Eu prestei para ver como era, achei que tinha ido mal’, diz estudante. Ação está sendo movida pela família para garantir matrícula em uma delas.

 Quem sonha em ter curso superior sabe a dificuldade que é ser aprovado no vestibular e conseguir uma vaga. Agora imagine a situação de um estudante de São José do Rio Preto (SP) que passou em seis faculdades de medicina e não pode cursar porque ainda não terminou o Ensino Médio. Para tentar resolver esse "problema", a família entrou com uma ação na Justiça. O estudante Leandro Bertolo, de 17 anos, prestou e foi "aprovado" em duas universidades estaduais e quatro federais. São elas: UFSCar, em São Carlos, interior de São Paulo; UFCSPA, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre; Unifesp, Escola Paulista de Medicina e Universidade Federal de Santa Catarina. O estudante ainda prestou como treineiro – e passou – na Unicamp e USP. “Eu prestei para ver como era, todo mundo dizia que era difícil. Até achei que tinha ido mal, mas fiquei surpreso com os resultados, deu certo”, comenta o estudante. Para a família não teria como ser diferente. A mãe, Eny Bertolo, conta que desde pequeno Leandro nunca tirou uma nota abaixo de 9. "Ele sempre foi disciplinado para estudar, sempre quis prestar medicina, sabia que era difícil e se dedicou”, comenta Eny. saiba mais     Cursar faculdade sem concluir ensino médio é 'queimar etapas', diz doutora     Aluno consegue liminar para estudar na USP sem concluir o ensino médio     Jovem de 14 anos passa em 5º na UFMS e Justiça autoriza matrícula     Jovem de MS vai cursar medicina sem ter concluído o ensino médio     Estudante de 16 anos é aprovada em nove vestibulares para medicina Entre tantas opções, como fazer a matrícula sem ter concluído o ensino médio? A família quer garantir que o filho tenha na Justiça esse direito mesmo sem ter concluído o Ensino Médio. Para isso, uma ação foi iniciada para garantir os direitos do jovem. O pedido se baseia em uma lei federal que assegura ao aluno o direito de frequentar o curso, mesmo sem ter concluído os estudos do colegial. A ação está sendo movida para a vaga para a Unifesp, a Escola Paulista de Medicina. “Infelizmente a primeira avaliação não foi positiva, mas vamos entrar no Tribunal Superior Eleitoral para uma nova ação", comenta a mãe. Até que o resultado saia, Leandro continua focado nos estudos. “Se não der certo eu tento ano que vem”, diz o estudante. O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação sobre o caso. Por nota, disseram que é obrigatório concluir o ensino médio para poder cursar uma faculdade, mas que, em alguns casos semelhantes, é possível tentar um recurso com os conselhos estaduais de educação e as próprias universidades.

Leandro aguarda decisão da Justiça para tentar se matricular (Foto: Reprodução / TV Tem)

Publicado no G1

Quem sonha em ter curso superior sabe a dificuldade que é ser aprovado no vestibular e conseguir uma vaga. Agora imagine a situação de um estudante de São José do Rio Preto (SP) que passou em seis faculdades de medicina e não pode cursar porque ainda não terminou o Ensino Médio. Para tentar resolver esse “problema”, a família entrou com uma ação na Justiça.

O estudante Leandro Bertolo, de 17 anos, prestou e foi “aprovado” em duas universidades estaduais e quatro federais. São elas: UFSCar, em São Carlos, interior de São Paulo; UFCSPA, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre; Unifesp, Escola Paulista de Medicina e Universidade Federal de Santa Catarina. O estudante ainda prestou como treineiro – e passou – na Unicamp e USP. “Eu prestei para ver como era, todo mundo dizia que era difícil. Até achei que tinha ido mal, mas fiquei surpreso com os resultados, deu certo”, comenta o estudante.

Para a família não teria como ser diferente. A mãe, Eny Bertolo, conta que desde pequeno Leandro nunca tirou uma nota abaixo de 9. “Ele sempre foi disciplinado para estudar, sempre quis prestar medicina, sabia que era difícil e se dedicou”, comenta Eny.

Entre tantas opções, como fazer a matrícula sem ter concluído o ensino médio? A família quer garantir que o filho tenha na Justiça esse direito mesmo sem ter concluído o Ensino Médio. Para isso, uma ação foi iniciada para garantir os direitos do jovem. O pedido se baseia em uma lei federal que assegura ao aluno o direito de frequentar o curso, mesmo sem ter concluído os estudos do colegial.

A ação está sendo movida para a vaga para a Unifesp, a Escola Paulista de Medicina. “Infelizmente a primeira avaliação não foi positiva, mas vamos entrar no Tribunal Superior Eleitoral para uma nova ação”, comenta a mãe. Até que o resultado saia, Leandro continua focado nos estudos. “Se não der certo eu tento ano que vem”, diz o estudante.

O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação sobre o caso. Por nota, disseram que é obrigatório concluir o ensino médio para poder cursar uma faculdade, mas que, em alguns casos semelhantes, é possível tentar um recurso com os conselhos estaduais de educação e as próprias universidades.

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