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Estudante da USP se passa por atrasado no Enem

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Sabine Righetti, na Folha de S.Paulo

Um aluno do 2º ano de ciências contábeis da USP se passou por candidato atrasado do Enem no último domingo.

Flávio Renato de Queiroz Segundo, 20, fingiu que perdeu a prova e deu entrevistas comentando o falso episódio. A cena aconteceu nos portões da Uninove, em São Paulo.

“Eu disse que queria fazer ciências econômicas na UFSCar. Só que nem existe esse curso”, afirmou ele à Folha, que não o entrevistou no dia do Enem, mas publicou uma foto dele na primeira página, escalando o portão.

O curso citado por ele existe no novo campus de Sorocaba da universidade, mas não em São Carlos.

“Levei um susto quando vi as fotos dele nos jornais”, contou o pai do estudante, o advogado Flavio Queiroz, que chamou o filho de “piadista”.

O estudante Flavio Renato Queiros, 20, simulando atraso no segundo dia de prova do Enem, na Uninove, na Barra Funda (Danilo Verpa/Folhapress)

O estudante Flavio Renato Queiros, 20, simulando atraso no segundo dia de prova do Enem, na Uninove, na Barra Funda (Danilo Verpa/Folhapress)

No domingo, no portão da Uninove, Flávio gritava que não poderia ter perdido o exame, pois agora ele “teria de fazer Mackenzie”.

O garoto disse aos jornalistas que havia perdido a prova porque perdeu uma conexão do trem e precisou pegar um ônibus. Por isso, teria chegado atrasado ao local.

“No dia anterior eu perdi um trem indo de Pacaembu a Osasco. Levei duas horas para chegar e fiquei com essa história na cabeça.”

Ele não se diz arrependido. “A imprensa é muito ingênua.”

Grupo americano dono da Anhembi Morumbi compra a FMU

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Rede Laureate negociava compra havia um ano. Valor pode ter chegado a 1 bilhão de reais

Aula de microbiologia na FMU (Divulgação)

Aula de microbiologia na FMU (Divulgação)

Publicado por Veja

Uma das instituições de ensino superior privado mais cobiçadas do mercado, a paulistana FMU, foi vendida para a rede americana Laureate, que já é dona da Anhembi Morumbi. O negócio, estimado em 1 bilhão de reais, vinha sendo costurado havia quase um ano e foi confirmado nesta sexta-feira pela FMU. É a maior transação feita no setor desde a fusão que criou, em abril, o maior grupo de educação superior do mundo, com a união de Kroton e Anhanguera.

Fundada em 1968 pelo advogado Edevaldo Alves da Silva, a FMU tem cerca de 90 000 alunos e faturamento bruto estimado para este ano de 450 milhões de reais. Embora não esteja no topo do ranking das maiores instituições privadas do país, a FMU sempre despertou o interesse dos concorrentes por ser uma marca forte no mercado de educação. Ela tem em torno de 40 prédios só na cidade de São Paulo.

Em 2008, a instituição começou uma guinada. Os donos contrataram um grupo de executivos da concorrente Uninove, entre eles Arthur Sperandéo de Macedo, para promover uma reestruturação que tirasse a rede da estagnação. A FMU, que tinha como carro-chefe o curso de direito e foi criada para atender o público das classes A e B, decidiu reduzir o preço das mensalidades em 25% para atrair alunos com renda mais baixa.

A empresa, que antes disputava universitários com instituições como PUC e Mackenzie, passou a concorrer diretamente com redes mais populares, como a Anhanguera. “Isso deixou a empresa ainda mais interessante”, disse um executivo do setor. O problema é que o dono não tinha interesse de vender. “O professor Edevaldo fazia questão de dizer que não queria se desfazer do negócio”, disse um ex-funcionário da FMU. “Mas os filhos queriam e acabaram convencendo o pai.”

A venda para a Laureate inclui todas as unidades da FMU em São Paulo: Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Faculdades Integradas de São Paulo (Fisp) e Fiam-Faam Centro Universitário. A aquisição não envolve o Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), no qual o fundador tem 50% de participação. Segundo fontes do mercado, outro potencial comprador que chegou a sondar a FMU foi o americano Apollo Group. Há anos, a empresa tem tentado entrar no Brasil, sem sucesso.

Essa é a 12ª aquisição da Laureate no Brasil. Os americanos entraram no país em 2005, comprando uma fatia da Anhembi Morumbi, do professor Gabriel Rodrigues. O negócio é visto no setor como um dos primeiros na onda de consolidação que tomou conta do segmento de ensino superior privado no Brasil nos últimos anos — capitaneada por empresas controladas por fundos de private equity. A própria Laureate, com 750.000 alunos em 29 países, tem entre seus sócios o fundo de investimento americano KKR.

Embora seja mais lenta do que as concorrentes no processo de consolidação, a Laureate já adquiriu 11 instituições de ensino superior em oito estados do país, entre elas a Business School São Paulo e a Universidade de Salvador. Só na expansão da Anhembi os americanos investiram 120 milhões de reais.

No início deste ano, a Laureate passou a deter 100% do capital da Anhembi Morumbi (até então, ela tinha apenas 51%). Na época, o presidente da Laureate Brasil, José Roberto Loureiro afirmou que novas aquisições estavam nos planos da companhia. O executivo destacou que a estratégia era buscar escolas de boa reputação em suas regiões.

Com a aquisição da FMU pela Laureate, reduzem-se as opções de grandes empresas de educação que ainda não foram compradas pelas principais consolidadoras do setor. A São Judas, também de São Paulo, é uma das mais assediadas pelos concorrentes, junto com Unip e Uninove.

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