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Universidade cria exercício que testa o seu grau de concentração; confira

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publicado no Catraca Livre

A professora Nilli Lavie, do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade College London, no Reino Unido, desenvolveu um teste que pode indicar o seu grau de concentração. Na imagem abaixo, você vai notar que há duas letras O escondidas entre as letras Q. Tente achá-las:

teste_concentracao

Quantos minutos ou segundos você levou para encontra-las? De acordo com o experimento se você demorou muito, ou se nem visualizou, seu poder de concentração não é muito bom. Em casos mais extremos, você pode apresentar Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

O estudo de Nilli constatou que, assim como em pessoas que não conseguem diferenciar sentimentos ou características da personalidade, a distração pode ser um traço cognitivo que todos temos (em menor ou maior grau).

“Concluímos que a distração é um traço que já está presente durante a infância e leva pessoas a sofrer lapsos de atenção durante toda a vida adulta”, explica a professora, de acordo com reportagem da BBC.

5 técnicas científicas para aprender sem (muito) esforço

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(Foto: David A Ellis / FLickr/ creative commons)

(Foto: David A Ellis / FLickr/ creative commons)

Fernando Bumbeers (com edição de Luciana Galastri), na Galileu

Pesquisadores da Universidade College London lançaram um concurso para encontrar novas técnicas de aprendizagem. Especialistas de memória de todo o mundo foram convidados para realizar experimentos a fim de descobrir a maneira mais fácil e eficaz de memorizar novas informações. Tudo isso em uma grande competição com uma tarefa aparentemente simples. Cada pesquisador era responsável por um grupo de voluntários e esses participantes tinham uma hora para estudar uma lista de 80 palavras e lembrar delas depois de uma semana.

Simples, se as palavras não estivessem em lituano. O resultado: ao invés de focar em uma única técnica, os grupos tendiam a usar combinações de outras estratégias. A BBC listou em seu site as mais promissoras – e que podem nos ajudar em nosso cotidiano:

1. Reconhecimento da ignorância

O auto-teste é uma das melhores maneiras de melhorar a memória. Sem qualquer informação, os participantes foram forçados a adivinhar o significado das palavras lituanas. Eles vão sempre errar da primeira vez, mas estudos psicológicos mostraram que os erros iniciais podem fazer algum sentido posteriormente. Reconhecer a própria ignorância deixa a mente em ação, ajudando na memorização de informações. Esse argumento é baseado na ideia de “dificuldade desejável”, presente na psicologia: realizar uma tarefa mais difícil envolve atenção e, consequentemente, cria alicerces mais firmes para recordar do conhecimento obtido mais tarde.

2. A tecnologia é o seu cérebro expandido

Você perde muito tempo estudando. Para combater isso, muitos participantes programaram algoritmos para lembrá-los de alguma palavra que poderia ser esquecida eventualmente. Eles tinham uma preocupação a menos e poderiam otimizar o tempo de estudo. Da mesma forma, apps e a internet podem ser grandes aliados na hora de memorizar conceitos – e o ato de olhar para algo além de seus livros e anotações pode ser de grande ajuda. Para quem está na escola, vale dar uma olhada em canais como a Khan Academy ou o YouTubeEDU.

3. Relaxe

Um operador experimentou dar pausas curtas para os participantes durante a tarefa de memorização de palavras, permitindo que eles assistissem a um vídeo relaxante. Quando você estiver estudando, certamente vale a pena fazer pausas curtas para garantir o aprendizado e deixar o seu cérebro absorver as informações. Fadiga pode ser um grande problema.

4. Pequenas porções de informações

Grandes campeões de memorização não ‘gravam’ as cartas de um baralho pelo naipe – todas as de paus, todas as de copas… Eles processam as informações em pequenas porções. Parece confuso? Vamos levar isso para o campo dos estudos. É melhor gastar pequenos blocos de tempo em uma maior variedade de assuntos e habilidades em vez de concentrar todo o seu período de estudo em um único tópico.

5. Storytelling

Uma história pode ajudar a reativar sinapses e memorizar algo. Um operador pediu que os participantes construíssem uma história com as palavras que estavam aprendendo – e isso os ajudou bastante na memorização. Associar palavras a outros objetos ajudam no aprendizado. Depois de “criar” uma história, você só precisa refazer seus passos e ficará mais fácil de lembrar dos estudos.

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