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Expecto Patronum! Existe um curso em SP pra você entender a magia de ‘Harry Potter’

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‘Harry Potter – Uma História de Magia’ será ministrado no MIS-SP.

Amauri Terto, no HuffpostBrasil

Por que a saga Harry Potter se tornou um fenômeno mundial na literatura e no cinema? Por que a obra de J.K. Rowling conquistou tantos fãs ao redor do mundo tornando-se um clássico instantâneo? Por que crianças e adultos ainda discutem as tramas presentes nos sete livros com tanto empolgação e carinho?

Essas e outras perguntas serão discutidas no curso Harry Potter – Uma História de Magia, ministrado pela pesquisadora Cláudia Fusco – entre os dias 19 de fevereiro e 15 de março – no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo.

Voltado para fãs bruxinho e interessados em literatura no geral, o programa é composto por cinco encontros de duas horas e meia de duração cada. “Irei abordar aspectos que muitas vezes ficam de fora de uma primeira leitura sobre os livros de Rowlling: os aspectos sociais, culturais, políticos e filosóficos em Harry Potter”, conta Cláudia ao HuffPost Brasil.

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Jornalista e mestre em Science Fiction Studies pela Universidade de Liverpool, Inglaterra, Cláudia defende que a obra de J.K. Rowlling vai além de entretenimento para o público infantojuvenil. Essa aspecto mais profundo se dá na forma como a autora “desmancha” e “questiona” a ideia do que é ser um bruxo.

Para a pesquisadora, essa abordagem da autora britânica é “revolucionária”, uma vez que a sociedade ocidental ainda lida com o conceito de magia de forma estigmatizada.

“O que a Rowling faz é depositar a magia em um contexto diferente do qual estamos habituados: enquanto muitas histórias tradicionais trazem bruxos e bruxas completamente isolados, em Harry Potter enxergamos a magia como uma função social, um termômetro moral da sociedade. Isso levanta debates fantásticos”, explica.

Sobre o estrondoso sucesso da saga – que vendeu mais de 400 milhões exemplares em todo o mundo (3 milhões deles só no Brasil) -, Cláudia diz que a explicação mora numa “combinação enorme de fatores”.

“Sorte e talento com as palavras sem dúvida estão nele, mas também a criação de um ambiente mágico, onde liberdade e amizade são valorizados em níveis iguais, é o sonho de qualquer sociedade”, comenta.

“É por isso que mergulhamos na fantasia, para início de conversa: não necessariamente como um escape, mas um vislumbre de realidades melhores, ou pelo menos diferentes. Enquanto pudermos imaginar mundos melhores, seremos capazes de construí-los, a muitas mãos”, finaliza.

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O quinto e último encontro do curso tem um título curioso: Harry Potter e os Segredos da Morte.

Cláudia explica que esse módulo surgiu por conta da forma especial e delicada que a saga aborda a questão questão da morte. “Isso vem muito da autora, que construiu essa história motivada pelo amor à mãe que faleceu enquanto ela escrevia, e traz reflexões que estão muito em voga a discussões sobre o significado da morte”, diz.

Para quem acha que nessa aula haverá especulações sobre o que acontece depois da que se bate as botas, a pesquisadora alerta: “Acredito que os alunos podem esperar mais discussões sobre o que é viver, afinal (e o que faz a vida valer a pena, segundo Harry Potter) do que teorias sobre o que aguarda do outro lado”.

Ler poesia é mais útil para o cérebro que livros de autoajuda, dizem cientistas

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William Shakespeare

William Shakespeare

 

Você já podia imaginar, mas agora está evidenciado cientificamente: ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos psicológicos do que livros de autoajuda. E mais: textos de escritores clássicos como Shakespeare, Fernando Pessoa, William Wordsworth e T.S. Eliot, mesmo quando de difícil compreensão, estimulam a atividade cerebral de modo muito mais profundo e duradouro do que textos mais simples e coloquiais.

Marcelo Vinicius, no Obvious

Um texto já publicado pela agência EFE, mas que poderia ser revisto, afinal estamos comentando sobre a velha história da análise crítica sobre Literatura tida como de qualidade e a Literatura tida como de entretenimento, e mais, auto-ajuda: a leitura de obras clássicas estimula a atividade cerebral e ainda pode ajudar pessoas com problemas emocionais, diz estudo.

Ler autores clássicos, como Shakespeare, Fernando Pessoa, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente e a poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool.

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Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e depois essas mesmas passagens traduzidas para a “linguagem coloquial”.

Os resultados da pesquisa, antecipados pelo jornal britânico “Daily Telegraph”, mostram que a atividade do cérebro “dispara” quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Esses estímulos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo, segundo o estudo, que utilizou textos de autores ingleses como Henry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin.

Os especialistas descobriram que a poesia “é mais útil que os livros de autoajuda”, já que afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.

“A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças”, explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo.

Após o descobrimento, os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.

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