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Posts tagged Universidade Federal De Pernambuco

Carreira de atuário, eleita a melhor nos EUA, tem mercado em alta no Brasil

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Profissional da área está sempre em contato com matemática e estatística.
Junto com crescimento da economia do Brasil, mercado também se amplia.

Vitor Tavares, no G1

Daniel e Renata se empolgaram com o curso de ciências atuariais da UFPE. (Foto: Vitor Tavares / G1)

Daniel e Renata se empolgaram com o curso de ciências
atuariais da UFPE. (Foto: Vitor Tavares / G1)

Quando surgiu no vestibular 2009 da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o curso de ciências atuariais ainda era uma incógnita para muita gente. Hoje, mais de quatros após o início, a graduação de nome estranho ainda para muitos brasileiros começa a despontar como carreira promissora em Pernambuco e também em todo o país. A primeira turma da instituição pernambucana formou apenas seis alunos – e todos já estão empregados, incluindo dois no Distrito Federal.

Em recente pesquisa do CareerCast.com, um site norte-americano especializado em empregos, a carreira de atuário foi eleita a melhor profissão dos Estados Unidos. A pesquisa levou em consideração cinco critérios: demandas físicas, ambiente de trabalho, renda, estresse e perspectivas de contratação. O profissional da área basicamente atua lidando e calculando riscos. Seu trabalho se aplica em pesquisas e planos de fundos de investimento, na política de gestão desses fundos, no cálculo de probabilidades e na fiscalização da previdência pública, privada e de seguros.

De acordo com o coordenador do curso da UFPE, Cícero Dias, é essencial que o estudante do curso tenha habilidade e paixão pela matemática. “A base do curso são números, estatísticas. E o curso de nossa natureza tem uma evasão muito grande, é a realidade. No nosso caso, teve muita gente que entrou no curso sem ter nenhum conhecimento, nenhuma base. Os profissionais precisam ter isso em mente, que toda hora vão estar atuando com cálculos”, informou.

Um dos seis alunos formados pelo curso foi Daniel Magalhães. Atualmente trabalhando na Reciprev, previdência social da Prefeitura do Recife, o ex-estudante se diz satisfeito com a escolha e com as oportunidades que estão surgindo no campo profissional. “Eu pesquisei bastante antes de entrar, mas ainda tinha certo receio, por ser um curso novo. Nós seríamos as cobaias. Mas me identifiquei de cara como esse perfil analítico do curso, que traz uma visão muito boa e ampla, dando várias possibilidades para nós”, falou.

O crescimento da profissão de fato é percebido no país. Qualquer cálculo feito em uma seguradora, como a possibilidade de um carro de bater ou de o indivíduo morrer, é feito pelo atuário. E isso se aplica a qualquer tipo de seguridade, como planos de saúde, e ainda em pesquisas estatísticas. “Nos Estados Unidos, eles sempre tiveram a cultura de proteção financeira muito maior do que aqui. Lá, as pessoas falam em seguro de tudo. Apesar disso, o mercado de seguradoras tem um crescimento muito grande, junto com a economia do Brasil, pelo aumento de renda das pessoas. Isso leva ao acesso a produtos que as pessoas não tinham. E quanto mais produtos, mais atuários são necessários”, ressaltou Cícero Dias.

Os atuários Renata e Daniel veem mercado aquecido no estado. (Foto: Vitor Tavares / G1)

Os atuários Renata e Daniel veem mercado aquecido no
estado. (Foto: Vitor Tavares / G1)

Diante da visão de um mercado em expansão, Renata Alcoforado resolveu investir na carreira de atuária, e hoje já se encontra no terceiro ano do curso. Como sempre foi apaixonada por matemática, encontrou na carreira a possibilidade de aplicação prática na utilização dos números “É um curso fácil de entrar, mas difícil de se manter e sair formado. Não tive tanta dificuldade porque já lidava com matemática antes, participando de olimpíadas. Então, acabei me encontrando na graduação”, falou.

Além do mercado de seguros, o atuário o pode se adaptar a várias demandas, como questões relacionadas à solvência de empresas e gestão de investimentos de risco em bancos e empresas financeiras. É o caso de Daniel Magalhães, que atua na gestão de investimentos da Reciprev. “Como o curso é muito versátil, com professores de diversas áreas, acaba sendo ampliada a demanda. Nós pagamos algumas cadeiras até com as engenharias, sem aplicação prática para o nosso curso. Mas isso fez com que tivéssemos uma visão maior do que o campo específico do atuário”, destacou.

De acordo com o coordenador da graduação da UFPE, cursos como ciências atuariais são muito dinâmicos, por isso todo ano tem uma reavaliação para saber o que precisa melhorar e ser modificado. O curso recebeu, em agosto, a nota 4 na avaliação do Ministério da Educação (MEC).

Aplicativo traduz textos e áudios em português para Libras

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Luiz Alexandre Souza Ventura, no Estadão

Quase 10 milhões de brasileiros são deficientes auditivos, segundo números do Censo 2010 do IBGE. Desse total, aproximadamente 5 milhões utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar e, desse grupo, 2 milhões não têm fluência na língua portuguesa.

Por isso, a partir desta terça-feira, 2, um aplicativo promete facilitar o diálogo desses cidadãos com outros que vivem a mesma situação ou até mesmo com quem não tem qualquer problema de audição.

O ProDeaf, lançado hoje pela empresa pernambucana de mesmo nome, faz a tradução para Libras de textos e áudios em português, em tempo real. O app já está liberado para download no Google Play e também poderá ser instalado a partir do endereço http://prodeaf.net/.

“O aplicativo é gratuito e tem 1.200 sinais em Libras, mas pode receber novas informações do próprio usuário. O aplicativo tem um editor que cadastra novos sinais. Diariamente, uma equipe faz avaliação do conteúdo incluído e libera a atualização para todos”, explica João Paulo Oliveira, CEO da ProDeaf.

Hoje, ele chega à rede na versão para Android, mas o executivo já adianta que as versões para iPhone e Windows Phone estão em fase de conclusão e devem ser liberadas nas próximas semanas.

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A ideia do aplicativo nasceu em 2010, nas salas de aula do curso de mestrado em Computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a partir da história do estudante Marcelo Amorim, que é deficiente auditivo.

“Nós acompanhamos as dificuldades que ele enfrentava até mesmo na cantina, para pedir um sanduíche”, diz João Paulo Oliveira. Colega de faculdade de Amorim, o executivo e mais três estudantes – Flávio Almeida, Amirton Chagas e Lucas Mello – conseguiram dar forma ao projeto/conceito, que foi vencedor da Imagine Cup 2011, evento realizado anualmente pela Microsoft para incentivar a inovação tecnológica.

A partir disso, eles decidiram apresentar a ideia para a Bradesco Seguros, que investiu no projeto. A verba foi utilizada na contratação de mestres em linguística e design, e a empresa montou um comitê com 40 deficientes auditivos, que analisaram detalhadamente o ProDeaf, sugerindo mudanças, até que o aplicativo chegasse ao formato ideal.

Em dezembro de 2012, o ProDeaf foi selecionado para a Wayra, aceleradora global do Grupo Telefonica que trabalha para identificar e reter talentos no País nas áreas de inovação e tecnologia.

‘Não precisei morrer de estudar’, diz primeiro lugar geral da UFPE

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Publicado por Vestibular e Educação

Com 8,6613 pontos, Rodrigo Mendes, 25 anos, vai cursar matemática.
Oito anos após ser aprovado para direito, ele resolveu mudar de carreira.

Rodrigo Mendes, 25 anos, comemora vaga em matemática; nota valeu primeiro lugar geral da UFPE. (Foto: Luna Markman/G1)

Rodrigo Mendes, 25 anos, comemora vaga em matemática; nota valeu primeiro lugar geral da UFPE. (Foto: Luna Markman/G1)

A Comissão de Vestibular (Covest) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) anunciou, na tarde desta quarta-feira (27), o nome do três candidatos com as maiores notas gerais da seleção 2013. Rodrigo Felipe Tavares Bezerra Mendes, 25 anos, foi o primeiro lugar, atingindo 8,6613 pontos. O jovem quer trocar a carreira jurídica – ele atualmente é servidor do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) – para seguir o curso de bacharelado em matemática, a verdadeira paixão dele.

O estudante Carlos André de Souza Reis ficou em segundo lugar, com a nota 8,3343, que o habilitou para o Conjunto das Engenharias, e Victor Oliveira Reis ficou com a terceira posição com 8,2623, conquistando vaga no curso de Engenharia da Computação. Eles estudaram nos colégios Equipe e São Luiz, respectivamente. A relação dos candidatos aprovados estará disponível no site e na sede da Comissão, no bairro do Derby, área central do Recife.

Rodrigo estudou no Colégio Militar do Recife, escola pública federal cujo ingresso é por meio de concurso. Em 2004, com 16 anos, foi aprovado em primeiro lugar no curso de administração da Universidade de Pernambuco, onde foi também o terceiro lugar geral. O jovem também passou em segundo lugar em direito na UFPE, opção escolhida por ele.

Em 2009, Rodrigo conquistou vaga no concurso do TJPE, mesmo sem concluir a graduação. Desde então, trabalha como técnico judiciário e está perto de concluir uma pós-graduação em direito público. Oito anos depois do primeiro vestibular, o rapaz decidiu seguir um sonho antigo e revezou a rotina de servidor público com a de estudante novamente. “Sempre etsudei matemática, que acho linda, e quero fazer com que as pessoas entendam a matéria”, explicou.

Nas horas vagas, Rodrigo estudava em casa e tinha aulas particulares de química. “Confesso que não abdiquei muito da minha rotina. Comecei a estudar em abril, viajei, saí com amigos. A minha sorte é que eu tenho facilidade de pegar os assuntos, não precisei morrer de estudar”, falou.

O jovem, que planejava ser juiz federal, agora quer ser professor de cursinhos pré-vestibulares. “Eu gosto desse clima de cursinho, é muito dinâmico. Fico entusiasmado com essa ânsia, essa empolgação pelo vestibular, e quero ajudar os alunos nisso”, disse o rapaz, que vai dispensar a tradição de raspar o cabelo. “Já passei dessa fase”, brincou.

Amigos e parentes parabenizaram Rodrigo por mais essa conquista. “Ele é muito inteligente, tem vocação para diversas áreas, mas a paixão dele mesmo é exatas, sempre foi bom em matemática”, contou o amigo George Valença. “Ele sempre foi muito responsável e amadurecido, tivara boas notas no Colégio Militar, onde o pai dele também estudou. Estou feliz com a escolha dele, pois sei que vai fazer o que gosta”, comentou a mãe de Rodrigo, Cláudia Mendes.

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