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Conheça a Universidade que forma pessoas para combater problemas globais

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Universidade incentiva os alunos a encontrarem soluções de problemes globais através da tecnologia (Foto: Dan Kitwood/Getty Images)

 

Instituição com sede na base de pesquisas da NASA é financiada por grandes empresas como Google e Nokia

Publicado na Galileu

A Singularity University é uma universidade que foge do comum. Fundada em 2009 por Peter Diamandis, engenheiro e empreendedor norte-americano, e pelo inventor e diretor de engenharia do Google, Ray Kurzweil. Entre as empresas apoiadoras da instituição estão o Google, Nokia, Kauffman e Cisco.

Entre as muitas particularidades, a Universidade fica dentro de uma base de pesquisa da NASA, no Vale do Silício, o mais conhecido centro mundial de inovação na Califórnia, Estados Unidos. Além disso, o nome “singular” foi inspirado no livro The Singularity is Near, de Ray Kurzweil, que aborda o acelerado desenvolvimento vivenciado pelas áreas de ciência e tecnologia.

A Singularity oferece cursos de especialização, cursos de férias e workshops que capacitam os participantes a aproveitar as tecnologias para a melhoria de vida. O foco da instituição é transformar pessoas e organizações, munindo-as da habilidades e conhecimentos necessários para o enfrentamento de grandes dilemas globais.

Conheça alguns cursos da Singularity University:

The Global Solutions Program (GSP)
Anteriormente chamado de “Graduate Studies Program”, ele expõe 80 participantes a uma verdadeira cultura de inovação e exploração. Eles assistem a palestras, participam de treinamentos, workshops e grupos de discussão, além de visitar startups e grandes empresas de tecnologia do Vale do Silício. Em 2013, o programa contou com representantes de 38 países, que se envolveram em 17 projetos de impacto global. Em 2015, o Google firmou um acordo para doar US$ 1,5 milhão por ano em bolsas para alunos que não conseguiriam cursar o GSP de outra maneira.

The Executive Program (EP)
O curso tem duração de uma semana e é direcionado a empreendedores e executivos de empresas. O foco é apresentar aos participantes as tecnologias que vão transformar indústrias, empresas, carreiras e vidas em um futuro próximo. O curso é organizado em torno de seis grandes áreas de estudo: biotecnologia, robótica e inteligência artificial, energia e meio ambiente, medicina e neurociência, redes e sistemas de computação e também nanotecnologia.

Exponential Medicine
Curso de uma semana que explora o futuro da medicina, olhando de perto para grandes inovações na área de cuidados com a saúde.

Exponential Innovation Program: Um curso de três dias de duração voltado para líderes focados em inovação. Ao longo do curso, os estudantes tomam contato com a tecnologia do futuro e criam metodologias para implementá-las em seus negócios.

Estudar na Singularity, no entanto, não é nada barato. O Global Solutions Program (GSP), por exemplo, custa US$ 30 mil, com alimentação e moradia inclusos. Já o Executive Programa (EP) saí por US$ 14,5 mil. Mas cerca de 2/3 dos alunos recebem algum tipo de ajuda financeira. Os casos são avaliados individualmente para a concessão do benefício.

Para estudar lá, é preciso estar comprometido à continuidade do projeto após o fim do curso. O processo seletivo exige o envio do currículo profissional em inglês e um vídeo pessoal curto. A partir deste material, o comitê selecionará alguns participantes para uma entrevista individual por Skype. Para mais informações, a Universidade disponibiliza o e-mail [email protected]

UnB guarda manuscritos do século 14 e mais de 13 mil livros centenários

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Papiro português do século 14 mantido pela Universidade de Brasília (UnB) (Foto: TV Globo/Reprodução)

Setor de Peças Raras possui documentos em cofre climatizado desde a década de 1960.

Natalia Godoy e Luiza Garonce, no UOL

Um um ambiente climatizado de entrada restrita, a Universidade de Brasília (UnB) mantém três papiros do século 14. Pesquisadores estimam que os papéis escritos à mão tenham chegado de Portugal por volta de 1560. Além deles, cerca de 13.500 livros dos séculos 16 e 17 compõem o acervo.

Os documentos são objetos de estudo e ficam guardados em um cofre no Setor de Obras Raras, dentro da Biblioteca Central. Para manuseá-los, é preciso usar luvas e máscara. No caso dos papiros, feitos de couro, o cuidado é ainda maior.

Para minimizar os efeitos de temperatura e da umidade, os manuscritos são envoltos em camadas de papéis livres de acidez. Para diminuir a incidência de luz, eles são guardados dentro de uma caixa.

Para a bibliotecária e responsável pelo acervo, Néria Lourenço, “manter esses documentos disponíveis para os pesquisadores permite que a população conheça melhor um pouco da história”.

Bibliotecária Néria Lourenço é responsável pelo acervo de peças raras da Biblioteca Central da Universidade de Brasília (UnB) (Foto: TV Globo/Reprodução)

Segundo Néria, os livros são de origem diversa, “tem da França, de Portugal e, alguns, escritos em latim”. Há, ainda, cerca de 10 mil exemplares de periódicos – a maioria, publicação brasileira. Todos eles chegaram à UnB na década de 1960 e foram obtidos, principalmente, pela compra de coleções.

Ao longo dos anos, a universidade também recebeu doações de pessoas físicas e de instituições.

Acervo é museu?

O acervo de peças raras da Biblioteca Central da UnB não tem a finalidade de um museu. Ele funciona como um arquivo de manutenção histórica e de fomento à pesquisa. “A prioridade é o ensino e a disseminação da informação”, disse a bibliotecária.

Por isso, quem entra no cofre com papiros, livros e periódicos de séculos atrás precisa ter um motivo acadêmico e tomar todos os cuidados necessários para não causar danos nos documentos.

“A política de segurança é que as pessoas encaminhem um e-mail para o setor explicando o motivo. Muitas vezes é uma curiosidade, mas pra isso, a gente disponibiliza na versão digital”, explica Néria.

Papiro português do século 14 mantido pela Universidade de Brasília (UnB) (Foto: TV Globo/Reprodução)

Os papiros, por exemplo – escritos em português arcaico com forte influência do latim – servem de base para pesquisas de linguística, evolução da Língua Portuguesa, estética caligráfica e artística.

O pesquisador norte-americano Robert Krueger é professor de português na UnB e, assim que descobriu os pergaminhos, começou a estudá-los.

O pesquisador norte-americano Robert Krueger é professor de português na Universidade de Brasília (UnB) (Foto: TV Globo/Reprodução)

Apesar da delicadeza e quantidade númerica baixa dos pergaminhos, quem se debruça sobre eles afirma que ainda há muito o que estudar.

“Cada pesquisador identifica alguma coisa nova. Com certeza ainda vamos descobrir muitas coisa interessantes e isso vai enriquecer o conhecimento sobre esses manuscritos”, disse a estudante de história Juliana Medeiros.

Para ajudar estudantes ansiosos com as provas, universidade nos EUA instala ‘armário do choro’

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Instalação artística na biblioteca da Universidade de Utah, armário tinha bichos de pelúcia e se propunha como ‘espaço seguro’ para estudantes angustiados; projeto, realizado por uma das alunas da instituição, viralizou e provocou um debate sobre a ansiedade e o estresse.

Publicado no G1

ara lidar com o estresse do fim do ano letivo de 2017-2018, que terminou oficialmente nesta semana nos países do Hemisfério Norte, os estudantes da Universidade de Utah (UUtah), nos Estados Unidos, ganharam um apoio inusitado: o “armário do choro”. Batizada de “cry closet” em inglês, a instalação apareceu na Biblioteca J. Willard Marriott, um dos principais prédios da universidade, e levantou um grande debate sobre até que ponto as angústias dos universitários são legítimas e merecem um atendimento cuidadoso, e quando o problema não passa de “mimimi” de jovens adultos.

‘Armário do choro’ instalado na biblioteca da Universidade de Utah, nos EUA, para apoiar emocionalmente os estudantes estressados com as provas de fim de semestre (Foto: Divulgação/University of Utah)

Em 24 de abril, dois dias depois que foi instalado, o armário acabou indo parar no perfil pessoal de uma estudante da UUtah. A jovem publicou três fotos do espaço: do lado de fora, uma pequena casinha pintada de branco com uma única porta. Do lado de dentro, um pequeno cômodo forrado com tecido preto e “equipado” com vários bichos de pelúcia. A terceira foto mostrava as explicações sobre o armário:

“Esse espaço tem como objetivo oferecer um local para estudantes que estão se preparando para os exames finais fazerem um intervalo de dez minutos.”

O projeto também tinha regras definidas:

1 – Bater antes de entrar
2 – Apenas uma pessoa no armário por vez
3 – Limite seu tempo no armário a não mais do que dez minutos
4 – Apague a luz e desligue o cronômetro antes de sair
5 – Use a hashtag #cryclosetuofu se você for publicar nas mídias sociais

O tuíte espalhou rapidamente e já recebeu mais de 166 mil retuítes, além de 462 mil curtidas. Nele, a aluna diz: “Então, minha escola instalou um armário do choro na biblioteca (…) o que é a educação superior” (veja abaixo).

Obra de arte

A viralização fez com que muitos internautas questionassem se jovens adultos em idade universitária já deveriam ter condições de lidar com as próprias emoções e agonias sem a necessidade de um “espaço seguro” com bichos de pelúcia.

Por isso, a estudante que publicou as fotos precisou explicar, em seguida, que tratava-se de um projeto realizado por Nemo Miller, uma estudante da própria Universidade de Utah.

Nemo Miller, estudante de belas artes da Universidade de Utah (Foto: Divulgação/University of Utah)

A própria universidade se pronunciou em defesa de Nemo, afirmando que a instalação da obra foi aprovada pela instituição e que, além do “humor”, o objetivo do projeto era fazer uma provocação. Além disso, a UUtah afirmou que o projeto era temporário – o “armário do choro” foi desmontado em 2 de maio, depois do último exame do ano letivo.

Nemo Miller já havia sido destaque em 18 de abril em uma série de matérias no site oficial da Universidade de Utah com o perfil de diversos estudantes. Mas, depois da enorme repercussão de seu trabalho, a jovem, que é aluna da Faculdade de Belas Artes da UUTah, ganhou um novo perfil no site em 30 de abril.

Intervenção social

Nele, a instituição explica que Nemo está cursando cerâmica como sua habilitação principal, mas também estuda escultura como habilitação minoritária. O projeto do “armário do choro” fez parte da disciplina de marcenaria, e a proposta era “criar algo que funcionasse como intervenção social”, com inspiração nos movimentos dos anos 1990 e 2000 que usam o cotidiano das pessoas e os espaços públicos como meios de intervenção, para mudar a função ou o significado desses espaços.

Ainda de acordo com a universidade, a proposta tinha os espaços públicos da própria instituição como alvo. “Desenhe e construa um espaço que seja uma solução para um problema que você identificou. Implante essa solução para o público”, pedia a tarefa.

Em entrevista à equipe de comunicação da UUTah, Nemo explicou como teve a ideia para a instalação.

“A inspiração veio da minha própria experiência de estresse e ansiedade. Queria criar e oferecer um espaço onde estudantes como eu poderiam desestressar”, disse Nemo.

Habilidades, não diplomas, definem hoje os melhores talentos, diz CEO do LinkedIn

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Jeff Weiner, CEO do LinkedIn (Foto: Chip Somodevilla/Getty Images)

Para Jeff Weiner, uma das práticas mais comuns dos recrutadores para analisar currículos não faz o menor sentido

Publicado na Época Negócios

Em processos seletivos, é comum que recrutadores levem em consideração a universidade onde se formaram os candidatos — sobretudo para dar preferência aos que frequentaram as instituições mais renomadas. Para Jeff Weiner, CEO do LinkedIn, tal prática não faz o menor sentido. Durante uma palestra na ASU GSV Summit, o executivo defendeu o que acredita ser importante analisar na hora de contratar alguém. Segundo ele, o LinkedIn quer alguém com paixão pelo que faz, ética, perseverança, lealdade e mentalidade de crescimento (o “Growth Mindset” sobre o qual tem se falado tanto no mundo corporativo recentemente).

“Estas são qualidades que você não vê necessariamente em um diploma”, defende Weiner. “Há habilidades que tendem a ser completamente negligenciadas quando as pessoas estão examinando currículos ou perfis do LinkedIn. E, no entanto, cada vez mais, achamos que esses são os tipos de pessoas que fazem a maior diferença dentro da nossa organização.”

“Cada vez mais eu ouço esse mantra: habilidades, não diplomas. Não são habilidades que dispensam diplomas. Trata-se apenas de expandir nossa perspectiva para ir além dos diplomas.” Ou seja, três palavras que podem fazer toda a diferença no processo de contratação: habilidades, não diplomas. E faz todo o sentido.

“Nós nos orgulhávamos de no recrutamento ter uma lista incrivelmente curta de universidades, e muitas empresas do Vale do Silício costumavam fazer o mesmo”, disse Weiner. “Certamente não estamos sozinhos. Recentemente, demos uma olhada no perfis do LinkedIn e constatamos que, entre os trabalhadores do setor de tecnologia dentro do Vale, apenas 5% deles tiveram formações não tradicionais”.

Nos últimos anos, no entanto, empresas têm percebido que existe muito talento escondido — e que muitas pessoas inteligentes e apaixonadas estão desprezando o ensino superior tradicional.

“Estamos tentando nos afastar dessa ideia de que todos na equipe de engenharia, e todos no geral, devem ter vindo de uma escola específica ou ter que ter um grau diploma”, disse Weiner. “Sim, diplomas de [ciência da computação] de escolas específicas podem te levar a encontrar um talento incrível. Mas há tanto talento para ser encontrando se as pessoas estiverem abertas buscá-los em lugares diferentes.”

Mestre em teoria literária vive nas ruas há 10 anos em Aracaju

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José Henrique Conceição é um dos 200 moradores em situação de rua na capital de Sergipe.

Anderson Barbosa, no G1

Praça Fausto Cardoso, Centro de Aracaju (SE). O endereço conhecido por importantes prédios históricos e pela sede dos Poderes Judiciário e Legislativos municipal e estadual é também a residência de José Henrique da Conceição, de 59 anos, um mestre em Literatura pela Universidade de Brasília (UNB) que há cerca de 10 anos vive passou a engrossar os mais de 101 mil pessoas que vivem em situação de rua no Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“Existe um processo de exclusão que não poupa ninguém, independente da formação profissional. Além de mestre, sou licenciado em língua inglesa e literatura, falo diversos idiomas. Também sou tradutor e intérprete, lecionei 27 anos em diversos estados brasileiros e fora do Brasil”, enumera.

Mestre Henrique nasceu no Rio de Janeiro (RJ), mas o avô dele é natural de Propriá (SE), por isso que após lecionar em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo decidiu atuar na Região Nordeste. “Há alguns anos eu tive o privilégio, não estava no Brasil, estava na Guiana Francesa e como já era a minha vontade de vir para Sergipe eu enviei o currículo para a Faculdade Atlântico, fui muito bem recebido, porém ele foi a óbito e depois acabou sendo vendida a instituição”, relembra.

Diploma de mestre pela Universidade de Brasília (Unb) (Foto: Zé Mário/TV Sergipe)

Diploma de mestre pela Universidade de Brasília (Unb) (Foto: Zé Mário/TV Sergipe)

Em Aracaju, José Henrique espera realizar o desejo de fundar a Escola de Pensamento do Nordeste. “Fui fundador do Núcleo de Estudos Clássicos Eudoro de Sousa da Universidade de Brasília, onde foram formados grandes mestres e doutores, mas aqui ainda não recebi apoio de ninguém. É muito complicado. A gente não é recebido pelos gestores, que dizem, depois me procura lá. Procura lá é um eufemismo de que não será recebido”, lamenta.

Paulo Henrique é uma das 200 pessoas, que de acordo com a prefeitura, vivem em situação de rua em Aracaju e, segundo o projeto municipal “Consultório na Rua”, faz parte do grupo privilegiado que teve acesso a educação. “Tem muita gente formada, muita gente com família. 70% da nossa população de rua de Aracaju sabe ler, então teve acesso ao ensino formal. Então eles acabam se perdendo nas ruas por falta de oportunidade”, disse a psicóloga Kamila Fialho.

José Henrique sobrevive com dinheiro que arrecada com a venda online de artigos e dos livros que escreve (Foto: Zé Mário/TV Sergipe)

José Henrique sobrevive com dinheiro que arrecada com a venda online de artigos e dos livros que escreve (Foto: Zé Mário/TV Sergipe)

Sobrevivência

O capital intelectual é quem ajuda na sobrevivência do ex-professor universitário que na dissertação de mestrado mergulhou na hermenêutica da narrativa em Grande Sertão: Veredas. Através das redes socais e do blog Linguarama, ele disponibiliza mais de 10 mil páginas com informações em artigos e livros que escreve desde 1996.

Entre as obras do professor estão os livros “A Desconstrução da metafísica e a reconciliação de poetas e filósofos” e “A Hermenêutica da Concriatividade de Euclides da Cunha”, este traz o comentário de Germano Machado da Cepa Brasil (BA).

“Apenas solicito colaboração das pessoas para terem acesso ao material. A maioria colabora e assim vamos seguindo a vida. Recentemente orientei uma sindicalista e conseguiu vaga de mestrado na área de geografia da na USP, a minha orientação custou R$ 500”, afirma.

O mesmo banco que serve de cama para o professor, também ajuda na pesquisa dos temas que são abordados nos artigos e livros virtuais (Foto: Zé Mário/TV Seripe)

O mesmo banco que serve de cama para o professor, também ajuda na pesquisa dos temas que são abordados nos artigos e livros virtuais (Foto: Zé Mário/TV Seripe)

Preconceito

Na opinião do mestre, existe um corporativismo muito grande e um preconceito que ele denomina de biopsicoetnico e pro causa disso não consegue espaço no mercado de trabalho. “Eu não vim pra mendigar. Vim para apresentar meu capital intelectual de 27 anos de experiência no magistério e na docência, no Brasil e fora, para a comunidade sergipana. Solicito as instituições de ensino superior dessa cidade, e interior do estado, que que estou a disposição para lecionar”, desabafa.

A pergunta que ronda a cabeça de muita gente, também inquieta o professor. “Como é que um mestre em teoria literária, com projeto de doutorado, já aprovado pela UFBA, fica na ruas? Tem alguma coisa errada aí. É do sistema dominante. É uma invisibilidade de não enxergar o outro. Aí vai buscar a causa tachando você disso e daquilo. É a ineficiência”, afirma.

José Henrique Conceição já deu aulas em uma faculdade de Aracaju (SE) (Foto: Zé Mário/TV Sergipe)

José Henrique Conceição já deu aulas em uma faculdade de Aracaju (SE) (Foto: Zé Mário/TV Sergipe)

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