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Brasil entra no grupo de dez países que mais enviam estudantes aos EUA

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No ano letivo 2013-2014, 13.286 brasileiros estudavam nos EUA, diz ONG.
Nº aumentou 22,2% e Brasil subiu da 11ª para a 10ª posição na lista anual.

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Ana Carolina Moreno, no G1

O número de estudantes do Brasil matriculados em instituições de ensino superior dos Estados Unidos no ano letivo 2013-2014 foi de 13.286, segundo o relatório anual Open Doors, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Instituto de Educação Internacional (IIE, na sigla em inglês), organização sem fins lucrativos norte-americana. A quantidade de intercambistas brasileiros nos EUA subiu 22,2% no período de um ano, e fez o Brasil pular da 11ª para a 10ª posição no ranking de nações que mais enviam estudantes para o país norte-americano.

O número de estudantes americanos que fizeram intercâmbio no Brasil também segue crescendo, mas em velocidade menor (veja a comparação no gráfico ao lado).

O relatório faz parte de um censo anual que o IIE conduz desde 1919, e desde 1972 a pesquisa é feita em parceria com o setor de Educação e Assuntos Culturais do Departamento de Estado americano.

O aumento de brasileiros estudando nos EUA foi 174% mais alto que a média dos países analisados. No total, 886.052 estudantes estrangeiros estavam matriculados em faculdades americanas no último ano letivo, um crescimento de 8,1% em relação ao ano anterior, segundo o relatório.

No ano passado, o crescimento de brasileiros estudando nos EUA já havia sido de 20,4%.

A instituição que mais tem alunos de outros países matriculados foi a Universidade de Nova York, com 11.164 intercambistas. Ela é também a universidade que mais enviou estudantes americanos para o exterior no ano letivo 2012-2013. Porém, o estado que mais recebe estudantes estrangeiros, segundo o Open Doors, é a Califórnia. No ano passado, 121.647 imigrantes estudavam lá.

Top 10

Os dez países que mais enviaram estudantes para os EUA em 2013-2014 são China, Índia, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Canadá, Taiwan, Japão, Vietnã, México e Brasil. Juntos, eles respondem por 69% do total de intercambistas matriculados no país.

Desse grupo, o Brasil é o que registrou o maior crescimento em relação ao período anterior. O segundo país que viu o número de estudantes indo para os EUA aumentar mais foi a Arábia Saudita, com crescimento de 21%. A China, que segue liderando o ranking e hoje responde por 31% de todos os estudantes estrangeiros nos Estados Unidos, teve um crescimento de 16,5% (de 235.597 estudantes para 274.439).

Mas o país que mais viu cr.escer seu número de estudantes matriculados em instituições americanas foi o Kuwait, de 5.115 para 7.288, o que representa um aumento de 42,5%. O país subiu para a 21ª colocação na lista deste ano.

De acordo com o relatório, os três países têm algo em comum. “As populações de estudantes que mais cresceram nos Estados Unidos em 2013-2014 foram as do Kuwait, Brasil e Arábia Saudita, todos países nos quais os governos estão investindo pesadamente em bolsas de estudo para alunos internacionais, para desenvolver uma força de trabalho globalmente competente”, diz o release do IIE.

Americanos no exterior

No caminho contrário, 289.408 americanos decidiram estudar parte do seu curso superior fora de seu país natal no ano letivo 2012-2013 (os dados do relatório de intercâmbios de americanos no exterior são sempre coletados no ano seguinte após a volta deles). O país que mais recebeu americanos em suas universidades foi o Reino Unido, seguido da Itália, da França, da Espanha e da China.

Desta vez, o Brasil foi o 14º país que mais recebeu intercambistas vindos dos EUA. No período analisado, 4.223 estudantes americanos estavam matriculados em instituições de ensino superior brasileiras. O aumento foi de 4% em relação ao ano anterior, ou duas vezes a média mundial. Porém, ele foi quatro vezes mais fraco se comparado ao crescimento registrado um ano antes.

Em setembro deste ano, o governo dos Estados Unidos anunciou um novo programa para estimular o intercâmbio de estudantes americanos em universidades brasileiras, na tentativa de estimular esse crescimento. Na época, Jefferson Brown, secretário-assistente de diplomacia pública do Escritório de Negócios Ocidentais do governo americano, afirmou ao G1 que a ideia era mostrar aos gestores de instituições brasileiras que tipo de informações os estudantes americanos (e seus pais) buscavam para decidir o país de destino do intercâmbio.

A iniciativa faz parte do programa “100K Strong in the Americas” (“Força de 100 mil nas Américas”, em tradução livre), lançado pelo presidente americano Barack Obama para dobrar o número anual de estudantes americanos que escolhem algum país das Américas como destino de intercâmbio. Entre os anos letivos 2011-2012 e 2012-2013, esse número avançou para 1,8% e ultrapassou a barreira dos 45 mil.

Argentina e Costa Rica recebem mais alunos dos EUA do que o Brasil

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Por sabine, Blog Folha

O Brasil está no fim da lista de países para os quais os estudantes das universidades dos EUA –consideradas as melhores do mundo– viajam durante a graduação ou a pós. Só 1,4% dos alunos norte-americanos escolhem as instituições brasileiras para passar um período de estudos.

O destino preferido dos estudantes norte-americanos é o Reino Unido, com 12,2% do total de viajantes. Outros três países europeus –Itália, Espanha e França– aparecem na sequência. Um em cada quatro alunos dos EUA escolhe um desses países como destino de estudos.

As instituições brasileiras ocupam o 14º lugar da lista de destinos. O Brasil perde para países como Costa Rica (8º lugar), Argentina (11º) e Índia (12º). Os dados, de 2012, são do “Open doors report”, produzido recentemente pelo governo americano.

Para se ter uma ideia, cerca de 4 mil estudantes norte-americanos vieram para o Brasil em 2012. Do outro lado da rota, o tráfego é mais intenso: 10,8 mil estudantes brasileiros foram estudar em instituições de ensino superior americanas no mesmo período. O Brasil é o 7º país que mais envia alunos aos EUA; o primeiro, disparado, é a China, com 235,6 mil alunos enviados para os EUA em 2o12.

Por que isso é tudo importante?

Bom, o intercâmbio é fundamental para desenvolver a ciência e a produção do conhecimento. Os dados do relatório americano sinalizam que estamos indo bem quando se trata de enviar alunos para fora, mas estamos recebendo pouca gente de escolas de ponta.

O problema, claramente, não é a língua portuguesa. Se fosse uma questão meramente de idioma, Itália e França, que ensinam em seus respectivos idiomas italiano e francês, não receberiam tantos estudantes norte-americanos –e a Austrália (7º lugar na demanda) estaria mais para cima da lista.

POUCO ATRAENTES

Ao que tudo indica, as instituições brasileiras simplesmente não têm interessado os estudantes dos EUA. Isso é um bem ruim.

O estudante estrangeiro é muito bem vindo e deve ser cativado. Ele traz novos problemas, novas soluções, traz possibilidades de parcerias e de trabalhos futuros. E, na maioria dos casos, pode trazer dinheiro para a universidade e para a região.

As universidades norte-americanas sabem muito bem disso –as instituições “top” dos EUA têm, em média, 20% dos alunos estrangeiros. A Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, cidade onde estou nesse momento, tem cerca de metade dos alunos vindo de fora. Para se ter uma ideia, os EUA recebeu 819,6 mil estudantes estrangeiros em 2012. É muita gente. Todos pagam taxas nas universidades, aluguel, alimentação e outros serviços.

Vamos comparar: na USP, a melhor do país, a quantidade de alunos estrangeiros não chega a 4%. A maioria vem do Peru e da Colômbia. Ou seja: estamos atraindo, na maioria das vezes, apenas a vizinhança.

CIÊNCIAS HUMANAS

Quase metade dos alunos que faz intercâmbio nos EUA vem de ciências sociais, administração e humanas –o que ajuda a explicar a preferência por destinos como a França. Agora, o governo americano está tentando incentivar os alunos daqui a terem experiências fora do país.

Uma das ideias, de acordo com Mary Besterfield-Sacre, da Universidade de Pittsburgh, que é estadual, é incentivar os alunos especificamente de engenharia a terem experiências no exterior. Hoje, apenas 3,9% de quem estuda fora dos EUA está matriculado em alguma engenharia.

“O intercâmbio é importante para que os alunos entendam que projetos de engenharia muito bem sucedidos aqui nos EUA podem não funcionar em outros locais do mundo. É preciso conhecer diferentes realidades.”

Pronto: temos aqui uma oportunidade para o Brasil.

As instituições brasileiras têm, sim, potencial para atrair estudantes estrangeiros inclusive nas engenharias: de acordo com Besterfield-Sacre, o setor energético do Brasil, por exemplo, é extremamente interessante para estudos. Ela própria já veio ao Brasil com um grupo de alunos para visitar o sistema de geração de energia hidroelétricas. Só que ela ainda é uma exceção por aqui. Que tal trabalharmos para esse tipo de visita se torna cotidiana?

 

 

Esse post foi escrito de Pittsburgh, nos Estados Unidos, onde estou conduzindo uma pesquisa sobre educação, inovação e empreendedorismo com apoio da Fundação Eisenhower.

‘Não sou gênio’, diz brasileiro aluno na melhor universidade do mundo

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Caltech (EUA) lidera ranking mundial de universidades pelo 4º ano seguido.
Brasileiros contam como é a rotina puxada de estudos no instituto.

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Cauê Fabiano, do G1

Pelo quarto ano seguido, o Instituto de Tecnologia da Califórnia, também conhecido como “Caltech”, foi eleito novamente a melhor universidade do mundo, de acordo com o ranking divulgado no início do mês pelo Times Higher Education, deixando para trás nomes famosos como Harvard, Oxford, Stanford e Cambridge, respectivamente.

A instituição é uma verdadeira “pequena notável” no meio acadêmico, contando com 2.181 alunos, sendo atualmente 977 alunos de graduação e 1.204 alunos de pós-graduação (incluindo mestrado, doutorado e pós-doutorado), em um ambiente de apenas três discentes para cada professor.

A instituição recebeu 6.625 inscrições para o processo seletivo da turma de 2018, o que representa mais de três vezes o número de alunos em todo o Caltech. Dois dos cinco brasileiros que estudam na universidade contaram ao G1 como conseguiram uma vaga no Instituto, os esforços para acompanhar a puxada rotina de estudos e as dicas para quem deseja estudar no exterior.

No segundo ano do curso de engenharia mecânica e presidente do clube de xadrez do Caltech (ou ‘a’ Caltech, para alguns dos íntimos que preferem usar o termo universidade a instituto), o jovem Vitor Venturi, de 19 anos, revelou que seu interesse pela área e o desejo de estudar fora começaram quando ainda estava no 7º ano do ensino fundamental, ao participar de competições na área de exatas, nas quais conquistou 3 ouros e 3 bronzes na Olimpíada Paulista de Matemática, e viu palestras sobre estudar fora do país, o que serviu como motivação para se dedicar a processos seletivos internacionais durante o ensino médio.

“Foram três anos de muito trabalho, muitos estudos, de sentar a bunda na cadeira e ficar com ela ‘chata’ de tanto se preparar”, brincou Victor, durante a conversa, após o término de uma aula a respeito de equações diferenciais.

Mesmo após passar em 1º lugar na Unicamp, ser aprovado na Escola Politécnica da USP (onde chegou a iniciar o curso) e na UFSCar, além de ser também admitido nas universidades de Columbia e Duke, nos EUA, e a Universidade de Toronto, no Canadá, Victor escolheu estudar no pequeno instituto na cidade de Pasadena, na Califórnia, principalmente pela posição no ranking mundial e a oferta de bolsas. “A Caltech é um pouco mais gentil quanto a bolsas, um pouco mais generosas do que as universidades em geral”, revelou o brasileiro.

“Não sou nenhum gênio, sou apenas um aluno esforçado. E vou dizer: têm bastante gênios aqui na Caltech, que conseguem levar uma vida realmente tranquila, sem estudar tanto. Não são muitos, mas eu não sou um deles. Tenho que ser bem esforçado, organizado, bem disciplinado”, reiterou Victor, que enxerga um modelo mais abrangente a respeito das mentes brilhantes que estudam na universidade.

“É muito interessante que, por exemplo, no ensino fundamental, eu era o melhor aluno da escola. No ensino médio, eu era um dos melhores da escola e, agora aqui, a ideia de melhor aluno não existe, porque todos eram melhores alunos em suas escolas, e todo mundo é incrivelmente esforçado e inteligente. Então aqui a expressão melhor aluno não faz sentido”, destacou.

Rotina

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O ritual diário é o mesmo adotado por alunos na maioria das universidades, mas até certo ponto – acordar, banho, café da manhã e partir para a aula. Contudo, o término do período é somente uma formalidade, já que, para acompanhar o ritmo do instituto, é preciso uma dedicação em tempo integral – às vezes em ritmos nem tão saudáveis, como noites de estudo em claro, ou “noitadas”, como Victor gosta de definir – e já foi vítima de várias.

Como as tarefas, em forma de listas de exercícios, são bastante comuns e contam como parte da nota, além das provas, é bastante comum que os alunos se juntem para resolver os problemas, em um sistema chamado de “Collaboration Policy”, ou política de colaboração, em tradução livre.

“As listas são extremamente difíceis, em especial se comparadas com outras universidades em geral. Juntamos um grupo de 5 a 10 amigos e vamos na biblioteca ou no quarto de algum deles e passamos a noite fazendo as listas e trabalhando nelas. É de fato muito difícil, mas, em geral, é bastante divertido”, frisou o estudante, revelando em tom de modéstia que não se enquadra entre os crânios da instituição.

O clima de boa vizinhança do Instituto, todavia, não abre espaço para “corpo mole”. Segundo o estudante, existe um acirrado clima de disputa entre os discentes, mas que isso também acaba sendo positivo para servir como diferencial para a escola. “O pessoal aqui é bem competitivo. Mas, se nós não fôssemos competitivos, não seríamos os primeiros do mundo. Nós somos pessoas competitivas, mas numa ideia de competição saudável. A gente dá o melhor que a gente consegue, e temos ciência do que estamos fazendo”, explicou o jovem.

‘Casa’ pequena e boa fofoca

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De acordo com a instituição, o campus do Instituto de Tecnologia da Califórnia possui apenas 50 hectares (cerca de 500 metros quadrados), um nanico em comparação aos 800 hectares da Cidade Universitária, em São Paulo. Além de deixar os estudantes mais próximos e facilitar o contato com os professores, que almoçam no refeitório comum e dedicam horas do dia para receber os discentes, o clima mais intimista da instituição facilita que a “boa fofoca” se espalhe rápido – não o clássico “quem ficou com quem”, mas sim a respeito de avanços científicos ocorridos dentro do campus.

“Você fica sabendo de tudo que acontece no campus rapidinho. Se alguém acabou de descobrir um novo composto químico que tem propriedades X e Y, você vai saber no dia, porque tem um amigo que trabalha naquele laboratório que o professor descobriu esse composto”, exemplificou, destacando que o tamanho reduzido também acaba tornando a universidade menos burocrática.

Essa característica compacta do campus também funciona como “ponto negativo” da universidade, e Victor assume que ficou mais preguiçoso para se deslocar distâncias maiores, já que tudo é naturalmente muito próximo. A “Avery”, uma das oito residências estudantis e que fica mais afastada das demais, está a até cinco minutos de qualquer parte do campus, o que faz com que alguns alunos usem o local ponto de referência de tempo. “A gente começa a medir distância em ‘Averys’. ‘Vamos comer em tal lugar? Não, isso tá a duas Averys de distância'”, brincou o brasileiro, confessando que já considera andanças de mais de cinco minutos “uma p… caminhada”.

Ainda decidindo entre as áreas de nanotecnologia e robótica e com planos de cair de cabeça no mundo acadêmico e conseguir um PhD nos EUA – ainda que diga que cientistas, em geral, são “meio capengas, meio pobrinhos”, Venturi afirmou que alunos que desejam estudar no exterior precisam focar nos estudos desde cedo, buscando diferenciais e lembrando da importância da interdisciplinaridade.

“Seja um bom aluno, top 5 do seu ano na escola. E não só um aluno que estude, e que faça outras coisas que não seja sentar a bunda na cadeira. As universidades americanas estão interessadas em pessoas que fazem muitas coisas. Ser um aluno mente aberta”, recomendou Victor, sublinhando que, caso o destino a Califórnia, pode ser mais difícil conviver com a comida muito apimentada do que a saudade dos parentes do Brasil.

Passar sem colar

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O brasileiro Tales Caldas, Capitão Engenheiro da Força Aérea Brasileira, de 34 anos, também escolheu a universidade californiana para estudar, entretanto, este já realiza seu doutorado na área de Nanofotônica (que estuda o comportamento da luz em escala nanométrica), e pretende utilizar o conhecimento adquirido no exterior para produzir um retorno acadêmico ao Brasil, por meio do IEAv (Instituto de Estudos Avançados), organização militar do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), onde trabalhava.

“No IEAv, eu trabalhava com pesquisa na área de sensores à fibra óptica, e a ideia é fazermos com que o Brasil se torne tecnologicamente independente de outros países nesta área. No desenvolvimento desses sensores, um dos próximos passos para evoluir tecnologicamente é tentarmos produzir circuitos ópticos integrados dentro do Brasil. Além do fato do Caltech sempre estar entre as melhores universidades do mundo, ele possui uma grande experiência na área de micro e nanofabricação, conhecimento necessário para a fabricação destes circuitos.”

Caldas, que mora com a esposa brasileira e os dois filhos, com 3 anos e o segundo com 11 meses, este último nascido nos EUA, garantiu que tentou encontrar pontos negativos na universidade, lamentando apenas a falta de “calor humano” dos estudantes, característica brasileira em falta no resto mundo, mas preferiu destacar os 33 prêmios Nobel obtidos por acadêmicos do Caltech e o “Código de Honra” obedecido pelos estudantes. “Aqui os alunos não ‘colam’ nas provas, não copiam listas de exercícios, entre outros aspectos de conduta. Isso acaba moldando o perfil dos alunos que aqui se formam, que tendem a ser profissionais mais éticos e dedicados”, contou.

Receita de sucesso

A partir da sua experiência no exterior, Tales afirma que, mesmo com os acertos das instituições de ensino brasileiras, as universidades americanas dão lições importantes sobre a postura que deve ser adotada diante dos alunos, a valorização dos professores e o investimento em estrutura, que acabam influenciando diretamente na qualidade da produção científica da instituição.

“A faculdade tem que valorizar o aluno, mas ao mesmo tempo ‘não passar a mão na sua cabeça’. Em contrapartida, o aluno também tem que ser cobrado como um adulto, e a universidade não deve permitir que profissionais se formem com lacunas em sua formação. Os professores também devem ser valorizados, e não simplesmente tratados como funcionários de uma empresa. Provavelmente ali se encontra a maior riqueza de uma universidade”, enumerou. “Por último, investimento na estrutura. Prédios novos sempre são um fator motivador. Equipamentos modernos, manutenção das verbas para pesquisa são fatores que muitas vezes definem o sucesso ou o fracasso de uma pesquisa”, concluiu.

A melhor do mundo

Ambos os brasileiros, que não economizaram elogios ao Caltech, também não fizeram questão de esconder o vislumbre – e a responsabilidade – de ser parte do corpo discente da instituição tetracampeã do título de melhor do mundo. “Me veio à mente algumas vezes: ‘caramba, eu ainda não acredito que eu consegui estar aqui’. O fato de Caltech ter sido eleita a melhor do universidade do mundo só aumenta a minha responsabilidade”, comentou Tales Caldas, dizendo que o maior prêmio, sem dúvida, será obter o diploma do instituto após defender sua tese de doutorado.

“É uma experiência ímpar. Ter a possibilidade de estudar aqui e conhecer todas essas pessoas brilhantes que trabalham e estudam aqui é fantástica”, finalizou Victor Venturi.

Coisas que gostaria de ter ouvido quando estava no último ano da Universidade

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Coisas que gostaria de ter ouvido quando estava no último ano da Universidade

O que vamos ser quando crescer? Qual área devo escolher para meu futuro? Será que serei bem sucedido nessa área que escolhi?

Carlos Bramante, no Administradores

Essas são apenas algumas das várias perguntas que habitam na cabeça dos jovens que fazem Universidade. Após anos de estudo, como devemos nos preparar para o mercado de trabalho? Foi baseado nessa questão que elaborei algumas dicas, simples, mas valiosas para orientar você e auxiliá-lo nessa jornada.

SEJA HUMILDE: todos temos sonhos de sermos bem sucedidos e alcançarmos os postos mais altos das empresas. Porém, antes de vibrar com uma vitória é necessário “suar a camisa”. Muitos empresários reclamam dos profissionais que saem da Universidade com a exigência de cargo de gerência ou diretoria, sem ao menos ter qualquer tipo de experiência. Seja como um bom mineiro, que faz tudo quietinho e vai conquistando seu espaço aos poucos. Lembrando a máxima de Thomas Edison: a genialidade é 1% inspiração e 99% de transpiração.

LEIA, LEIA, LEIA: Estamos na era da Informação, inundados 24hs por dias por notícias, dados, etc. Porém de nada adianta ter a informação sem o CONHECIMENTO e habilidade para praticá-los no dia-a-dia. Eu aprendi a ler somente com 30 anos, após identificar meu interesse por livros biográficos, pois sempre quis entender como seres humanos como nós, se tornam em grandes gênios da humanidade.
No começo a leitura dá sono, o celular toca e nos distrai. Porém, com o tempo e interesse, mergulha-se em um mundo novo, que pode resultar em hábitos positivos ou grandes ideias para nossas vidas.

NET WORKING: Um ex-chefe me disse uma frase que carrego comigo: VOCÊ É QUEM VOCÊ CONHECE! Em todos os segmentos, principalmente na área de serviços, a comercialização depende muitas vezes dos contatos e indicações que você possui.
Seja estratégico e frequente lugares onde há potencial para novos negócios. Participe de palestras, eventos ou encontros que tenham a ver com sua área de trabalho ou com seus interesses particulares. Todos nós somos potenciais clientes e nunca o tal “boca-a-boca” foi capaz de impulsionar negócios como agora!

OUVIR SEMPRE: Ao sairmos para o mercado de trabalho, é natural a vontade de dar o melhor de si e provar a nossa capacidade. E isso é ótimo! Porém, muitas vezes a nossa ansiedade ou ímpeto pode atrapalhar nossas conquistas e avanços profissionais. Por isso, OUÇA MAIS DO QUE FALE, especialmente se estiver perto de pessoas mais experientes que você. Com toda certeza elas terão muito a colaborar com seu trabalho e desenvolvimento. Procure conversar com pessoas mais velhas e com vários anos de experiência de trabalho: além de dicas, elas podem ter diversos exemplos de sucessos e fracassos para lhe auxiliar.

PACIÊNCIA E PERSEVERANÇA: Desde muito cedo somos cobrados por parentes, amigos e a própria sociedade, o que queremos ser. Porém, essa decisão nem sempre vem no tempo em que as pessoas querem. Por isso é muito importante ter paciência consigo mesmo, para que as experiências mostrem qual o rumo certo a seguir. Também é importante ter PERSEVERANÇA, pois muitas vezes sabemos onde queremos chegar, mas nem sempre acertamos na primeira, segunda ou terceira tentativa.

NÃO FOQUE NO DINHEIRO: Todas as vezes em que coloquei o dinheiro antes do trabalho, infelizmente, fui mal sucedido. Com o tempo aprendi que o dinheiro é consequência de muito trabalho e resultado. Nem sempre é possível amar o que se faz, mas podemos sim identificar um trabalho que utilize-se de todo nosso potencial e resulte em sucesso e conquistas.

COMEMORE SEMPRE: Vencer e ser o melhor não é PECADO! Por isso, vibre e comemore sempre que atingir um objetivo! Muitas vezes passamos dias, meses ou anos lutando pela conquista de um objetivo e ao alcança-lo simplesmente ignoramos tudo o que passamos. Mas também não precisa passar 1 semana comemorando, afinal, assim que conquistamos um objetivo, devemos traçar o próximo e assim por diante.

SEJA ESTRATÉGICO: Comparo a vida profissional, e muitas vezes a vida pessoal, como um grande jogo de Xadrez. É necessário pensar muito bem e calcular qual jogada ou passo tomar. No dia-a-dia do mercado de trabalho, você terá que voltar algumas casas para trás, para dar passos a frente e conquistar um determinado objetivo. Infelizmente nossa sociedade prega o sucesso e não nos prepara para as derrotas que teremos na vida. Não há forma melhor do que aprender com o erro, desde que possamos tirar aprendizados dele.

PLANEJAMENTO E FOCO: A cada dia somos incentivados a viver o hoje, sem se preocupar com o amanhã. A juventude nos dá um ar de superioridade e imortalidade que nos cega na caminhada da vida. Porém, não é possível se alcançar sucesso ou conquistas, sem um planejamento prévio. Seria o mesmo que tentar fazer o trajeto SP para RIO utilizando-se da Rodovia Castello Branco! Você sabe onde está e qual o objetivo/destino a conquistar, porém sem estipular um plano e caminho é impossível conquista-lo. Portanto, reserve um tempo para mapear seus próximos passos e BOA SORTE!

Universidades melhores no ensino buscam autonomia para seus alunos

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Publicado na Folha de S.Paulo
Dar aos alunos autonomia e responsabilidade para solucionar problemas é o objetivo de métodos adotados em universidades com ensino bem avaliado no RUF 2014.

As características aparecem em cursos da UFMG, UFRJ, UnB, UFSCar e USP, que ficaram entre as melhores na análise que considera fatores como opinião dos avaliadores do Ministério da Educação. Os resultados foram divulgados nesta segunda (8).

Por meio de diferentes metodologias, a ideia é fazer os estudantes buscarem soluções para situações da futura profissão, em vez de ficarem nas cadeiras de sala de aula de forma passiva.

Em matéria sobre mediação de conflitos no curso de direito na UFMG, o professor apresenta casos em que pode haver conciliação entre as partes, como a briga de vizinhos devido a uma obra.

A turma foi dividida em três. Cada vizinho foi representado por um grupo e o terceiro fez o papel de conciliador. Ao professor coube balizar as discussões.

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A metodologia foi pesquisada na França pela professora Adriana Orsini. “Você só consegue passar a matéria se não fizer o ensino que o [educador] Paulo Freire chamava de ‘bancário’, que é aquela história de ficar num pedestal despejando coisa.”

Nas aulas de engenharia química da UFRJ, o professor divide a sala em grupos e dá um tema para cada um estudar por uma semana. No horário da aula, o grupo entra em um site para responder conjuntamente a questões elaborados pelo professor.

A metodologia foi inspirada em experiências da Universidade Harvard e do MIT (instituições americanas).

“É preciso ter mudança cultural na universidade brasileira. Ela é, basicamente, a mesma em que o meu bisavô estudou”, disse o professor Eduardo Sodré, da UFRJ.

Na medicina da UFSCar, os estudantes também são divididos em grupos, em vez das aulas tradicionais, para resolver problemas reais na área, desde o início do curso.

Já na enfermagem da Universidade de Brasília, alunos simulam em robôs situações reais de atendimento.

Na Escola Politécnica da USP, estudantes atuam em equipes para resolver problemas propostos por empresas. Dali já saíram soluções para rotulagem de alimentos.

As inovações foram implementadas em algumas disciplinas dos cursos dessas tradicionais instituições. “A universidade é conservadora”, afirma Sodré, da UFRJ.

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