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Professora brasileira está entre os 10 finalistas do ”Global Teacher Prize”: ”Foi um sonho”

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Débora Garofalo está no top 10 do maior prêmio para educadores do mundo Foto:Arquivo Pessoal

Considerado o “Prêmio Nobel da Educação” tem prêmio de US$ 1 milhão

Publicado no UOL

A professora paulista Débora Garofalo está entre os 10 finalistas do anual “Global Teacher Prize”, considerado o maior prêmio de educação do mundo. O vencedor será anunciado no dia 24 de março, em Dubai (EAU) e ganhará o prêmio de US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,7 milhões) da  Fundação Varkey. 

A ideia é premiar práticas que causem impacto na comunidade, melhorando a profissão docente e ajudando alunos a tornarem-se cidadãos. Débora leciona matérias relacionadas à tecnologia na EMEF Ary Parreira, em São Paulo (SP), em uma região que é cercada por quatro grandes comunidades.

Ela contou à AnaMaria que sua vocação para ser professora começou ainda na infância e que não esperava estar entre os 10 finalistas do prêmio. Afirmou, inclusive, que foi pega de surpresa quando recebeu a notícia em casa. 

“Fizeram uma coisa muito bonita. O presidente da Varkey anunciou para todo mundo que eu era uma top 10. Foi uma grande emoção porque eu só sabia chorar, e não por mim, né? É pelas crianças, tudo aquilo que a gente carrega, tudo aquilo que a gente idealiza na educação. Foi um sonho.”

O PROJETO

Para concorrer a premiação, é necessário inscrever um projeto de destaque. Débora idealizou o “Robótica com sucata para sustentabilidade”, que a levou até a grande final. 

O trabalho incentiva crianças do 1º ao 9º ano a retirarem lixos das ruas, sobretudo das comunidades onde vivem, e transformá-los em protótipos, que são escolhidos por elas mesmas.

“Quando eu cheguei na escola onde estou hoje, apareceu a oportunidade de trabalhar com questões que eu achava tão importante”, declarou. 

AÇÃO

Débora ressaltou a importância de olhar a realidade de seus alunos e a quantidade de lixo que os cercavam. 

“Eram coisas que chamavam muito a atenção. E eu pensei que não adiantava eu tentar ensinar qualquer coisa para essas crianças se eu não interferisse na realidade delas. O projeto tem isso, uma intervenção social. Não é só o ensino de programação ou robótica. Ele vai além, extrapola os muros da escola ao propor que o aluno também intervenha na sociedade”, explica a professora. 

Logo, o ensino sobre reciclagem, redução e descarte correto de resíduos começou a ser ensinado em aulas públicas, de forma que a comunidade começasse a ser sensibilizada. 

Ela ainda contou que os alunos tiravam fotos dos lixo que viam nas ruas e faziam arrecadação do que era possível. “Aquilo que não era possível nós acionávamos os órgãos públicos.”

RESULTADOS

Em três anos de projeto, uma tonelada de sucata já foi retirada das ruas para ser trabalhada por meio da robótica, porém da forma como as crianças quiserem. “O aluno precisa ter voz e participar ativamente da construção de seu conhecimento. Eu apenas comecei a 
estimular.”

As aulas já renderam a produção de carrinhos e semáforo inteligente, mas Débora não esconde o projeto que mais chamou sua atenção, feito por um menino do 6º ano. 

“Ele reproduziu a casa dele. Na comunidade é muito comum ter ‘gato’, e ele refez então toda a parte elétrica da casa, mas de maneira sustentável, com placa solar, programando os horários que a luz deveria acender e apagar, para aproveitar a luz do sol. Era uma criança trazendo uma solução palpável para uma vida adulta, um solução para a comunidade”, explicou Débora. 

ENSINO

A professora ressaltou acreditar que práticas docentes devem ser revisadas e que é preciso que os professores olhem com carinho para o que já é realizado dentro da sala de aula. Ela destacou que considera fundamental que educadores ouçam mais seus alunos e se envolvam com políticas públicas. “A educação é a arma que transforma a sociedade.”

Em sua 5ª edição, o “Global Teacher Prize” já teve dois brasileiros no top 10, o capixaba Wemerson da Silva e o paulista Diego Mahfouz. Débora disputa com outros professores que representam Reino Unido, Holanda, Japão, Argentina, Estados Unidos, Quênia, Índia, Geórgia e Austrália. Ela sonha em ser a primeira brasileira a ganhar o prêmio.

Ana Caroline Mota

Garoto elogia diretora de sua escola carente no Facebook e arrecada US$ 1 milhão

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O primeiro depoimento de Vidal à página, que gerou a campanha (Reprodução/Facebbok/humansofnewyork)

O primeiro depoimento de Vidal à página, que gerou a campanha (Reprodução/Facebbok/humansofnewyork)

Publicado no F5

Vidal, um garoto negro e pobre morador do Brooklyn, em Nova York, acabou mudando a vida de seus colegas de escola e da sua diretora.

Estudante da escola pública Mott Hall Bridges, em Brownsville, Vidal contou sua história à página do Facebook “Humans of New York”, que traz a cada dia mini-perfis de personagens interessantes da metrópole norte-americana.

O bairro onde ele vive e estuda tem a maior taxa de criminalidade da cidade de Nova York.

Questionado pelo autor da página sobre quem mais o influenciou na vida, Vidal disse que foi a diretora de sua escola.

“Quando nos metemos em alguma confusão, ela não nos dá suspensão. Ela nos chama à sua sala e explica como somos marginalizados da sociedade. Ela diz que cada vez que alguém falha na escola, uma nova cela de cadeia é construída. Uma vez ela fez todos nós ficarmos em pé, um de cada vez, e disse a cada um de nós que nós somos importantes”, contou o menino.

Tocado pela história, o dono da página do Facebook resolveu criar um “crowdfunding”, uma vaquinha on-line para ajudar a escola de Vidal. A vaquinha já arrecadou mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,59 milhões).

O dinheiro será usado para pagar uma viagem para os alunos da Mott Hall Bridges conhecerem Harvard. O restante será usado para pagar a faculdade daqueles que conseguirem ser aceitos para alguma universidade.

Depois do sucesso da campanha, a foto de Vidal foi refeita e acabou angariando ainda mais fundos. A página também decidiu ouvir a diretora da escola, Sra. Lopez. Ela disse que chegou a pensar em desistir das crianças.

“Eu tenho uma coisa para admitir a todos vocês. Antes disso tudo acontecer, eu estava prestes a desistir. Eu estava arrasada. Eu estava prestes a digitar minha carta de demissão. Disse para minha mãe: ‘Mãe, acho que não consigo mais. Eu acho que meus alunos não se importam. Acho que eles não acreditam em si mesmos o suficiente para se importar. Acho que eles não pensam que são bons o suficiente’. Ela me mandou rezar, mas eu disse que estava brava demais para rezar”, contou a diretora.

“Sei que é difícil acreditar, porque vocês nunca me viram arrasada. Mas eu estava arrasada. É igual quando você vê sua mãe arrasada, você a vê chorando porque ela lutou tanto por você e ela acha que você não se importa. É isso que eu sentia. Mas aí, alguns dias depois, eu estava com minha filha em um show da Broadway e antes do início do espetáculo comecei a receber um monte de mensagens de alunos e professores. Vi a cara do Vidal nas mensagens na hora pensei que era coisa ruim, porque geralmente quando a foto de alguém aparece inesperadamente, a gente acha que é coisa ruim. E de repente vi que ele tinha dito uma coisa boa sobre mim. […] Li o que ele disse, li os comentários e lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto. Porque apesar de eu dizer para vocês que vocês são importantes, até aquele momento, eu não me sentia importante”.

Seth MacFarlane promete igualar doação de US$ 1 milhão a projeto de leitura para crianças

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LeVar Burton tenta arrecadar US$ 5 milhões para o ‘Reading rainbow’

O ator, roteirista e diretor Seth MacFarlane - Jordan Strauss / Jordan Strauss/Invision/AP

O ator, roteirista e diretor Seth MacFarlane – Jordan Strauss / Jordan Strauss/Invision/AP

Publicado em O Globo

LOS ANGELES — O projeto de incentivo à leitura de LeVar Burton vai receber uma generosa contribuição de Seth MacFarlane. O humorista prometeu igualar até US$ 1 milhão em doações feitas no Kickstarter para que o “Reading ainbow” alcance um número ainda maior de escolas nos EUA. Burton disse ter ficado sem palavras com a generosidade da oferta feita pelo ator, produtor e roteiristas do filme “Ted” e da série “Uma família da pesada”.

MacFarlane resolveu participar quando soube que o “Reading rainbow” precisava de pelo menos US$ 5 milhões. A oferta dele é válida para todas as doações feitas a partir da marca de US$ 4 milhões. Faltando cinco dias para o fim da campanha, o valor arrecadado está em US$ 4,1 milhões.

“Minha mãe me ensinou que ao pegar um livro você ir a ‘qualquer lugar’ e ser ‘qualquer coisa’”, escreveu Burton na página da campanha. “Desde o início do ‘Reading rainbow’ em 1983, eu me dedico a promover o amor pela literatura em crianças, assim como minha mãe fez comigo.”

Burton, estrela de “Star Trek: Next Generation”, foi o apresentador do programa de leitura que foi ao ar na televisão pública nos EUA até 2009. “Reading rainbow” foi lançado como um aplicativo para tablet em 2012 e agora os organizadores pretendem aumentar o alcance com um versão por assinatura para computadores.

Um formato específico para professores será criado para escolas e fornecido gratuitamente para 1.500 salas de aula no país graças ao primeiro milhão conseguidos com as doações. O dinheiro adicional, incluindo aquele doado por MacFarlane, permitirá que o formato seja extendido para pelo menos mais seis mil salas, de acordo com Burton.

Como sempre acontece nas campanhas do Kickstarter, as contribuições dão direito a prêmios, como lembranças autografadas e até mesmo um jantar com LeVar Burton.

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