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Os superprofessores particulares que educam filhos de milionários

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Fok recusou US$ 20 mil de pais de aluno para garantir que ele tirasse nota máxima em exame Imagem: Arquivo pessoal

Philippa Fogarty, no UOL

O trabalho de Melissa Lehan como professora particular a levou a lugares fantásticos. Ela trabalhou nas Bermudas por alguns anos, depois no Canadá. Também teve passagens pelo sul da França, pelas Bahamas e pela região da Toscana, na Itália. No momento, está atuando no interior de Luxemburgo, onde ganha um salário anual de seis dígitos.

Formada na prestigiada Universidade de Oxford, no Reino Unido, Lehan, de 36 anos, educa crianças em casa há 10 anos. Seus clientes são geralmente pais ricos que, por várias razões, não se contentam com as escolas locais e querem uma educação melhor para seus filhos.

Ela diz amar seu trabalho, que inclui acomodação e viagens de graça. Mas, quando questionada por que, não destaca ter ensinado em locais exóticos ou dentro de um iate. Em vez disso, Lehan discorre sobre os relacionamentos que desenvolve com seus alunos e da liberdade que tem para lecionar, explicando os assuntos de uma forma diretamente relevante para eles.

“Ter essa conexão emocional com uma criança e ajudá-la, conhecendo-a tão bem que você sabe o que ela vai aprender – é o que me faz seguir em frente”, diz.

Boom de aulas particulares

Ao redor do mundo, a indústria de ensino privado está crescendo. Segundo previsões, seu faturamento vai alcançar US$ 227 bilhões (cerca de R$ 895 bilhões) até 2022, impulsionado pelo crescimento na Ásia e pelo desenvolvimento de aulas on-line, na medida em que mais empresas conectam estudantes a professores, independentemente da distância física.

No entanto, esse setor continua em grande parte não regulamentado e há todos os tipos de provedores do serviço: freelancers, escolas, grandes redes, serviços online, agências personalizadas e muito mais.

No topo, há um pequeno número de pessoas extremamente bem pagas, conhecidas como “superprofessores”. O significado varia de acordo com a região.

Na Europa, a figura mais conhecida costuma ser a do professor particular em tempo integral, como Lehan, em muitos casos usado por pais super-ricos que trabalham no exterior e que querem levar seus filhos para as melhores escolas e universidades nos EUA ou no Reino Unido.

Já no leste da Ásia, a expressão “superprofessor” normalmente se refere a um especialista em um determinado assunto que ensina grupos – um exemplo de destaque é Lam Yat-yan, de Hong Kong, um professor de língua chinesa que recusou uma oferta de emprego de US$ 11 milhões (R$ 43 milhões) em 2015.

Nos Estados Unidos, onde em 2017 mais de 3,7 milhões de estudantes fizeram testes de admissão para universidades, trata-se de um profissional conhecido por preparar candidatos para provas e que cobra taxas altíssimas por hora.

Mas além de cobrar altas somas, o que faz um superprofessor? Que tipo de habilidades eles têm, por que eles escolheram essa profissão e como chegaram aonde estão?

Preparação e sacrifício

No caso de Lehan, o termo “superprofessor” não lhe desperta interessa. Ela diz que a expressão glamouriza um papel que “não é bem compreendido”. “No dia a dia, sou professora”, diz “que trabalha duro”.

A maioria dos professores de Ensino Médio se especializa em um ou dois assuntos, mas Lehan ensinou várias disciplinas a crianças. Ela é formada em línguas e compartilha um amor pela matemática, mas desde cedo dominar o campo das ciências sempre foi um desafio. Em seu primeiro emprego, ela trabalhou sem parar para se certificar de que estava a par de toda a ementa.

“Para mim, a química (com o aluno) foi a única coisa em que tive que focar minhas atenções”, diz ela. “E, então, você obviamente passa o tempo tentando aperfeiçoar seu método de ensino, incluindo pequenos truques.”

Planejamento e preparação também levam tempo. “Você planeja para ter certeza de que o que ensina está funcionando especificamente para o seu aluno. Isso significa que, embora você tenha uma ementa em mente, é preciso revisá-la ao longo do tempo e fazer ajustes, de forma que o conteúdo pareça agradável ao aluno”.

Para Anthony Fok, sacrificar o tempo com a família e com os amigos faz parte do trabalho. Ele é professor em Cingapura, onde 70% dos pais matriculam seus filhos em aulas extras.

Fok, de 35 anos, dá aulas de economia para grupos de estudantes que se preparam para entrar em universidades locais e estrangeiras. Ele trabalha à noite e nos fins de semana e faz parte de um pequeno, mas crescente grupo de “superprofessores”. O faturamento de sua empresa gira em torno de US$ 726 mil (R$ 2,9 milhões) por ano.

Para isso, cobra dos seus alunos US$ 305 (ou R$ 1,2 mil) por quatro aulas de 90 minutos, taxas que ele diz estarem no mesmo nível de outros tutores ou “talvez com um pouco acima da média”. Suas aulas estão cheias – a tal ponto que alguns pais chegam a reservar um lugar em sua turma com três anos de antecedência ou mesmo oferecer dois anos de pagamento adiantado.

Em dada ocasião, um dos pais lhe ofereceu US$ 20 mil (R$ 78 mil) se Fok garantisse que seu filho tiraria a nota máxima no exame. Ele recusou. “Não é possível realizar milagres no último minuto”, diz ele. “A primeira dificuldade é que os pais acham que o dinheiro resolve todos os problemas. Mas não é verdade!”

Em um mercado competitivo, Fok conquistou seu nicho aperfeiçoando seu currículo. Ele começou a dar aulas na universidade, depois passou cinco anos como professor de uma escola antes de abrir seu próprio negócio de ensino em 2012.

Hoje, é o autor de vários livros sobre economia. Ele garante que se mantém atualizado pelos exames anteriores, bem como pelas últimas tendências, além de permitir que seus alunos lhe enviem mensagens a qualquer momento.

‘Não prometa demais e não entregue menos’

Nos imensos mercados de ensino de Hong Kong e da Coreia do Sul , os professores “estelares” dependem de um grande número de estudantes, fazendo palestras on-line ou ao vivo para aumentar seu alcance. Mas Fok diz não querer comprometer a qualidade de seu ensino ao fazer isso.

Ele critica quem entra nesse setor apenas pelo dinheiro e argumenta que a chance de fracassar é alta. “Os professores devem ser genuinamente apaixonados por ensinar e precisam se esforçar 100% para ajudar os alunos a melhorar”, diz Fok. “Não prometa demais e não entregue de menos. Trabalho duro, trabalho duro e trabalho duro.”

Enquanto isso, na Califórnia, Matthew Larriva ganha US$ 600 por hora dando aulas particulares para as provas SAT ou ACT, usadas para admissão em universidades americanas. Larriva começou a dar aulas em 2011 e, desde então, abriu sua própria agência de preparação para os testes.

Outras empresas do setor eram “generalistas”, defende ele, e havia espaço para uma alternativa de alto nível. Agora, conecta famílias com professores que recebem US$ 250 (R$ 985) por hora, escreve livros, faz apresentações e aceita apenas um ou dois alunos por vez.

“O que eu entrego – e a razão pela qual acho que eles estão dispostos a pagar – é a durabilidade dos resultados”, diz ele. Muitas pessoas só trabalham no campo por um curto período de tempo, diz ele, mas, se você ficar, “começa a desenvolver um ritmo que é realmente forte”.

Em sua opinião, professores experientes podem ajudar alunos a escolher a prova certa, o cronograma e a meta de pontuação, além de adaptar seu ensino para maximizar o progresso em diferentes níveis de habilidade.

Algumas pessoas, diz Fok, calculam que ele ganhe mais de US$ 1 milhão (R$ 3,94 milhões) por ano, mas não veem o tempo gasto trabalhando nos bastidores.

“Para cobrar US$ 600 (R$ 2.365) por hora, é preciso constante preparação, viagens e marketing”, diz ele. “E, uma vez no batente, é um trabalho cansativo durante as noites, fins de semana e feriados. Tenho que ser professor para meus alunos, conselheiro para os pais deles e mediador entre as famílias.”

Larriva estima que seja uma das cerca de 100 pessoas mais bem pagas em seu campo, mas lembra que há outros que cobram muito mais. Quanto ao conceito de “superprofessor”, ele diz não se importar com pessoas com status de celebridade, desde que seus resultados estejam alinhados com o marketing que fazem.

Sua maior preocupação, diz, é que não há qualificação padronizada para ser professor nos EUA. Muitas pessoas se anunciam como instrutores de preparação de testes, mas às vezes não está claro de que forma beneficiam seus alunos. Ele gostaria que as empresas publicassem os resultados dos estudantes, dando aos pais maior transparência.

Padrões profissionais

Adam Caller concorda. Ele é fundador da Tutors International, com sede em Londres, que fornece professores em tempo integral (incluindo Melissa Lehan) para famílias ricas. Atualmente, sua empresa está oferecendo salários de seis dígitos nos EUA, Bermudas, Luxemburgo e Hong Kong.

Em vez de se concentrar em salários ou “superprofessores” (um termo de que ele não gosta por mexer com o medo dos pais), Caller diz que o importante é resultado para o aluno. Ele contrata apenas professores qualificados (a menos que o cliente solicite o contrário) e suas funções podem incluir requisitos específicos – idiomas extras, música ou esportes, experiência com crianças problemáticas ou dificuldades de aprendizado.

Ele diz acreditar que deve haver uma qualificação profissional que reconheça formalmente a experiência dos professores.

“Seria excelente se houvesse um órgão de fiscalização por meio do qual seu profissionalismo, seu conhecimento, seu desenvolvimento profissional fossem medidos”, diz ele.

No caso de Lehan, se posta em prática, essa iniciativa poderia levar a uma melhor compreensão do que ela faz para ganhar a vida. “Acho que há muitas pessoas que não percebem que eu não estou apenas dando um pouco de aulas de francês, mas ensinando um conjunto completo de disciplinas”, diz ela.

Para ela, são os alunos – a garota rejeitada por sua escola como uma “aluna de baixo desempenho” que passou a se destacar em todas as provas, por exemplo – que tornam seu trabalho recompensador, em vez de inúmeras qualificações no currículo.

Matthew Larriva concorda. “Sim, o trabalho é sedutor às vezes – ter bilionários fazendo café para você e ser convidado para jantar em família com um congressista – mas mais envolvente do que glamour é o privilégio: entrar na vida de alguém nesta posição única, conhecer uma família e fazer com que eles confiem a você uma grande parte do futuro de seus filhos.”

Casa onde viveu o verdadeiro “Lobo de Wall Street” está à venda e com descontão

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Anderson Antunes, no Glamurama

À venda desde março do ano passado, a mansão em que viveu o verdadeiro “Lobo de Wall Street” acaba de ganhar um descontão. A princípio, o atual dono do imóvel localizado em Long Island, no estado de Nova York, pedia US$ 3,4 milhões (R$ 13,3 milhões) para fechar o negócio. Mas, como não apareceram muitos interessados, ele baixou o preço há alguns dias para US$ 2,89 milhões (R$ 11,3 milhões), um corte generoso de 15%.

A propriedade conta com mais de 800 metros quadrados de área privativa, cinco quartos e vários espaços de lazer, como piscina, jardim, sala de jogos e quadra de esportes. Era lá que Jordan Belfort – interpretado por Leonardo DiCaprio no filme de 2013 – passava os fins de semana nos anos em que aplicou um dos maiores golpes financeiros da história, que rendeu um prejuízo de US$ 110 milhões (R$ 430,6 milhões) para centenas de pessoas.

Belfort acabou sendo preso e condenado no fim dos anos 1990, e a mansão foi leiloada em 2001 pela justiça dos Estados Unidos como parte de um plano para tentar ressarcir as quase 1,5 mil vítimas dele. O lance vencedor foi dado por um investidor imobiliário de identidade não revelada até hoje, que é o mesmo que está tentando vendê-la agora.

Apesar de não aparecer no longa, o pied-à-terre é retratado nele na cena em que o personagem da vida real vivido DiCaprio chega em casa de helicóptero, praticamente inconsciente em razão de uma alta dose de tranquilizante que tomou, tirada do livro de memórias escrito por Belfort em 2007 e adaptado para a telona por Terence Winter com direção de Martin Scorsese.

Universo de Blade Runner vai continuar em novos livros

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Claudio Gabriel, no Observatório do Cinema

Foi divulgada uma parceria comercial entre a produtora Alcon Entertainment e a Titan Books, na qual revelou que o universo de Blade Runner irá continuar em livros novos feitos para expandir o mundo.

A notícia vem depois do último filme da franquia, Blade Runner 2049, ter sido um fracasso comercial, já que arrecadou US$259 milhões mundialmente, valor baixo comparado ao orçamento de US$150 milhões.

Nick Landay e Vivian Cheung, criadores da Titan, disseram em comunicado sobre a felicidade com o projeto:

“Estamos extremamente entusiasmados com a publicação dos quadrinhos e livros de Blade Runner. O universo de Blade Runner mal foi explorado; há muito mais lá. É uma honra estar trazendo esse mundo à vida de novas maneiras para um novo público – e para revelar contos daquele universo que você nunca viu antes.”

O filme original foi lançado em 1982. Já a continuação saiu no último ano.

Série de O Senhor dos Anéis pode ser focada na versão jovem de Aragorn

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Tayná Garcia, no Jovem Nerd

O site TheOneRing.net reportou que várias fontes anônimas revelaram que a primeira temporada da série de O Senhor dos Anéis pode ser focada em uma versão mais jovem de Aragorn, mas não deu mais detalhes além disso. Veja:

Nós confirmamos através de várias fontes que a primeira temporada da série de O Senhor dos Anéis da Amazon Studios será focada em uma versão mais jovem de Aragorn. Vamos discutir o que está disponível e como isso aborda a Legendarium de Tolkien.”

O que se sabe até agora é que a Amazon pagou US$ 250 milhões para garantir os direitos globais de O Senhor dos Anéis, vencendo a disputa contra a Netflix. Mas isso foi só para garantir os direitos. Calculando os custos com elenco, efeitos visuais e a produção de maneira geral (locações, etc.), a série deve custar US$ 1 bilhão para a empresa de streaming.

A nova série derivada dos livros de J.R.R. Tolkien não contará a mesma história da trilogia de Peter Jackson, sendo descrita como uma espécie de prequel, e segue sem previsão de estreia.

Hotel de gelo inspirado em “Game of Thrones” inaugura na Finlândia

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Snow Village (Foto: Reprodução/Instagram)

Foi necessário apenas um mês para a construção, que contou com escultores de gelo profissionais da Rússia, Polônia e Letônia

Publicado na Época Negócios

Há alguns dias, os fãs de Game of Thrones receberam a confirmação de que a oitava e última temporada da série vai estrear apenas em 2019. Porém, quem estiver de passagem pela Finlândia nas próximas semanas vai poder se aproximar do universo da trama em um novo hotel de gelo inaugurado no país.

O Lapland Hotels Snow Village construiu um hotel totalmente em gelo, em parceria com a HBO da Escandinávia, inspirado em Game of Thrones. De acordo com a People, foi necessário apenas um mês para a construção, que contou com escultores de gelo profissionais da Rússia, Polônia e Letônia.

Os quartos são equipados com diversos elementos da trama, como a Parede dos Homens sem Rosto de Braavos, os Caminhantes Brancos e o Dragão de Gelo. Os quartos têm uma temperatura de -5° Celsius e, por isso, os hóspedes têm direito a muitos cobertores.

A entrada no hotel custa US$ 18 (cerca de R$ 59) apenas para visitar as áreas comuns. Já quem quer se hospedar em um quarto tem de gastar, no mínimo, US$ 200 (algo como R$ 644) por diária. O hotel ainda conta com cinema, restaurante e um bar de gelo. O Snow Village abriu na última sexta-feira, 5, e ficará em funcionamento até o dia 8 de abril – quando as temperaturas começam a subir.

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