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“Livraria chinesa usa espelhos no teto para criar ambientes além da imaginação”

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“Projeto do escritório XL Muse na China transporta a fantasia dos livros para o mundo real”


Publicado na Gazeta do Povo

“Transportar a fantasia dos livros para o mundo real não é das tarefas mais fáceis. Mas os arquitetos do escritório XL Muse a executaram com maestria no projeto da livraria Zhongshuge, localizado em Hangzhou, na China.”

“O encantamento começa já na fachada. Envidraçada e coberta por um texto escrito em diferentes línguas, ela dá para o primeiro dos quatros espaços da livraria, no qual pilares brancos fazem a vez de prateleiras e trazem um sem número de títulos, que dobram de quantidade a partir do reflexo espelhado pelo teto.”

“Fotos: Shao Feng/reprodução”

“Os espelhos, inclusive, são as grandes estrelas do projeto. Presentes em todos os ambientes da livraria, são eles os responsáveis não apenas por ampliar, mas também por destacar as cores, formas e soluções que trazem ludicidade ao projeto, como os displays coloridos da sala de leitura das crianças.

Reproduzindo formas de montanha-russa, carrossel, roda-gigante, navio pirata e balões de ar quente, ela é um convite à interação e à fantasia e sua explosão de cores faz com que seja difícil até mesmo precisar os limites físicos do ambiente.”

“Nos demais espaços, destinados aos adultos, quem reina é a madeira que, em tonalidade escura e alidada às luminárias dispostas ora no teto, de forma que parecem flutuar, ora sobre o assento da arquibancada (que também serve de prateleira), assegura a sensação de conforto aos espaços, indispensável para uma boa leitura.


Veja mais fotos do projeto”




O que Tite lê? Saiba quais livros o técnico usa para fazer a cabeça de seus atletas

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Tite foi jogador com passagens obscuras por times como Portuguesa e Guarani, mas chegou ao comando da Seleção com trabalho celebrado e metódico, que inclui presentear seus atletas com livros (Foto: LUCIANA WHITAKER/AGÊNCIA O GLOBO)

O treinador da Seleção fez a cabeça de seus atletas com muitos livros de autoajuda e superação

João Pedro Fonseca, na Época

Entre quadros táticos e muitas anotações, a sala que o técnico Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, ocupa na sede da CBF, na Barra da Tijuca, revela aqui e ali pilhas de livros. Alguns títulos relembram carreiras vitoriosas; outros, a preocupação ética que o treinador derrama em suas entrevistas sinceras e longas. Muitos deles vão parar na mão dos jogadores, categoria não exatamente conhecida por sua intimidade com a leitura.

Antes dos amistosos contra Rússia e Alemanha, em março, cada jogador convocado recebeu um exemplar de Liderar com o coração (Sextante, 2016), escrito por Mike Krzyzewski, assistente do Dream Team de basquete dos Estados Unidos e técnico tricampeão olímpico entre 2008 e 2016. O “Coach K”, como é conhecido, capitaneou uma mudança radical de mentalidade após o fracasso americano em Atenas-2004. Mais do que o trabalho de quadra, dedicou-se a entender e moldar o caráter dos indivíduos que comandava. E exaltou virtudes que o técnico da Seleção Brasileira certamente encamparia.

Mas estender o hábito de leitura aos 23 convocados para a Copa do Mundo não é fácil. Durante as últimas semanas, ÉPOCA procurou diversos jogadores para que falassem sobre os livros indicados por Tite. Apenas um, o meio-campista Renato Augusto, admitiu à reportagem: não chegou a ler nenhum daqueles sugeridos.

Romper essa barreira, que separa os jogadores da literatura, é um desafio quixotesco que Tite se impôs desde 2011. Em agosto daquele ano, quando comandava o Corinthians, Tite presentou os jogadores com um exemplar de Nunca deixe de tentar (Sextante, 1994), de Michael Jordan — no livro de 80 páginas, o Pelé do basquete narra a busca pela excelência ao longo de sua carreira. Naquela temporada, o time paulista foi campeão brasileiro. Um ano depois, conquistou a Libertadores e o Mundial. No elenco, estava Paulo André, hoje no Atlético-PR. O zagueiro, com reconhecido hábito de leitura, admitiu que nem todos embarcam na proposta de Tite. Mas valorizou o esforço do treinador para transformar os jogadores da Seleção.

“O fato de Tite oferecer essa oportunidade de leitura não a torna obrigatória. Depende da disposição de crescimento de cada um. A leitura permite isso. Os homens mais inteligentes e preparados para a vida se tornam jogadores melhores dentro de campo. E a leitura faz um bem danado: expande horizontes, te faz uma pessoa melhor e forma times mais vitoriosos.”

Tite também se preocupa em fazer carinhos pontuais. Quando sacou Filipe Luís do time para dar lugar a Marcelo, em 2016, entregou ao lateral esquerdo um exemplar de Maktub (Rocco, 1994), compilação de crônicas de Paulo Coelho sobre caminho, opções e destino. O lateral ficou sensibilizado. “Tite é uma pessoa extremamente justa. Ele me chamou, disse que me respeitava e que queria me dar um livro de presente. Isso me conquistou. A maneira como ele falou comigo me trouxe ainda mais para o lado dele”, disse Filipe Luís na ocasião.

Caso abram um dia o livro de Krzyzewski, os astros canarinhos vão deparar com um diagnóstico óbvio, muitas vezes esquecido pelos torcedores: a reunião de astros do esporte não forma um time coeso — um cenário que lembra muito a Copa de 2006, em que o quadrado mágico formado por Kaká, Ronaldinho, Adriano e Ronaldo, com Robinho no banco, nunca engrenou. Tite, que tem possivelmente o melhor plantel do mundo à disposição, sabe que evitar essa armadilha é uma de suas missões. E espera que tal noção também seja absorvida por seus comandados.

O escritor Paulo Coelho, autor de Maktub, obra escolhida por Tite para presentear o lateral Felipe Luís, quando esse perdeu a posição para Marcelo na Seleção (Foto: MATEJ DIVIZNA/GETTY IMAGES)

Lendário treinador do basquete americano, John Wooden escreveu Jogando para vencer, obra recomendada pelo ex-técnico da seleção brasileira de vôlei (Foto: ROBERT LABERGE/GETTY IMAGES)

O técnico Mike Krzyzewski (à dir.) fez história ao comandar o Dream Team do basquete americano e publicou Liderar com o coração, um dos preferidos de Tite (Foto: ROBERT LABERGE/GETTY IMAGES)

No livro que os jogadores levaram para casa, o hoje treinador do time da Universidade de Duke compartilha histórias humanas, para além do debate técnico-tático. São capítulos intitulados como “Comunicação”, “Empatia” ou “Integridade”, embalados em episódios comoventes, sabor Sessão da tarde. No capítulo sobre abnegação, um Krzyzewski furioso com o desempenho dos titulares avisa a todos que, na próxima partida, mandará à quadra um time só de walk-ons — espécie de reservas dos reservas. Divulgado o time do jogo seguinte, porém, um dos walk-ons o procura e diz, pleno de humildade: “Treinador, agradeço muito à oportunidade e à confiança, mas acho que seria melhor para a equipe se o Shelden (Williams) começasse em meu lugar amanhã…”.

Valorizar os objetivos do grupo sobre as ambições individuais é uma das lições de Tite, mas há outras. Trata-se de uma profissão que atingiu um enorme grau de conhecimento científico, e é preciso dosá-lo. Ao mesmo tempo, é necessário motivar os jogadores a obter um equilíbrio entre disciplina e criatividade. Em Guardiola confidencial, do jornalista Martí Perarnau, o técnico espanhol reconhece que seus jogadores sofrem diante do volume excessivo de orientações que recebem. Tite parece enfrentar a mesma dificuldade, tanto que, quando anunciou os 23 nomes convocados, agradeceu a todos os atletas que comandou e que o aturaram em preleções de mais de uma hora. “Nem eu me aguentaria por uma hora”, brincou. É possível que Tite recorra à literatura para, quem sabe, falar menos.

“Ler livros é um indício de que ele se coloca em estado de aprendizado, o que inspira as pessoas que estão em volta. O Tite também tem generosidade mental, que é a capacidade de repartir o que sabe, sem achar que essa atitude o diminuiria”, afirmou o filósofo pop Mario Sergio Cortella. “Identifico nele a preocupação com uma liderança edificadora.”

Autor best-seller de autoajuda, Cortella se preparava para uma palestra em um hotel de Porto Alegre, no segundo semestre de 2016, quando foi alertado sobre a presença de Tite, então já técnico da Seleção. Entre os mais de 500 ouvintes, Tite tinha em mãos um exemplar de Qual é a tua obra? (Editora Vozes, 2007), sobre gestão, liderança e ética, e queria um autógrafo. Torcedor do Santos, mas admirador do trabalho do treinador no Corinthians, Cortella fez questão de convidá-lo para um papo no camarim. Nascia ali um intercâmbio de ideias, no qual o filósofo enviava seus lançamentos à sede da CBF e o técnico frequentemente fazia comentários.

Foi assim que os quadros táticos começaram a dividir espaço na sala com outros livros de Cortella, como Viver em paz para morrer em paz (Planeta, 2017), que discute o que realmente importa na vida, e A sorte segue a coragem! (Planeta, 2018), um convite à busca interna para as razões do sucesso e do fracasso. Para os jogadores, no entanto, Tite prefere enviar livros motivacionais, mais voltados para esporte, chancelados pela aura da glória, como Liderar com o coração, que chegou por meio de um esforço de Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, técnico bicampeão olímpico com o vôlei masculino.

“É a segunda vez que vejo jogadores de futebol usando esse livro. O meu filho (o levantador Bruninho) já tinha levado um exemplar para o Daniel Alves”, comentou Bernardinho, que escreveu a apresentação da edição brasileira. “O que o Tite faz é trazer um vencedor de outra área para inspirar os jogadores. É uma iniciativa extremamente interessante de um cara que tem a preocupação de desenvolver o lado humano dos atletas e mostrar a importância de todos. Muitas vezes as pessoas só se preocupam com o ganhar ou perder. Mas há muita coisa além. Numa Copa do Mundo, então, você precisa de muito mais.”

A busca de Tite por exemplos no esporte não deixa de ser um contraponto à estratégia adotada por Luiz Felipe Scolari, o Felipão, no triunfo da Copa de 2002, ganha no Japão e na Coreia do Sul. Naquela ocasião, o elenco foi motivado por A arte da guerra, escrito pelo filósofo e general chinês Sun Tzu durante o século IV a.C. e provavelmente o mais famoso “livro de cabeceira” de um técnico verde-amarelo. Inspiração para Napoleão e Mao Tsé-Tung, o livro parte da premissa de que questões de autoconhecimento são mais importantes para a vitória na guerra do que o simples poderio militar de um exército. Se o bélico Felipão teve tempo de reler Sun Tzu antes do fatídico 7 a 1 de 2014, no Mineirão, não se sabe.

Outro título edificante distribuído por Tite a seus convocados foi Jogando para vencer (Sextante, 2010), de John Wooden, decacampeão universitário de basquete com o time da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla). Para o americano, hoje aposentado, não são as vitórias que determinam o sucesso de um profissional, mas a consciência de que deu o melhor de si.

O livro chegou a Tite por meio do mesa-tenista Israel Stroh, prata nos Jogos Paralímpicos de 2016. A dupla se encontrou na sede da CBF após a conquista da medalha. “Estava com o livro, que havia comprado uns dois anos antes, na bagagem. Decidi levá-lo como presente, e ele disse que não conhecia”, contou Stroh. “O Wooden nunca cobrava vitória, mas, sim, alto desempenho. E gosto dessa filosofia de respeitar o adversário e o esporte, sem ser frouxo. O brasileiro é muito preocupado com a vitória, e esse livro desmistifica esse culto”, disse o medalhista.

Protagonista inteligente, Tite ecoou muito desse espírito nas entrevistas que concedeu no dia da convocação. A cada vez que alguém perguntava sobre promessa de título, preferia reforçar o esforço. “O resultado final, eu não sei, mas (o time) vai jogar muito”, repetia, arregalando os olhos, cada vez mais fáceis de ler.

“Boneco de Neve”: universo literário de Jo Nesbo ganha as telas

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Harry Hole, detetive da série de livros policiais, é vivido por Michael Fassbender. Filme tenta traduzir sucesso editorial em franquia

Felipe Moraes, no Metropoles

Contemporâneo de Stieg Larsson, autor sueco da trilogia “Millennium” que morreu antes de desfrutar do sucesso literário, o norueguês Jo Nesbo tenta transformar o detetive Harry Hole, personagem de onze best-sellers, em uma lucrativa franquia de Hollywood. Com Michael Fassbender na pele do policial, “Boneco de Neve” estreia nos cinemas nesta quinta-feira (23/11).

Apesar do inegável sucesso mundial – livros traduzidos para 50 línguas e 33 milhões de cópias vendidas –, Nesbo só teve uma de suas criações adaptadas para o cinema antes de “Boneco de Neve”. Em 2011, o longa norueguês “Headhunters” entrou no mundo corporativo para desnudar um executivo que faz um dinheiro extra como ladrão de obras de arte.

Desta vez, o voo é mais ambicioso. A trama envolve a investigação de Hole em torno de um serial killer que usa bonecos de neve como cartão de visitas. O desaparecimento de uma vítima marca a chegada da talentosa agente Katrine Bratt (Rebecca Ferguson, vista este ano em “Vida”) para conectar o novo crime a casos de décadas atrás nunca solucionados.

Com orçamento de US$ 35 milhões e uma filiação não oficial à atmosfera sombria de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (2011), baseado na trilogia de Larsson, “Boneco de Neve” marca o retorno do sueco Tomas Alfredson à direção após “O Espião que Sabia Demais” (2011) e “Deixa Ela Entrar” (2008).

Antes das filmagens, Martin Scorsese chegou a ser cotado para comandar a adaptação. Não fechou, só entrou como produtor executivo, mas mandou emissária. Thelma Schoonmaker, montadora de confiança dele há décadas, dividiu a edição de “Boneco de Neve” com Claire Simpson.

Apesar da quantidade de credenciais artísticas atrativas, o filme sofre nas bilheterias – as cifras mundiais mal passam de US$ 37 milhões – e não tem acolhida gentil da crítica.

Mãe de atriz de “Gossip Girl” é presa por atraso na devolução de livro

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Tika Sumpter reclamou em rede social de rigidez de justiça americana

Publicado na Marie Claire

Tika Sumpter, atriz que fez parte do elenco do seriado “Gossip Girl”, revelou que sua mãe, Janice Acquista, foi presa por ter devolvido um livro depois do prazo em uma biblioteca da Carolina do Norte.

Tika Sumpter e a mãe (Foto: Getty Images)

Tika Sumpter e a mãe (Foto: Getty Images)

 

“Faça de tudo para devolver seus livros na hora certa na Carolina do Norte. Minha mãe acabou de ser presa por ter uma multa de 10 dólares por um livro não delvolvido no tempo certo. Passar do tempo de entrega de um livro não deveria ser motivo para isso”, reclamou atriz em sua rede social. Casos de prisões por atraso na devolução de livros já foram vistos no Texas e Michigan.

Livraria bane WiFi, laptop e celular

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Marcelo Rubens Paiva, no Estadão

O futuro chegou de forma invertida numa livraria americana de Wyoming.

Em respeito ao livro e hábito de leitura, que perde a guerra contra gadgets e widgets.

A Wind City Books dispensou seu equipamento de WiFi e sugere que seus clientes esqueçam os cacarecos eletrônicos, laptops e celulares, na bolsa.

“Bem-vindo a um lugar para livros e café. Dê um tempo. Viva como em 1993. E-mails podem esperar”, diz um cartaz na entrada, que informa que não tem Wi-Fi.

O ano se refere a 1994, quando a internet se consolidou e deixou de ser uma ferramenta das forças armadas e universidades.

“Queremos que as pessoas venham à nossa loja para relaxar e curtir um livro”, disse o livreiro Vicki Burger à afiliada da ABC, TV KTRK [nota de Brien Koerber ao Mashable].

Adorei.

Poderia inspirar muitos negócios por aqui.

Cafés, restaurantes, bares, livrarias, hotéis, motéis, restaurantes. Até um buffet infantil…

O futuro estressa.

Desconcentra.

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