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USP e Unicamp são apontadas como mais prestigiadas da América Latina

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Publicado no UOL

A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) são as duas mais prestigiadas instituições da América Latina, segundo um novo ranking de reputação acadêmica da revista Times Higher Education (THE), uma das principais referências do mundo em medição de qualidade de ensino superior. Entre as 50 instituições que compõem o ranking, 23 são brasileiras.

Aparecem também no topo da classificação a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio) e a federal de Minas Gerais (UFMG) nas 5ª, 6ª e 7ª posições, respectivamente.

Phill Baty, editor dos rankings da THE, ressaltou como positivo o aumento de 60% no número de estudantes no ensino superior no Brasil entre 2005 e 2012, mas alertou para a importância do aumento de investimentos na área. “É uma ótima notícia que mais brasileiros estejam nas universidades, mas o País precisa assegurar a continuidade de investimentos em suas instituições para que permaneça no topo das lista nos próximos anos”, disse.

Investimento

Em crise financeira, USP e Unicamp se destacam, segundo a THE, por sua performance forte em ensino e pesquisa. Elas, no entanto, assim como as demais universidades brasileiras que aparecem no ranking, têm como principal desafio melhorar a sua perspectiva internacional (proporção de funcionários de outros países, estudantes internacionais e estudos publicados em parceria com ao menos um coautor estrangeiro e influência em pesquisas (proporção de estudos citados em outras publicações).

Essas duas áreas de maior dificuldade, são onde se destacam as universidades chilenas – PUC do Chile e Universidade do Chile, que ocupam os 3º e 4º lugares, respectivamente.

Para Alvaro Crósta, coordenador geral da Unicamp, a análise da THE de que a instituição tem dificuldade em melhorar sua atuação internacional é correta. Ele disse que a universidade tem atuado fortemente para a sua internacionalização, com programas próprios de estágio no exterior e incentivo para a tradução de pesquisas.

Crósta também disse se preocupar com a capacidade da universidade em manter investimentos, tendo em vista a queda do repasse de recursos do Estado neste ano. Em nota, a USP também relatou preocupação. “O financiamento das pesquisas tem se mantido com os recursos advindos das agências de fomento, principalmente da Fapesp. Mas, a questão relacionada à queda de arrecadação não pode ser desconsiderada.”

Única universidade da América Latina a integrar o ranking das 100 universidades do mundo de maior reputação acadêmica, a USP piorou sua colocação neste ano – caiu da faixa de 51-60 para 91-100.

Para aumentar sua internacionalização, a USP informou que tem incentivado e apoiado pesquisas sobre temas de relevância estratégica e disse que seus pesquisadores estão cada vez mais inseridos em “importantes colaborações internacionais”.

Ranking

É a primeira vez que a THE lança uma lista específica das universidades de maior prestígio na América Latina. Em maio, ela divulgou a lista com as dez primeiras instituições, baseada em pesquisa de opinião. Nesta quinta-feira, 7, o THE apresenta o ranking feito por meio da mesma análise de dados do ranking global. A revista usa 13 métricas de performance das atividades das instituições, divididas em quatro áreas: ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional.

Ranking coloca USP entre as 50 melhores do mundo em seis áreas

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Praça do Relógio - Universidade de São Paulo - São Paulo.

Praça do Relógio – Universidade de São Paulo – São Paulo.

 

Ana Lourenço, no Guia do Estudante

O ranking internacional Quacquarelli Symonds (QS), divulgado nesta segunda-feira (21), colocou a Universidade de São Paulo (USP) entre as 50 melhores instituições do mundo em seis áreas do conhecimento: Odontologia, Agronomia, Antropologia, Engenharia de Minas, Arquitetura e Medicina Veterinária. A universidade segue colocada como a melhor da América Latina e a 9ª melhor dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Outro destaque também fica com a USP: a 9ª colocação mundial em Odontologia, posto mais alto de uma universidade brasileira. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) também aparecem com boas colocações nesta área, em 20º e 25º, respectivamente. Em Agricultura, a Unicamp figura entre as 31 melhores, e a Unesp em 46º na Medicina Veterinária.

No total, o ranking analisa 42 áreas do conhecimento, em que o Brasil é listado em 33 nas 100 melhores do mundo. Dentre as particulares, a Fundação Getulio Vargas aparece entre as 150 melhores nas áreas de Negócios e Economia.

Dentre as universidades pelo mundo, a que mais aparece no ranking das 10 melhores do mundo é a de Cambridge, na Inglaterra, com 36 nomeações, seguida por Berkeley e Stanford, norte-americanas, com 35 e 33 colocações.

Fuvest divulga lista de livros obrigatórios para 2017, 2018 e 2019

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Publicado no UOL

A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) que seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo) acaba de divulgar a nova lista de livros obrigatórios para as seleções de 2017, 2018 e 2019. A Fuvest tem mudado a lista a cada três anos.

Confira a lista para os vestibular 2017:

Para o vestibular 2018, sai a obra “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, e entra “Minha vida de menina”, de Helena Morley. Veja a lista:

Já no processo seletivo de 2019, a Fuvest mudou a obra de Eça de Queirós: sai “A cidade e as serras” e entra “A relíquia”. Os demais livros são mantidos. Confira a lista completa:

Autor angolano

Praticamente todos os títulos da lista são de consagrados autores da literatura brasileira ou portuguesa — ou seja, fazem parte do conteúdo esperado para o ensino médio. A surpresa deste ano é a inclusão de uma obra do angolano Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos), que foi guerrilheiro do MPLA, político e governante.

Seu livro Mayombe é “uma narrativa que mergulha fundo na organização dos combatentes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), trazendo à tona as suas dúvidas, contradições, medos e convicções”, segundo sua descrição no site da Leya, que o edita no Brasil.
Mudanças neste processo seletivo

Em relação à lista anterior (que vigorou nos últimos três anos) foram mantidas para o processo seletivo de 2017 as seguintes obras: Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis; O cortiço, de Aluísio Azevedo; A cidade e as serras, de Eça de Queirós; Vidas secas, de Graciliano Ramos e Capitães da areia, de Jorge Amado.

Os livros que entraram na lista de 2017 foram: Iracema, de José de Alencar; Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade; Sagarana, de João Guimarães Rosa e Mayombe, de Pepetela.

Os título que saíram foram: Viagens na minha terra, de Almeida Garrett; Til, de José de Alencar; Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida e Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade.

Educação infantil é um amplificador de desigualdade, diz professor da USP

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publicado no UOL

Não basta oferecer uma vaga em creche, é preciso ofertar educação de qualidade. É o que defende o professor da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto Daniel Santos. Levantamento feito por ele mostra que crianças em situação de maior vulnerabilidade que frequentaram creches têm desempenho pior em avaliações feitas anos depois do que aquelas na mesma situação que não frequentaram a escola até os 3 anos de idade.

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Santos utilizou dados do teste de matemática da Prova Brasil, aplicada aos alunos do 5º ano do ensino fundamental, e verificou se os alunos tinham ou não frequentado a creche e a pré-escola, e qual a escolaridade da mãe desses estudantes.

Alunos que frequentaram a creche e que estão em situação de maior de vulnerabilidade, ou seja, que têm mães nunca estudaram ou possuem o ensino fundamental incompleto, têm notas menores na avaliação, em relação a alunos na mesma situação, que não frequentaram creches. A situação é inversa quando se trata de alunos com mães que chegaram a acessar o ensino superior. As notas dos que frequentaram a creche é maior. Já na pré-escola, que atende alunos de 4 e 5 anos, o fato da criança ter frequentado a etapa ou não, não faz diferença entre os alunos em situação de maior vulnerabilidade.

“Nosso sistema [de educação infantil] funciona como um amplificador de desigualdade, ao invés de um redutor de desigualdade”, diz Santos. As creches que atendem as crianças até os 3 anos de idade são cada vez mais procuradas por pais ou responsáveis, seja porque precisam conciliar o cuidado dos filhos com o trabalho, seja porque querem que as crianças sejam estimuladas desde cedo. Em várias cidades, há filas para conseguir uma vagas nas creches.

Na opinião de Santos, na educação infantil a escola deve oferecer para a criança o que a família não oferece. Dessa forma, os alunos em situação de maior vulnerabilidade deveriam se beneficiar mais estando na escola do que fora dela. “Não estamos falando em ensinar gramática, mas ensinar afeto e outras noções. São estímulos que todos deveriam ter e, se não têm em casa, deveriam ser supridos na escola”, diz. “No ensino fundamental, eu concordo, melhor uma escola ruim que não estar na escola, mas eu não tenho certeza disso na educação infantil”, acrescenta Santos.

O professor participou hoje (3) do debate Educação em Pauta sobre Primeira Infância, promovido pelo movimento Todos Pela Educação e Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima, presente no evento, admitiu que muitas vezes a educação infantil “oferece condições bastante precárias”. Ele acredita, no entanto, que é necessário garantir o acesso da criança à escola para, a partir dai, demandar melhoras. “Acesso e qualidade caminham juntos, na medida em que, trazendo a criança para dentro da escola, vão surgindo novas demandas, profissionais mais qualificados, ambientes melhores”, disse.

A coordenadora geral de Educação Infantil da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Rita Coelho, destacou que a creche não é obrigatória. “Nenhum país universalizou e não se deve universalizar essa etapa, que é de transmissão de valores, de hábitos culturais. Há famílias que fazem questão que isso seja feito no âmbito privado”, diz. Ela reconhece, no entanto, que a população mais vulnerável é que a menos tem acesso a serviços de qualidade, seja na educação, saúde ou outro setor.

O acesso à creche e pré-escola está determinado no Plano Nacional de Educação (PNE), lei que estabelece metas para melhorar a educação brasileira até 2024. De acordo com a lei, todas as crianças de 4 e 5 anos devem frequentar a pré-escola até este ano e, até 2024, 50% das crianças até os 3 anos devem ter acesso à creches. Atualmente, 89,1% das crianças estão na pré-escola e 29,6%, nas creches.

Nunca desista! Em um ano, aluno vai da reprovação na 1ª fase ao 1º lugar em direito na USP

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João Vitor Silva Rodrigues

Publicado no Amo Direito

Quando estava prestes a terminar o 3º ano do ensino médio, João Vitor Silva Rodrigues fez o mesmo que muitos jovens: prestou o vestibular. No seu caso, a única escolha foi o curso de direito na USP (Universidade de Sâo Paulo).

O vestibular é dos concorridos e com fama de difícil, elaborado pela Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). A lista de aprovados foi divulgada na terça (2).

Após uma vida de estudo em escolas públicas, João Vitor não tinha muita confiança em um bom desempenho.

Na primeira tentativa, a Fuvest 2015, ele fez 46 pontos e ficou longe da 2ª fase. Naquele ano, a nota de corte foi 58. Para a seleção de 2016, os candidatos tiveram que acertar 59 das 90 questões para ir à segunda fase. A concorrência foi de 24,47 candidatos por vaga.

Um ano depois, o jovem de 18 anos atingiu seu objetivo de ser aprovado para estudar no Largo São Francisco, casa do tradicional curso de direito da USP, no Centro de São Paulo. O “detalhe” é que ele passou em primeiro lugar.

Achei que tinha coisa errada
“[O primeiro lugar] foi uma surpresa. Quando vi no site, achei que tinha alguma coisa errada. Tirei uma foto e mandei para um professor confirmar para mim. Minha ficha ainda nem caiu”, afirmou o jovem.

A frustração do ano anterior fez João Vitor obter uma rotina e uma disciplina invejáveis. Não que fosse um mau aluno. Mas, a base que adquiriu nas escolas municipais de São Caetano, na Grande São Paulo, onde estudou toda sua vida não foi suficiente.

Por isso, a primeira atitude do jovem em 2015 foi tentar uma bolsa de estudos em um cursinho. Conseguiu apenas 30% e já achou a prova para conseguir o desconto difícil. Mesmo assim, não desanimou. Encarava, diariamente, uma hora de trem e metrô até o cursinho Poliedro, na Vila Mariana, em São Paulo.

No primeiro mês, estava perdido
Chegava por lá por volta das 6h20, tomava café, e começava a aula às 7h. Ficava sentado, prestando atenção em tudo, até às 12h40, almoçava pelas redondezas, e voltava ao cursinho, de onde só saía por volta das 20h, depois de uma maratona de exercícios e de ter todas as dúvidas sanadas pelos professores. Os livros para a Fuvest, ele lia na viagem de metrô e trem para casa.

Os primeiros meses foram complicados. João Vitor tinha clara noção de que estava defasado em relação aos colegas.

“Em fevereiro, comecei a estudar. Estava perdido. Não tinha ideia do que falavam na aula. A maioria dos colegas era de escola particular com mais bagagem do que eu”, contou.

“Em um mês, entrei no ritmo deles. Por meio dos simulados, eu via qual era meu nível. Eram provas específicas para a Fuvest. Nos primeiros, eu tirava média de 3, de zero a 10. Por fim, minha média era de 7 ou 7,5. Fui vendo meu crescimento e tendo uma ideia de pontos fracos e fortes”, completou.

Em junho, com a vida dedicada ao vestibular, João Vitor passou por um baque. Em um sábado de manhã cedo, quando ia a pé para a estação de trem, foi abordado por um assaltante que levou sua mochila e, consequentemente, todas as anotações feitas em sala de aula.

“Todas as minhas anotações, folhas, cadernos e rascunhos eu perdi. Desanimei bastante. Contei para os professores e eles me deram todo o apoio. Passei as férias de julho reescrevendo tudo com base nas fotos das folhas dos cadernos dos meus colegas”, relembrou.

Música também era uma opção
Por pouco, João Vitor não optou por outro curso. Durante oito anos, o jovem estudou música em uma instituição de sua cidade. Hoje, ele é violinista e toca em uma orquestra de São Caetano. Por isso, o curso de música por muito tempo foi uma opção.

“Desde a oitava série, eu tenho a vontade de estudar direito, mas sempre ficava no impasse com música. Agora, penso em me formar em direito, passar em um concurso público, obter uma certa estabilidade e, então, voltar a estudar música”, explicou.

Claro que a música não vai ficar de lado. Em 2015, por causa do vestibular, João Vitor teve de dar um tempo com a orquestra. Mas, agora, já avisou o maestro que vai dividir o violino e as apresentações com sua vida de estudante universitário.

Fonte: Vestibular Uol

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