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Posts tagged usuários

Jogo de realidade aumentada de Harry Potter é liberado no Brasil

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Harry Potter: Wizards Unite já está disponível no Brasil (Foto: Divulgação)

 

Publicado na Galileu

Depois de ser liberado em outros países, finalmente chega ao Brasil o Harry Potter: Wizards Unite, jogo inspirado na saga criada por J. K. Rowling. Disponível para Android e iOS, o game pode ser baixado gratuitamente nas lojas Google Play, App Store ou Galaxy Store.

O jogo é desenvolvido pela Niantic — mesma empresa que criou Pokémon GO — e usa o GPS do smartphone e a realidade aumentada para trazer os personagens do mundo bruxo para a sua realidade.

No aplicativo, os usuários se tornam membros do Statute of Secrecy Task Force, um grupo que tem a missão de manter os bruxos em segredo enquanto artefatos, criaturas e personagens mágicos acabaram se espalhando pelos trouxas (os não bruxos).

Esta missão é explicada no começo do game, quando os jogadores recebem uma mensagem direta do próprio Harry Potter.

‘Tinder dos livros’: app promove interação e trocas de experiências e obras entre leitores

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Aplicativo Leia_me é rede social para amantes da literatura — Foto: Aluan Henrique Alves Cabral

“Leia_me” funciona como rede social e permite o compartilhamento de livros entre os usuários.

Camila Resende, no G1

Sabe aquele livro pegando pó na estante? E se você pudesse trocar ele por outro que ainda não leu e ainda conhecer pessoas no processo? É o que busca um aplicativo desenvolvido por leitores e programadores de Poços de Caldas, no Sul de Minas. Chamado de ‘Leia_me’, a ideia do app é que os usuários possam compartilhar suas experiências literárias e ainda emprestar ou trocar as obras que estão paradas em casa.

A ideia do aplicativo surgiu em 2017, quando a Organização Não Governamental Casa da Árvore participou de um programa de inovação em bibliotecas e conseguiu captar recursos para investir no desenvolvimento. Depois de uma pesquisa feita com leitores, Aluísio Cavalcante, designer de inovação da ONG, percebeu que os amantes da literatura desejam compartilhar suas experiências de leitura.

Além da troca de informações, outra aposta do Leia_me é incentivar que os leitores compartilhem as obras de seus acervos pessoais, como ressalta Aluísio.

Os primeiros usuários serão cadastrados como beta, ou seja, participaram também do desenvolvimento do aplicativo. Ao utilizar o Leia_me, eles são convidados a listar suas obras preferidas, marcar os livros que desejam ler e a parte dos próprios acervos que desejarem emprestar, trocar, doar ou vender.

Equipe desenvolveu aplicativo para conectar leitores — Foto: Aluan Henrique Alves Cabral

Para Rodrigo José de Souza Silva, analista e desenvolvedor do aplicativo, que também diz er apaixonado por literatura, as trocas entre os usuários têm grande potencial.

“O retorno que a gente pode ter encurtando o caminho entre um leitor e outro para poder pegar um livro emprestado, ou trocar uma ideia, é incrível. Com o aplicativo eu posso estar no sofá de casa e encontro outra pessoa com um estilo literário diferente do meu e posso trocar ideias com ela. Uma pessoa pode convencer a outra a expandir os seus horizontes. É um impacto social muito grande por aproximar as pessoas.”

Planos futuros

O Leia_me é um aplicativo gratuito disponível para os celulares do sistema Android. O download pode ser feito na loja de aplicativos oficial dos aparelhos. Apesar de ser novidade, não faltam planos para o futuro.

“É um aplicativo gratuito, mas vamos desenvolver um modelo de negócio que gere receita, que seja um negócio de impacto social que promove transformações no contato com a leitura e que também gera receita para que isso contribua com os outros projetos de inovação em biblioteca e formação de leitores da ONG”, explica Aluísio Cavalcante.

Para divulgar o aplicativo, a equipe de desenvolvedores pretende mostrar a ideia em feiras literárias em 2019. Há também a busca por parceiros comerciais para que o modelo de negócio cresça e amadureça.

Goodreads aposta em retrospectiva do ano em livros

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Plataforma aposta em novidade e permite que seus usuários revejam seu ano em livros.

Thais Souza Passos, no Blasting News

Agora é possível fazer a sua própria retrospectiva do ano, só que em #Livros. O Goodreads, rede social norte-americana destinada a #Leitores de livros, revistas e jornais, lançou no início deste mês o My Year in Books, que permite ver e relembrar o conteúdo lido por seus usuários desde o início do ano. O site permite também ver quantas páginas foram lidas e até qual livro foi o mais bem classificado dentre os lidos pelos usuários.

É possível ainda ver os mais recentes lançamentos do mundo editorial, curiosidades sobre os autores e quantos leitores já leram e classificaram determinado título.
O que é essa rede social?

Goodreads é uma empresa fundada a partir de uma startup em 2007. Com o intuito de reunir resenhas e comentários sobre livros, em um único site, e de aproximar ainda mais os autores e seus leitores, a empresa hoje forma um rico ecossistema, que envolve autores, editores e leitores, e que permite a interação entre eles, e que mais tarde foi integrado por varejistas e comprado pela Amazon, a gigante editorial que permite que autores se auto-publiquem.

Estima-se que a cada segundo, quatro livros são descobertos no Goodreads, e, desde sua criação, a plataforma apresentou um crescimento exponencial, passando dos 525 milhões de livros cadastrados.

Com o lema “O livro certo, nas mãos certas, pode mudar o mundo”, o site permite a interação entre diversas redes sociais, como o Twitter, Facebook e até a conta da Amazon. A plataforma serviu ainda de inspiração para outras redes sociais genéricas, como a brasileira Skoob e a alemã Readageek, que permitem, dentre as diversas opções de marcação de livros, marcar como “relendo”, “abandonei” e até mesmo excluir o livro da sua estante.
Principais problemas da plataforma

Um dos principais problemas enfrentados pelos usuários desta rede social é a falta de opção na hora de marcar um livro. Diferentemente de sua versão brasileira, o Goodreads carece de outras opções além de “Lido” ou mesmo “Lendo”. Enquanto o Skoob apresenta as opções “Relendo” e “Abandonei”, o Goodreads perde pontos nesse quesito.

Porém, compensa apresentando outras opções, como montar uma meta de leitura com um número indeterminado de livros, ou seja, o usuário pode ler quantos livros quiser durante o ano todo e todas as obras lidas entram na meta, chamada no site de Reading Challenge (Desafio de Leitura).

Outra dificuldade encontrada é a falta de autores estrangeiros no catálogo do site. Mesmo possuindo um vasto números de livros e autores cadastrados, por muitas vezes, usuários estrangeiros não conseguem encontrar autores de seus países ou de outras localidades.

Mas, apesar de todos os problemas, a plataforma se sustenta como uma das maiores e mais acessadas de todas por um público que procura suas próximas leituras, encontrar outros leitores e novos autores e até buscar conhecer mais sobre determinado autor.

Seguindo à risca seu lema, o Goodreads compensa tanto na facilidade do acesso quanto em qualidade em suas publicações e em seu catálogo, e é uma ótima dica para quem se interessa pelo mundo editorial e suas #Novidades.

‘Tinder dos livros’, Book4You quer conectar leitores e histórias sem preconceitos

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Sem exibir capa ou autor, o serviço oferece novos títulos para usuários sem mostrar capa

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publicado no Estadão

“Cruel e sanguinário” é o que diz um trecho da descrição do perfil que aparece na tela do smartphone. Na parte inferior do celular, apenas as opções de curtir ou passar. Apesar da descrição assustar, o usuário toca em “curtir”. A situação seria preocupante caso o serviço em questão fosse o aplicativo de paquera Tinder. Entretanto, o “cruel e sanguinário” não é a descrição de uma pessoa, mas de um livro. Trata-se do Book4You, serviço brasileiro que está sendo chamado de “Tinder do livros”.

O Book4You, que pretende unir histórias e pessoas, sem preconceitos com capa, autor ou nacionalidade da obra, começou a tomar forma em 2013, quando o administrador Cassio da Silveira resolveu comprar uma página no Facebook que iria ser desativada, mas que já contava com mais de 400 mil inscritos. “A página só compartilhava fotos e críticas de alguns livros, como várias outros canais do Facebook”, conta Cassio. “Comecei a procurar novas formas de inovar.”

O administrador pensou em criar um serviço que facilitasse o encontro de usuários com novas histórias. A ideia era usar o modelo de sucesso do Tinder: ele começou a desenvolver um site com design e funcionalidade parecidos e lançou o Book4You em novembro de 2015. Desde então, ele já conseguiu atrair mais de 15 mil pessoas para o aplicativo, que é operadora por uma equipe de apenas quatro pessoas. Eles são responsáveis por fazer a curadoria das obras exibidas para os usuários.

Para usar o Book4You, basta entrar no serviço — que por enquanto só possui versão para web — e escolher uma lista temática, como romance, horror, bestsellers e outras mais criativas, como “sobre o Vietnã” e “para ler no metrô”. Depois, basta navegar nas sinopses. Caso goste de alguma, a pessoa deve curtir e, em seguida, já é redirecionada para uma loja virtual de livros. Caso não goste da história, basta rejeitar e outra sinopse aparecerá na tela.

Modelo de negócio. Além de criar listas de livros patrocinadas por empresas — como acontece no serviço de streaming de música Spotify, por exemplo —, a Book4You ganha cada vez que um usuário do serviço compra um livro quando é redirecionado para alguma loja virtual.

Até agora, porém, o site não conseguiu faturar o suficiente para se bancar. Para Cassio, apesar da crise econômica, as perspectivas são boas para os próximos meses. “Conforme aumentam os usuários, aumentam também as parcerias e o nosso faturamento”, afirma o criador do Book4You. “Em breve, vamos começar a nos bancar para poder crescer.”

Entre as falsas e verdadeiras citações clariceanas

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Todos sabem o quanto citações de Clarice Lispector circulam nas redes sociais, sobretudo no Facebook. Mas essas citações são, de fato, da escritora ou são apenas atribuídas a ela? E se são verdadeiras, por que os usuários levam as citações às redes sociais?

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Estela Santos, no Homo Literatus

Na maioria das vezes o que percebemos em boa parte das citações ditas “clariceanas”, que circulam as redes sócias, é que linguagem não condiz com a linguagem de Clarice e que a temática também não condiz com os temas recorrentes em sua literatura – o que leitores dela percebem rapidamente –, isto é, trata-se de citações atribuídas erroneamente a escritora. A literatura de Clarice Lispector tem um estilo único, ela desnuda a alma humana ao abordar questões voltadas para o “eu”, com sua escrita de cunho altamente intimista e sua linguagem corrosiva. E quando a citação é verdadeira, parece-nos que contribui para o que podemos chamar de “cultura nas redes sociais”, uma vez que Clarice é uma escritora e intelectual notavelmente conhecida, inclusive admirada por um dos maiores críticos literários do Brasil, Antônio Cândido; além disso, citações verdadeiras, com a fonte de referência parecem ter o poder de conquistar novos leitores.

O problema é que Clarice passou a ser vista nas redes sociais como escritora de textos de autoajuda, muitas vezes aparece, ainda, como uma conselheira amorosa, ou até como uma grande poeta – ela que apenas escreveu prosa poética. Como o poema Alta Tensão, de Bruna Lombardi, a ela atribuída recorrentemente no Facebook: “eu gosto dos venenos mais lentos / dos cafés mais amargos / das bebidas mais fortes / e tenho / apetites vorazes / uns rapazes / que vejo / passar / eu sonho / os delírios mais soltos / e os gestos mais loucos / que há / e sinto / uns desejos vulgares / navegar por uns mares / de lá / você pode me empurrar pro precipício / não me importo com isso / eu adoro voar”. O que pensaria ou diria Clarice ao ver isto? O que ela comentaria sobre essas “difamações literárias”, por assim dizer?

Mas se a grande maioria esmagadora das citações não é de Lispector, isto nos leva ao embate: a grande escritora é popular ou impopular? Por tantos trechos falsos a ela atribuídos pela grande massa das redes sociais, podemos pensar que, na verdade, a escritora é impopular, uma vez que seus verdadeiros escritos são menos divulgados que os falsos. O que não quer dizer que ela não tenha leitores (muitos que estão lendo esta matéria são leitores de Clarice) e que estes não divulguem citações reais.

Em defesa de Clarice e para legitimá-la aqui deixamos excertos de algumas de suas obras, com as devidas referências:

“Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher […]. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha – com persistência, continuidade, alegria. O que sucedera a Ana antes de ter o lar estava para sempre fora de seu alcance: uma exaltação perturbada que tantas vezes se confundira com felicidade insuportável. Criara em troca algo enfim compreensível, uma vida de adulto. Assim ela o quisera e escolhera.” (LISPECTOR, Clarice. In: Amor)

“Acho com alegria que ainda não chegou a hora de estrela de cinema de Macabéa morrer. Pelo menos ainda não consigo adivinhar se lhe acontece o homem louro e estrangeiro. Rezem por ela e que todos interrompam o que estão fazendo para soprar-lhe vida, pois Macabéa está por enquanto solta no acaso como a porta balançando ao vento no infinito. Eu poderia resolver pelo caminho mais fácil, matar a menina-infante, mas quero o pior: a vida. Os que me lerem, assim, levem um soco no estômago para ver se é bom. A vida é um soco no estômago.” (LISPECTOR, Clarice. In: A hora da Estrela)

“A palavra é o meu domínio sobre o mundo.” (LISPECTOR, Clarice. In: Perto do coração selvagem)

“E eis que percebo que quero para mim o substrato vibrante da palavra repetida em canto gregoriano. Estou consciente de que tudo o que sei não posso dizer, só sei pintando ou pronunciando, sílabas cegas de sentido. E se tenho aqui que usar-te palavras, elas têm que fazer um sentido quase que só corpóreo, estou em luta com a vibração última.” (LISPECTOR, Clarice. In: Água viva)

“– Você tem ‘descortinado’ muito ultimamente, meu filho? – Tenho pai, disse contrafeito com a intrusão de intimidade, toda vez que o pai quisera ‘compreendê-lo’, deixara-o constrangido. – Como vão suas relações sexuais, meu filho? – Muito bem, respondeu com vontade de mandar o pai para o inferno de onde tirara.” (LISPECTOR, Clarice. In: A maçã no escuro)

“Era uma maçã vermelha, de casca lisa e resistente. Pegou a maçã com as duas mãos: era fresca e pesada. Colocou-a de novo sobre a mesa para vê-la como antes. E era como se visse a fotografia de uma maçã no espaço vazio. Depois de examiná-la, de revirá-la, de ver como nunca vira a sua redondez e sua cor escarlate – então devagar, deu-lhe uma mordida. E, oh Deus, como se fosse a maçã proibida do paraíso, mas que ela agora já conhecesse o bem, e não só o mal como antes. Ao contrário de Eva, ao morder a maçã entrava no paraíso. Só deu uma mordida e depositou a maçã na mesa. Porque alguma coisa desconhecida estava suavemente acontecendo. Era o começo – de um estado de graça. Só quem já tivesse estado em graça, poderia reconhecer o que ela sentia. Não se tratava de uma inspiração, que era uma graça especial que tantas vezes acontecia aos que lidavam com arte. O estado de graça em que estava não era usado para nada.” (LISPECTOR, Clarice. In: Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres)

“No entanto, fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança. Mas eu, eu não me perdoo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que, por vergonha, não podia ter conhecido. A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho.” (LISPECTOR, Clarice. In: A descoberta do mundo)

“[…] estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria chamar desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a organização anterior. A isso prefiro chamar desorganização pois não quero me confirmar no que vivi – na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei que não tenho capacidade para outro.” (LISPECTOR, Clarice. In: A paixão segundo G. H.)

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