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Posts tagged vagas

Mais de 24 mil crianças ficam sem vagas em creches públicas no DF

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Apenas 2,5 mil novas matrículas foram aceitas; DF conta com 87 creches.
GDF diz que vai entregar nove creches até março com mais 1.008 vagas.

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Publicado no G1

Dados da Secretaria de Educação apontam que 24.250 crianças ficaram sem vagas nas creches públicas, que iniciam o ano letivo escolar no Distrito Federalna próxima segunda-feira (23). Os números consideram quem já aguardava a oportunidade em anos anteriores. De 6.750 novas inscrições para 2015, somente 2,5 mil foram aceitas.

Ao todo, o DF tem 50 mil vagas ocupadas em 87 creches. Destas, 27 são do governo e 60, conveniadas. O subsecretário de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Educacional, Fábio Pereira de Sousa, disse que quitou as dívidas existentes com todas as instituições e afirmou haver previsão para inaugurar novas instituições em breve.

Algumas mães entraram na Justiça para tentar garantir a matrícula do filho em uma instituição, mas nem isso garantiu o serviço. Na Regional de Ensino de Ceilândia há crianças inscritas na fila de espera desde o ano retrasado. Muitas mulheres ainda dependem da vaga para os filhos para conseguir trabalhar.

Nesta quinta, a Secretaria de Educação afirmou que vai inaugurar outras nove creches até março, gerando 1.008 novas vagas, e que tem mais 25 obras em andamento. Em 2015, o GDF deve também pedir ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) um financiamento para construir 51 novas creches.

“Agora estamos mobiliando e equipamento essas [nove] creches”, afirmou Sousa. “É urgente, a educação infantil nunca teve tanta necessidade como agora. A gente precisa investir urgentemente em educação infantil.”

Sisu terá 205 mil vagas disponíveis; inscrições começam dia 19

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Número de vagas subiu 20% em relação a 2014.
Resultado do Enem será divulgado na terça-feira (13), segundo o MEC.

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Publicado no G1

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2015 terá 205.514 vagas disponibilizadas, em 5.631 cursos de 128 instituições públicas de educação superior. A consulta às vagas estará disponível a partir de segunda-feira (12). As inscrições serão abertas no dia 19 no site sisu.mec.gov.br. O prazo de inscrições vai até às 23h59 do dia 22.

O resultado do Enem de 2014 com as notas de cada um dos candidatos será divulgado na terça-feira (13).

Em comparação com a edição de janeiro de 2014, houve crescimento de 11% no número de instituições participantes, 20% no de vagas ofertadas e 19% no de cursos com oferta de vagas. Na primeira edição de 2014, foram ofertadas 171.401 vagas em 4.723 cursos de 115 instituições.

Segundo o Ministério da Educação, houve ainda aumento no número de vagas no curso de medicina — de 2.925 na primeira edição de 2014 para 3.758 no mesmo período de 2015, o que representa crescimento de 28%.

Os cursos de engenharia também tiveram ampliação na oferta de vagas de um ano para o outro, ao passar 25.128 em 2014 para 30.749 em 2015, com crescimento de 22%.

O Sisu seleciona alunos para vagas em instituições públicas de ensino superior a partir da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para participar desta edição, o candidato tem de ter feito a edição 2014 do exame e não ter zerado na redação. O estudante poderá se inscrever em até duas opções de vaga.

O resultado da primeira chamada regular será divulgado no dia 26 de janeiro.

Universidade Federal abre vagas para haitianos residentes no Brasil

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As inscrições podem ser feitas até 19 de janeiro de 2015; aulas começam em 16 de março

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Publicado no R7

Considerando os 21.430 haitianos que passaram a residir no Brasil entre os anos de 2010 e 2013, segundo dados do Ministério da Justiça, a Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), em Foz do Iguaçu (PR), decidiu destinar vagas em seus cursos de graduação aos estrangeiros da América Central.

Os haitianos que foram regularmente admitidos no Brasil ou que obtiveram visto humanitário podem se candidatar a vagas nos 29 cursos da universidade. As vagas, uma por curso, são para ingresso no primeiro semestre letivo de 2015. As inscrições podem ser feitas até 19 de janeiro próximo.

Para concorrer às vagas na Unila, os cidadãos do Haiti precisam atender seis requisitos, entre os quais, ter nacionalidade haitiana legalmente comprovada, ser residente em território brasileiro, ser maior de 18 anos, não possuir diploma universitário.

A inscrição é gratuita e o candidato deve preencher um formulário eletrônico com diversos dados pessoais e redigir uma carta, em português ou espanhol, onde destaca o curso que deseja fazer, o estágio de sua formação educacional, experiências educacionais anteriores, expectativas profissionais, idiomas e currículo.

A seleção será feita por uma banca da Unila e o resultado será publicado no portal da universidade em 30 de janeiro. O início das aulas será em 16 de março.

Decisão

A abertura de vagas na graduação da Unila para haitianos foi uma decisão tomada pelo Conselho Universitário, que instituiu o Programa Especial de Acesso à Educação Superior para estudantes haitianos (Pró-Haiti).

Os objetivos do programa são contribuir para a integração dos haitianos à sociedade brasileira, fortalecer o intercâmbio acadêmico com o sistema de ensino do Haiti.

A resolução, de acordo com o portal da Unila, considera a situação dos haitianos refugiados e a destruição do ensino superior naquele país, em decorrência do terremoto de 2010. “Além disso, leva em consideração o fato de os haitianos serem vítimas de xenofobia na América Latina”, de acordo com o portal.

Sem creche, mãe gasta um terço do salário com babá

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Thais Bilenky,na Folha de S.Paulo

“A gente pensa que vai melhorar, mas não muda nada”, afirma Patrícia Conde, 39, depois de mais um dia de trabalho em uma agência bancária na avenida Paulista.

Auxiliar de limpeza, ela leva duas horas para ir ao trabalho e mais duas para voltar para casa, na região do Capão Redondo (zona sul), uma das mais violentas da cidade.

Mãe de Paulo, 2, ela deixa o caçula aos cuidados do primogênito, de 18, e da babá.

Desde que Paulo nasceu, Patrícia espera uma vaga na creche próximo a sua casa. Mas a fila não anda.

Patrícia ganha R$ 820 por mês. Cerca de um terço (R$ 250) vai para a babá.

“Se chamassem [para a creche], aliviava as contas”, desabafa a auxiliar de limpeza, que perdeu o marido há um ano numa “briga de rua”.

A filha de 17 anos já é mãe. Todos moram juntos, mas só Patrícia trabalha.

A falta de creche é problema recorrente na região. O centro de educação infantil Paulo Cochrane Suplicy não consegue abrir vagas, porque as crianças não têm para onde ir ao completar quatro anos. Resultado: ficam lá.

Os vizinhos, quando não têm condição de pagar uma pessoa para olhar os filhos, acabam deixando com os irmãos. “A situação é difícil.”

Na última eleição, Patrícia votou em Aécio Neves (PSDB) para presidente. Para a prefeitura, em 2012, ela escolheu Fernando Haddad (PT).

“Achei que ele [Haddad] ia fazer mais pela educação, pela saúde, pelas propostas. Vi que ele tinha feito bastante coisa em outros lugares. Fiquei sabendo [que ele foi ministro da Educação], mas não está fazendo nada”, critica.

SATISFAÇÃO

Já a frentista Rizoneide Teixeira acha que “não tem do que reclamar”. Ela conseguiu uma vaga para sua filha Júlia, 2, na creche Coração de Maria, em Santa Cecília (região central), poucos meses após Haddad tomar posse na prefeitura, no início de 2013.

Desde então, a criança se “desenvolveu bastante”, observa. “Todo dia, ela chega em casa com uma historinha que a tia contou na creche, já conhece as cores”, conta.

Há poucos dias, Rizoneide perdeu o emprego em um posto de gasolina perto da creche. Ela procura um novo trabalho na região para não precisar tirar Júlia de lá. “A creche é maravilhosa”, diz.

Casada há 19 anos e moradora de Cachoeirinha, na zona norte, Rizoneide colocou os filhos mais velhos em escolas dessa região.

Felipe, 14, estuda no colégio municipal Pedro Américo. Igor, 18, no estadual Olinda Leite Sinisgalli.

Ela conta que, há cerca de um ano, Felipe, que nunca levava lição para casa, passou a fazer tarefas diariamente.

“Estão cobrando mais. Antes, jogavam ele de sala em sala, porque a professora vivia doente”, afirma.

As gestões anteriores da prefeitura, em sua opinião, “não fizeram nada”.

“Inscrevi o meu outro filho na creche quando ele era menor. Não foi chamado até hoje. Tanto tempo que perdi, porque não podia trabalhar”, lamenta ela.

Universidade gratuita não é direito, é privilégio. Normalmente pra quem já tem grana.

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Não adianta bater o pé e falar que é “direito” recebê-la de graça. Esse direito sai do bolso de todo mundo que não frequenta universidade pública.

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Joel Pinheiro, no Spotniks

Tá aqui uma proposta que gera muita reação negativa no povo “de esquerda”. Nunca entendi por quê. Não se trata de privatizar a universidade estatal, não se trata de obrigar pobre a pagar faculdade, impedindo seu ingresso no ensino superior. Trata-se apenas de adequar a bolsa à renda. Ninguém perde vaga por impossibilidade de pagar; mas quem puder pagar, deve pagar.

A USP, melhor universidade do país, atravessa uma séria crise financeira. A má gestão deve ter contribuído, mas o fato é que não é de hoje que falta dinheiro. Quando eu entrei na graduação (2004), a cada dois anos tinha greve. Agora já virou anual. E não é só a USP. Todas as estatais passam aperto, embora, é verdade, consumam muito mais recursos que faculdades privadas. Ao mesmo tempo, o orçamento da educação é insuficiente, e nossa educação básica paga o pato. O governo gasta 15% do orçamento de educação no ensino superior, que tem apenas 3% dos alunos.

Na maioria dos setores, o serviço estatal e gratuito é usado por gente de renda menor à dos usuários de serviços privados e pagos. Com a saúde é assim; com ensino fundamental e médio também. Aluno de escola pública é, em média, mais pobre que o de escola privada. No ensino superior ocorre o inverso: o aluno de faculdade pública tem renda média maior do que o de faculdade privada. O ensino superior público e gratuito tem, portanto, efeito regressivo na distribuição de renda; isto é, aumenta a desigualdade.

Imagine que se instituísse o pagamento (de novo: apenas para os alunos que podem pagar, que vêm de famílias com condições financeiras, etc.) a partir de um certo nível de renda. No pior de todos os casos, nenhum aluno teria renda alta o suficiente para se encaixar no grupo dos que pagam. O que aconteceria nesse caso? Nada; a situação continuaria exatamente como é hoje: 100% estudando de graça. Em qualquer outro caso, alguma parcela dos alunos pagaria seu ensino superior, exigindo menos do orçamento da educação pública.

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O pagamento pode se dar por bandas ou curvas de renda. Quem tem renda alta, paga mensalidade integral. Quem tem renda média, ganha bolsa parcial. E para quem está abaixo de certa renda, bolsa integral. Seja como for o arranjo fino (podemos ser generosos para que não pese muito nos casos-limite), a diferença no orçamento das faculdades públicas seria brutal, liberando recursos para, por exemplo, educação básica.

Os brasileiros consideram natural que jovens de alta renda, que pagaram os melhores colégios e cursinhos, recebam de graça justamente a parte mais cara de sua formação. E não se deixe enganar pelo “de graça”: ele é pago pela parte mais pobre. Instituir o “quem pode, paga” ajuda também a diminuir a desigualdade.

Não adianta bater o pé e falar que é “direito” recebê-la de graça. Esse direito sai do bolso de todo mundo que não frequenta universidade pública, aumentando a desigualdade de renda. Funciona como um privilégio. Não é esdrúxulo que um jovem rico estude de graça às custas de um jovem pobre que, provavelmente, tem que pagar a própria faculdade ou está ainda fora do ensino superior?

Enfim, não faltam razões em favor da mensalidade para a faculdade estatal. Lembrando que ninguém perderia acesso à educação. Não faz sentido manter uma política ineficiente, custosa, injusta e que distorce nossa prioridade educacional. Moçada adota o discurso de tirar os privilégios da elite quando o assunto é trânsito, mas quando o assunto é ensino superior, conta que sai mais cara, o privilégio é intocável?

Será que o medo, por parte de diversas universidades federais e estaduais, acostumadas a atrair os filhos da elite, é que elas agora terão que valer o que custam? Ou será que são esses próprios alunos e suas famílias que receiam perder privilégios de longa data?

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