Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged Vale A Pena

Sonho de consumo do brasileiro é um fracasso

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Gilberto Dimenstein, na Folha de S.Paulo

Um dos fatos sociais pouco conhecidos do país é a expansão acelerada de escolas particulares de baixo custo nas periferias das grandes cidades. Em alguns lugares como Fortaleza, por exemplo, já tem mais alunos nas redes privadas do que públicas.

São mensalidades que cabem no apertado bolso da classe C, seguindo o caminho que, no passado, foi trilhado pelas mais ricos, que abandonaram a escola pública.

Essa tendência fica visível na pesquisa que o Datafolha divulgou sobre o sonho de consumo do brasileiro. O resultado reflete um fracasso.

Fracasso porque é uma resposta ao fato de que o brasileiro, se puder, paga para não depender de governos.

No ranking do Datafolha, o segundo mais importante sonho de consumo é poder pagar mensalidade para os filhos. Só perde para a casa própria. Está, inclusive, na frente da saúde.

Pesadelo consiste no seguinte. O brasileiro já paga mais de quatro meses de salário por ano apenas para manter os governo.

Ainda paga por serviços privados que deveriam ser mantidos pelo setor público.

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Aproveitando a dica, volto a falar na importância de os brasileiros conhecerem os recursos digitais gratuitos de educação. Fiz uma seleção dos cursos online gratuitos da USP, FGV, Unesp e Unicamp. Veja.

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Outra seleção que vale a pena ver. O site Universia listou 700 cursos das melhores universidades do mundo. Veja.

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Veja também uma seleção de aulas gratuitas para o Enem.

30 links que socorrem o cidadão

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Roberta Fraga, no Livros e Afins

Sou de uma época analógica. Estudei Direito e com a internet ainda muito rudimentar (o que dava o que falar era apenas o bate-papo) não havia o acesso e velocidade que se têm hoje sobre temas jurídicos, controvérsias, jurisprudências.

Na minha época, repositório era biblioteca, novidade eram as inúmeras revistas dos tribunais, network era participar de seminários, palestras e júris e rede social era o bom e velho bate-papo pessoal também conhecido como “pedir audiência”.

Enfim, outros tempos, outros recursos: “time is money”. Verdade inegável, doa a quem doer. Em nome destes novos tempos, vou deixar aqui uma lista que pode socorrer estudantes e profissionais do Direito. Por outro lado, dada a agitação do momento, esta lista de sugestões acaba sendo também uma lista que você cidadão pode e deve acessar. Conhecer os seus direitos e como funcionam as suas casas legislativas e judiciais (em quaisquer esferas de governo – federal, estadual, municipal, ou distrital) acaba sendo a sua maior arma de controle do andamento dos processos legislativos e dos gastos com recursos públicos.

Em tempos de engajamento e um profundo despertar da juventude, tenha ela 68 ou 18 anos de idade, vale a pena se voltar para livros, textos relacionados com o seu país, para além de gritar palavras de ordem, você também conhecer a mecânica das coisas e saber pontos fracos e fortes do jogo político, enquanto teoria e legislação.

Sempre, em quaisquer circunstâncias, “a resposta está nos livros” e isso não digo eu, diz o personagem do desenho que a minha filha de 5 anos está ali assistindo. Está mais na hora de assimilarmos!

Lá vai.

30 links que podem ajudar nas pesquisas jurídicas

  1. Presidência da República – texto da Constituição Federal;
  2. Senado Federal – Constituição Federal-busca por emendas, datas e diversos outros filtros;
  3. Legislação – códigos;
  4. Rede de informação legislativa e jurídica;
  5. Direitonet – é um portal jurídico para advogados, estudantes de Direito, profissionais da área jurídica e todos os interessados em Direito com uma lista de 840 termos jurídicos;
  6. Portal da justiça federal;
  7. Instituto Brasileiro de Direto Constitucional;
  8. Universo jurídico – disponibiliza informações dos tribunais e textos jurídicos;
  9. Jus Navigandi – sítio com doutrinas, peças, artigos;
  10. Dicionário Jurídico Virtual – dicionário jurídico de expressões latinas, acessível no Portal Direito Virtual destinado a profissionais da área jurídica, estudantes de direito e funcionários do poder público;
  11. Glossário Jurídico – sítio do Supremo Tribunal Federal – verbetes da área jurídica seguidos de sua definição, inclusive alguns verbetes apresentam exemplos de utilização;
  12. Glossário Jurídico – Portal Internacional – STF – Glossário jurídico em três idiomas. Elaborado em português, inglês e espanhol, o glossário busca apresentar à comunidade internacional, de maneira sistematizada e simplificada, institutos jurídicos brasileiros, com destaque para o vocabulário mais utilizado nas notícias sobre a atuação do STF;
  13. Mundo dos filósofos – dicionário de expressões jurídicas latinas;
  14. A & C : Revista de Direito Administrativo & Constitucional;
  15. Revista de Direito Constitucional e Internacional;
  16. Revista da Academia Brasileira de Direito Constitucional;
  17. Revista Jurídica Consulex;
  18. Revista CEJ;
  19. Revista Diálogo Jurídico;
  20. Revista Âmbito Jurídico;
  21. Revista do IAB – Instituto dos Advogados Brasileiros;
  22. Revista da Seção Judiciária do Distrito Federal;
  23. Cadernos de Direito Constitucional e Ciência Política;
  24. Artigos jurídicos – Superior Tribunal de Justiça;
  25. Cortes Constitucionais internacionais– lista por países;
  26. Universidade Federal de Santa Catarina – Relação de normas brasileiras de documentação;
  27. Sítio da ABNT – para você redigir seus trabalhos, artigos e pesquisas em formato padrão;
  28. Lista de discussão em Direito Constitucional;
  29. BuscaLegis – Universidade Federal de Santa Catarina -Centro de Ciências Jurídicas – Laboratório de Informática Jurídica;
  30. Sítio para auxiliar com referências bibliográficas;

Instituições importantes

  1. Sítio do Transparência Brasil;
  2. Ministério Público da União;
  3. Palácio do Planalto;
  4. Câmara dos Deputados Federal;
  5. Senado Federal;
  6. Supremo Tribunal Federal;
  7. Superior Tribunal de Justiça;
  8. Tribunal Superior do Trabalho;
  9. Tribunal Superior Eleitoral;
  10. Superior Tribunal Militar.

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Literatura brasileira: um problema lúdico

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Márcia Tiburi, no Blog da Cosac Naify

Há quem diga, por amor à retórica, às frases feitas ou ao senso comum, que não existe literatura brasileira em nosso dias. Por um lado, é uma ideia divertida e vale a pena brincar com ela tomando-a como provocação que faz pensar, pois o que poderá significar “literatura” ou até mesmo “literatura brasileira” não é questão de se jogar fora sem análise.

Podemos pensar a coisa toda em termos lúdicos, como se faz com um objeto quando se quer que ele sirva de brinquedo: uma pedra que vira cavalo, um sapato que vira carrinho, pedaço de papel que vira avião. A literatura pode ser este brinquedo: cada um pode inventar um significado e, dependendo de regras, podemos até brincar juntos. Escrevemos livros, publicamos e lemos uns aos outros. Até que alguém não vai mais querer brincar, vai sair jogando tudo para o alto por estar perdendo no jogo ou simplesmente por não gostar mais das regras. E, tudo bem, dirão os que continuarem a brincar para o colega que deixou a cena: pode brincar sozinho ou emburrar num canto. E, no meio do pátio literário, cada um que leia o que quiser. Assim é com os que escrevem ou leem literatura, acreditem ou não em sua existência.

Verdade que se continua a escrevê-la e até a lê-la. Por isso é que a ideia de que literatura brasileira não existe é, por outro lado, uma ideia um pouco inútil. Mas é uma coisa inútil boa: ela nos coloca diante dos livros com o mesmo problema que temos diante de um filme quando nos perguntamos “isso é cinema?”, ou, diante de uma obra de arte, “isso é arte?”. É claro que, se entendemos que literatura é jogo de linguagem, talvez o jogo não esteja sendo bem jogado. Assim, tem quem diga, talvez por amor ao espírito da catástrofe, que o futebol também morreu. Será que o que está no gramado é futebol? Verdade é que o futebol pode ter morrido, mas o povo (e o mercado) continua jogando. A literatura pode inexistir, mas os escritores (e o mercado) continuam escrevendo. E quando se joga e se escreve inventa-se uma coisa diferente da essência tida como verdadeira só porque veio antes.

O que é literatura?

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Dizem os mais atentos que a arte contemporânea tem como mérito fundamental nos fazer pensar sobre o próprio conceito de arte. Pensar na arte pode parecer uma coisa muito inútil… mais valeria fazê-la, não é assim que pensamos? Arthur C. Danto, o filósofo americano que escreveu Andy Warhol, publicado no ano passado, mostrou como o artista pop, além de artista, era um filósofo não porque escrevesse filosofia além de pintar suas Marilyns e caixas de Brillo, mas porque mostrou que filosofia e arte podem ser coisas muito mais íntimas do que imaginamos. Resumo com minhas palavras: Andy Warhol brincava – no sentido sério – e, por isso, conseguiu unir arte e filosofia por meio de uma fita de Moebius. Em outras palavras, ele mostrou que cada uma dessas coisas podia ser reinventada. Nem a arte, nem a filosofia estavam mortas, mas a partir dele elas seriam coisas muito diferentes.

Militância pela leitura

Entre quem diz que não existe mais literatura no Brasil e o leitor que não lê literatura brasileira, vamos de mau a pior. Há literatura e poucos leitores relativamente ao todo da população alfabetizada. Problema real não é a literatura que se faz, que sempre encontra – e cria – seus leitores. Problema é uma educação morta que não valoriza a cultura, a arte, o conhecimento e, no meio de tudo isso, a literatura.

Fala-se em altos índices de analfabetismo funcional, e eu mesma que ando por aí falando em filosofia e literatura me dei conta de que faço uma espécie de militância pela leitura. Parece meio elementar, mas é bom dizer, apenas para fazer pensar, que havendo mais leitores, haverá mais chance de que se queira escrever mais livros. Assim teremos mais literatura e essa conversa sobre existência ou morte da literatura talvez possa se transformar, um dia, em uma verdadeira discussão por qualidade. Por enquanto, o problema é visto no âmbito da mera “quantidade”. E, no fundo, mais evidente é que nosso problema é muito mais o de proporção. Poucos escritores, poucos leitores, e um população imensa de analfabetos.

Falar das consequências implica pensar em outras responsabilidades.

* Márcia Tiburi é escritora e filósofa.
* A imagem da estante de livros foi retirada daqui.

 

dica do Tom Fernandes

Ser professor de escola pública é, sem exagero, um inferno

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Título original: Quem quer ser professor de escola pública?

Gilberto Dimenstein, na Folha de S.Paulo

O principal desestímulo para alguém ser professor de escola pública -pior do que os baixos salários- é a violência.

Esse fato é reforçado por uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Data Popular e patrocinada pela Apeoesp que mostra que quase metade dos professores da rede estadual paulista de ensino sofreu algum tipo de violência ( física ou verbal). E quase a maioria testemunhou algum tipo de violência, atribuída muitas vezes às drogas e ao álcool.

É, sem exagero, um inferno. Nunca seremos uma comunidade civilizada com escolas públicas incivilizadas.

Nem aluno nem professores sentem-se acolhidos num espaço em que a violência é reflexo da falta de pertencimento.

A solução passa -como já vimos em outros países- pelo aprendizado da intermediação de conflitos e envolvimento da comunidade, a começar da comunidade. Isso significa derrubar os muros das escolas.

Por isso, vale a pena prestar atenção no projeto lançado em algumas escolas públicas paulistas que coloca professores comunitário para fazer a intermediação entre comunidade e escola.

A verdade é que o professor sente-se vítima da violência. Assim como o aluno.

A Menina que Odiava Livros: um sincero curta metragem de incentivo à literatura!

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Gustavo Magnani, no Literatortura

“A Menina que Odiava Livros” é um curta metragem que adapta o livro homônimo de Manjusha Pawagi e Jeanne Franson. Foi indicado para mim via mensagem no literatortura e achei bastante interessante trazê-lo para cá. Quem quiser comprar o livro, basta Clicar aqui. É um trabalho bastante interessante que reforça a importância da leitura no crescimento do indivíduo. Particularmente, não é tão mágico quanto Os fantásticos livros voadores do Sr.Morris Lessmore, porém, é bastante instrutivo e interessante. Vale a pena conferir!

SINOPSE: Esta é a história de Meena, uma garota que simplesmente odiava os livros. Mas ela não conseguia ficar longe deles, porque em sua casa eles estavam por toda parte: nos armários da cozinha, nas gavetas, nas mesas, nos guarda-roupas e nas cômodas. Estavam também sobre o sofá, alguns entulhados na banheira e outros empilhados nas cadeiras.

Mas um dia o gatinho de Meena derrubou uma pilha enorme de livros infantis. Abertas pela primeira vez, as páginas dos livros libertaram os personagens e animais das histórias, que invadiram a sala, fazendo uma grande bagunça. Esse acontecimento mágico fez Meena viajar pelo fantástico mundo da literatura. [fonte ebooksgratis]

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