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Livros e cinema lideram lista de gastos do vale-cultura

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A compra de livros, jornais e revistas se mantém no topo da lista de demanda e corresponde a 65% dos gastos viabilizados pelo recurso

Carlos Andrei Siquara, em O Tempo

Compra de títulos corresponde a 65% do consumo de beneficiados

Compra de títulos corresponde a 65% do consumo de beneficiados

O consumo dos brasileiros inscritos no vale-cultura segue um padrão que vem se perpetuando desde os primeiros anos de funcionamento do programa, instituído por meio de uma lei de 2012. A compra de livros, jornais e revistas se mantém no topo da lista de demanda e corresponde a 65% dos gastos viabilizados pelo recurso. Em segundo lugar figura a usufruição de cinema, com 23%. Para o economista Gustavo Souza Fernandes, que analisou o tema em dissertação de mestrado defendida na UFMG, esses dados podem refletir algumas das limitações percebidas em torno do projeto.

“Uma delas está relacionada à ausência de conhecimento de onde pode-se utilizar o benefício. Eu já vi vários estabelecimentos anunciando que aceitam o vale, mas falta às pessoas informação sobre esses espaços e, inclusive, sobre o fato de que elas podem acumular os R$ 50 recebidos mensalmente para gastar depois em produtos um pouco mais caros”, diz Fernandes.

Marcelo Oliveira, engenheiro florestal, conta que entre 2015 e 2016, quando recebeu o vale-cultura, concentrou os investimentos na aquisição de livros. Porém, Oliveira revela que agiu dessa maneira mais por falta de opção. “Inevitavelmente, eu fui obrigado a usar o benefício 90% das vezes na compra de livros, o que gosto bastante, mas tenho uma vida cultural bastante ativa. Vou muito ao teatro, praticamente toda semana, mas a maioria dos estabelecimentos de Belo Horizonte não aceitavam o vale”, conta o engenheiro.

Apesar dessa questão, ele reforça a pertinência da iniciativa. “Eu acho que é um programa a se melhorar, principalmente em relação a essas limitações. Mas só o fato de ser um incentivo, que no meu caso acabou sendo voltado quase exclusivamente para o consumo dos livros, eu acho que é algo ótimo”, completa ele.

Pedro Patrício Moureira Lacerda, consultor de mercado, afirma que usa o vale-cultura especialmente para ir ao cinema. Ele diz que direciona o benefício para esta área por uma questão de gosto, mas também de praticidade. “Já ouvi relatos de amigos que vão a algumas lojas e elas variam em relação ao que você pode comprar com o vale-cultura. Isso acontece muito com os jogos, porque há essa discussão se eles são ou não cultura. Outras vezes, também algumas lojas pedem um cadastro online, então eu acabo preferindo evitar todas essas etapas e vou logo ao cinema”, diz.

Sâmara Vieira, analista de recursos humanos, também divide o vale entre a sala de cinema e a livraria. “Eu gosto de comprar alguns livros que são úteis para o meu desenvolvimento profissional”, relata ela.

A bancária Renata Lúcia Santos de Souza, por sua vez, opta por gastar o bônus no cinema e, ao comentar sobre a iniciativa, ressalta que é importante sua permanência. “É muito bom você poder contar com um recurso para ir ao cinema, ao teatro. Esses R$ 50 também são a única coisa que não tem nenhum desconto em folha para pagar algum tipo de imposto, então esse é realmente um benefício que é muito válido e todo mundo deveria ter”, defende ela.

Compra de livros representa 82% das operações com Vale-Cultura

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Publicado por EFE [via UOLcartao-vale-cultura-1408738517643_300x300]

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, divulgou nesta sexta-feira (22), durante a abertura da 23ª Bienal do Livro de São Paulo, os dados atualizados sobre o uso do vale-cultura, criado para fomentar o acesso à cultura entre trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos.

De acordo com Marta, o vale-compras no valor de R$ 50 tem sido usado majoritariamente na compra de livros, jornais e revistas, que concentram 82% das operações realizadas com o cartão.

“Eu lembro que, quando fazia campanha com (o ex-presidente) Lula, ele dizia que o sonho dele era dar comida três vezes ao dia para todos os brasileiros. Acho que isso está praticamente encaminhado, agora o brasileiro quer alimento para a alma”, comentou a ministra.

De acordo com dados do Ministério da Cultura, em seis meses já foram emitidos mais de 223 mil cartões com potencial de movimentação no setor de R$ 25 bilhões por ano.

Marta insistiu ainda na defesa de uma nova imagem cultural do Brasil, baseada na produção cultural em áreas ainda pouco divulgadas, como a literatura, a partir de uma série de políticas de incentivo à leitura.

Entre os projetos, está a implementação de um Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), cujo decreto foi assinado durante a cerimônia de abertura da Bienal e que prevê investimentos para a ampliação e reforma de bibliotecas e ações de incentivo à leitura.

Tido pela ministra como “o mais importante” projeto para o incentivo à leitura, o decreto está sendo transformado em projeto de lei e deve ir ao Congresso em setembro.

“O Brasil vai ter um política de Estado para o desenvolvimento da leitura. Quando você carimba como política de Estado, as coisas ganham outro nível”, ressaltou a ministra.

Usuários do Vale-Cultura gastam mais com livros, jornais e revistas, diz MinC

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Novo levantamento do Ministério da Cultura mostra que 89% dos beneficiários do Vale-Cultura usaram o dinheiro para comprar livros, revistas e jornais

Livros, jornais e revistas são favoritos dos beneficiários do Vale-Cultura (Foto: Getty Images)

Livros, jornais e revistas são favoritos dos beneficiários do Vale-Cultura (Foto: Getty Images)

Publicado no Virgula

Um novo levantamento do Ministério da Cultura mostra que 89% dos beneficiários do Vale-Cultura usaram o dinheiro para comprar livros, revistas e jornais. O benefício de 50 reais por mês, oferecido por empresas a trabalhadores de renda de até cinco salários mínimos, somou 5,3 milhões de reais de janeiro a maio de 2014.

Deste montante, 4,7 milhões foram gastos com leitura. Logo depois, com 370 mil reais, vem o cinema, segundo consumo cultural favorito entre os beneficiários. Na sequência vem instrumentos musicais, CDs e DVDs. As informações foram divulgadas pela revista Veja.

O Vale-Cultura entrou em vigor no final de 2013. O benefício no valor de R$ 50 consiste em um cartão magnético pré-pago, válido em todo território nacional, destinado aos trabalhadores com carteira assinada que ganham até cinco salários mínimos.

O objetivo do projeto, de autoria do Ministério da Cultura, é incentivar o gasto com livros, ingressos de shows, cinema e teatro em famílias de baixa renda, já que o benefício só poderá ser utilizado em eventos e produtos culturais.

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