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Como conciliar os estudos com as comemorações de fim de ano?

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Teenage girl using laptop at beach

Passou para a segunda fase do vestibular e não sabe se deve passar o Natal e o Ano-Novo estudando ou se pode se jogar na festança? Leia os conselhos

Ana Prado, no Guia do Estudante

Se você já está prestando vestibular este ano, é provável que ainda tenha algumas provas nas próximas semanas – alguns vestibulares realizarão a sua segunda fase no começo de janeiro, por exemplo. Como, então, usar bem esse tempo que lhe resta para equilibrar as comemorações de fim de ano e os estudos? Conversamos com professores e alunos que já passaram por isso e reunimos as dicas para você.

Aproveite as festas com moderação

Para começar, é bom ser realista. “Os alunos que terão provas em janeiro não vão conseguir aproveitar as festas como nos outros anos”, diz o professor e diretor pedagógico do Cursinho Oficina do Estudante, Célio Tasinafo. “Mas não dá para ficar enterrado nos livros o tempo todo porque isso não seria produtivo nem saudável. Aproveite os dias 24 e 25/12 e 31/12 e 1/1 para descansar e passar o tempo com a família, porque isso será importante para ajudar a diminuir o stress”.

O Natal na minha família é sagrado, então todos passamos os dois dias antes nos preparando para a festa e nos reunimos na noite do dia 24 e no dia 25, e assim foi no ano de vestibular. Entre o Natal e ano novo, decidi que era hora de relaxar, pois o stress já havia me atrapalhado nas provas do ano anterior. Porém, assim que todos os parentes saíram de casa no dia 1º, eu voltei a me dedicar aos estudos para a segunda fase, e para mim, a tática deu certo.”

Driely Cristine Fernandes, aprovada em Biblioteconomia e Ciência da Informação na USP, UNESP e UFSCar em 2012

“As festividades do fim de ano não devem atrapalhar os estudos. Os alunos podem e devem festejar com as respectivas famílias, porém sem exageros, controlando as horas de estudo. Este é o momento das questões dissertativas de todas as disciplinas, portanto ele deve treinar para isso, além de reforçar os conhecimentos das matérias específicas”, completa a professora e coordenadora do cursinho do XI, Augusta Aparecida Barbosa.
Estude os conteúdos com os quais têm mais dificuldade, mas evite os complicados demais

“A essa altura, não vale a pena usar o tempo para estudar conteúdos que você já domina nem os que são complicados demais, pois pouca coisa irá mudar nesse pouco tempo. Prefira aqueles com os quais tenha dificuldade, mas que não sejam intransponíveis”, aconselha o professor Célio. O tempo que você dedicará aos estudos vai depender se como se preparou durante o ano e quão bem se saiu na primeira fase. “Para os candidatos que passaram com uma pontuação próxima à nota de corte, o momento é de intensificar a preparação”, diz o professor de Geografia do cursinho do XI, Alexandre Eneias Gobbis.

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Aproveite para ler os livros obrigatórios

Se seus estudos estão em dia, mas você não leu todas as obras cobradas pelo vestibular, aproveite esses dias até a prova para fazer isso. “Isso cai em peso, especialmente na segunda fase da Unicamp. Se você conseguir ler mais dois ou três livros inteiros, já terá pontos extras”, diz o professor Célio.

Depois de descobrir que eu estava na segunda fase dos vestibulares, não deixei de participar das atividades familiares. Deixei de estudar na véspera e no dia de Natal para ficar com minhas primas, comer muito e me divertir. O mesmo aconteceu no réveillon, que é uma festa para se aproveitar e ficar comemorando até o sol nascer. Esses dias estão ai para dar uma oportunidade de a gente relaxar e se divertir, é praticamente necessário ter esse momento de abstração. Apesar disso, tive que recusar os convites de viagens. Eu sabia que não ia conseguir estudar e eu precisava daquele tempo. Valeu a pena esse ‘sacrifício’, porque agora eu posso curtir a viagem que eu quiser.”

Mariana Guerra, aprovada em Estudos Literários na Unicamp e em Letras na Usp e na Ufscar em 2012

Se minha família for viajar, posso ir com eles?

Para o professor Célio, a resposta é sim – mas leve material de estudo para não ficar ansioso. “A menos que o estudante tenha pouca convivência com a família, ficar sozinho nesse período é péssimo. Ele não terá ninguém para lhe ajudar a lidar com a ansiedade e corre o risco de nem conseguir aproveitar o tempo para estudar”, afirma. Mas seja prudente: não deixe para voltar na véspera da prova. O ideal é estar de volta dois ou três dias antes para poder descansar. Além disso, tenha certas precauções. Se for à praia, tome cuidado com o período de exposição ao sol e com os alimentos que consome, para evitar intoxicação alimentar.

Bom, eu realmente estava desesperado, tinha muita coisa que eu ainda precisava ver ou revisar. Durante o dia era muito difícil estudar na minha casa com tanta coisa acontecendo, então eu acabava estudando depois que todo mundo ia dormir. Mas mesmo desesperado eu dava uma pausa durante os dias festivos pra relaxar um pouco. Boa sorte aos vestibulandos e futuros calouros!

Denis Marcel Cavalheiro , aprovado em Química na Fuvest 2012.

Pode consumir bebida alcoólica?

Pode, mas sem excessos – e só se você estiver acostumado a beber socialmente. E evite fazer isso às vésperas da prova para evitar a ressaca e o mal estar prolongado.

Treine com provas dos anos anteriores

“Para a segunda fase da FUVEST, em física, o aluno precisa ter um bom conhecimento de todo o conteúdo, pois as questões misturam temas diferentes em cada questão, que é bem mais interpretativa. O meu conselho é pegar as provas de segunda fase dos anos anteriores e resolvê-las. Eles priorizam Mecânica e Eletricidade; já em Termologia, Óptica e Ondulatória a quantidade de questões que caem é menor. Este ano também poderão cair Eletromagnetismo e Gases, que não apareceram na primeira fase, bem como questões sobre Trabalho e Energia”, diz o professor de física do cursinho do XI, Marcio Haga.

Leia muito

“A segunda fase é para quem sabe escrever. Leia muito, especialmente artigos da imprensa em geral, como jornais, revistas, internet etc. Quem lê, escreve. Outra dica é fazer um fichamento daquilo que estudar, com os conceitos principais de cada tema. Para quem já vem fazendo tudo isso há tempos, é hora de relaxar. Aproveite o período entre Natal e Ano-Novo para se divertir, SEM EXCESSOS, e depois volte a estudar em janeiro”, diz o professor Alexandre.

Pequenos detalhes fazem a diferença

“Passar para a segunda fase do vestibular é um grande passo, mas não o suficiente. Agora, o aluno disputará com candidatos que possuem em média o mesmo desempenho acadêmico, portanto qualquer detalhe poderá fazer toda a diferença”, diz o professor de física do Cursinho do XI, Francisco Ribeiro Viana. Um desses detalhes é o bom conhecimento de todas as disciplinas. “Um aluno que tenha optado por um curso de Humanas pode se destacar em relação aos demais se também mostrar bom desempenho em exatas e vice-versa. Assim, esforce-se em estudar todas as matérias”, completa.

“Eu viajei para o interior no natal e no ano novo fiquei aqui próximo do cursinho, mesmo. No período de festas aproveitei pra relaxar e tentar espairecer um pouco, não faz bem só pensar nas provas, mas assim que elas acabaram voltei a estudar pra segunda fase. Nada muito desesperado para não bater o nervosismo. Um pouco antes das provas (alguns dias), eu também parei de estudar e só relaxei.”

Letícia Lucato, aprovada em História na USP em 2012.

“Quando a gente passa em uma primeira fase, a neura por estudar passa a ser tanta que não paramos pra pensar que o excesso pode fazer mal. Eu, assim que passei, bolei um plano de estudos no qual consegui viajar para as festas de fim de ano com consciência tranquila (inclusive não levei nada para estudar)”.

Victor Camillo Palandi, aprovado em Economia na USP.

‘Não precisei morrer de estudar’, diz primeiro lugar geral da UFPE

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Publicado por Vestibular e Educação

Com 8,6613 pontos, Rodrigo Mendes, 25 anos, vai cursar matemática.
Oito anos após ser aprovado para direito, ele resolveu mudar de carreira.

Rodrigo Mendes, 25 anos, comemora vaga em matemática; nota valeu primeiro lugar geral da UFPE. (Foto: Luna Markman/G1)

Rodrigo Mendes, 25 anos, comemora vaga em matemática; nota valeu primeiro lugar geral da UFPE. (Foto: Luna Markman/G1)

A Comissão de Vestibular (Covest) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) anunciou, na tarde desta quarta-feira (27), o nome do três candidatos com as maiores notas gerais da seleção 2013. Rodrigo Felipe Tavares Bezerra Mendes, 25 anos, foi o primeiro lugar, atingindo 8,6613 pontos. O jovem quer trocar a carreira jurídica – ele atualmente é servidor do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) – para seguir o curso de bacharelado em matemática, a verdadeira paixão dele.

O estudante Carlos André de Souza Reis ficou em segundo lugar, com a nota 8,3343, que o habilitou para o Conjunto das Engenharias, e Victor Oliveira Reis ficou com a terceira posição com 8,2623, conquistando vaga no curso de Engenharia da Computação. Eles estudaram nos colégios Equipe e São Luiz, respectivamente. A relação dos candidatos aprovados estará disponível no site e na sede da Comissão, no bairro do Derby, área central do Recife.

Rodrigo estudou no Colégio Militar do Recife, escola pública federal cujo ingresso é por meio de concurso. Em 2004, com 16 anos, foi aprovado em primeiro lugar no curso de administração da Universidade de Pernambuco, onde foi também o terceiro lugar geral. O jovem também passou em segundo lugar em direito na UFPE, opção escolhida por ele.

Em 2009, Rodrigo conquistou vaga no concurso do TJPE, mesmo sem concluir a graduação. Desde então, trabalha como técnico judiciário e está perto de concluir uma pós-graduação em direito público. Oito anos depois do primeiro vestibular, o rapaz decidiu seguir um sonho antigo e revezou a rotina de servidor público com a de estudante novamente. “Sempre etsudei matemática, que acho linda, e quero fazer com que as pessoas entendam a matéria”, explicou.

Nas horas vagas, Rodrigo estudava em casa e tinha aulas particulares de química. “Confesso que não abdiquei muito da minha rotina. Comecei a estudar em abril, viajei, saí com amigos. A minha sorte é que eu tenho facilidade de pegar os assuntos, não precisei morrer de estudar”, falou.

O jovem, que planejava ser juiz federal, agora quer ser professor de cursinhos pré-vestibulares. “Eu gosto desse clima de cursinho, é muito dinâmico. Fico entusiasmado com essa ânsia, essa empolgação pelo vestibular, e quero ajudar os alunos nisso”, disse o rapaz, que vai dispensar a tradição de raspar o cabelo. “Já passei dessa fase”, brincou.

Amigos e parentes parabenizaram Rodrigo por mais essa conquista. “Ele é muito inteligente, tem vocação para diversas áreas, mas a paixão dele mesmo é exatas, sempre foi bom em matemática”, contou o amigo George Valença. “Ele sempre foi muito responsável e amadurecido, tivara boas notas no Colégio Militar, onde o pai dele também estudou. Estou feliz com a escolha dele, pois sei que vai fazer o que gosta”, comentou a mãe de Rodrigo, Cláudia Mendes.

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