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Posts tagged Valter

Cássia Kiss interpreta A Morte do Leiteiro, de Drummond de Andrade

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Alessandro Martins, no Livros e Afins

Em um trecho do filme de Sérgio Bianchi, Os Inquilinos, a atriz Cássia Kiss interpreta o poema A Morte do Leiteiro, de Carlos Drummond de Andrade.

No filme, o diretor faz referência a literatura marginal, também com uma poesia de Ferréz.

A sinopse:

O núcleo central da trama é formado por Valter (Marat Descartes), Iara (Ana Carbatti) e os dois filhos do casal. Eles moram em um bairro da periferia de São Paulo e seguem a vida normalmente até que chegam novos vizinhos. Valter trabalha durante o dia e estuda à noite. Sua mulher diz que os novos inquilinos não trabalham, que devem ser bandidos.

Ninguém sabe exatamente de onde vieram os três rapazes; Iara conta que eles levam mulheres para casa, falam palavras sujas e fazem muito barulho. Os jovens da rua querem ir para a briga, mas Valter quer apenas dormir.

Ele não tem uma arma, tem uma filha e um filho pequenos, fica fora o dia inteiro, não vê o que se passa na rua, ouve o que a mulher diz, o que a rua diz, ouve o barulho da música e das risadas dos inquilinos de madrugada. E não consegue dormir. Quem vai morrer? Valter não sabe

O livro “A Desumanização”, o mais recente de Valter Hugo Mãe, será lançado no Brasil até maio de 2014

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O livro “A Desumanização”, o mais recente de Valter Hugo Mãe, será lançado no Brasil até maio de 2014, afirmou hoje o escritor, durante a conferência de imprensa de abertura do Festival Pauliceia Literária, em São Paulo.

Publicado em Notícias ao Minuto

A Desumanização lançado em 2014 no Brasil em 2014

Título original: Valter Hugo Mãe “A Desumanização” lançado em 2014 no Brasil

O autor disse ter “altas expectativas” em relação ao livro, que chega hoje às livrarias portuguesas, e diz estar “muito vaidoso” com as boas críticas já publicadas.

A questão principal do livro, afirma Valter Hugo Mãe, é a espiritualização e a conquista da solidão. A estória passa-se na Islândia e tem como protagonista uma menina que experimenta o ato de estar só após a morte da irmã gémea.

“Queria transformar aquela ilha numa meditação lenta e profunda. A Islândia remete à pureza, ao lugar onde o mundo começa outra vez”, declarou o autor.

Valter Hugo Mãe está em São Paulo para participar do Festival Pauliceia Literária, no qual integrará uma mesa de debates sobre narrativa, linguagem, ritmo e humor, ao lado do escritor Juan Pablo Villalobos, autor de “Festa no Covil”.

“Aqui no Brasil saiu recentemente o ‘Apocalipse de Mil Homens’, está agora está a sair em Portugal meu sexto romance e eu fico numa mistura de tempos, com a cabeça dividida, entre o apocalipse e a desumanização, algo que faz sentido”, afirmou.

Questionado sobre qual dos seus livros indicaria a alguém que não conhece sua obra, o autor afirmou que cada título combina com uma personalidade diferente. Para alguém sensível, sugeriria “Filho de Mil Homens”; para uma pessoa mais calma e madura, “A máquina de fazer espanhóis”; para um assíduo frequentador de bibliotecas “Balthazar Serapião”; e para mulheres ligadas à questão de género “O apocalipse dos trabalhadores”.

Já “A Desumanização” foi indicada pelo escritor aos leitores com “inspiração estética”, atentos ao “esplendor da expressão literária”.

Valter Hugo Mãe é um dos 12 finalistas do Prémio Portugal Telecom 2013, com o “Filho de Mil Homens”. No ano passado venceu o certame com a “Máquina de fazer espanhóis”. Nesta edição, disse que acha que não vai ganhar.

“Já estou admirado por estar entre os finalistas. Acho que estarei no Uruguai e que não vou [a São Paulo, na data da entrega do prémio] para não ter aquele choque de ver ganhar uma outra pessoa”, concluiu.

 

Portugal Telecom anuncia semifinalistas

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Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Há uma década premiando autores de língua portuguesa com livros editados no Brasil, o Portugal Telecom anunciou hoje os 63 semifinalistas da edição 2013 nas categorias romance, poesia e conto/crônica.

Na lista, nomes como o moçambicano Mia Couto (na foto de Filipe Araujo/Estadão), o mais recente Prêmio Camões; o português de origem angolana Valter Hugo Mãe, vencedor no ano passado da categoria romance; autores da nova geração, como Paloma Vidal, José Luiz Passos, Daniel Galera e Ricardo Lísias, e os veteranos Luis Fernando Verissimo, Zuenir Ventura, Affonso Romano de Sant’Anna, entre outros.

Em setembro, serão conhecidos os 12 finalitas e o resultado final será anunciado em novembro. O vencedor de cada categoria ganha R$ 50 mil e ainda concorre ao grande prêmio do ano, também no valor de R$ 50 mil.

Em 2012, foram premiados, além de Valter Hugo Mãe e seu romance A Máquina de Fazer Espanhóis, Nuno Ramos, com Junco (poesia), e Dalton Trevisan, com O Anão e a Ninfeta (contos).

FINALISTAS

Romance

A Confissão da Leoa (Companhia das Letras), de Mia Couto
A Máquina de Madeira (Companhia das Letras), de Miguel Sanches Neto
A Noite das Mulheres Cantoras (Leya), de Lídia Jorge
A Sul. O Sombreiro (Leya), de Pepetela
As Visitas que Hoje Estamos (Iluminuras), de Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira
Barba Ensopada de Sangue (Companhia das Letras), de Daniel Galera
Big Jato (Companhia das Letras), de Xico Sá
Caderno de Ruminações (Alfaguara), de Francisco J. C. Dantas
Desde que o Samba é Samba (Planeta), de Paulo Lins
Deus Foi Almoçar (Planeta), de Ferrez
Era Meu Esse Rosto (Record), de Márcia Tiburi
Estive Lá Fora (Alfaguara), de Ronaldo Correia De Brito
Mar Azul (Rocco), de Paloma Vidal
O Casarão da Rua do Rosário (Bertrand), de Menalton Braff
O Céu dos Suicidas (Alfaguara), de Ricardo Lísias
O Filho de Mil Homens (Cosac Naify), de Valter Hugo Mãe
O Mendigo Que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam (Record), de Evandro Affonso Ferreira
O Que Deu Para Fazer em Matéria de História de Amor (Companhia das Letras), de Elvira Vigna
O Sonâmbulo Amador (Alfaguara), de José Luiz Passos
Pauliceia de Mil Dentes (Prumo), de Maria José Silveira
Sôbolos Rios Que Vão (Alfaguara), de António Lobo Antunes
Solidão Continental (Record), de João Gilberto Noll

Poesia

A Casa Dos Nove Pinheiros (Dobra), de Ruy Espinheira Filho
A Cicatriz de Marilyn Monroe (Iluminuras), de Contador Borges
A Praça Azul e Tempo de Vidro (Paes), de Samarone Lima
A Voz do Ventríloquo (Edith), de Ademir Assunção
As Maçãs de Antes (Biblioteca Do Paraná), de Lila Maia
Caderno Inquieto (Dobra), de Tarso de Melo
Ciclo do Amante Substituível (7 Letras), de Ricardo Domeneck
Deste Lugar (Ateliê), de Paulo Elias Franchetti
Engano Geográfico (7 Letras), de Marília Garcia
Formas do Nada (Companhia das Letras), de Paulo Henriques Britto
Meio Seio (Língua Geral), de Nicolas Behr
Mirantes (7 Letras), de Roberval Pereyr
O Amor e Depois (Iluminuras), de Mariana Ianelli
Ouro Preto (Scriptum), de Mário Alex Rosa
Píer (34), de Sérgio Alcides
Porventura (Record), de Antonio Cicero
Quando Não Estou Por Perto (7 Letras), de Annita Costa Malufe
Sentimental (Companhia das Letras), de Eucanaã Ferraz
Totens (Iluminuras), de Sérgio Medeiros
Trato de Silêncios (7 Letras), de Luci Collin
Um Útero é do Tamanho de um Punho (Cosac Naify), de Angélica Freitas

Conto/Crônica

A Caneta e o Anzol (Geração), de Domingos Pellegrini
A Última Madrugada (Leya), de João Paulo Cuenca
A Verdadeira História do Alfabeto (Companhia das Letras), de Noemi Jaffe
Ai Meu Deus, ai Meu Jesus (Bertrand), de Fabrício Carpinejar
Aquela Água Toda (Cosac Naify), de João Anzanello Carrascoza
As Verdades Que Ela Não Diz (Foz), de Marcelo Rubens Paiva
Cheiro de Chocolate e Outras Histórias (Nova Alexandria), de Ronivalter Jatoba
Como Andar no Labirinto (L&Pm), de Affonso Romano Sant’Anna
Contos Inefáveis (Nova Alexandria), de Carlos Nejar
Copacabana Dreams (Cosac Naify), de Natércia Pontes
Crônicas Para Ler na Escola (Objetiva), de Zuenir Ventura
Diálogos Impossíveis (Objetiva), de Luis Fernando Verissimo
Essa Coisa Brilhante Que é a Chuva (Record), de Cíntia Moscovich
Jogo de Varetas (7 Letras), de Manoel Ricardo de Lima
Livro Das Horas (Record), de Nélida Piñon
Manhãs Adiadas (Dobra Editorial), de Eltania Andre
Mistura Fina (7 Letras), de Vera Casa Nova
O Tempo em Estado Sólido (Grua), de Tércia Montenegro
Páginas Sem Glória (Companhia das Letras), de Sérgio Sant’Anna
Shazam! (7 Letras), de Jorge Viveiros de Castro

Primeira edição da “Granta” em Portugal traz cinco sonetos inéditos de Fernando Pessoa

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Mafalda de Avelar, na Folha de S.Paulo

O mundo vai conhecer hoje cinco sonetos inéditos de Fernando Pessoa (1888-1935).

Eles serão publicados na primeira edição portuguesa da revista literária “Granta”, que sai hoje em Portugal, à qual a Folha teve acesso.

O jornalista Carlos Vaz Marques, diretor da publicação, confessa que andava há muito tempo à procura de um bom mote para lançar a “Granta” em Portugal.

“Quando estes inéditos de Pessoa apareceram, pelas mãos dos pesquisadores pessoanos Carlos Pittella-Leite e Jerónimo Pizarro, a razão estava mais do que justificada.”

O poeta Fernando Pessoa, em 1929, em do livro "Fernando Pessoa - Uma Fotobiografia", de Maria José de Lancastre (Reprodução)

O poeta Fernando Pessoa, em 1929, em do livro “Fernando Pessoa – Uma Fotobiografia”, de Maria José de Lancastre
(Reprodução)

Pizarro selecionou um dos sonetos para que fosse publicado, em primeira mão, na “Ilustrada”. Elegeu aquele intitulado “Alma de Côrno”.

“Possivelmente, estes são os últimos sonetos de Pessoa escritos em português que ainda estavam por ser descobertos”, revela Pizarro.

“Há 25 mil documentos do autor guardados na Biblioteca Nacional de Portugal, mas nossa pesquisa leva a crer que não há mais sonetos inéditos em português entre eles. Há, sim, sonetos em inglês, em francês…”, diz.

O trabalho sobre as obras de Fernando Pessoa casa, em plenitude, com o tema desta primeira edição portuguesa da “Granta”: “Eu”.

O volume, lançado pela editora portuguesa Tinta da China, presente também no Brasil, traz textos de Saul Bellow, Dulce Maria Cardoso, Valter Hugo Mãe, Rui

Cardoso Martins, Orhan Pamuk e Valério Romão, entre outros.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

PONTAPÉ

A publicação teve o seu pontapé inicial no Brasil. Foi em Paraty (RJ), durante a Flip, que Bárbara Bulhosa, editora da Tinta da China, conheceu o diretor da “Granta” britânica, John Freeman.

“Eu e a Bárbara já tínhamos pensado em editar uma revista literária”, explica Marques. “Soube que existia a ‘Granta’ do Brasil e trouxe um exemplar da mesma para Portugal.”

A “Granta” surgiu em 1889 como uma revista de um grupo de estudantes da Universidade de Cambridge. Já “lançou” nomes como Salman Rushdie, Martin Amis, Julian Barnes, António Lobo Antunes e Gabriel García Márquez.

Valter Hugo Mãe: O colecionador de palavras

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Publicado no Blog da Cosac Naify

Eu sempre fui convencido de que morreria cedo e tive várias datas-limite: os 18 anos, os 33 e os 40. Agora acho que vou ser eterno”, diz Valter Hugo Mãe, grande vencedor do Prêmio Portugal Telecom de Literatura com o livro a máquina de fazer espanhóis.

Essas e outras falas pertencem a uma entrevista – cedida à curadora do prêmio, Selma Caetano – que a Cosac Naify agora disponibiliza em vídeo.

Assim como a versão editada, que foi foi exibida na época da premiação, na qual Valter Hugo lê um trecho do livro, a entrevista faz com que o público se sinta ainda mais cativado pelo autor.

Nela, descobre-se que Valter Hugo colecionava palavras desde os quatro anos de idade, tem pavor de escrever o mesmo livro e começou a escrever inúmeras histórias que nunca publicou.

dica do Tom Fernandes

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