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7 livros de escritos por mulheres para ler ainda em 2017

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São livros fluídos, deliciosos e íntimos, como só uma mulher sabe fazer.

Daniela Kopsch, no HuffpostBrasil

A cada ano que passa me parece que os meses encurtam. Eu sinto muito informar, mas já estamos em setembro, quase dezembro o que significa que amanhã já é 2018. Sei que você não leu ainda todos os livros que gostaria e daqui a pouco vai começar a se culpar por ter desperdiçado tanto tempo lendo as minhas bobagens. Mas antes que isso aconteça, tenho algumas dicas de leitura que podem me redimir. São livros fluídos, deliciosos e íntimos, como só uma mulher sabe fazer. Foram os meus destaques de 2017. Espero que gostem.

1. Contos completos, Clarice Lispector

Este é um livro para morar na sua mesa de cabeceira e ter com ele um longo relacionamento íntimo. Os contos estão organizados em ordem cronológica, de forma que dá para perceber o desenvolvimento do estilo de Clarice ao longo do tempo. Curiosamente, os meus preferidos são os que ela escreveu ainda muito jovem: Viagem a Petrópolis e Feliz Aniversário.

2. O Conto da Aia, Margaret Atwood

Por que todo mundo está falando sobre o Conto de Aia? Porque a autora é um gênio. É maravilhoso que ela esteja finalmente ganhando destaque nas livrarias depois de ter o livro adaptado para a TV. Outro livro que deve bombar em breve é Alias Grace, que também vai virar série. Em resumo, ler tudo da Margaret Atwood é excelente objetivo de vida.

3. Resta um, Isabela Noronha

Isabela conta a história de uma mãe em busca de sua filha perdida. Acompanhamos o processo do luto-que-não-é-um-luto, a esperança que não morre nunca, tudo aquilo que a gente já sabe que é terrível, mas é ainda pior quando se olha de perto. O livro tem uma força de suspense muito poderosa. Grudei e não larguei mais.

4. Isso também vai passar, Milena Busquets

Este é um livro sobre luto, muito sincero e delicado. O título é a melhor sinopse. Apesar da dor inacreditável de perder a mãe, a personagem está passando o verão na praia, onde a acompanhamos viver um dia depois do outro e outro depois do outro…

5. Vida querida, Alice Munro

“Mestre contemporânea dos contos”, Alice Munro venceu o Nobel de Literatura em 2013. Particularmente, eu fico sempre surpresa com a habilidade dela em contar uma vida inteira dentro de um conto. E se ela não mostra, parece que mostrou, parece que você viu tudo. Vida querida tem uma grande parte autobiográfica, o que a diferencia dos outros livros da autora.

6. Operação impensável, Vanessa Barbara

O livro conta o breve curso de uma história de amor até a sua inevitável derrocada. O estilo levemente profundo e altamente irônico nos livros da Vanessa é o que a torna tão irresistível. Não é à toa que ela foi considerada pela revista Granta como um dos 20 melhores jovens escritores brasileiros. Para ler imediatamente.

7. Dias de abandono, Elena Ferrante

Elena Ferrante dominou o meu ano. Desde janeiro, eu li tudo o que ela escreveu e agora sinto um buraco no meu estômago, tenho fome de mais. Dias de Abandono é um de seus trabalhos mais elogiados e pode ser uma boa porta de entrada no universo da autora. Retrata a dor de uma separação com muita sinceridade, dor e alguma dose de humor. Vale também investir na série napolitana, formada por quatro livros: A amiga genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica e História da menina perdida. Já são bem mais de sete livros nessa lista. Acho melhor me despedir. Boa leitura!

Autores da Cosac Naify lutam para não terem seus livros destruídos

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Vanessa Barbara e João Carrascoza publicaram pela Cosac Naify - Divulgação / Agência O Globo

Vanessa Barbara e João Carrascoza publicaram pela Cosac Naify – Divulgação / Agência O Globo

 

Estoque remanescente da editora será transformado em aparas até o fim do ano

Bolívar Torres, em O Globo

RIO — Se o anúncio do fechamento da Cosac Naify, no fim do ano passado, pegou os autores da casa de surpresa, a notícia de que as sobras de seu estoque podem ser destruídas até 31 de dezembro trouxe um sentimento geral de desolação — mas também uma pressa redobrada. Confirmada na semana passada no site “Publishnews” por Dione Oliveira, diretor financeiro da editora, a informação fez os escritores acelerarem a busca para reaver os últimos exemplares de suas obras e salvá-los da “fogueira”.

Paralelamente à venda pela Amazon de todo o estoque da Cosac a preços reduzidos — a partir de um acordo fechado recentemente —, alguns escritores aproveitam os descontos previstos em seus contratos (que chegam a 70%) para comprar seus próprios títulos com a editora. Outros esperam dela uma proposta de doação. Há, ainda, os que se dizem perdidos, sem saber como proceder, já que não foram procurados pela empresa editorial.

— Estou, no momento, tentando um contato na Cosac para ver se eles terão algum esquema para os autores — conta Vanessa Barbara, que nos últimos dias vem divulgando nas redes sociais o seu “O livro amarelo do terminal” (2008), para “salvá-lo do esquartejamento”. — É uma pena isso tudo, dá vontade de ir ao estoque, se acorrentar aos livros e depois levar todos pra casa.

Desde que Charles Cosac encerrou bruscamente as atividades de sua empresa, as dúvidas sobre o futuro das obras atormentam os autores. Gerente-geral para livros impressos da Amazon, Daniel Mazini informa que a varejista comprou 1.350 títulos — destes, porém, apenas 250 já se esgotaram tanto no estoque dela quanto no da Cosac. Entre os mais vendidos não estão os autores nacionais, mas os clássicos estrangeiros, como “Guerra e paz” e “Os miseráveis”. Os estrangeiros também dominam a lista dos esgotados, como “O clube do suicídio e outras histórias”, de Robert L. Stevenson; “Onde vivem os monstros”, de Maurice Sendak; e “O que é o cinema?”, de André Bazin.

Em março, a Cosac confirmou a transferência de 300 títulos para as editoras do Sesi e do Senai. Parte do catálogo também foi vendida para a Companhia das Letras. O problema é que, para serem reeditadas em suas novas casas, as edições originais não podem continuar circulando a custo baixo no mercado. Por isso, a destruição é vista como uma solução rápida — e até benéfica para os escritores, já que lhes permite se “libertar” da sua antiga empresa.

A prática não é estranha entre as editoras, já que manter livros encalhados custa caro. O que torna o caso da Cosac peculiar, contudo, é que a qualidade de suas edições tem motivado seus autores a mantê-las vivas, mesmo que fora do mercado. Com quatro livros publicados pela Cosac, João Anzanello Carrascoza já negociou a transferência de seu “O volume do silêncio” para a Editora do Sesi e de “Aquela água toda”, “Aos 7 e aos 40” e “Caderno de um ausente” para a Alfaguara. Mesmo assim, o escritor fez questão de comprar da Cosac 20 exemplares da edição original de cada um.

— Acho importante porque são edições excelentes, e que agora vão virar relíquias — conta Carrascoza, destacando a qualidade do papel, da diagramação e da impressão.

Trabalhando há alguns anos no meio editorial, o escritor Estevão Azevedo não ficou exatamente surpreso ao descobrir que seu romance “Tempo de espalhar pedras” (2014) poderá virar aparas. Ainda assim, tinha esperança de que o desfecho fosse outro.

— Como a Cosac não faliu e pertencia a um milionário, não se esperava que algo feio como destruir livros fosse feito por questões contábeis — diz. — É difícil crer que, com criatividade e vontade, não exista algo a se fazer com títulos bons como esses.

Estevão, que recebeu a notícia do fechamento da editora pouco depois de ganhar o Prêmio São Paulo por seu livro, conta que vem comprando alguns exemplares na Amazon, mas ainda espera alguma doação por parte da Cosac.

— Seria mais justo, porque eu tive prejuízo com o fim da editora bem no momento em que meu livro ia finalmente vender alguns exemplares, por conta do prêmio — lamenta.

Para a poeta Laura Liuzzi, que em 2014 lançou “Desalinho” pela editora, a possível aniquilação do estoque é “de uma violência simbólica total”.

— Não imaginava que isso ia acontecer, não tenho uma imaginação tão cruel — diz Laura. — A própria notícia de que a editora iria acabar me veio pelos jornais, e jamais por algum comunicado da Cosac. Não fui avisada do que aconteceria com os livros, com os direitos, nada.

Ela acaba de comprar um lote de seu livro com 70 por cento de desconto. O problema é que, com cada exemplar a R$9,60, a compra em grandes quantidades saíria cara demais:

— O ponto pra mim é que os livros foram feitos pra circular. Com certeza inúmeras bibliotecas aceitariam uma doação, e me interessa menos ter uma pilha de meus próprios livros em casa do que imaginá-los espalhados em outras estantes.

Por mais que a destruição do estoque faça sentido economicamente, a imagem ainda é pesada demais para alguns autores.

— É absurdo que destruir encalhe seja a solução mais viável no nosso mercado, que já é tão pobre — diz Natércia Pontes, que negocia com o Sesi uma reedição de seu “Copacabana dreams“, lançado pela Cosac em 2012. — Preferiria uma performance filantrópica: botar o estoque em um trator e jogar uma montanha daqueles livros lindos na Praça da Sé. As pessoas iam pegando e saindo correndo.

A agente literária Lucia Riff, que conta com um bom número de autores publicados pela casa, tenta negociar uma outra solução. Ela propôs à Cosac uma doação de lotes de 300 exemplares da sobra do estoque para bibliotecas de São Paulo. O governo se encarregaria de receber os livros, organizar os lotes e fazer a distribuição. Tudo seria auditado, para evitar que os volumes voltassem ao mercado. Lucia também pediu centenas de exemplares para seus autores, seja por doação, por preço de custo ou abaixo deste.

— Nada apaga o luto pelo fechamento da Cosac da noite para o dia, mas uma doação amenizaria o prejuízo que deu aos autores — explica. — Muitos deles ficaram em choque, porque não sabiam que a destruição era o procedimento nesses casos. A impressão é que essa notícia fez a ficha cair, que agora, sim, é o fim da editora.

Procurada pela reportagem, a Cosac, através de Dione Oliveira, respondeu, por e-mail, que já havia se posicionado sobre o assunto e que não “há mais nada a dizer no momento”. O diretor financeiro já havia declarado em outras reportagens que doações não seriam viáveis, por gerarem um “transtorno contábil”. A comoção em torno da notícia levanta questões pouco faladas no Brasil: o excedente produtivo das editoras e a falta de incentivo para doação, que esbarra nos altos custos de transporte e embalagem.

Para o economista Henrique Farinha, publisher da Editora Évora, a aniquilação do encalhe faz “parte do jogo”. Ele concorda que a Cosac não terá outra saída, mas acredita que, se o país contasse com iniciativas criativas do mercado e uma maior conscientização da sociedade civil, o destino dos livros poderia ser outro.

— A Cosac apenas expôs a situação, que afeta muitas outras editoras. Ela tem uma aura especial em torno do seu catálogo, é vista como uma editora “cult”, com livros extremamente bem produzidos. Daí muitos que nem atentavam para o problema se comoveram. Mas poucos pensam em tudo o que o envolve — observa. — Essa situação é apenas uma prova de que, embora existam soluções possíveis, nunca houve disposição de discuti-las. Por exemplo, o governo poderia transformar as doações de livros em créditos para abatimentos de impostos para toda a cadeia, formada por editores, armazéns e transportadoras.

Prêmio Paraná de Literatura revela vencedores

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Vanessa Barbara foi uma das premiadas no concurso que reconhece trabalhos inéditos nas categorias romance, poesia e conto

O romance "Operação Impensável" foi o melhor entre os 180 inscritos

O romance “Operação Impensável” foi o melhor entre os 180 inscritos

Maria Fernanda Rodrigues, em O Estado de S. Paulo

O Prêmio Paraná de Literatura anuncia nesta segunda-feira, dia 24, os vencedores de sua terceira edição. Este ano, concorreram 630 obras inéditas de autores de todo o País, inscritas sob pseudônimo. Operação Impensável, de Vanessa Barbara, cronista do Caderno 2 e do New York Times, ganhou na categoria romance. Sônia Barros, escritora conhecida por suas obras infantojuvenis, venceu em poesia com Fios. E a professora de inglês Adriana Griner ficou em primeiro lugar em contos com No Início. Elas ganharam R$ 40 mil cada uma e terão o livro editado pela Biblioteca Pública do Paraná, que promove o lançamento no dia 12 de dezembro.

Autora de O Livro Amarelo do Terminal (Prêmio Jabuti) e de Noites de Alface, entre outras obras, Vanessa diz que sua intenção foi, desde o início, mandar o original do romance em que estava trabalhando para o prêmio – porque com um objetivo e prazo ela se motivaria a tocar o projeto e por causa da valor dele. “Um prêmio em dinheiro desses é algo muito raro no Brasil. É uma quantia improvável de se obter com a simples publicação de um livro, mesmo que ele obtenha reconhecimento. É um incentivo tremendo para a produção literária.” Um concurso como esse, para originais não publicados, ela diz, é importante para descobrir novos autores que ainda não tiveram uma chance e também para que os já publicados submetam seus trabalhos por outros caminhos.

Vanessa emprestou o título de seu romance do plano de invasão cogitado pelos britânicos durante a Segunda Guerra Mundial – período em que a protagonista, uma historiadora, é especialista. O livro conta a história de amor entre ela e um programador de computadores que esconde segredos.

"No Início" concorreu com outros 181 projetos e foi considerado o melhor livro de contos

“No Início” concorreu com outros 181 projetos e foi considerado o melhor livro de contos

A carioca Adriana Griner nunca publicou um livro. No Início, sua estreia premiada, é, em suas palavras, uma leitura feminina do primeiro livro do Antigo Testamento. “Parece algo meio ambicioso, e talvez prepotente, tentar fazer isso. Mas eu apenas pego algumas histórias e reconto, dando voz a personagens que não têm voz. Para mim, o livro é, antes de tudo, sobre o amor. Em termos de linguagem, brinco com o primeiro capítulo do Mimesis, de Auerbach, quando ele compara a linguagem da Bíblia com a da Odisseia”, explica.

Poesia foi a categoria mais concorrida, com 269 inscrições; "Fios" foi o melhor livro

Poesia foi a categoria mais concorrida, com 269 inscrições; “Fios” foi o melhor livro

Sônia Barros, autora de 17 volumes infantojuvenis – muitos deles em verso ou prosa poética – e de um de poesia (Mezzo Voo), para adultos, aceitou a sugestão do poeta Donizete Galvão, morto este ano, e inscreveu Fios no prêmio antes de procurar uma editora. Foi ele também que a ajudou a ver a ligação entre os poemas. “O título acabou se impondo depois que percebi os muitos poemas retratando fios aparentemente distintos, mas, de certa forma, entrelaçados: do ofício, da infância, da velhice, da maternidade, do amor, da memória, da solidão, da morte, da própria poesia, da arte. Enfim, os caminhos internos e externos da existência humana.”

Confira trechos das obras premiadas aqui.

20 Melhores jovens romancistas brasileiros segundo a Revista Granta

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Publicado originalmente no Listas Literárias

1 -Cristhiano Aguiar: nasceu em Campina Grande (PB) e formou-se em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco. Tem 31 anos. Em 2006, publicou o livro de contos Ao lado do muro (Dinâmica) e em 2007 venceu o Prêmio Osman Lins de contos. Lançou, em 2010, durante a FreePorto (PE), o folheto de narrativas Os justos, em edição artesanal pela Moinhos de Vento. É colaborador do suplemento literário Pernambuco. Editou a revista de arte e cultura pop Eita! e a revista literária Crispim. Foi curador e coordenador do Festival Recifense de Literatura e coorganizou a antologia de contos Tempo bom (Iluminuras). Atualmente trabalha em seu primeiro romance e em ensaios sobre literatura brasileira contemporânea. “Teresa” faz parte de Silêncio, livro de contos inédito.

2 -Javier Arancibia Contreras: nasceu em Salvador (BA) após sua família migrar do Chile durante o período de ditadura militar, mas vive desde a adolescência em Santos (SP). Escreveu os romances Imóbile (7Letras, 2008), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, e O dia em que eu deveria ter morrido (Terceiro Nome, 2010), premiado com uma bolsa literária do Governo do Estado de São Paulo. É também roteirista de cinema e, durante os anos em que trabalhou como repórter policial, escreveu um livro-reportagem/ensaio biográfico sobre o dramaturgo Plínio Marcos (A crônica dos que não têm voz, Boitempo Editorial, 2002).

3 – Vanessa Barbara: nasceu em junho de 1982 no bairro do Mandaqui, em São Paulo. É jornalista, tradutora e escritora. Publicou O livro amarelo do terminal (Cosac Naify, 2008, prêmio Jabuti de Reportagem), o romance O verão do Chibo (Alfaguara, 2008, em parceria com Emilio Fraia) e o infantil Endrigo, o escavador de umbigo (Editora 34, 2011), ilustrado por Andrés Sandoval. Como tradutora, recentemente lançou sua versão de O grande Gatsby (Penguin/Companhia das Letras). É editora do site A hortaliça e cronista do jornal Folha de S.Paulo. “Noites de alface” é um trecho de seu próximo romance.

4 – Carol Bensimon: nasceu em 22 de agosto de 1982, em Porto Alegre. Fez mestrado em escrita criativa na PUC-RS e viveu dois anos em Paris. Alguns de seus contos foram publicados em revistas e coletâneas. Seu primeiro livro de ficção, composto por três novelas, é Pó de parede (Não Editora, 2008). Em 2009, publicou pela Companhia das Letras o romance Sinuca embaixo d’água, finalista dos prêmios São Paulo, Jabuti e Bravo!. O trecho publicado em Granta faz parte de seu novo romance, Faíscas.

5 – Miguel Del Castillo: filho de pai uruguaio e mãe carioca, nasceu no Rio de Janeiro, formou-se em arquitetura pela PUC-Rio e mudou-se para São Paulo em 2010, onde atualmente é editor da Cosac Naify. Foi editor da revista Noz, de arquitetura e cultura, e recebeu o prêmio Paulo Britto de Poesia e Prosa com o conto “Carta para Ana”, publicado na Antologia de prosa Plástico bolha (Oito e Meio, 2010). Tem 25 anos e trabalha, atualmente, em seu primeiro livro de contos, do qual “Violeta” faz parte.

6 – João Paulo Cuenca: nasceu no Rio de Janeiro, em 1978. Participou de diversas antologias no Brasil e no exterior e é autor dos romances Corpo presente (Planeta, 2003), O dia Mastroianni (Agir, 2007) e O único final feliz para uma história de amor é um acidente (Companhia das Letras, 2010), publicado também em Portugal, na Espanha e na Alemanha. Em 2007, foi selecionado pelo Festival de Hay e pela organização do festival Bogotá Capital Mundial do Livro como um dos 39 autores mais destacados da América Latina com menos de 39 anos. “Antes da queda” faz parte de seu próximo romance, a ser publicado em 2013.

7 – Laura Erber: nasceu em 1979 e mora no Rio de Janeiro. É artista visual, formada em letras, com doutorado em literatura pela PUC-Rio, foi escritora em residência na Akademie Schloss Solitude de Stuttgart e no Pen Center de Antuérpia. Publicou contos e ensaios em diversas revistas e tem quatro livros de poesia, entre eles Insones (7Letras, 2002) e Os corpos e os dias (Editora de Cultura, 2008), finalista do Prêmio Jabuti na categoria poesia. Prepara um livro sobre Ghérasim Luca pela Eduerj e, atualmente, trabalha em seu primeiro romance, Os esquilos de Pavlov, a ser publicado pela Alfaguara em 2013.

8 – Emilio Fraia: é editor de literatura da editora Cosac Naify. Publicou no Brasil autores como Enrique Vila-Matas, Antonio Tabucchi, Macedonio Fernández e William Kennedy. Nasceu em São Paulo em 1982. Como jornalista, foi repórter das revistas Piauí e Trip. Escreveu, em parceria com Vanessa Barbara, o romance O verão do Chibo (Alfaguara, 2008), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, e atualmente termina a graphic novel Campo em branco (Companhia das Letras) com o ilustrador DW Ribatski.

9 – Julián Fuks: nasceu em novembro de 1981, em São Paulo. Filho de pais argentinos, foi repórter da Folha de S. Paulo e resenhista da revista Cult, além de publicar contos em diversas revistas e na antologia Primos: histórias da herança árabe e judaica (Record, 2010). É autor de Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu (7Letras, 2004), Histórias de literatura e cegueira {Borges, João Cabral e Joyce} (Record, 2007) – finalista dos prêmios Portugal Telecom e Jabuti – e Procura do romance (Record, 2011).

10 – Daniel Galera: nasceu em 1979, em São Paulo, mas passou a maior parte da vida em Porto Alegre. É um dos criadores da editora Livros do Mal, pela qual publicou o volume de contos Dentes guardados (2001). É autor dos romances Até o dia em que o cão morreu (Livros do Mal, 2003), adaptado para o cinema, Mãos de cavalo (Companhia das Letras, 2006), publicado também na Itália, na França, em Portugal e na Argentina, e Cordilheira (Companhia das Letras, 2008), vencedor do Prêmio Machado de Assis de Romance, da Fundação Biblioteca Nacional. Em conjunto com o desenhista Rafael Coutinho, publicou em 2010 a graphic novel Cachalote. “Apneia” faz parte de um romance em andamento.

11 – Luisa Geisler: teve seu livro de estreia, Contos de mentira (Record, 2011), escolhido pelo Prêmio SESC de Literatura 2010/2011 na categoria conto. No ano seguinte, o mesmo prêmio escolheu sua novela de estreia — Quiçá (Record, 2012) — na categoria romance. Atualmente, ela é colunista da página final da revista Capricho. Luisa nasceu em 1991 em Canoas, RS. Contudo, passa boa parte do seu tempo em Porto Alegre, estudando Ciências Sociais (UFRGS) e Relações Internacionais (ESPM/RS), e escrevendo sentada no chão do metrô.

12 – Vinicius Jatobá: nasceu em 1980, no Rio de Janeiro. É mestre em Estudos de Literatura pela PUC-Rio e estudou roteiro e direção na New York Film Academy (NYFA). Como crítico literário, colabora com os suplementos Sabático (O Estado de S. Paulo), Prosa & Verso (O Globo) e na revista Carta Capital. Participou com contos na antologia Prosas cariocas (Casa da Palavra) e no catálogo de cinema 68 Cinema Utopia Revolução (Caixa Cultural São Paulo). Publicou ficção, crônicas e jornalismo em sites e revistas como EntreLivros, NoMínimo, Rascunho e Terra Magazine, onde foi colunista de livros e de cinema. Escreveu e dirigiu diversos curtas, entre eles “Alta Solidão (2010) e “Vida entre os mamíferos” (2011). Trabalha em seu primeiro romance, Pés descalços, e finaliza a reunião de contos Apenas o vento, de onde “Natureza-morta” foi retirado.

13 – Michel Laub: escritor e jornalista, publicou cinco romances, todos pela Companhia das Letras. Entre eles, Longe da água (2004), publicado também na Argentina (EDUCC), O segundo tempo (2006) e Diário da queda (2011), que teve os direitos vendidos para o cinema, recebeu os prêmios Brasília e Bravo/Bradesco e sairá na Alemanha (Klett-Cotta), Espanha (Mondadori), França (Buchet/Chastel) e Inglaterra (Vintage). Nasceu em Porto Alegre, em 1973, e vive atualmente em São Paulo.

14 – Ricardo Lísias: nasceu em 1975, em São Paulo. É autor de Anna O. e outras novelas (Globo), finalista do Prêmio Jabuti de 2008, Cobertor de estrelas (Rocco), traduzido para o espanhol e o galego, Duas praças (Globo), terceiro colocado no Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira de 2006, e O livro dos mandarins (Alfaguara), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2010, atualmente sendo traduzido para o italiano. Em 2012, publicou o romance O céu dos suicidas (Alfaguara). Seus textos já foram publicados também na revista Piauí e nas edições 2 e 6 de Granta em português.

15 – Chico Mattoso: nasceu na França, em 1978, mas sempre viveu em São Paulo. Formado em letras pela USP, foi um dos editores da revista Ácaro e tem textos publicados em diversos jornais e revistas. Longe de Ramiro (Editora 34, 2007), seu primeiro romance, foi finalista do prêmio Jabuti. Em 2011, publicou pela Companhia das Letras seu segundo livro, Nunca vai embora. Também trabalha como roteirista. Mora atualmente em Chicago, onde estuda escrita dramática na Northwestern University.

16 – Antonio Prata: nasceu em 1977, em São Paulo, e tem nove livros publicados, entre eles Douglas (Azougue Editorial, 2001), As pernas da tia Corália (Objetiva, 2003), Adulterado (Moderna, 2009) e, mais recentemente, Meio intelectual, meio de esquerda (Editora 34,2010), que reúne crônicas publicadas em jornais e revistas. Mantém uma coluna às quartas no caderno Cotidiano do jornal Folha de S.Paulo e escreve para televisão.

17 – Carola Saavedra: nasceu no Chile, em 1973, mas aos três anos de idade se mudou para o Brasil. Morou na Espanha, na França e na Alemanha, onde concluiu um mestrado em comunicação. Vive atualmente no Rio de Janeiro. É autora do livro de contos Do lado de fora (7Letras, 2005) e dos romances Toda terça (2007), Flores azuis (2008, eleito melhor romance pela Associação Paulista de Críticos de Arte) e Paisagem com dromedário (2010, Prêmio Rachel de Queiroz na categoria jovem autor), publicados pela Companhia das Letras.

18 – Tatiana Salem Levy: é escritora, tradutora e doutora em estudos de literatura pela PUC-Rio. É autora do ensaio A experiência do fora: Blanchot, Foucault e Deleuze (Civilização Brasileira, 2011) e dos romances A chave de casa (Record, 2007) — vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, categoria romance de estreia, e publicado também em Portugal, França, Espanha, Itália, Turquia e Romênia — e Dois rios (Record, 2011), que sairá em breve em Portugal e na Itália. Nasceu em Lisboa, em 1979, e vive no Rio de Janeiro.

19 – Leandro Sarmatz: vive em São Paulo desde 2001, onde trabalhou nas editoras Abril e Ática, e atualmente trabalha na Companhia das Letras, editando, entre outros autores, Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava e Otto Lara Resende. É poeta, contista, dramaturgo e nasceu em Porto Alegre em 1973. Mestre em Teoria Literária, é autor da peça Mães & sogras (IEL, 2000), dos poemas de Logocausto (Editora da Casa, 2009) e dos contos reunidos em Uma fome (Record, 2010).

20 – Antônio Xerxenesky: ficcionista nascido em 1984, em Porto Alegre, formou-se em letras e é mestre em literatura comparada pela UFRGS. Colabora com resenhas e críticas para diversos jornais e revistas e foi um dos fundadores da Não Editora, em 2007, por onde lançou seu primeiro romance, Areia nos dentes, em 2008. Seu livro mais recente é a coletânea de contos A página assombrada por fantasmas, editado pela Rocco em 2011. O texto selecionado faz parte de seu novo romance, F para Welles.

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