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Canção ‘Octopus’s garden’, de Ringo Starr, vai virar livro infantil

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O ilustrador Ben Cort será o responsável pelos desenhos

O ex-Beatles Ringo Starr vai lançar livro infantil Agência O Globo

O ex-Beatles Ringo Starr vai lançar livro infantil Agência O Globo

Publicado em O Globo

RIO – A canção “Octopus’s garden”, escrita por Ringo Starr, vai se tornar um livro infantil de figuras. O ilustrador Ben Cort, conhecido pela série “Aliens love underpants”, será o responsável pelos desenhos.

“É uma grande satisfação trabalhar com Ben Cort e a (editora) Simon & Schuster para as futuras aventuras do ‘Octopus’s garden’. Paz e amor, Ringo”, disse o ex-baterista dos Beatles em comunicado aos fãs.

O livro, que será lançado em outubro no Reino Unido, virá acompanhado por um CD com uma leitura feita por Ringo e uma versão inédita da canção, originalmente feita para o álbum “Abbey Road”, de 1969.

A ideia da música surgiu depois de uma viagem de barco que pertencia ao humorista Peter Sellers pela Sardenha, em 1968. Ringo pediu peixe e batatas de almoço, mas, no lugar, veio uma lula. O comandante do barco teria dito ao músico que polvos carregavam objetos brilhantes do fundo do mar para construir “jardins” perto de suas cavernas. “Octopus’s garden”, em português, é “Jardim do polvo”.

No Brasil para lançar ‘Diário de um Banana 7’, autor Jeff Kinney comenta a série infantil

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O escritor Jeff Kinney, autor do fenômeno infantojuvenil "Diário de um Banana", no hotel da zona sul de São Paulo (Rodrigo Capote/Folhapress)

O escritor Jeff Kinney, autor do fenômeno infantojuvenil “Diário de um Banana”, no hotel da zona sul de São Paulo (Rodrigo Capote/Folhapress)

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Jeff Kinney viu com desconfiança, em 2009, sua seleção pela revista “Time” como uma das cem pessoas mais influentes do mundo. Não era nem a pessoa mais influente de sua própria casa, argumentou o americano, casado e pai de dois meninos.
A reação irônica é algo reveladora sobre o autor e sobre a série que o fez merecer tal reconhecimento, “Diário de um Banana”, um dos maiores best-sellers do mundo hoje.

Aos 42 anos, com 75 milhões de livros vendidos desde 2007 –sendo 2,1 milhões no Brasil, onde estreou em 2008 pela Vergara & Riba–, Kinney conhece um sucesso que de fato não esperava.

Passou oito anos criando o “Diário” como uma obra em quadrinhos para adultos. Quando enfim conseguiu uma editora, descobriu que tinha produzido um livro infantil.

Sua criação é um híbrido de HQ com o diário de um garoto, Greg Heffley, em busca de aceitação social –uma espécie de Kevin Arnolds, protagonista da série de TV “Anos Incríveis (1988-1993), mais tímido e atrapalhado.

“Tinha ‘Anos Incríveis’ em mente quando criei o ‘Diário’, porque era sobre a realidade das crianças, mas sob o ponto de vista de um adulto”, disse o autor em entrevista à Folha, na terça-feira (21), em São Paulo.

Em sua primeira visita ao Brasil, confortável na condição de autor de infantis, Kinney visitará escolas e fará tardes de autógrafos no Rio e em São Paulo –a edição paulistana será nesta quinta (23), às 17h, na Livraria Saraiva do Morumbi.

Veio lançar “Segurando Vela”, o sétimo livro da série, que saiu no país com 200 mil cópias há menos de um mês e já vendeu 42 mil delas. Isso lhe deu o terceiro lugar entre os best-sellers do site sobre mercado editorial Publishnews, cuja lista reúne todos os gêneros, incluindo adultos.

O sétimo “Diário de um Banana” fica atrás apenas de “Kairós” (Principium), do padre Marcelo Rossi, e do também infantojuvenil “A Marca de Atena” (Intrínseca), de Rick Riordan.

Pode ser um sinal de que crianças e adolescentes leem mais do que adultos –as listas infantojuvenis tendem a ter os melhores números de vendas–, mas também de que Kinney acabou abraçando parte do público adulto que imaginava inicialmente.

Documentário promete retratar a vida íntima do discreto autor de “O apanhador no campo de centeio”

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O escritor americano J.D. Salinger também será mote de livro

O autor americano e exemplares de sua mais célebre obra AP Photo/Amy Sancetta

O autor americano e exemplares de sua mais célebre obra AP Photo/Amy Sancetta

Publicado em O Globo

RIO – Autor de “O apanhador no campo de centeio” e um dos reclusos mais famosos dos Estados Unidos, J.D. Salinger (1919-2010) será mote de um documentário, cujos detalhes são mantidos em segredo tanto quanto ele próprio o fazia com sua vida privada.

“Salinger”, o filme, foi escrito ao longo de nove anos por Shane Salerno, que também dirige e produz o longa, bancado por ele mesmo. O projeto é uma virada na carreira de Salerno, mais conhecido pelo trabalho como roteirista de blockbusters tradicionais como “Alien vs. Predador”.

Mas a promessa de descobrir detalhes da vida de um dos escritores mais respeitados da América provou ser uma atração enorme para Hollywood. “Salinger” foi comprado pelo magnata do cinema independente Harvey Weinstein depois de ter viso uma exibição privada na manhã do Oscar deste ano. Mesmo que, na amostra, não tenha visto todas as revelações que o filme promete, ele fechou negócio imediatamente.

Salerno e sua equipe também estão lançando um programa de TV baseado no documentário e já fecharam acordo com a editora Simon and Schuster para publicar um livro chamado “A guerra particular de J.D. Salinger”.

Como Salerno não dá entrevistas, há especulações febris sobre detalhes de casos de amor e rumores de manuscritos inéditos de Salinger. Uma das poucas pistas veio quando Salerno anunciou o negócio do livro. “O mito que as pessoas criaram e acreditaram nos últimos 60 anos em torno de J.D. Salinger é de alguém muito puro para ser publicado, muito sensível para ser tocado. Substituímos esse mito por um ser humano extraordinariamente complexo e profundamente contraditório. Nosso livro oferece uma completa reavaliação e reinterpretação de seu trabalho e de sua vida”, disse Salerno.

Por que publicar os clássicos?

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Editor aposta nos ícones da ficção científica para formar leitores do gênero no Brasil

Diogo Sponchiato na revista Galileu

Editora Globo

Já leu Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?. Não? Ok, mas você já assistiu (ou pelo menos ouviu falar) Blade Runner: O Caçador de Androides, certo? É bem provável que não sejam muitos os brasileiros que mergulharam nas páginas do livro de título misterioso de Philip K. Dick, que inspirou o filme de Ridley Scott. Mas, em breve, você terá uma chance de conhecê-lo e se perturbar (e se encantar) com esse autor clássico da ficção científica. A obra será lançada no segundo semestre pela Editora Aleph, principal referência em publicações do gênero no país. Para Adriano Fromer Piazzi, publisher da casa, K. Dick ilustra bem um dos papéis da ficção científica: especular e debater as inquietações humanas em relação ao futuro. Desde que lançou em 2003 Neuromancer — prestigiado livro de William Gibson, uma das fontes do filme Matrix — , a Aleph enveredou para esse nicho que, aos poucos, ganha cada vez mais leitores. Piazzi acredita que muito do preconceito contra o segmento já veio abaixo e, no Brasil, sua valorização se reflete no maior interesse da crítica e da academia. Nessa entrevista, concedida em seu escritório em São Paulo, ele fala dos clássicos e do futuro do gênero e da missão de mostrar ao mundo que ficção científica não se resume a Guerra nas Estrelas e historinhas de robôs.

Em ano de lançamento de ícones da ficção científica no Brasil, conversamos com Adriano Fromer Piazzi, publisher da Aleph, editora que virou referência no segmento. Confira a entrevista na íntegra:

GALILEU: Como é que a ficção científica entrou na editora e veio a se tornar seu carro-chefe?

A Aleph tem 27 anos e foi uma das pioneiras a publicar o gênero. Ela iniciou, nos anos 1990 com o meu pai, uma série de ficção científica com cinco livros, a coleção Zênite. Um deles era o clássico Neuromancer, de William Gibson. Depois passamos por diversas mudanças estratégicas até que, em 2003, por causa do filme Matrix, um consultor nos sugeriu: por que vocês não relançam Neuromancer, já que ele foi uma das fontes inspiradoras do filme? Analisamos essa possibilidade e começamos a discutir a oportunidade de retomar não apenas o Neuromancer, mas uma linha de clássicos de ficção científica com uma proposta diferente: fazer o público jovem conhecer os principais livros de ficção científica. Não só o jovem, mas o público não-leitor de ficção científica. Se ficássemos só com os fãs do gênero, estaríamos ferrados, porque o número deles, em 2003, era muito pequeno. Precisávamos aumentar esse público e nossa estratégia foi buscar dar aos livros uma cara que não fosse tanto de ficção científica. Abandonamos nas capas aquele conceito de naves espaciais e robôs. Pensamos em projetos gráficos mais pops, com mais cara de obra literária. E o marco disso foi o relançamento do Neuromancer, com nova tradução e ilustração do Titi Freak, grafiteiro super conhecido hoje. Depois dele veio Laranja Mecânica, cuja edição no Brasil estava esgotada. Retomamos essa linha e percebemos que havia interesse para um segmento que estava abandonado pelas editoras brasileiras. Daí nossa proposta de publicar tudo que é clássico, livro importante de ficção científica, inédito por aqui ou que se encontrava esgotado há algum tempo. E lançamos Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Philip K.Dick…

E desde então mudou o panorama de leitores desse gênero no Brasil?

Sim, o público cresceu significativamente. E isso foi acompanhado de uma valorização da cultura geek. A ascensão do geek começou a ser observada por pessoas que não se enquadravam geralmente nesse perfil. Virou cool ser nerd, ser geek… E a ficção científica acompanhou esse processo. Antes era uma coisa de nicho, exclusiva de fã. Outras pessoas passaram a notar que ela é uma literatura de inspiração. A ficção científica tem um diferencial, por exemplo em relação à literatura de fantasia, porque se propõe a algo mais realista, de base científica. Por mais que algo seja absurdo ali, ele será embasado, terá uma explicação. Hoje ficou feio não ler Asimov. Dá pra dizer que é a mesma coisa que não ler Gabriel Garcia Márquez. E, particularmente no Brasil, a ficção científica passou a ganhar atenção da academia, a virar objeto de muitos trabalhos, dissertações de mestrado… As pessoas estão estudando, por exemplo, Philip K. Dick [autor de, entre outros, o livro que inspirou o filme Blade Runner]. Ele é um filósofo, que usa a ficção científica como pano de fundo. O preconceito contra esse nicho tem diminuído na medida em que as pessoas percebem que ele não se resume a Guerra nas Estrelas. Aliás, os puristas nem consideram Guerra nas Estrelas ficção científica. Ela seria uma fantasia espacial: a Força se refere a algo mágico. É mais fantasia que ficção científica. Diferente do Star Trek, que seria uma ficção científica no sentido clássico.

Com base nisso, dá pra dizer que o segmento tem um bom horizonte pela frente?

Temos livros que vendem muito e outros, bem pouco. O que mais vende aqui na editora hoje é o Laranja Mecânica, seguido do Neuromancer. O autor que mais vende é o Asimov. Não são vendas exorbitantes, mas é um mercado que tem muito a ser explorado. Ainda há muita gente que não sabe o que é ficção científica, que acha que isso só tem a ver com robôs. No início, fazíamos questão de não mencionar, de não propagar que aqueles eram livros de ficção científica. Queríamos passar a impressão de que William Gibson, Philip K. Dick e os outros eram somente literatura. Hoje estamos mostrando cada vez mais nossa cara de ficção científica.

Como você avalia a evolução da ficção científica ao longo do século 20, período que rendeu os clássicos que vocês têm publicado?

O grande boom da ficção científica se deu na chamada Golden Age, a idade dourada desse segmento, o que aconteceu lá nos anos 1930, 1940. Foi ali que surgiram os grandes autores: Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Robert Heinlein. Nessa época o tema era mais hard, científico mesmo. Asimov faz questão de explicar cientificamente cada um dos processos que aborda, como se viaja no espaço, como é possível chegar até certa galáxia. Eles tinham essa preocupação porque eram cientistas. Clarke foi o inventor do satélite. Sim, a ideia de um satélite veio de um autor de ficção científica. O próprio Asimov publicou, dentro da sua numerosa obra, vários livros de divulgação científica. Eles tinham esse cuidado com a precisão nas questões que envolviam ciência. Nos anos 1960 e 70, vem o movimento New Age, representado por Philip K. Dick, que procura trazer abordagens existenciais, sociológicas e filosóficas a esse tipo de literatura. É dessa fase Ursula Le Guin, uma das poucas mulheres que se sobressaem no gênero, autora de um livro fantástico, A Mão Esquerda da Escuridão, que é um verdadeiro tratado sociológico, de libertação sexual, onde a ficção científica só aparece como pano de fundo mesmo. Fazer a história se passar em outro planeta serve apenas para gerar estranheza. É um planeta onde o ser humano não tem sexo, que ele só se manifesta no momento do cio e isso é aleatório: a natureza faz o indivíduo ser homem ou mulher; na próxima vez, isso pode se inverter. Assim, você pode ser pai e mãe em uma sociedade de andróginos que, tirando o período de cio, não tem apetite sexual. Aí, um enviado especial vai para lá e passa a viver dentro dessa estranheza, se apaixona por alguém, que nem sabemos o que é. A ficção serve, nesse caso, como cenário onde são feitas indagações sociológicas e psicológicas. Já nos anos 1980 começa o movimento Cyberpunk, que pode ser resumido por aquele clima de Blade Runner. Os autores passam a abordar aspectos sombrios da tecnologia. Ela passa a ser vista não mais como algo positivo. O clássico que abre esse caminho é o Neuromancer, do Gibson.

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Escritora mineira Paula Pimenta se prepara para se lançar no mercado internacional

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Carlos Herculano Lopes no Divirta-se

 (Maria Tereza Correia/EM)

Primeiro foi o sucesso da série para adolescentes Fazendo meu filme 1, 2, 3 e 4, que desde o lançamento do primeiro volume, em 2008, pela Editora Gutemberg/Autêntica, já vendeu mais de 200 mil exemplares. Agora a escritora mineira Paula Pimenta, de 37 anos, depois de dar por encerradas as mil e uma aventuras da garota Fani, se prepara para lançar o segundo volume (o primeiro saiu no ano passado) de sua nova saga: Minha vida fora de série. Na esteira do sucesso dos quatro primeiros livros, a escritora desta vez conta a história de outra menina, Priscila, que devido à separação dos pais acaba deixando São Paulo e vindo viver com a mãe em Belo Horizonte. No início, como era de se esperar, detesta a cidade, com a qual, aos poucos, vai se adaptando.

Para escrever livros que têm causado furor em todo o país, principalmente entre garotas de 10 a 18 anos, a escritora, que nasceu e vive com a família em Belo Horizonte numa sossegada casa do Bairro Mangabeiras (dividem o espaço com dois gatos, seis cachorros e um pé de jabuticaba ), conta ter se inspirado em sua própria vida. “Como a Fani e a Priscila, fui uma menina tímida e sossegada, que gostava de ir ao cinema, ouvir música, sair com os amigos, fazer intercâmbio.”

Ela lembra ainda que, em BH, os primeiros lugares nos quais estudou foram no antigo Instituto Zilah Frota, no Bairro Mangabeiras, e no Izabela Hendrix, na Praça da Liberdade, onde começou a pegar gosto pelos livros. Foi ali, com encantamento, que descobriu as histórias de Marcos Rey, João Carlos Marinho e Agatha Christie. Depois veio o curso de jornalismo, que deixou pela metade por não se adaptar às regras formais da escrita, e, em seguida, a publicidade, curso no qual acabou se formando.

Nesse meio-tempo, até seguir para Londres, onde participou durante um ano de uma oficina de criação literária que seria decisiva na sua futura carreira como escritora, Paula chegou a trabalhar como assessora de marketing do Minascentro, na produção do programa Brasil da Gerais, da Rede Minas, e a escrever crônicas em um site. “Foi um exercício e tanto e 50 delas acabaram sendo lançadas no ano passado, também pela Editora Gutemberg, com o título de Apaixonada por palavras”, conta. Na Inglaterra, onde viveu na casa de um tio, Paula Pimenta começou a escrever seu maior sucesso, Fazendo meu filme 1.

Boca a boca

Se hoje ela é uma escritora consagrada, no início da carreira, quando lançou o primeiro volume de Fazendo meu filme, com o qual começou a dar asas à garota Fani, as coisas não foram fáceis: o livro saiu com uma tímida edição de mil exemplares e quase não teve mídia, como costuma ocorrer com a maioria dos autores iniciantes. Mas se deu uma coisa que, segundo ela, foi decisiva: o boca a boca. “Uma menina foi falando para a outra, mandando e-mails, mensagens no Facebook, Twitter, Instagram, e o livro acabou estourando. Foi uma coisa maluca, na qual eu mesma quase nem acreditava”, diz a autora, sempre conectada às redes sociais.

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