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Pesquisa aponta ‘segredos’ de seis escolas públicas de excelência

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Escolas foram detectadas em pesquisa da Fundação Lemann.
Entre as seis, a maioria é pequena e duas delas estão em áreas rurais.

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Publicado em G1

Seis escolas públicas brasileiras destoam dos números ruins do cenário nacional e sedestacam por suas boas práticas de ensino entre os anos finais do ensino fundamental. Formação contínua de professores, avaliações frequentes e proximidade com a comunidade estão entre os segredos para o sucesso do ensino nessas unidades.

As escolas foram detectadas em uma pesquisa feita pela Fundação Lemann, com apoio da Instituto Credit Suisse e do Itaú, cruzando dados do Censo Escolar e da Prova Brasil 2013. Foram levados em conta critérios como o índice de conhecimento considerado adequado em matemática e português, a evolução dos alunos entre o 6º e o 9º ano, entre outros indicadores.

Apesar de poucos recursos, o índice de aprendizado nestas escolas está acima da média brasileira. Entre as escolas selecionadas como cases, todas são municipais, só duas têm redes consideradas grandes, uma no Rio de Janeiro e a outra em Belo Horizonte (MG), as demais são pequenas e estão localizadas em Sobral (CE), Novo Horizonte (SP). Duas delas, além de pequenas, são da zona rural e ficam em Pedra Branca e Brejo Santo, no Ceará (veja lista com os nomes abaixo).

Para Ernesto Martins Faria, coordenador do estudo, diz que ao divulgar o trabalho dessas unidades o objetivo é “dar protagonismo para quem está realmente fazendo a diferença” na edição do Brasil. “A mensagem que o estudo passa é que todo o aluno importa. Não dá para cair na armadilha de olhar só para o aluno mais engajado. Não se perde nenhum aluno.”

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Envolvimento da comunidade
Para fazer com que os alunos aprendam com qualidade, uma das estratégias da escola municipal Miguel Antonio de Lemos, localizada na área rural de Pedra Branca, no Ceará, é envolver a comunidade nas decisões e vida escolar.

A unidade atende 3.136 alunos do 6º ao 9 ano. Lá, o acesso é feito somente por pau de arara, os ônibus não têm passagem por conta das condições das estradas. Nada disso, no entanto, impede a aprendizagem dos alunos.

“Não vivemos só de problemas. Fazemos com que os alunos aprendam e conscientizamos a comunidade. Nosso lema é fazer com que a escola seja a diferença na vida do aluno. Fui alfabetizado nessa escola e tenho uma causa de amor com ela”, diz o diretor Amaral Barbosa de Lima.

Na escola Maria Leite de Araújo, também da área rural de Brejo Santo (CE), a relação estreita com a comunidade também é uma realidade. A escola é pequena, possui 2.465 alunos do 6º ao 9º ano. Os professores moram próximos às famílias dos alunos e as mães acompanham o desenvolvimento e acompanhamento das crianças.

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Olho na evasão
Na escola de Belo Horizonte também destacada pela pesquisa, a Armando Ziller, um dos desafios é a violência do entorno. “Temos problemas como qualquer centro urbano”, afirma a vice-diretora Ivani de Paula Campos.

Para garantir o aprendizado dos alunos, a escola impõe regras e controla as faltas – se houver cinco consecutivas, ou dez alternadas, os pais são convocados. Também faz questão de trazer os pais para a escola. Frequentemente realiza sessões de cinema e bingo para os familiares dos alunos.

Formação de professores
Na escola Gerardo Rodrigues, de Sobral (CE), o diferencial está na formação de professores. Todos os meses os docentes passam por formações sob acompanhamento de uma consultoria e uma vez por semana, se reúnem para estudar e conversar sobre os problemas dos alunos.

“Sabemos quais são os alunos que têm dificuldades e quais são elas”, afirma a Fernanda Lopes, professora de português. Fernanda lembra que outra característica da escola é trabalhar a questão da afetividade entre os alunos. “Atendemos muitas crianças carentes, inclusive no sentido afetivo”

Avaliações frequentes
É de Novo Horizonte, em São Paulo, uma cidade agrícola, a mais de 400 km da Capital, que vem outro bom exemplo de educação pública. Na escola municipal Hebe de Almeida Leire Cardoso, o índice de aprendizado adequado entre os alunos do 9º ano em matemática e português ultrapassa a marca dos 50%.

A qualidade do ensino é mensurada por avaliações, da escola, dos professores e da secretária da educação. O professor de história Ademir Almagro explica que todas as sextas-feiras os alunos fazem uma prova. O resultado, com a média da sala, e da individual, chega já na segunda-feira. “Dá para medir como o está sendo o aprendizado de maneira imediata. Eu sei aonde eu tenho de voltar.”

Almagro diz que a escola colhe agora os frutos de um trabalho que começou há 12 anos. “Queremos que o aluno aprenda com a sensibilidade do professor em sala de aula e com os números revelados pelas avaliações.”

Turno integral
A escola municipal Rodrigues Alves, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, aderiu ao programa Ginásio Carioca, implantado pela Prefeitura do Rio em 2011. Nas unidades que fazem parte do projeto, os alunos estudam em tempo integral e têm professores de dedicação exclusiva.

No colégio Rodrigues Alves todos os alunos são acompanhados de perto, os que têm dificuldade no aprendizado participam do reforço no contraturno escolar. “A gente nunca desiste do aluno, não importa se ele veio com alguma defasagem. Está todo mundo envolvido. Nós não podemos resolver o problema do país inteiro, mas podemos fazer algo por quem está na nossa frente”, diz a coordenadora pedagógica Maristela Motta.

Depois do período regular das aulas, os alunos têm atividades como xadrez, italiano, história em quadrinhos, debates sobre temas adolescentes, sessões de cinema aliadas aos projetos de leitura, entre outros. As opções mudam a cada semestre.

Maristela lembra que as dificuldades existem como em tantas outras escolas públicas do Brasil, a Rodrigues Alves, por exemplo, não possui uma quadra coberta, e muitas vezes os alunos precisam fazer aulas sob um sol de 40 graus. No entanto, para ela, o diferencial é a “vontade de fazer” da equipe que lá atua. “É a vontade, a maneira de tratar o ser humano. Não é o que fazemos, é como fazemos, a maneira.”

Veja a lista das escolas selecionadas pela pesquisa:
1) Escola Municipal Rodrigues Alves – Rio de Janeiro (RJ)
2) Escola Municipal Armando Ziller – Belo Horizonte (BH)
3) Escola Municipal Gerardo Rodrigues – Sobral (CE)
4) Escola Municipal Hebe de Almeida Leite Cardoso – Novo Horizonte (SP)
5) Escola Municipal Miguel Antonio de Lemos – Pedra Branca (CE)
6) Escola Municipal Maria Leite de Araújo – Brejo Santo (CE)

 

(**) As informações que estão nas imagens são do Inep Censo Escolar e Prova Brasil

4 formas de manter a autoconfiança durante os vestibulares

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Veja o que você pode fazer para ter um bom desempenho nas provas

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Publicado em Universia Brasil

O período que antecede os vestibulares costuma ser conturbado para os estudantes, ansiosos por resultados positivos e aprovações nas instituições de ensino dos sonhos. No entanto, um fator essencial no momento da prova para que tudo dê certo é ter autoconfiança. Quanto maior ela for, o candidato terá mais tranquilidade para conseguir ter um bom desempenho nos exames. Confira:

1 – Pare de mentir para si mesmo
Pense sobre todos os assuntos que estudou ao longo do ano e seja sincero com você mesmo. Ao perceber que realmente se esforçou, você confiará mais em você, evitando ansiedades no momento da prova. Se você acreditar que sabe muito mais do que a realidade, provavelmente terá uma grande frustração no momento do exame, dificultando a resolução até mesmo das questões que tem domínio do assunto.

2 – Pense positivamente
Algumas pessoas acreditam que ter pensamentos positivos atrai coisas boas. Por isso, tente sempre ver o lado bom das atividades, focando na quantidade de conteúdos que conseguiu aprender e não pensando o contrário, por exemplo.

3 – Acredite em colegas
Muitas vezes a ansiedade para os vestibulares fazem com que você não tenha autoconfiança. No entanto, quando um colega disser que você fez um bom trabalho em determinada prova da escola ou ajudando-o com uma explicação, por exemplo, acredite. Use essas situações a seu favor, para que consiga ter pensamentos positivos também durante a avaliação.

4 – Tente controlar seus sentimentos com antecedência
Quanto mais autoconfiante você estiver, será mais fácil controlar os seus sentimentos. Durante as provas, busque sempre pensar que você estudou bastante e que fez tudo o que pode para ter um bom desempenho. Assim, você ficará mais tranquilo e poderá responder às questões com mais precisão.

Alunos estudam em pé para combater sedentarismo

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Escola na Califórnia, nos Estados Unidos, aboliu as cadeiras tradicionais e adotou mesas elevadas. Desde a mudança, os alunos estão mais concentrados e produtivos

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Publicado em Veja

A escola Elementar Vallecito, em San Rafael, na Califórnia (EUA), aboliu as mesas tradicionais e agora todos os alunos estudam em pé. A mudança é considerada uma medida inédita contra o sedentarismo. As informações são da rede britânica BBC.

“A ideia veio de pais preocupados com seus filhos que passavam tempo demais sentados. As crianças hoje em dia ficam sentadas em casa, jogando videogame ou usando tablets. Não são ativas como as gerações anteriores”, disse Tracy Smith, diretora da escola, à BBC.

As novas mesas são elevadas e têm apoiadores para os estudantes descansarem os pés. Caso se cansem, os alunos podem sentar em bancos disponíveis dentro das salas. No entanto, os responsáveis pela escola afirmam que eles raramente são usados.

De acordo com os professores, desde a mudança os alunos estão mais concentrados em suas tarefas e mais produtivos. Estudos apontam que esse tipo de mesa faz com que os estudantes melhorem suas notas em 15% e queimem 25% mais calorias.

A troca de mesas tradicionais por outras mais elevadas, que permitem trabalhar em pé, já é uma prática adotada em alguns lugares nos Estados Unidos. A Casa Branca, por exemplo, anunciou a compra de várias mesas elevadas, em um negócio que chegará a US$ 700 mil (cerca de R$ 2,7 milhões).

Lembre-se aqui que, intuitivamente, o escritor americano Ernest Hemingway (1899-1961) dizia sentir-se mais disposto e concentrado escrevendo em pé. Leonardo da Vinci e Winston Churchill também mantinham o hábito.

Veja fotos de ‘Cidades de papel’, filme baseado no best-seller de John Green

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Autor é o mesmo de ‘A culpa é das estrelas’; longa faturou US$ 300 milhões.
Com Natt Wolff e Cara Delevingne, nova adaptação estreia em julho.

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Publicado no G1

O jornal “USA Today” divulgou, nesta quarta-feira (18), fotos do filme “Cidade de papel”, baseado no best-seller homônimo escrito por John Green. Ele também é autor de “A culpa é das estrelas”, filme lançado em junho do ano passado que faturou mais de US$ 300 milhões no mundo todo.

Em entrevista ao “USA Today”, Green destacou as diferenças entre as duas obras. Enquanto “A culpa é das estrelas” era um drama romântico sobre dois jovens com câncer, “Cidades de papel”, que estreia em julho de 2015, pode ser descrito como uma “dramédia romântica”.

“‘Cidades de papel’ é muito diferente de ‘A culpa é das estrelas’, de todas as formas possíveis”, afirmou Green. “Hollywood está tão acostumada a franquias. Mas, aqui, não se trata de uma série de filmes. [‘Cidades de papel’] É uma história que não tem relação [com ‘A culpa…’] e é bonita e engraçada.”

A trama que chega aos cinemas neste ano retrata, essencialmente, o amadurecimento de um adolescente. De acordo com a sinopse oficial, a história é centrada em Quentin (papel de Nat Wolff) e em sua enigmática vizinha Margo (papel da modelo britânica Cara Delevingne). A jovem gosta tanto de mistérios, que acaba se tornando um.

Depois de levar Quentin para uma noite de aventuras pela cidade, Margo desaparece, deixando para trás pistas para o amigo decifrar. A busca coloca Quentin e seus amigos em uma jornada eletrizante. Para encontrá-la, ele deve entender o verdadeiro significado de amizade e de amor.

Ao “USA Today”, John Green comentou que, em princípio, não aprovou a ideia da supermodelo britânica Cara Delevingne se encarregar de Margo. “Quando ouvi que [cara] estava fazendo testes, meio que pensei: ‘Não’. É claro que achei que fosse loucura. Mas depois vi a audição. Ela entendeu Margo de maneiras que ninguém que eu já conheci entende.”

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O Eduardo Jorge diz que lê Tolstói e a Veja entende Toy Story

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Aqui trataremos de uma piada que ocorreu a respeito de uma coletiva com o candidato a presidente Eduardo Jorge. Deixando claro que não é apologia ou campanha eleitoral, já que as eleições passaram, mas para retratar a triste realidade do nosso jornalismo, principalmente no que tange a literatura e até a arte em geral.

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Marcelo Vinicius, no Homo Literatus

Do que estamos comentando? De um alvoroço que tem rodado nas redes sociais a respeito do momento em que o candidato Eduardo Jorge disse em uma coletiva (você encontra o vídeo aqui) que prefere ler Tolstói (um clássico escritor russo), mas a jornalista Marcela Mattos registra que ele disse preferir assistir Toy Story. Transformando isso em manchete e publicando no site da Veja.

Como disse o nosso escritor Rafael Gallo, ganhador do Prêmio Nacional Sesc de Literatura, em sua rede no Facebook, a respeito dessa gafe:

Deve se achar esperta ainda, feito o monte de gente que tenho visto e ouvido nesses dias, que não fazem a menor ideia do tamanho das besteiras que têm soltado.

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Outro escritor, o Sérgio Leo, que também ganhou Prêmio Sesc de Literatura, comentou a respeito, no perfil do seu Facebook:

Voltei, só para compartilhar o espanto com certo jornalismo nacional. O repórter pede desculpas por invadir a “privacidade pessoal” (!) do candidato. (Já eu me pergunto o que será privacidade impessoal). Eduardo Jorge diz que nunca fumou maconha e prefere Tolstói e a Veja relata que ele disse preferir… Toy Story.

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O jornalismo é de uma grande responsabilidade ou deveria ser. Exige apuração, pois somos nós, leitores, que podemos ser prejudicados ou beneficiados. No mínimo deveria ter verificado o que o candidato disse de fato, que, por sinal, é facilmente possível verificar também por todos nós, acessando o próprio vídeo da coletiva mencionada. Analisaríamos, então, também, a expressão do Eduardo ao dizer “ler” e não “assistir”, como quis afirmar a tal jornalista da Veja, entre outras coisas.

Mas, todo ser humano erra, e ela errou. Compreendemos, pois quem nunca errou? Porém não deixa de ser uma gafe gritante, até porque o Eduardo foi bem claro na sua fala, sendo quase que impossível ocorrer um erro de interpretação tão destoante como esse. Contudo, não podemos duvidar de nada.

Salientando também que certos erros podem levar a uma consequência mais séria, principalmente se tratando de política (às vésperas da eleição) ou da imagem de uma pessoa sendo divulgada, dessa forma, na internet pelo um portal de notícias não tido como um portal de comédia, tornando preocupante certas deturpações.

Segue a tal matéria da Veja:

Defensor da descriminalização da maconha, o folclórico Eduardo Jorge afirmou, após debate entre os presidenciáveis nesta quinta-feira, que jamais experimentou a droga. “Eu tenho uma família de esportistas. Na minha casa nunca ninguém fumou nem cigarro, imagine maconha. Nós cuidamos muito da nossa saúde”, disse, ressaltando que é médico e que jamais “cairia numa bobagem dessas”. Para provar que não precisa de entorpecentes, o candidato à Presidência pelo Partido Verde citou alguns de seus hobbies: “Prefiro assistir a Toy Story com meu neto ou jogar futebol”, disse. (Marcela Mattos, do Rio de Janeiro)

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A matéria pode ser acessada aqui.

Obs.: a gafe foi corrigida na revista Veja. O importante é isso, é reconhecer o erro, mesmo um erro que não poderia passar despercebido por ser tão gritante e envolver questões políticas, às vésperas da eleição, e imagem pessoal, mas acontece nas melhores famílias. Tudo resolvido, então, e bola para frente (depois das redes sociais, as notícias correm rápidas demais).

PS.: Compactuando com Rafael Gallo, não votei no Eduardo. Não se trata de defender um candidato, e sim de mostrar o quão sem referência os discursos são formados e – pior – formam a sua recepção.

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