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Vencedor do ‘Soletrando’ conquista o 2º lugar em curso de medicina no PI

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Publicado no G1

Estudante de 17 anos diz que competição ajudou no preparo para o Enem.
Jovem quer investir dinheiro do prêmio para pagar gastos com o curso

O piauiense vencedor do quadro ‘Soletrando’ do programa Caldeirão do Huck da Rede Globo, Izael Francisco de Araújo, 17 anos, alcançou mais uma conquista nesta segunda-feira (13). O estudante que mora na cidade de Cocal dos Alves, localizada a 262 Km de Teresina, e sempre estudou em escolas públicas, ficou na 2º colocação no curso de medicina da Universidade Estadual do Piauí (Uespi). O garoto participou do Soletrando na edição de 2011.

Izael Araújo foi campeão da edição 2011 do quadro Soletrando (Foto: Reprodução/TV Globo)Izael Araújo foi campeão da edição 2011 do quadro Soletrando (Foto: Reprodução/TV Globo)

Izael contou que a rotina de estudos que ele estabeleceu para vencer a competição nacional foi fundamental para obter a boa classificação na lista da primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) divulgada nesta segunda pelo Ministério da Educação (MEC).

“O soletrando me ajudou a ter uma rotina de estudos, a estabelecer uma rigorosa carga-horária. Após o programa, me dediquei a outras áreas além do português, como química, física e biologia”, declarou.

O estudante, que ainda cursa o 2º ano do ensino médio, disse que se surpreendeu com o resultado. Ele afirmou que fez o exame como um teste de conhecimento devido à grande concorrência do curso de medicina, mas que pretende entrar na justiça para garantir a vaga, já que ainda não concluiu o ensino médio.

“Decidi optar por medicina no início de 2013 e fiz a prova do Enem como um teste, mas sem a pressão e a cobrança que teria no 3º ano. O resultado foi uma surpresa. Fiquei muito feliz e quero aproveitar esta oportunidade”, relatou.

O campeão da edição de 2011 do ‘Soletrando’ afirmou ainda que após dois anos e oito meses ainda não gastou o prémio de R$ 100 mil que ganhou na competição. Segundo ele, que é filho de pais separados e mora apenas com a mãe que é doméstica, a quantia servirá para custear seus gastos com o curso nos cinco anos de graduação.

“Nunca gastei o prêmio porque sempre visualizei que ele ajudaria a me manter na universidade. Guardei ele para este momento, para custear materiais que forem necessários, como livros de medicina que são muito caros”, disse.

Izael destacou ainda a metodologia da sua escola como um fator preponderante para esta conquista. Ele estuda na escola Ensino Médio Augustinho Brandão, que vem se destacando nos últimos anos em competições nacionais. Na edição de 2013 da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), três das sete medalhas de ouro conquistadas por estudantes do Piauí foram de alunos da escola de Cocal da Estação.

“O escritor não transcreve a vida, inventa a vida”

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Simone Duarte, no Público

Milton Hatoum com o poeta sírio Adonis na Gulbenkian daniel rocha

Milton Hatoum, o escritor brasileiro de origem libanesa, veio a Lisboa conversar com o poeta sírio Adonis na Gulbenkian. Falaram de política, mas sobretudo como a literatura e a poesia podem fazer a ponte entre Ocidente e Oriente

Aos 61 anos, o escritor brasileiro Milton Hatoum não tem pressa. Na era em que os livros parecem ser fabricados em série, publicou apenas seis em quase 25 anos de carreira – e escreve-os à mão.

Vencedor dos prémios Jabuti e Portugal Telecom de literatura defende que o escritor tem de ter coragem para escrever e mais ainda para ficar em silêncio.

Ele, que acredita nos bons leitores, diz que é assustador ver um presidente culto como Barack Obama em visita ao Brasil citar Paulo Coelho e não Machado de Assis ou Clarice Lispector.

Sobre o Brasil e o futuro do país do futuro? Votou em Dilma Rousseff – “as outras opções eram assustadoras” – e acha que ela vai ganhar de novo. As manifestações nas ruas da cidades brasileiras eram contra tudo: “O que a imensa maioria queria era uma política pública mais eficaz, porque há dinheiro para isso.”

Costuma dizer que “um dos enigmas da literatura é a passagem da experiência para a linguagem” – justamente o tema da conferência que veio fazer na Fundação Gulbenkian, em Lisboa. É possível desvendar este enigma?

O enigma nunca é decifrado. Na literatura, o estético, como disse o Borges [o escritor argentino Jorge Luis Borges], é o lugar do enigma. O que é fascinante na literatura é justamente esta possibilidade de inventar aquilo que poderia ter existido ou aquilo que pode existir. O enigma que nunca é decifrado irradia possibilidades de leitura e de interpretação. Esta é a verdade da literatura, é a verdade das relações humanas, não é uma verdade científica nem das respostas definitivas. Ao contrário, ela coloca questões o tempo todo. No meu romance Dois Irmãos (lançado há 12 anos com mais de 140 mil cópias no Brasil e que agora vai ser adaptado para a televisão), o grande enigma é saber quem é o pai do narrador.

O grande desafio do escritor é transformar a sua experiência em linguagem. Todo mundo tem uma experiência, que pode ser mais rala, mais livresca, que pode ser uma experiência de leitura, de vida aventureira ou não. A questão da literatura é como isto se transforma em linguagem. A imaginação, que é o que para mim dá força à literatura, tem que traduzir esta experiência. O valor da arte está ligado à força da imaginação.

Escreve todos os seus livros à mão. Não usa o computador. Porquê?

Tem a ver com os gestos, com algo corporal, com o hábito do arquitecto de fazer desenhos. Eu fui arquitecto [é formado em Arquitectura pela Universidade de São Paulo] muito antes dos programas de computador. Na minha época, para entrar numa faculdade de Arquitectura, você tinha que dominar o desenho. E eu me acostumei a escrever à mão – com aquilo que a gente ligava o projecto ao desígnio, ao desejo. O Roland Barthes tem um texto bonito sobre isso, sobre os manuscritos dos escritores franceses, compara o manuscrito do Balzac a uma espécie de fogo-de-artifício onde há muitas correcções, uma coisa meio arbórea. Eu me sinto mais livre escrevendo à mão. Acho que meu pensamento flui. As ideias também fluem mais com a caneta do que na tela. Eu posso passar horas escrevendo e não cansa porque também não escrevo copiosamente. Em 25 anos – o meu primeiro romance, Relato de Um Certo Oriente, vai fazer 25 anos em Abril do ano que vem – eu publiquei seis livros.

Afirmou em algumas entrevistas que um escritor tem de ter coragem de escrever e também coragem de silenciar para não escrever asneiras. A sua coragem para silenciar é maior do que a de escrever?

Não vejo nenhuma importância em publicar coisas supérfluas. O leitor é esperto. Há bons leitores. O leitor percebe quando a coisa não é trabalhada, quando você não diz uma verdade íntima. Isso é muito claro. Se eu fosse mais rápido, teria publicado mais coisas de que gosto. E não prejudiquei ninguém com isso.

Agora é impressionante a quantidade de livros. É curioso, quando eu morava na França, ouvi uma conversa sobre literatura entre o Maurice Nadeau e o Roland Barthes (que depois foi publicada – Sur la Littérature). O Nadeau perguntou ao Barthes sobre a crise da literatura. “Não há crise da literatura” – disse o Barthes. “Há excesso de livros.” Isso em 1980. Então hoje a literatura virou outra coisa.

O Presidente Obama, um homem culto, que se formou em Harvard, uma das melhores universidades americanas, quando visitou o Brasil não falou do Machado de Assis, da Clarice Lispector, do Guimarães Rosa, do Graciliano Ramos. Ele citou Paulo Coelho. Então é um desprestígio enorme para a literatura brasileira. Uma coisa assustadora, a assessoria do Presidente culto – vamos dizer assim -, uma assessoria que não conseguiu transmitir o básico. Ainda bem que ele não falou Isabel Allende [risos]. Se fosse o Bush… teria dito qualquer asneira. Na literatura a quantidade não interessa. Há dois grandes exemplos de escritores que publicaram pouco e não precisam publicar mais. O mexicano Juan Ruffo, que só escreveu um romance, e o brasileiro Raduan Nassar, que escreveu o Lavoura Arcaica, O Copo de Cólera e um livrinho de contos. Isso é coragem.

Está a trabalhar num novo romance?

Estou escrevendo um romance há quatro anos, que são dois volumes. Na verdade, eu não sei se vou juntar num só. É um romance que tem muito a ver com a minha experiência. O leitor comum pensa que você transcreve a vida. Não é verdade. Você inventa a vida ou transcende a vida. Este é um romance que acompanha de perto a minha trajectória: desde que eu saí de Manaus, fui sozinho para Brasília, em Dezembro de 1967. Tem algo de autobiográfico, mas a partir do momento em que a vida é incorporada ao texto, a vida se torna texto, se torna literatura.

O romance é muito inventado, claro, mas tem uma parte em Brasília onde eu presenciei o biénio de horror [época da ditadura militar]. Eu tinha 15, 16 anos. Morei dois anos em Brasília. Entrei de cara no movimento estudantil. Não aguentei a barra em Brasília e fui para São Paulo. Entrei na Faculdade de Arquitectura, fiz uma revista de poesia com amigos.

E quando é que decidiu largar a arquitectura e ser escritor?

Escrevi alguns contos nos anos 1970. Rasguei todos. Uma editora do Rio leu e gostou, mas eu era muito inseguro (ainda sou). Achei que foi generosa de mais e não acreditei. Desconfio de todo o tipo de elogio rasgado. Eu queria muito ser poeta. Publiquei um livro de poesias naquela época, 1978, com fotos do Amazonas de amigos meus. Chamava-se Amazonas, um Rio entre Ruínas (está esgotado).

Mas eu só comecei a escrever o primeiro romance aqui na Europa. Foi na Espanha.

Este novo romance tem título?

Tem um título provisório que é O Lugar mais Sombrio. Está ficando muito grande… não sei quando vou acabar.

Veio a Lisboa para o programa Futuro Próximo da Gulbenkian em que conversa com o poeta sírio Adonis. O que é que Adonis tem que o Milton não tem?

O que ele tem e eu invejo é o domínio pleno e íntegro da língua árabe. Eu sou filho de libanês. Meu pai era libanês, morreu, e minha mãe era brasileira – filha de libaneses -, mas era uma brasileira amazonense típica. E não falava árabe comigo. A língua materna era a língua portuguesa. É incrível que estes 12 milhões de brasileiros de origem árabe não falem árabe. Isso também aconteceu com os italianos, os filhos não falam italiano. O Brasil é peculiar. Os imigrantes queriam que os filhos se integrassem. Isso facilitou a mestiçagem. Na minha família ninguém se casou com filho de árabe. Ninguém. É fantástico isso.

Agora o Adonis é um dos grandes poetas vivos. Ele foi e é uma figura central na poesia árabe contemporânea. Saiu de Damasco, foi para o Líbano ainda jovem e se exilou. Renovou a poesia árabe e trabalhou com versos livres. Mostrou ao Oriente e ao Ocidente a ponte que já existia e que estava oculta entre a poesia destes dois mundos. O Adonis recuperou muita coisa da poesia árabe que estava escondida: a poesia pré-islâmica, ele fez uma bela antologia, a poesia sufi.

Tem um livro que relaciona o surrealismo, Rimbaud, e a poesia sufi. E tem tudo a ver. Há ligações profundas, como se fossem correntes subterrâneas da imaginação livre, solta. O Adonis procurou estas confluências da poesia árabe e da poesia do Ocidente. A questão do duplo, dos sonhos, desta imaginação solta, do êxtase do Rimbaud, o êxtase dos poetas sufi.

O Adonis é uma inspiração?

É. Ele, o Edward Said. Pessoas que não separam uma cultura da outra. Uma cultura morre quando você a separa ou se você dá um status para ela, um significado de superioridade falsa. Não há culturas superiores.

Se pudesse ter uma conversa imaginária com o seu pai, como explicaria o que está a acontecer no Médio Oriente?

Acho que ele é que me explicaria. Ele viveu o período colonial francês em Beirute. Era funcionário do Ministério da Justiça. Ele diria que o mundo árabe é um mundo desagregado. Era o que ele dizia para mim, que a colonização deixou este mundo desagregado. E com o agravante de que o mundo árabe não alcançou a modernidade talvez pelas próprias condições do colonialismo, como a África não alcançou, menos ainda. O sentido do clã, das religiões, o sectarismo, isso tudo é uma loucura.

E como vê a Primavera árabe?

É um processo que está começando. Seria muito difícil dizer “a Primavera Árabe aconteceu naquele mês de Julho”. É um processo longo. Vai demorar muito porque os anos, as décadas de autoritarismo, de ditaduras praticamente em todo o mundo árabe, este tempo longo criou também mentalidades arcaicas, conservadoras, com o agravante de que o país mais conservador, mais autoritário do mundo árabe, a Arábia Saudita, é o maior aliado político e militar dos Estados Unidos. Por que não se diz isso? Por que o Obama – ou o Bush – não tenta democratizar a Arábia Saudita? Esta é uma pergunta interessante. Por que levar a democracia só ao Iraque? A que custo? Todas estas intervenções foram criminosas.

Eu não tenho esperança. Também não sei qual é a importância de ter esperança. Também não sou religioso. Acho que as pessoas devem lutar por causas mais justas. Isso não me dá esperança, mas me dá uma vontade de viver. Agora é difícil ter esperança quando você vê o que está a acontecer na Síria, os bilhões que são gastos em armas.

O Saramago dizia que a democracia acabou. De certo modo ele tem razão. Tudo está contaminado pelo poder económico.

(mais…)

Setembro verde e amarelo

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Três livros nacionais lideram a lista mensal de setembro

Cassia Carrenho, no PublishNews

Não tem torcida uniformizada nem vuvuzela para comemorar, mas o Brasil levou as três primeiras colocações na lista geral mensal de setembro, e Nada a perder vol.2 (Planeta) foi o grande campeão. Lançado há pouco mais de um mês, o livro alcançou o número de 92.013 exemplares vendidos em setembro. Vale lembrar que esse é o segundo maior número de vendas em um mês em 2013. Só perdeu para ele mesmo, Nada a perder vol.1 (Planeta), em fevereiro, quando vendeu 125.776. A piada é pronta e velha, mas em time que tá ganhando, não se mexe.

O 2º lugar foi para outro recordista de vendas, 1898 (Globo), de Laurentino Gomes. Com 45.195 exemplares, o livro vendeu mais do que o 1º lugar de agosto. É interessante notar que os dois livros, Nada a perder vol2 e 1898, estrearam juntos na lista dos mais vendidos.

Em 3º lugar, outro vencedor já conhecido, Kairós (Principium), do Padre Marcelo, vendeu 39.836 exemplares. Desde maio o livro aparece entre os 3 mais vendidos nas listas gerais mensais.

Juntos, os três livros nacionais venderam 177.044, quase 40% a mais do que em agosto, em que os três primeiros lugares, Inferno (Arqueiro), Kairós (Principium) e A culpa é das estrelas (Intrínseca) venderam 103.417. Dá-lhe Brasil. Imagina na Copa?

No ranking das editoras, a Sextante manteve seu lugar de honra com 20 livros na lista mensal, mas 7 a menos que em agosto. Já a Intrínseca subiu para o 2º lugar, com os mesmos 17 livros de agosto. A grande novidade na lista em setembro foi o 3º lugar da Cosac Naif, empatada com a Record, com 14 livros – lembrando que em setembro foi a vez da Cosac fazer promoções de vendas, apostando numa estratégia usada por muitas outras também.

Reportagem sobre “Diário de Classe” vence concurso da CNN

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Reportagem vence concurso da CNN

Publicado por AdNews

A 8ª edição do Concurso Universitário de Jornalismo da CNN International anuncia seu vencedor: Thales Trench de Camargo, da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, foi o escolhido pela equipe de jurados, Monica Waldvogel, Fabiana Scaranzi, Carlos Nascimento, Celso Freitas, a correspondente da CNN International no Brasil, Shasta Darlington, e âncoras do canal.

Nesta edição, os participantes deveriam realizar uma videorreportagem com o tema “Pessoas que fazem a diferença no Brasil”. Com a matéria “A Menina que fez a diferença”, Thales contou a história de Isadora Faber, uma estudante de 13 anos que criou uma página no Facebook para relatar o estado do colégio em que estudava. Agora, o universitário e seu professor orientador irão conhecer os estúdios da CNN International em Atlanta, nos Estados Unidos, e ainda ganharão um Ipad 2.

“Estamos felizes com o resultado do concurso deste ano, que teve um aumento de 72% no número de trabalhos recebidos”, afirma Eliane Munhoz, diretora de comunicação e marketing da Turner International do Brasil. “Gostaríamos de parabenizar também a Faculdade Assis Gurgacz, do Paraná, que teve o maior número de vídeos enviados”, completa.

O segundo colocado do concurso, premiado por um tablet Blackberry, foi Paulo Pacheco, de São Paulo, com a matéria “Construindo casas, reconstruindo vidas”, em que falou sobre a ONG TETO e a missão de construir moradias para pessoas que não tem onde viver. Fernando Humberto Raquel, do Rio de Janeiro, ficou com o terceiro lugar. O estudante contou a vida de Rogério, ex-usuário de drogas, que ajuda a mudar as vidas dos moradores do Complexo de Manguinhos.

Confira abaixo ostrês primeiros colocados do concurso deste ano:

1ª Colocação:
Thales Trench de Camargo
Matéria: A menina que fez a diferença
Cidade: Florianópolis
Faculdade: Universidade Federal de Santa Catarina
Curso: Jornalismo

2ª Colocação
Paulo Pacheco
Matéria: Construindo casas, reconstruindo vidas
Cidade: São Paulo
Faculdade: Cásper Líbero
Curso: Jornalismo

3ª Colocação
Fernando Humberto Raquel
Matéria: Um novo homem, uma nova manguinhos
Cidade: Rio de Janeiro
Faculdade: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Curso: Jornalismo

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