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Vendas de ebooks deve ultrapassar a de livros impressos em três anos

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Vendas de ebooks deve ultrapassar a de livros impressos em três anos

Foto: divulgacao

Popularidade dos livros digitais continua em alta

Publicado no Paraíba Total

Pessoas que acreditam que livro impresso é melhor, e elas tem um tanto de razão, ao menos no Brasil: em determinados lugares, ainda existe o medo de que alguém vá querer lhe roubar ao confundir um simples leitor de ebooks com um tablet, e coisas do tipo. Mas ainda assim, é cada vez maior o número de pessoas a terem um Kindle.

O fato é que dentro de poucos anos, até as editoras tenham que apostar com muito mais força nos ebooks. Uma projeção da PricewaterhouseCoopers estima que em 2018, o lucro das editoras com livros digitais já chegará a ser maior do que o valor arrecadado com a venda de livros impressos.

A revolução que a música já sofreu, e que os filmes estão precisando lidar com, chegará em breve à literatura.

Livro físico vai se tornar item de colecionador, mas a literatura, o que é realmente importante dentro de um livro, vai se tornando cada vez mais acessível.

Portal de sebos começa a vender livros novos

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Alguns títulos oferecidos são mais baratos do que nos concorrentes e chegam a custar quase o mesmo que os usados

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Com um acervo de 12 milhões de livros provenientes de 1.300 sebos e pequenos livreiros espalhados por mais de 300 cidades brasileiras, a Estante Virtual quer ir além da venda de títulos usados e fora de catálogo e entra, agora, na briga pelo mercado de livros novos. Não que esse tipo de comercialização não fosse feito antes. “Há muitos anos os sebos não vendem apenas livros raros e esgotados, como está no imaginário das pessoas. Vendem livros seminovos e, mais recentemente, novos – que compram de ponta de estoque das editoras ou numa transação normal”, explica André Garcia, fundador da Estante Virtual. A abertura para o novo negócio, acredita, vem do fato de as livrarias estarem cada vez mais restritas, até por limitação de espaço, a obras comerciais.

No acervo geral, estão disponíveis 12 milhões de livros

No acervo geral, estão disponíveis 12 milhões de livros

No entanto, os best-sellers não serão ignorados pelos sebos. Muito pelo contrário. Ontem, um exemplar de A Culpa É das Estrelas, o livro mais vendido no País em 2014, estava sendo oferecido no portal pelo Sebovero por R$ 16,99. Na Amazon, que costuma ter os preços mais baixos – e é criticada no mercado por isso – ele custava R$ 20,61. O preço de capa é R$ 29,90. Uma curiosidade: a edição usada mais barata era vendida por R$ 15.

“Ou ele está com preço promocional ou esse livro já está sendo vendido na ponta de estoque porque ele não é o último best-seller”, avalia Garcia, que afirma não haver uma orientação de sua empresa quanto aos preços praticados, ou seja, não há intenção de concorrer de igual com as grandes redes. “Não regulamos. No caso dos usados e seminovos, o preço é muito importante e recomendamos um desconto de 40% ou mais em relação ao preço de capa. No caso dos novos, não pedimos nenhum desconto e eles dão se quiserem. Mas no nosso entendimento, o preço não é o foco no caso dos livros novos. Ele está na diversidade de títulos e na sustentabilidade do mercado.”

O que a Estante Virtual está iniciando agora, a Amazon já faz, por exemplo, nos Estados Unidos – mas não aqui, por ora. Sebos consultados pelo Estado disseram que ainda não foram procurados pela empresa.

Até o fim de janeiro, pequenas livrarias também vão poder vender seus livros pelo portal. “Um dos pilares da Estante Virtual é a sustentabilidade, sempre privilegiando os pequenos e médios players. Queremos democratizar o acesso dos leitores ao livro estejam eles onde estiverem. Queremos inverter a lógica da hiperconcentração”, diz.

Principal portal do gênero, a Estante Virtual entrou em conflito com os fornecedores este ano ao aumentar suas tarifas – sua comissão varia hoje entre 8% e 12% e ela recebe R$ 42 de mensalidade. “Foi uma tensão gerada por uma movimentação que envolveu um aumento do patamar de serviços. Muito do que fizemos foi pedido dos livreiros, e não havia como viabilizar sem uma revisão da tarifa.” Alguns ameaçaram tirar o acervo do ar. “Mas a saída foi infinitesimal, não chegou a 10.”

Conheça o escritor que vendeu apenas um exemplar na Feira do Livro

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Obra sobre educação teve apenas um comprador

Em 2013, o autor esteve na Câmara de Vereadores divulgando o livro Foto: Ederson Nunes / Câmara de Vereadores

Em 2013, o autor esteve na Câmara de Vereadores divulgando o livro
Foto: Ederson Nunes / Câmara de Vereadores

Jorge Barcellos, no Zero Hora

A Feira do Livro terminou e a expectativa é de que tenha batido o milhão de visitantes e milhares de livros vendidos. Em 2013, foram 420.384 livros comercializados e 643 sessões de autógrafos. É um sucesso. Ainda não saíram os recordistas de vendas deste ano, mas se eu posso zoar, posso falar que sou o recordista em “não vendas”: vendi um único exemplar de Educação e Poder Legislativo, obra de minha autoria lançada pela Aedos Editora na Feira do Livro no último dia 14.

O presidente do Legislativo, Professor Garcia, a quem sou imensamente grato, foi o único vereador que compareceu à sessão de autógrafos. Poderia ter pedido cortesia, mas preferiu pagar. Vou votar nele na próxima eleição. Ele se preocupa com a responsabilidade da Câmara com a educação. Não é à toa: antes de ser presidente do Legislativo, ele é professor.

Não fico triste: milhares de autores escrevem e sequer conseguem publicar. Publicar já é um feito face à indústria em que se transformou o meio. Se não tem apelo, se não tem uma grande editora, uma grande capa e o apoio da mídia, você não vende. O meio é fechado porque visa ao lucro. Espaços alternativos são raros. Autores iniciantes têm pouca chance. As leis do meio são cruéis. Publicar pela primeira vez, uma odisseia. Publicar um livro técnico no universo dominado pelos best-sellers, uma temeridade. Publicar um livro já foi uma arte, mas hoje cede à lógica da mercadoria na sociedade de massas.

Pior é a autopublicação, um buraco negro, porque a obra pode ou não vender. É o meu caso. Claro que a agenda dos vereadores é cheia, afinal são apenas 36 vereadores para uma cidade de 1 milhão e meio de habitantes com demandas imensas. Eu apenas lamento sua ausência, são os principais interessados.

Mas a questão é outra. O caso serve para refletir sobre as nossas práticas. Dizemos a todo instante que nos preocupamos com a educação. Dizemos que as instituições públicas devem ser chamadas à responsabilidade. Na primeira oportunidade que uma instituição e a sociedade têm para refletir sobre o papel de seu Legislativo, ela se ausenta. Por quê? Porque, na verdade, vivemos correndo e escondemos o fato de que não temos tempo para ler. Preferimos os livros pequenos, de letras enormes e imagens grandes. A cultura visual afeta o público leitor, ela transforma o livro numa mercadoria para colocar nas estantes e parecer culto.

Se um livro sobre as políticas públicas de educação que se produzem no parlamento não interessa, é porque vamos à Feira do Livro não para comprar os livros que realmente são importantes e que vamos ler, mas porque curtimos apenas o espaço e a sensação de consumir que a Feira provoca. Se for assim, é uma pena.

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