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Alta em venda de luvas e busca por obras que falam sobre epidemias: os efeitos inesperados do coronavírus

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Pessoas têm buscado livros como ‘A Peste’, de Albert Camus, e ‘Ensaio Sobre a Cegueira’, de José Saramago, em meio à pandemia de coronavírus — Foto: Getty Images via BBC

Queda em procura por marca de cerveja, sucesso de jogo de videogame que simula surto de uma doença e alta em ações da Netflix também estão em lista.

Publicado no G1

A epidemia de coronavírus tem efeitos inesperados e até mesmo insólitos, como o sucesso de vendas de livros, filmes e videogames com temáticas de surtos mundiais de doenças, ou a queda abrupta do consumo da cerveja Corona, associada pela população ao novo vírus.

A lista das consequências surpreendentes do surto da doença é feita pelo jornal Le Parisien. A exemplo da rainha da Inglaterra, Elizabeth II, que na terça-feira (3) usou luvas pela primeira vez desde 1954 durante uma cerimônia no Palácio de Buckingham, a venda de luvas está em forte alta, mas os efeitos inesperados não param por aí.

Pelo jeito, os temas que dominam o noticiário incitam à leitura de clássicos da literatura, escreve o diário. Em 2015, após os atentados na capital francesa, as vendas de “Paris é uma festa”, de Ernest Hemingway, explodiram. Agora é “A Peste”, de Alberto Camus, que de repente integra a lista dos mais vendidos, tanto na França quanto na Itália, o país europeu mais atingido pela epidemia.

Mesmo sucesso extraordinário registra o videogame Plague Inc, que simula o surto de uma doença, ou o filme “Contágio”, de 2011. A obra do diretor Steven Soderbergh, está no top 10 dos longas mais baixados no Itunes e um dos mais populares da Netflix.

Aliás, a plataforma global de filmes e séries de TV via streaming, muito procurada atualmente pelas pessoas que, com medo do Covid-19, preferem ficar em casa, viu suas ações na bolsa subirem 5%.

Mas, informa o Le Parisien, um fenômeno inverso acontece com um outro produto, a cerveja Corona. Pode parecer brincadeira, ressalta o texto, mas por causa do nome parecido ela passou a ser associada à doença. Internautas do mundo inteiro fazem busca no Google sobre a “cerveja vírus”. Em consequência, a cervejaria mexicana espera uma perda de lucros da ordem de 10% no primeiro trimestre de 2020.

Crise inédita

Les Echos detalha tudo que é necessário saber sobre essa crise inédita. Apesar da corrida aos supermercados para estocar produtos por medo de um eventual confinamento da população na França, a grande distribuição francesa exclui a penúria de alimentos no país.

Entre as empresas, a companhias aéreas mundiais serão as mais impactadas pela epidemia, com perdas de mais de 100 bilhões de euros e falências de alguns grupos, como a britânica Flybe. Em editorial, o diário afirma que esta crise é muito mais econômica do que sanitária e que o coronavírus vai matar mais pequenas e médias empresas do que humanos.

Le Figaro frisa que o preço do petróleo também é fortemente afetado e que a Opep, com a ajuda da Rússia, quer reduzir a produção mundial para frear a queda da cotação do barril, provocada pela paralisação da economia chinesa e pela ameaça de uma pandemia mundial do Covid-19.

Novas edições de ‘Mulherzinhas’ chegam ao mercado editorial brasileiro

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Foto: Wilson Webb/Columbia Pictures

Publicado no Diário de Pernambuco

O romance Mulherzinhas tem muito mais do que as sete vidas do gato de Beth, é resistente igual à força de vontade de Jô em se tornar escritora, bonito igual os desenhos de Amy e instrutivo como os ensinamentos de Meg. Desde que foi publicada, em 1868, a história das quatro filhas do Dr. March criadas pela escritora Louisa May Alcott conheceu o topo das listas de vendas de livros. Foi assim no final do século 19 e em outros momentos, especialmente quando novas adaptações para filmes chegam aos cinemas. E já foram algumas. Em 1994, Winona Ryder interpretou Jô em longa de Gillian Armstrong e, em 1987, as irmãs deram vida a uma animação japonesa. As quatro irmãs, de 1933, tem Katharine Hepburn no papel de Jô e Elizabeth Taylor viveu Amy em Quatro destinos, de 1949. No Brasil, o livro virou série realizada pela TV Tupi em 1959. Agora, o romance chega novamente às listas de mais vendidos graças ao Adoráveis mulheres de Greta Gerwig.

O filme ajudou a arejar o livro, que está entre os mais vendidos dos sites e ganhou pelo menos quatro novas versões no mercado editorial brasileiro. Para quem não leu, é um bom momento para selecionar uma edição e mergulhar no texto delicado e cativante de Louisa May Alcott. Para quem já leu, vale dar uma olhada nos prefácios, análises e ilustrações que acompanham as novas edições.

Uma das mais bonitas é a da Martin Claret, editada em capa dura, embora a recém-lançada pela Penguin Companhia seja a mais completa. Nesta última, em um prefácio surpreendente, a compositora e poeta Patti Smith conta como o livro foi importante para ela. “Talvez nenhum outro livro tenha sido um maior guia para mim”, revela. “Muitos livros maravilhoso me fascinaram, mas, com Mulherzinhas, algo extraordinário aconteceu. Eu me reconheci, como num espelho, naquela menina comprida e teimosa que disputava corridas, rasgava as saias subindo nas árvores, falava gírias e denunciava as afetações sociais”, continua.

No livro, quatro irmãs de classe média baixa tentam se equilibrar entre a escassez, os perigos de uma guerra civil e a ausência do pai, convocado para trabalhar no campo de batalha. Cada uma tem personalidade muito própria e o grande segredo da convivência de temperamentos e aspirações tão diferentes é o amor e a admiração que cultivam entre elas. Amy, a mais nova, é sonhadora e talentosa com o bloco de desenho, enquanto Beth, frágil de saúde, se dedica ao piano e ao voluntariado. Meg, a mais velha, trabalha como professora e Jô é a força que se debruça sobre a escrita.

Mulherzinhas, em muitos aspectos, pode parecer um pouco antiquado hoje por pregar valores cristãos e um tanto maniqueístas, mas ainda é considerado um libelo feminista de uma escritora muito à frente de seu tempo. “A autora é uma feminista progressista numa sociedade ainda mais retrógrada e machista do que a nossa atual, e coloca suas mulheres como protagonistas absolutas de uma história com enorme força feminina, questionamento de liberdades e ternura. O livro é atemporal justamente por tratar de dores, desilusões, valores, angústias, amores, aprendizados, aventuras, desafios com os quais todos conseguem se identificar de certa maneira“, aponta Maryanne Linz, tradutora da edição da José Olympio.

Jô, vista por muitos como um alter ego de Louisa May Alcott, é o avanço em pessoa para aquele final de século 19: escreve para um jornal, não quer casar ou ter filhos, corta os longos cabelos para doar o dinheiro da venda aos necessitados e passa longe das convenções sociais. Louisa foi enfermeira durante a guerra civil dos Estados Unidos e evitou o casamento o quanto pôde. Filha de um educador intelectual cujo círculo de amizades incluía os autores e pensadores Henry David Thoreau, Nathaniel Hawthorne e Ralph Waldo Emerson, cresceu rodeada por ideias nada convencionais para a época. Mulherzinhas foi um sucesso quando publicado e estimulou a autora a escrever uma sequência, publicada originalmente como Good wives.

Boa parte das edições brasileiras trazem os dois volumes, ambos sob o título de Mulherzinhas. Julia Romeu, tradutora da edição da Penguin, vê na história das irmãs uma lição importante. “Ele (o romance) diz que nós precisamos lidar com as decepções da vida. Tem um capítulo no qual Jo, Meg, Beth, Amy e Laurie dizem quais são os seus castelos no ar. Nenhum deles consegue exatamente o que quer, mas eles aprendem a ser felizes com o que têm”, repara.

Para Julia, o maior desafio da tradução do romance consistiu em escolher cuidadosamente o vocabulário. Como o livro data do fim do século 19, não poderia ser moderno demais. “Tinha de ser equilibrado com o fato de que as meninas falam de maneira muito natural, nada empolada. Jô até é criticada pelas irmãs por usar várias gírias. O desafio foi encontrar esse equilíbrio”, explica. Maryanne Linz conta que encontrar o tom certo para um clássico responsável por arrebatar milhões de leitores pelo mundo foi bastante difícil. Todo trabalho de tradução, ela lembra, exige adequação ao tom do texto original e ao público ao qual se destina. “Mas, num clássico como esse é preciso ainda mais cuidado para que o original seja respeitado”, garante. O “desconfiômetro” do tradutor, ela diz, precisa estar afiado e pronto para a pesquisa porque, às vezes, ele vai se deparar com costumes, comportamentos e até mesmo objetos que sequer existem mais.

A escritora Carina Rissi, autora da série Perdida e sucesso entre adolescentes, descobriu o romance depois de assistir ao filme com Winona Ryder, nos anos 1990. Do filme, foi para o livro. “O grande brilho do livro é que é uma história atemporal. O mundo evoluiu tanto, mas, em certos aspectos, pelo menos na luta feminina, a gente parece patinar nas mesmas dificuldades. E acho tão lindo essa briga da Jô de querer ser escritora: uma mulher que tenta seguir um caminho diferente sempre encontra dificuldade. Acho muito legal isso de serem quatro mulheres com personalidades distintas. Não existe uma maneira certa de ser mulher”, diz a escritora, que assina a orelha do livro da edição da José Olympio.

O que há de tão atraente no romance?
Os personagens são muito reais, o que faz com que a gente consiga se identificar com eles. Além disso, é um livro que consegue fazer rir, fazer chorar e fazer refletir, ora sendo leve, ora profundo. Isso é muito raro e muito especial.

O que ainda é atual em Mulherzinhas para atrair os leitores no século 21?
O livro fala sobre o processo de amadurecimento de quatro meninas (e de um menino também, pois Laurie é um personagem quase tão importante quanto as irmãs). Esse amadurecimento envolve aprender a admitir erros, a lutar contra vícios, a fazer sacrifícios. Isso faz parte da vida de todo mundo e acho que nunca vai deixar de ser um tema relevante.

O que mais te chamou a atenção na maneira como Louisa May Alcott desenvolve a narrativa?
Acho que há uma diferença entre a primeira e a segunda partes do livro. Na primeira, os capítulos existem de maneira mais independente uns dos outros, com cada um relatando um episódio na vida das irmãs. Na segunda, os capítulos formam um todo mais coeso que desenvolve o tema do amadurecimento. Embora a segunda parte deixe uma impressão profunda, eu acho a primeira mais cativante, talvez por ser mais leve e ter tantas cenas memoráveis.

Os livros físicos e digitais mais vendidos pela Amazon no Brasil

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Kindle: leitor de livros digitais da Amazon tem diferentes versões à venda no Brasil (Gustavo Marcozzi/Site EXAME)

 

Títulos de autoajuda e clássicos da literatura aparecem entre os mais populares desde 2014

Lucas Agrela, na Exame

São Paulo – A gigante americana Amazon divulgou uma lista inédita de livros físicos e digitais mais vendidos no Brasil desde 2014, quando a empresa iniciou a operação de venda de produtos físicos no país. EXAME obteve acesso aos dados antecipadamente.

As duas listas apresentam resultados diferentes, apesar de terem alguns pontos de convergência, como o livro de desenvolvimento pessoal de Mark Manson – que está entre os dez mais vendidos também nos Estados Unidos.

O clássico de autoajuda de Dale Carnegie “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, foi o recordista de vendas em livros digitais no mercado brasileiro. Esses e-books podem ser comprados e lidos tanto no aplicativo oficial do Kindle, disponível para smartphones Android e iPhones, quanto em leitores digitais da série Kindle, à venda no mercado brasileiro. O título também aparece entre os livros físicos mais vendidos.

Book Friday, da Black Friday da Amazon

A Amazon fará sua própria Black Friday no próximo final de semana. A empresa americana oferecerá descontos de até 80% em livros digitais e físicos. O período do evento chamado pela empresa de “Book Friday” é das 18h de 29 de agosto a 23h59 de 1º de setembro. A Amazon também oferecerá preço promocional para o seu “Netflix de livros digitais”, o Kindle Unlimited. A contratação do serviço por novos clientes custará 1,99 nos primeiros três meses – depois, o preço sobe para 19 reais.

A data pode ajudar a aumentar as vendas de livros digitais no Brasil. O faturamento do mercado de livros digitais, também chamados de e-books, tem aumentado nos últimos anos. Ele passará de 13,1 bilhões de dólares em 2018 para 15,2 bilhões de dólares globalmente até 2023, de acordo com dados da consultoria de mercado americana Statista, complicados em julho deste ano. A mesma previsão estima que o número de leitores de livros digitais também continuará a crescer nesse período de cinco anos, indo de 892,1 milhões para 1,1 trilhão. A receita dos livros digitais é maior nos Estados Unidos, seguido de Japão, China, Reino Unido e Coreia do Sul. A penetração de livros digitais no Brasil ainda é baixa se comparada à dos Estados Unidos. São apenas 11,9% contra 25,1%.

Confira a seguir quais foram os 10 livros físicos mais vendidos na história da Amazon.com.br.

A Sutil Arte de Ligar o F*da-Se, por Mark Manson
O milagre da manhã, por Hal Elrod, David Osborn e Honorée Corder
Os segredos da mente milionária, por T. Harv Eker
Do Mil ao Milhão. Sem Cortar o Cafezinho, por Thiago Nigro
Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, por Yuval Noah Harari
O poder do hábito, por Charles Duhigg
Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, por Dale Carnegie
Mindset, por Carol S. Dweck
O conto da aia, por Margaret Atwood
Me Poupe!, por Nathalia Arcuri

Os 10 e-books mais vendidos no da Amazon desde 2014 são:

Como fazer amigos e influenciar pessoas, por Dale Carnegie
SCRUM: A arte de fazer o dobro de trabalho na metade do tempo, por Jeff Sutherland
A história do mundo para quem tem pressa, por Emma Marriott
Laranja mecânica, por Anthony Burgess
A Sutil Arte de Ligar o F*da-Se, por Mark Manson
A Segunda Guerra Mundial, por Martin Gilbert
O Pequeno Príncipe, por Antoine de Saint-Exupéry
O poder do hábito, por Charles Duhigg
Os melhores contos de H.P. Lovecraft, por H. P. Lovecraft
A filosofia explica grandes questões da humanidade, por Clóvis Barros de Filho e Júlio Pompeu

31% dos brasileiros não leem livros, aponta pesquisa

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Levantamento analisou hábitos de compra do brasileiro

Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

De acordo com pesquisa feita pela empresa Picodi, que analisa os hábitos de compra dos brasileiros, 31% da população não lê livros. A porcentagem representa as pessoas que não possuem o hábito de leitura ou que não se interessam por livros no geral. O levantamento foi feito com base em entrevista com 7.800 respondentes.

Outros dados relacionados ao hábito de leitura e o mercado editorial foram divulgados:

* 58% dos livros vendidos são comprados em livrarias físicas
* 28% dos leitores baixam livros em sites pirata
* A recomendação de um livro feita por amigos do leitor é o fator decisivo na hora da compra
* 38% dos leitores só compra livros uma vez ao ano; 6% compram livros uma vez por semana
* Audiobooks representam apenas 1% das vendas de livros; e-books representam 15%
* 14% dos leitores acha o preço dos livros excessivo

O Brasil é o oitavo país que mais compra livros no mundo (a porcentagem de livros lidos não foi divulgada), com a Turquia liderando o ranking. A pesquisa completa pode ser lida neste link.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura, feita em 2016, a média é de 4,9 livros ao ano, sendo que, por aqui, 44% da população brasileira não lê, e 30% nunca compraram um livro. Dentro desse número, apenas 2,43 obras são lidas integralmente.

Rede mineira Leitura faz propostas por cinco lojas fechadas pela Saraiva

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Publicado na IstoÉ

A corrida pela reacomodação do mercado de livrarias, após a líder de mercado fechar 20 de suas lojas, já começou: a livraria Leitura, hoje a segunda maior rede do País, fez propostas para tentar assumir cinco dos pontos de venda que a rival Saraiva fechou nas últimas semanas. Algumas dessas unidades ficam na capital paulista, onde a mineira, forte fora do eixo Rio-São Paulo, tem presença discreta. De acordo com o presidente da Leitura, Marcus Teles, é possível que duas ou três das ofertas realizadas resultem na mudança da bandeira Saraiva para a Leitura.

Nas últimas semanas, o Estado conversou com diversas editoras de livros sobre a situação do setor, e executivos apontaram a Leitura como a principal candidata a compensar parte do baque que o mercado de livros sentirá com as dificuldades enfrentadas pela Saraiva. Com dívida de R$ 485 milhões, a líder do setor está com pagamentos atrasados com as editoras e tenta um novo acordo para evitar a recuperação judicial, caminho já traçado por outro peso pesado do mercado, a paulistana Cultura.

Assim como as editoras, o presidente da Leitura afirma que a crise enfrentada por grandes livrarias está menos ligada ao produto em si e mais a questões específicas da administração das empresas. Segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), as vendas de livros acumulam expansão de 3,65% em volume e de 5,37% em valor de janeiro a outubro de 2018, na comparação com o mesmo período de 2017. Entre os caminhos seguidos pelas rivais que Teles afirma querer evitar estão a forte aposta nas vendas pela internet – setor no qual, segundo ele, as margens costumam ser negativas – e a abertura nas “megastores”.

Sem bater de frente com as concorrentes ao escolher abrir mercados em capitais pouco servidas por livrarias – como Teresina, João Pessoa e Porto Velho – e em cidades do interior, como Mogi das Cruzes (SP), a rede mineira cresce se desviando de dívidas e com olhos atentos à rentabilidade. “Se uma loja dá prejuízo por mais de dois anos, nós a fechamos”, explica Teles. Uma das “vítimas” desse pragmatismo foi a unidade que a Leitura chegou a abrir na Avenida Paulista.

A “tradição” de encerrar pontos deficitários deverá ser mantida em 2019, quando a Leitura pretende abrir sete lojas – incluindo as conversões da Saraiva -, mas deverá encerrar duas. Desta forma, a Leitura deverá fechar 2019 com 75 unidades, número próximo às 84 que a Saraiva tem hoje. Depois de alguns anos de retração, o empresário diz que a rede voltou a crescer em 2018 – cerca de 8% no acumulado do ano – e prevê uma alta maior, de aproximadamente 10%, no ano que vem. A empresa não revela faturamento, mas o Estado apurou que a receita está próxima da marca de R$ 480 milhões.

Liderança

Com duas das principais rivais em crise, a Leitura pretende manter o ritmo de crescimento para, dentro de três ou quatro anos, ser a livraria líder em varejo físico no País. Para ganhar espaço, a empresa está buscando oportunidades em espaços ignorados pelas grandes redes. Em São Paulo, está assumindo pontos de venda nos terminais rodoviários Tietê e Barra Funda, por exemplo. A ideia é manter os gastos com aluguel sob controle, com lojas que variem entre 300 e 500 metros quadrados.

Embora persiga a liderança no varejo físico de livros, Teles diz que não está interessado em fazer o mesmo movimento no e-commerce. Ausente das vendas pela web desde 2014 – após encerrar uma operação que perdurou por 16 anos -, ele prepara o retorno da Leitura ao meio virtual para 2019, mas sem grandes ambições. O presidente da Leitura pretende aproveitar os ativos que já tem, usando as lojas físicas como eixos de distribuição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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