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Crianças são suspeitas de envenenar professora na BA

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Meninos de 7 e 8 anos teriam dado biscoito com chumbinho à vítima, que sobreviveu

Educandário da rede particular fica em Mata Escura (Foto: Lúcio Távora | Ag. A TARDE | 04.11.2014)

Educandário da rede particular fica em Mata Escura (Foto: Lúcio Távora | Ag. A TARDE | 04.11.2014)

Andrezza Moura, em O Globo

Três meninos de 7 e 8 anos, alunos do 2º ano do ensino fundamental de uma escola privada na periferia de Salvador, são suspeitos de envenenar a própria professora. Eles deram a Ednalva Souza, do Educandário Santana Amorim, na Mata Escura, biscoitos recheados com “chumbinho”, um poderoso veneno usado contra ratos.

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a professora foi internada depois de se sentir mal. Mas, como a dose foi considerada pequena, ela passou por uma lavagem estomacal e acabou liberada no mesmo dia.

Um aposentado avô de três colegas dos meninos que teriam dado o biscoito à professora disse que os pais das demais crianças da turma estão assustados. Alguns cogitam tirar os filhos da escola.

— Os pais e as mães estão de cabeça quente, não sabem se tiram ou não as crianças — afirma o idoso, que pediu para não ter o nome revelado.

O proprietário da escola, identificado por funcionários apenas como Arlindo, não foi encontrado para comentar o caso. Até a tarde de ontem, agentes da Delegacia de Tancredo Neves, bairro vizinho, não haviam registrado o incidente.

Escola atingida por veneno agrícola é depredada, em Rio Verde, GO

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Unidade teve o portão arrancado e seis salas de aulas destruídas.
Vândalos deixaram recado no quadro: ‘Protesto veneno’.

Publicado por G1

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Uma das salas de aula destruídas por vândalos, em Rio Verde (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A escola rural do Assentamento Pontal dos Buritis foi depredada na noite deste domingo (30). O local, a 115 quilômetros de Rio Verde, região sudoeste de Goiás, teve seis salas de aula destruídas. Os vândalos jogaram pedras em vidraças, quebraram prateleiras, bebedouro e ar-condicionado, arrancaram um portão e ainda deixaram um recado no quadro-negro de uma sala: “Protesto veneno”. Alunos da unidade foram atingidos por agrotóxico despejado de um avião agrícola no último dia 3 de maio.

O agricultor Eraldo Silva Santos, que mora perto da escola, afirma que não viu os suspeitos. “Eu até ouvi um barulho à noite, levantei e acendi a luz de casa, mas as pessoas devem ter corrido”, acredita.

Mãe de uma estudante, Maria Divina Faria conta que um filho já estudou na unidade e que foi para faculdade. “Eu batalho para minha outra filha ir também para a faculdade e aí você vê uma tristeza dessa. Dá vontade até de chorar”, desabafa.

O diretor da escola, Hugo Alves dos Santos, disse que a polícia já foi até o local e investiga o caso. Os prejuízos ainda não foram contabilizados, mas o colégio passará por uma reforma. Caso a obra não seja finalizada até o final das férias do mês de julho, 250 alunos terão de ser transferidos para outra unidade, também na zona rural.

O prédio não possui câmeras de segurança. A delegada titular do 1º Distrito Policial, Jaqueline Camargo Machado Queiroz, disse ao G1 que os suspeitos do crime ainda não foram identificados. “Acreditamos que sejam alunos. Parece que acontecia uma festa próxima e pode ser que estudantes foram até a escola para praticar vandalismo”. Ela acrescenta que não se sabe quantos eram, mas que a perícia coleta digitais para identificação.

A unidade foi atingida por agrotóxicos na manhã do dia 3 de maio, quando uma aeronave despejou o veneno em uma lavoura próximo à escola. No momento em que o agrotóxico foi despejado, 122 alunos estavam no estudando e dezenas foram intoxicadas. Na ocasião, foi constatado que o inseticida utilizado não poderia ser usado em aviões, mas apenas aplicado via terrestre.

Sobre livros bons e livros ruins

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Publicado por Sostenes Lima

Segundo Schopenhauer, “livros ruins [..] roubam tempo, dinheiro e atenção do público, coisas que pertencem por direito aos bons livros e aos seus objetivos. […] Eles [os livros ruins] não são apenas inúteis, mas realmente prejudiciais. […] São veneno intelectual capaz de fazer definhar o espírito”[1].

Para mim, não há livro bom ou livro ruim. Há livros que se adequam aos interesses dos variados tipos de leitores. Penso que todo leitor é suficientemente capaz de escolher os livros que lhe interessam, sem ser tutelado por uma suposta elite intelectual. Se o leitor escolhe ler Augusto Cury, que seja Augusto Cury; se Freud, que seja Freud; Se Kant, que seja Kant; se Paulo Coelho, que seja Paulo Coelho; se Carpinejar, que seja Carpinejar; se Machado de Assis, que seja Machado de Assis; se Tolstoi, que seja Tolstoi; se Dalai Lama, que seja Dalai Lama; etc. etc. etc.

Penso que estabelecer que um livro é inerentemente bom – porque foi aclamado pela crítica literária, sendo considerado digno de pertencer ao canon, ou porque é aclamado pelo corporativismo acadêmico – não passa de elitismo, uma forma de controle ideológico. Quem estabeleceu que “tempo, dinheiro e atenção do público” são um direito dos “livros bons”? Sob que parâmetro, senão uma medida ideológica, um livro é considerado “bom” e outro “ruim”?

PS. Para ser menos contraditório, deixo claro que o meu posicionamento também resulta de uma medida ideológica, evidentemente.

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[1] Schopenhauer, A. A arte de escrever. Porto Alegre: LP& M, 2007. p. 131, 133.

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