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Sem patrocínio, começa no Rio o 19º Salão do Livro Infantil e Juvenil

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Crianças visitam o Salão do Livro Infantil e Juvenil em edição passada - Divulgação

Crianças visitam o Salão do Livro Infantil e Juvenil em edição passada – Divulgação

Publicado na IstoÉ

Começou ontem (21), exclusivamente para professores, o 19º Salão do Livro Infantil e Juvenil, promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro. A partir de amanhã (22), o evento estará aberto para escolas e o público em geral.

“O salão está cinco vezes menor; a gente está sem patrocínio”, lamentou, em entrevista à Agência Brasil a secretária-geral da fundação, Beth Serra. Em vez de 12 dias de duração, como aconteceu nas edições anteriores, o Salão 2017 foi reduzido para oito dias, estendendo-se até 28 deste mês. “Mas a gente conseguiu, pelo menos, manter a sequência”.

Em 2018, o Salão do Livro Infantil e Juvenil completará 20 anos de existência. “Eu costumo dizer que 2016 foi o salão da resistência. Este ano, é o salão da perseverança, da teimosia”, sublinhou Beth. Ela acredita, porém, que o Salão voltará ao tamanho anterior, conseguindo novos patrocínios. “Acredito que tem uma luz no fim do túnel para que as coisas sejam diferentes no ano que vem. A gente não perde a esperança”.

Verba para livros

Apoios tradicionais do passado, como da Petrobras; do Departamento do Livro, da Leitura e da Biblioteca, do Ministério da Cultura; e da Secretaria Municipal de Cultura do Rio não tiveram continuidade este ano. O que garantiu a realização do evento foi a manutenção, pela prefeitura carioca, da verba para os professores adquirirem livros no evento, informou Beth Serra.

“Isso já é uma tradição quase do início do salão, criada na gestão do prefeito Cesar Maia, que se mantém ao longo dos anos. Os secretários de Educação mantêm isso, o que motiva os editores a estarem presentes, porque tem a verba garantida para compra dos livros”, explicou. Nesta edição, participam 37 editoras.

Professores de mais de 1.500 escolas vão comprar livros no salão. Beth salientou que isso faz parte do projeto de leitura e de educação do município. A verba dada pela prefeitura soma cerca de R$ 960 mil, à média de R$ 600 por escola, e se destina exclusivamente à aquisição de literatura infantil. Segundo Beth, esses recursos são muito importantes, porque o Programa Nacional da Biblioteca na Escola, do Ministério da Educação, que era fundamental para a formação de leitores jovens, foi interrompido em 2015.

A expectativa é que 5 mil crianças da rede municipal de ensino visitarão o salão, que receberá também estudantes de escolas particulares e de organizações não governamentais (ONGs) que trabalham com leitura e literatura. No espaço ocupado nesta edição do evento cabem 700 pessoas por turno (manhã e tarde).

Seminário

Em paralelo ao Salão do Livro Infantil e Juvenil, será realizado nos dias 26 e 27 próximos o 19º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, cujo tema central é o Prêmio FNLIJ: Seleção 2017. O seminário é voltado para educadores, que têm a oportunidade de conhecer os vários livros premiados pela entidade, recomendados para constar de bibliotecas das escolas para leitura de professores, alunos e suas famílias. Foi mantido também este ano o encontro de escritores infantis e juvenis indígenas.

Beth Serra destacou que, durante o evento, também haverá encontros paralelos, “que são uma coisa que a gente foi criando e ganharam corpo, mas têm uma demanda grande”. Esses encontros paralelos são abertos ao público, mas limitados ao número de vagas. Não é necessário fazer inscrição prévia. Cada mesa de debate dura em média uma hora, com temas ligados à leitura, literatura, biblioteca. Ao todo, serão 20 encontros paralelos.

O Salão do Livro Infantil e Juvenil ficará aberto de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h, e no sábado (24) e domingo (25), das 10h às 18h. O ingresso custa R$ 12,00, com meia entrada para menores de idade, estudantes, idosos e portadores de deficiência. Os agendamentos de visitação escolar e outras informações podem ser feitos nos telefones (21) 2262-9130 / 2262-9840 ou (21) 986047175 (mensagem de Whatsapp) ou pelos e-mails [email protected] e [email protected]

Escola de Curitiba transforma área abandonada em ‘Bosque da Leitura’

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Professores revitalizam terreno de 76 metros quadrados pendurando livros em árvores para beneficiar de 550 alunos

Espaço foi montado com ajuda de verba reunida em festa junina Arquivo Pessoal

Espaço foi montado com ajuda de verba reunida em festa junina Arquivo Pessoal

Eduardo Vanini em O Globo

RIO – Uma pessegueira e um pé de café estão gerando livros numa escola municipal de Curitiba. O inusitado fato começou a acontecer depois que a direção da Escola Municipal Ayrton Senna da Silva transformou uma área inutilizada de 76 metros quadrados no Bosque da Leitura. Agora, os alunos chegam ao local e “colhem” obras da literatura infanto-juvenil que são penduradas nas árvores pelos professores.

O espaço foi inaugurado na semana passada e conta com mesas e bancos de madeiras. Os livros ficam presos aos galhos por fios de náilon e os estudantes ficam à vontade para manuseá-los.

– Os alunos já estavam acostumados a ir até a biblioteca e sentar à mesa para ler um livro. Mas agora é diferente. Quando chegam ao local, eles se encantam com a ideia de colher um livro e ficam ainda mais curiosos para ler as obras. Assim que acabam, colocam de volta e pegam outro exemplar – conta a vice-diretora da escola, Greyce Serena.

A ideia é que o bosque seja usado também para atividades como rodas de leitura, leituras dramatizadas e até piquenique. A cada 15 dias, todas as turmas terão meia-hora dedicadas ao Bosque da Leitura e, às quartas-feiras, o local fica aberto a toda a escola, que atende a 550 alunos do ensino fundamental e conta com um acervo de sete mil livros.

– O espaço que ocupamos já havia sido usado como horta. Mas fazia tempo que os professores não realizavam atividades ali. Então, começamos a discutir como poderia ser aproveitado. Como fica perto do estacionamento, alguns professores chegaram a sugerir que a área fosse usada para expandir o espaço destinado aos carros, mas queríamos que fosse algo para aos alunos – relata Greyce.

E assim foi feito. Uma paisagista chegou a ser chamada para desenvolver o projeto que, no final das contas, ficou orçado em R$ 7 mil. Mas, com negociações e adaptações, a escola conseguiu chegar ao custo de R$ 5 mil, bancados, na maior parte, com a verba arrecada na última festa junina da escola, que tem 550 alunos do ensino fundamental.

Manifestantes escorregam no português em cartazes de protesto pelo Brasil

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Nas últimas semanas, manifestantes de todo o país saíram às ruas com cartazes e pedidos de mudança. Alguns pecaram no português (de propósito ou não): esqueceram crases, não conferiram a grafia correta de algumas palavras ou erraram a concordância. Os amigos se prepararam para a manifestação, mas esqueceram de consultar o dicionário antes de sair para a rua. Veja a seguir os erros (ou sátiras) e as suas devidas correções (Arte/UOL)

(Arte/UOL)

Publicado por UOL

Nas últimas semanas, manifestantes de todo o país saíram às ruas com cartazes e pedidos de mudança. Alguns pecaram no português (de propósito ou não): esqueceram crases, não conferiram a grafia correta de algumas palavras ou erraram a concordância. Os amigos se prepararam para a manifestação, mas esqueceram de consultar o dicionário antes de sair para a rua.

Veja a seguir os erros (ou sátiras) e as suas devidas correções.

Você Manda/Gledystone Samuel Lima Ferreira

Você Manda/Gledystone Samuel Lima Ferreira

Na foto, os dois cartazes possuem erros: “investi” e “agente”. No primeiro, deveria ser: “Ela investe em bola e corrupção”. No texto da direta, o correto seria “Feliciano, a gente não te esqueceu”.

Tony Admond/Vc Manda

Tony Admond/Vc Manda

Na foto acima, o autor do cartaz deixou de usar a crase antes de PEC (Proposta de Emenda à Constituição). O correto seria “Diga não à PEC”.

Gero/Futura Press

Gero/Futura Press

Nesta foto, o manifestante criticou a verba destinada aos estádios da Copa do Mundo, mas pecou na concordância verbal. O correto seria: “Não se fazem hospitais com Copa do Mundo”.

Raul Golinelli/Futura Press

Raul Golinelli/Futura Press

No cartaz, o manifestante errou a concordância verbal. O correto seria usar o verbo “acordar” no plural. “Foram os disparos em São Paulo que acordaram o povo em todo o Brasil”.

ERBS JR./Frame/Estadão Conteúdo

ERBS JR./Frame/Estadão Conteúdo

Nesta foto, a ideia era criticar a educação brasileira com um cartaz cheio de erros de português. Se o objetivo fosse escrever corretamente, seria melhor da seguinte forma: “Nós viemos protestar por uma educação melhor”.

AgNews

AgNews

Enquanto alguns manifestantes esqueceram de colocar a crase, aqui o erro foi usá-la antes de uma palavra masculina. O certo seria: “O governo deve estar a serviço das necessidades do povo”.

Luiz Claudio Barbosa/Futura Press

Luiz Claudio Barbosa/Futura Press

No cartaz, o manifestante erra ao esquecer do “R” em “abaixar” e ao escrever “agente” (segundo o dicionário, “uma pessoa encarregada da direção de uma agência”). O correto seria a gente (separado), no sentido de uma multidão de pessoas.

Você manda/Alan Collet

Você manda/Alan Collet

Ao questionar as condições do transporte público, a manifestante escorregou no português. O correto seria usar “por que” (separado), já que se trata de uma pergunta: “Se é perigoso ficar sem cinto no carro, por que temos que andar em pé no ônibus?”.

Reprodução/Instagram @kmoraes_

Reprodução/Instagram @kmoraes_

Aqui, o pecado da faixa foi a concordância. O autor deveria usar “doentes”, “desabrigados” e “vão” (no plural), já que o texto se refere ao prefeito e ao governador do Rio de Janeiro.

Uarlen Valerio/O Tempo/Futura Press

Uarlen Valerio/O Tempo/Futura Press

Durante os protestos, o dono de um bar localizado na praça Sete, em Belo Horizonte, colou um cartaz informando a cobrança de taxas para a permanência no local. O texto, porém, tem um grave erro de português: o correto é “imprensa” e não “imprença”.

Reprodução/Instagram @barbarakremer

Reprodução/Instagram @barbarakremer

No cartaz acima, o autor trocou o “mas” pelo “mais”. O correto seria da seguinte maneira: “Esse protesto não é contra a seleção, mas sim contra a corrupção”

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Dario Oliveira/Futura Press

Na foto, os manifestantes fizeram confusão entre câmera e câmara. Na faixa, o correto seria “fim do voto secreto na Câmara e no Senado”.

Até 2022, Brasil terá que alfabetizar todas as crianças de até oito anos

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Dilma sancionou medida que torna meta obrigatória

Ministério da Educação Taxa de analfabetismo até os oito anos tem média de 15% no Brasil, mas pode chegar a 35% (Alagoas)

Ministério da Educação
Taxa de analfabetismo até os oito anos tem média de 15% no Brasil, mas pode chegar a 35% (Alagoas)

Felippe Constancio, no R7

A presidente Dilma Rousseff aprovou a MP (Medida Provisória) que cria o Pnaic (Pacto Nacional para a Alfabetização na Idade Certa) — conjunto de ações da União, dos Estados e dos municípios para garantir a alfabetização dos alunos da rede pública até os oito anos até 2022 — de acordo com a Secretaria de Relações Institucionais nesta sexta-feira (26).

Agora, o País tem oficialmente a missão de erradicar o analfabetismo em português e matemática até o 3º ano do ensino fundamental, cuja taxa atual é de 15%, de acordo com o MEC (Ministério da Educação) — veja quadro por região.

Mas tanto o apoio técnico quanto o financeiro já começaram. O MEC vem usando parte do R$ 1,1 bilhão que tem reservado para 2013 previsto no projeto de Lei Orçamentária Anual para cumprir o objetivo.

No repasse da União aos Estados e Municípios em 2013, o investimento previsto é de R$ 2.427,30 por aluno da creche ou pré-escola integral; R$ 1.867,15 por aluno de pré-escola parcial; e R$ 1.493,72 por aluno de creche, segundo informações do Diário Oficial publicadas nesta sexta-feira.

Para 2014, a previsão é de mais de R$ 3 bilhões nos gastos totais voltados ao projeto.

Há duas fontes de dinheiro voltadas à implementação do projeto: à formação continuada dos professores alfabetizadores será usada a verba oriunda do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), enquanto a manutenção e construção de escolas e os prêmios de reconhecimento dos resultados alcançados virão do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola).

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o MEC estuda dar R$ 500 milhões como prêmio às escolas e educadores que baterem a meta de ensino.

A MP também estabelece o INDEP (Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação e Pesquisa) como fonte de dinheiro, dependendo da disponibilidade de orçamento.

De olho nas metas

Para a gerente de projetos do movimento Todos Pela Educação, Andrea Bergamaschi, o Brasil pode ter sucesso no objetivo de alfabetizar aos oito anos se ao menos dois pontos forem implementados corretamente nesta etapa de ensino.

— O desafio do professor é maior quando a criança não passou pela pré-escola, pois ela ainda não teve contato com o ambiente escolar e não desenvolveu determinadas habilidades cognitivas. À medida que a gente universaliza a pré-escola, as chances das crianças estarem alfabetizadas no tempo proposto são maiores.

Outro fato importante, segundo ela, é a avaliação.

— Com ela, o professor sabe se o aluno consolidou as habilidades de leitura, de escrita e de matemática.

O ano de 2022 foi colocado como meta porque marca o bicentenário da independência do Brasil.

Avaliação

Ainda não há uma avaliação pronta para estimar o grau de aprendizagem das crianças até os oito anos no Brasil. Para esta faixa de idade, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) vai desenvolver um método de avaliação.

Bergamaschi, que participou das primeiras avaliações amostrais voltadas à faixa de idade, explica que a prova a ser elaborada pelo governo por dois caminhos.

— Ou ele vai montar outra prova, ou ele vai adaptar a escala de expectativas de alcance de habilidades da Prova Brasil que é aplicada a alunos do quinto e nono anos do ensino fundamental.

Polêmica

A proposta criada há mais de cinco meses no Congresso gerou polêmica desde o início de sua tramitação, em novembro de 2012.

Ao discutir a proposta, parte do Legislativo entendia que a meta de alfabetização deveria ser de seis anos. Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), por exemplo, a meta de alfabetização é tímida, bem como seu tempo de implementação, pois uma criança nascida hoje corre o risco de ficar de fora do pacto.

Na votação em plenário que aprovou a MP, em 26 de março, a emenda defendida por senadores de oposição que estabelecia a idade de seis anos foi reprovada porque o pacto deveria considerar a desigualdades regionais do País, segundo o governo. Ele também admitiu que não conseguiria alcançar uma meta mais ambiciosa.

Por outro lado, o líder do governo no Congresso e também relator da proposta, José Pimentel (PT), pondera que a meta pode baixar para seis anos futuramente, ao ser incluída no PNE (Plano Nacional de Educação), proposta que tramita no Senado e estabelece outras 20 metas pelos próximos dez anos.

Com poder e verba, Biblioteca Nacional é criticada por descuidar de acervo

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Daniel Marenco/Folhapress
Coleção no setor de periódicos da Biblioteca Nacional
Coleção no setor de periódicos da Biblioteca Nacional

Matheus Magenta e Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Na última terça-feira, quando uma grade de 1,25 m x 0,55 m despencou de oito metros de altura dentro da sede da Biblioteca Nacional, no Rio, o presidente da instituição, Galeno Amorim, estava em reuniões em Brasília.

Ele continuava lá no dia seguinte, quando funcionários fizeram, na frente do centenário prédio carioca, o segundo protesto do ano pelas más condições do lugar -que atingiu alto nível de degradação neste ano, com infiltrações e problemas elétricos.

Desde que assumiu a Fundação Biblioteca Nacional, em 2011, o paulista Galeno Amorim, 50, tem dividido seus dias entre atribuições na sede da instituição e uma série de viagens a trabalho, inclusive a outros países.

A rotina, que difere da que seus antecessores tiveram no cargo, decorre da transferência – iniciada em 2011 e concretizada em abril deste ano- de todas as políticas públicas de livro, leitura e literatura do país para a instituição.

A instituição acumulou funções como modernizar bibliotecas, internacionalizar a literatura brasileira e formar agentes de leitura, além do já enorme trabalho de preservar a memória do país.

Com isso, a gestão de Galeno passou a ser criticada por descuidar do básico: a biblioteca e seu acervo.

Ao mesmo tempo, projetos anunciados com alarde, como o Programa do Livro Popular, nem saíram do papel.

O apoio à cadeia produtora do livro e a internacionalização da literatura brasileira, outras marcas da atual administração, são elogiados pelo mercado e por autores, mas servem de munição adicional aos críticos do que seria descaso com a biblioteca.

ACÚMULO

Em novembro, dois meses após assumir o Ministério da Cultura, Marta Suplicy contestou, em entrevista à Folha, a ampliação das atribuições da FBN, tema que divide especialistas em políticas públicas.

Questionada se a FBN é a instância mais adequada para cuidar das políticas de livro e leitura, disse: “Não é. Não acho [que seja]. Estou estudando por que foi feito desse jeito e como seria se a política do livro voltasse para Brasília. Não decidi ainda, mas estou reavaliando”.

Galeno Amorim diz ter “posições rigorosamente parecidas” com a de Marta. “A junção dessas áreas na FBN fortaleceu as políticas de livro e leitura. Mas acredito que seja importante uma instituição para cada uma das coisas.”

Segundo ele, ainda estão sendo formadas condições para a criação do Instituto do Livro, que seria voltado especificamente a essas políticas. “A meta é mostrar resultados. Cabe à ministra avaliar se o momento é oportuno.”

Colaborou MARCO AURÉLIO CANÔNICO, do Rio

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