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Posts tagged Verdade

Com Greg Kinnear, drama “O Céu é de Verdade” adapta best-seller religioso

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Filme é baseado em relato de garoto norte-americano que deixe ter passado por “experiência de quase-morte”

Publicado por Último Segundo

Os números comprovam: o mercado gospel é um dos que mais crescem em todo mundo. De olho neste filão, chega às telas “O Céu é de Verdade” (2014), produção com elenco e equipe técnica renomados em Hollywood e estrutura narrativa dos modestos filmes cristãos.

O longa de Randall Wallace – roteirista de “Coração Valente” (1995) e diretor de “O Homem da Máscara de Ferro” (1998) – baseia-se no relato do garoto norte-americano Colton Burpo, que disse ter ido ao céu após uma experiência de quase-morte aos quatro anos de idade.

Divulgação - Imagem do filme 'O Céu é de Verdade'

Divulgação – Imagem do filme ‘O Céu é de Verdade’

Transformada em livro pelo seu pai, o pastor Todd Burpo, e Lynn Vincent, a ghost-writer da política conservadora Sarah Palin, a história do menino virou best-seller, com mais de 10 milhões de exemplares vendidos.

A obra cinematográfica começa com uma menina lituana pintando algo – cuja relação com a trama dos Burpos, nos EUA, somente é revelada no final – em um sótão escuro, onde um raio de luz invade o ambiente através de um buraco no telhado, ao som de uma música tocante e inspiradora.

São os sinais de recursos que serão utilizados constantemente no decorrer do filme: a trilha sonora incessante, desnecessária em muitos momentos, e uma fotografia que não só usa os feixes de luz como símbolo de divindade, como destaca o céu em suas composições de enquadramento.

Isso porque o fotógrafo Dean Semler, que ganhou o Oscar com “Dança com Lobos” (1990), junto com o diretor, tenta transformar a cidade de Imperial, no Nebraska – que, na realidade, é a canadense Manitoba, que serviu de locação para a produção –, em um Paraíso na Terra, com planos gerais dos campos locais e seus horizontes.

É lá que vive Todd (Greg Kinnear), que além de pastor da Crossroads Wesleyan Church, é bombeiro voluntário do lugarejo, treinador de luta livre na escola local e instalador de portas de garagem.

Assim é apresentado o bom caráter do protagonista, que se desdobra, mesmo tendo várias contas a pagar, situação agravada quando fica impossibilitado de trabalhar ao quebrar a perna jogando softbol e sofrer com uma crise de pedras renais.

Divulgação - Imagem do filme 'O Céu é de Verdade'

Divulgação – Imagem do filme ‘O Céu é de Verdade’

No entanto, fora as amostras desse esforço no início e uns boletos jogados na mesa, não parece que ele está realmente passando pelas graves dificuldades financeiras de que fala com sua esposa, Sonja (Kelly Reilly), já que consegue até fazer uma viagem com a família de mais de 300 quilômetros para Denver, com a intenção de espairecer.

Na volta do passeio, seus dois filhos sofrem com os efeitos de uma virose. Mas enquanto Cassie (Lane Styles) logo se recupera, o pequeno Colton (Connor Corum) ainda padece até descobrirem que se trata de uma apendicite grave.

O menino é submetido a uma cirurgia de emergência, que preocupa muito seus pais e todos os conhecidos da igreja, mas, de repente, ele já está acordado e fazendo pedidos.

Subtende-se que o procedimento médico foi um sucesso. Logo, vê-se também que o foco da história é outro, quando o garoto começa a contar ao pai o que viu enquanto era operado: quando ele saiu do próprio corpo, assistiu à aflição de seus progenitores e, acompanhado de Jesus Cristo, visitou o céu, onde encontrou parentes já falecidos que nunca conheceu.

A partir daí evidencia-se a fragilidade do roteiro, incapaz de construir uma história que realmente convença até alguns cristãos; o que dirá de quem não for. Não que Wallace e seu parceiro de texto, Chris Parker, tivessem que necessariamente persuadir todo o público da existência do Paraíso.

Mas era preciso fazer com que o espectador realmente entendesse o que levou os pais dele, os outros personagens do longa e milhares de leitores a acreditarem na experiência de Colton, com seus relatos sobre Jesus montado em um cavalo “cor de arco-íris”, em um Paraíso onde todos são jovens e outra série de imagens que ele poderia muito bem ter visto antes, consciente ou inconscientemente, já que cresceu em um ambiente religioso.

No entanto, em vez disso, tornam tudo muito caricatural.

Veja o trailer de “O Céu é de Verdade“:

Randall Wallace, que chegou a estudar religião na Universidade de Duke, teria condições de fazer uma obra sobre a fé e as dúvidas que ela inevitavelmente gera no ser humano.

Às vezes, há indícios de que o longa se voltará para esse caminho, seja com os questionamentos que Todd faz a si mesmo ou com a desconfiança dos membros da igreja em relação à decisão do seu pastor, a exemplo de Nancy (Margo Martindale), a amiga um tanto amargurada pelo passado.

Contudo, “O Céu é de Verdade” perde-se em diálogos rasos e logo o receio de toda a assembleia de fiéis facilmente desaparece. Produzido por T. D. Jakes, fundador de uma mega igreja não-confessional norte-americana, a The Potter’s House, o filme ainda introduz uma psicóloga na história como uma espécie de “voz contrária”, mas com um discurso pífio apenas para servir de recurso de convencimento dos espectadores mais céticos.

Não é surpresa que, com este material em mãos, as interpretações fiquem abaixo do potencial do competente elenco.

Thomas Haden Church, por exemplo, interpreta Jay, bom companheiro de Todd, que é um coadjuvante de peso para a trama, mas não é bem desenvolvido na produção. Mesmo distante do seu melhor, Kinnear tem o poder de cativar o público, especialmente quando o roteiro lhe permite isso no discurso final e em sua relação com o filho, vivido pelo carismático e estreante ator mirim Connor Corum.

Além disso, o diretor abusa de “travellings” e “steady-cams” contemplativos, com exceção de raros momentos de tensão com câmera na mão. A maioria dos planos, no entanto, tem estilo mais televisivo, de filmes e séries de TV “para a família”, do que realmente cinematográfico.

No final das contas, “O Céu é de Verdade” não passa de um leve entretenimento, daqueles que se assiste no sofá durante um feriado.

Personagens de Game of Thrones foram simpsonizados… ou revistos na versão Os Simpsons

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Eduardo Moreira, no SpinOff

Os personagens de Game of Thrones foram simpsonizados. Os homens, mulheres, animais e até s[imbolos de casas da história de George R.R. Martin foram transformadas para o mundo de personagens de pele amarela, graças ao trabalho do artista Adrien Noterdraen (ou ADN).

Não é a primeira vez que Adrien transforma personagens populares em personagens dos Simpsons. Na verdade, o seu tumblr Draw the Simpsons tem exatamente esse objetivo: transformar grandes hits da cultura pop em possíveis personagens dos Simpsons.

Abaixo você tem várias imagens da HBO no formato de desenho animado. Fico imaginando as ideias que Matt Groening pode ter ao ver essa página em sua casa, durante as férias. Ou no período de pré-produção da próxima temporada de The Simpsons.

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dica do Fabio Martelozzo Mendes

Quem tem medo dos críticos?

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Daniel Prestes, no Vá ler um livro

Tenho percebido a algum tempo que blogs literários dificilmente tem muitos comentários, salvo algumas exceções e, é mais raro ainda que, quando há, o leitor fuja do já dito pelo autor ou, ainda, apresente argumentos para justificar a concordância. No geral, os comentários se resumem a um “concordo plenamente”, “assino embaixo” e suas variações.

E aí eu me pergunto: Que tipo de leitores estamos formando? Que tipo de leitor é esse que não consegue reestruturar o pensamento posto pelo texto? Que leitor é esse, que não consegue apontar elementos no que está escrito para a sua concordância? Que gosta de tudo, porque achasse contemplado ipsi literis, vírgula por vírgula, em cada ponto?

É ainda pior quando, conversando com algumas pessoas, ouço as seguintes justificativas: “tenho medo de parecer tolo”, “não sei o que comentar” e “e se eu estiver errado?”.

Ora, você leu o texto e tem sua experiência de vida, de leitura de outros textos, assim, não me parece possível que você não tenha nada a acrescentar ao que está posto. Posicionar-se nos comentários, ir além do gostei, é também parte do ato de ler, pois nele, você constrói um sentido, “re”-significa e entra em diálogo com o autor. É justamente por isso que temos o espaço para comentários, para que esse diálogo aconteça e, quando isso ocorre, é uma dádiva, porque você trabalha os sentidos postos no texto e faz com que o autor trabalhe ainda mais as suas próprias ideias.

O crítico, o cara que escreve o artigo de opinião não é detentor da verdade, ele é alguém que olha o mundo sob uma determinada perspectiva, essa a qual ele lhe convida a conhecer, e quando você entra em contato com ela, a sua própria noção de mundo se alarga e expande.

Porque não oferecer essa mesma oportunidade de alargamento ao autor do texto que você leu? Porque não sair dessa postura passiva de leitura, de recolha de ideias e entrar no jogo do diálogo e, assim, ser um participante na construção de conhecimento?

A crítica precisa de críticas. A crítica precisa do diálogo.

USP cria Comissão da Verdade e investiga crimes da ditadura militar

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Universidade aposentou compulsoriamente professores e teve estudantes e funcionários mortos e desaparecidos pelo regime

Jorge Maruta/ Jornal da USP Informações serão encaminhadas a Comissão Nacional da Verdade

Jorge Maruta/ Jornal da USP
Informações serão encaminhadas a Comissão Nacional da Verdade

Publicado por R7

A comunidade acadêmica da USP (Universidade de São Paulo) decidiu ter sua própria comissão da verdade, para investigar crimes cometidos pela ditadura contra alunos e funcionários da universidade. A discussão para realização do projeto vem desde 2011, e nesta terça-feira (7) foi anunciada sua criação.

A Comissão vai apurar em documentos, testemunhos e depoimentos as violações cometidas contra os direitos humanos e realizar, no prazo de um ano, um relatório que vai conter o resultado do trabalho de investigação. As informações serão encaminhadas a Comissão Nacional da Verdade.

A USP aposentou compulsoriamente, na época da ditadura militar brasileira, diversos professores e funcionários. Além de ter estudantes e funcionários presentes nas listas de mortos e desaparecidos pelo regime.

O “Fórum Aberto pela Democratização da USP” arrecadou por dois anos assinaturas em um abaixo-assinado para criação da comissão.

Sete docentes fazem parte da Comissão da Verdade da USP: Dalmo de Abreu Dallari, da Faculdade de Direito, na qualidade de presidente; Erney Felicio Plessmann de Camargo, do Instituto de Ciências Biomédicas; Eunice Ribeiro Durham e Janice Theodoro da Silva, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; Maria Hermínia Brandão Tavares de Almeida, do Instituto de Relações Internacionais; Silvio Roberto de Azevedo Salinas, do Instituto de Física; e Walter Colli, do Instituto de Química.

Comissão Nacional da Verdade

Depois de 27 anos, foi instalada no Brasil uma Comissão da Verdade, em 16 de maio de 2012 pela presidente Dilma Rousseff, ex-presa e torturada política. O objetivo é investigar violações aos direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988 pela ditadura militar e realizar um relatório sobre a pesquisa. No texto devem constar o envolvimento de grandes empresas no golpe civil-militar, e a lei da anistia que perdoou a tortura, crime imprescritível pela OEA (Organização dos Estados Americanos).

Juramento inusitado suspende formatura na PUC

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Estudante inclui de brincadeira o termo ‘ou não’ no final de cada promessa e acaba atrasando em meses a colação de grau
Uma das formandas, aprovada em processo seletivo para Rede Globo, não conseguiu comprovar colação de grau a tempo

Formandos de Cinema são pegos de surpresa com juramento inusitado de uma aluna Arquivo Pessoal

Formandos de Cinema são pegos de surpresa com juramento inusitado de uma aluna Arquivo Pessoal

Leonardo Vieira, em O Globo

Duas únicas palavras foram o suficiente para atrasar a formatura de uma turma inteira da faculdade de Cinema na PUC-Rio. Na cerimônia de juramento dos formandos, em janeiro deste ano, a aluna responsável por ler o texto resolveu fazer um “adendo”: a cada tópico lido, ela incluía a expressão “ou não” no final da frase, o que revertia totalmente o sentido da cerimônia.

“Prometo exercer minha profissão/ com espírito de quem se entrega / a uma verdadeira missão de serviço / tendo sempre em vista o bem comum; ou não

Dedicar-me a conhecer e avaliar / a realidade social / e aprofundar meus conhecimentos / a fim de satisfazer as necessidades da sociedade; ou não

Aplicar-me à busca da verdade / à realização da justiça / e à defesa dos direitos fundamentais do homem, ou não”

Sem serem avisados da brincadeira, os outros estudantes riram e acabaram repetindo as palavras da aluna. Conclusão: a turma de 30 formandos de Cinema do período 2012.2 não fez o juramento, e por isso, a colação de grau foi atrasada em meses.

Quem estava presidindo a cerimônia era o diretor do Departamento de Comunicação Social, professor César Romero. Segundo ele, seria possível intervir no juramento assim que a aluna descumprisse pela primeira vez a leitura do texto, que é padrão para todas as formaturas na PUC-Rio.

Romero preferiu não interromper o ato, mas logo após o evento, mandou um vídeo do juramento à reitoria da universidade, a fim de que se decidisse o que fazer com a situação inusitada. No final das contas, foi decidido que o juramento seria anulado, e duas novas cerimônias alternativas seriam marcadas, uma em março e outra em abril.

— Eu poderia intervir, sim, mas achei que não deveria. Afinal, os pais estavam felizes com a formatura dos seus filhos. Fiz isso primeiramente em respeito aos pais — explica Romero.

Com a decisão, os formandos tiveram de assinar a ata de colação de grau meses depois dos outros alunos que se formaram em Comunicação Social. A aluna Maria Eduarda Barreiro, por exemplo, tinha sido aprovada num processo seletivo, e deveria ter entregue algum documento que comprovasse a colação de grau até a última terça-feira (16).

No entanto, Maria Eduarda só pode assinar o papel nesta quinta-feira (18). E mesmo assim, ela terá que esperar até sexta-feira (19) para poder pegar o documento comprovando que a aluna colou grau. Para não perder a vaga na empresa, Maria Eduarda chegou a se comprometer a entregar o documento até esta sexta-feira (19) em Curicica, sede do Projac, no mesmo dia em que o papel será liberado pela PUC.

— Numa universidade particular, com quase 2 mil reais de mensalidade, esse tipo de serviço é um absurdo. Poderia haver uma intervenção na hora da brincadeira ou pelo menos que o juramento não fosse anulado — reclama a formanda.

Para César Romero, mesmo com os transtornos, o fato serve de exemplo para que novos formandos levem a sério a cerimônia.

— Imagina a presidente Dilma Rousseff dizendo no dia da posse ‘prometo defender os Direitos Humanos, ou não’… A universidade não está disposta a compactuar com esse tipo de brincadeira — disse Romero.

dica do Guilherme Massuia

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