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Necessidade de dormir bem na véspera do vestibular é mito, diz especialista

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Publicado em UOL

Um dos vários mitos que envolvem a vida do vestibulando é acreditar que ele não vai ter um bom desempenho na prova se não dormir adequadamente no dia anterior. Para o psiquiatra e professor Celso Lopes de Souza, essa necessidade de ter horas de sonos perfeitas acaba pressionando o estudante.

“Costumo ouvir muito que é preciso dormir bem antes da prova, mas o desempenho não deve depender de uma única boa noite de sono. Temos que diminuir os mitos que circulam em torno disso. Existem vários casos de medalhistas olímpicos que não dormiram antes da competição e os resultados não foram prejudicados”, explica.

Outro mito que o psiquiatra tenta combater é que o vestibulando precisa saber de tudo para passar nas provas. “É impossível alguém saber de tudo”, afirma. Para ele, é uma grande armadilha para o cérebro e, consequentemente, para o bom desempenho na prova.

Mais um ano de cursinho ou faculdade privada?

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Todos os anos, milhões de estudantes que não conseguem uma vaga na tão sonhada faculdade pública enfrentam esse dilema. Confira orientações de especialistas

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Luana Massuella, na Veja

A rotina da estudante Juliana Andrade, 20 anos, se repete há quatro anos. Ela acorda às 7 horas da manhã, estuda em casa das 8h às 12h30, assiste às aulas no cursinho entre 14h00 e 18h30 e, à noite, revisa os conteúdos discutidos nas aulas até às 22h30. Tanta dedicação tem um motivo: Juliana sonha em cursar engenharia civil em uma universidade pública do país.

A primeira tentativa foi no final de 2011. Ela não passou e entrou no cursinho. Na segunda tentativa, a jovem teve de encarar um dilema comum a muitos estudantes brasileiros: foi aceita em uma faculdade privada, mas reprovada no vestibular da universidade pública. A estudante resolveu continuar tentando — e assim o fez por mais dois anos. “Conseguir uma vaga em uma faculdade pública, de preferência a Escola Politécnica da USP, se tornou um objetivo de vida pra mim”, diz a estudante.

Na semana passada, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) recebeu 2,7 milhões de inscrições de estudantes. Eles concorrem a pouco mais de 200.000 vagas no ensino superior público. Na segunda fase da Fuvest, 27.471 estudantes disputaram por 11.177 vagas para os concorridos cursos da Universidade de São Paulo (USP). Ou seja, nas próximas semanas, milhões de candidatos poderão enfrentar o mesmo dilema de Juliana: fazer cursinho ou matricular-se na faculdade privada?

Com a ajuda de professores e outros especialistas em educação, VEJA.com elaborou um guia para ajudar o vestibulando a sair dessa encruzilhada. Confira:

Quando nunca se fez cursinho

O aluno que concluiu o ensino médio sem ter feito cursinho pré-vestibular não tem motivo para se desesperar com uma reprovação, já que, ao contrário do cursinho, o ensino médio não aborda com tanta ênfase os temas que costumam aparecer nos vestibulares. Além disso, os especialistas lembram que a experiência do cursinho pode ser positiva para o estudante que ainda está em dúvida quanto à escolha da profissão. “Durante o ano de cursinho, ele pode amadurecer melhor essa decisão”, diz Roberto Moraes, coordenador do cursinho Anglo.

Quando a instituição particular tem um curso mais adequado

Segundo os especialistas, o candidato deve avaliar as grades curriculares dos cursos e buscar o mais adequado às suas ambições profissionais. “Dependendo da faculdade em que o estudante cursa pedagogia, por exemplo, ele pode ter um olhar mais privado ou público. A área em que deseja atuar pode afetar diretamente a escolha”, diz Andressa Venturi, do Cursinho da Poli.

Quando o sonho é dos pais e não do aluno

“Se o aluno não for o principal interessado no curso, o rendimento nos vestibulares é prejudicado”, diz Alessandra Venturi, orientado educacional do Cursinho da Poli. “Para garantir o sucesso em um vestibular, é preciso estar 100% focado e motivado na escolha do curso e da faculdade.”

Quando o aluno tem histórico de fraco rendimento escolar

Quando o aluno apresenta um histórico de baixo rendimento escolar e fraco desempenho nas tentativas do vestibular ou Enem, é preciso fazer uma autoavaliação. “Se o estudante já reconheceu seus erros, buscou novas estratégias e mesmo assim não obteve sucesso, ele pode considerar faculdades privadas como opção”, diz Ernesto Martins Faria, especialista em análises de indicadores educacionais. Falhas seguidas podem, inclusive, afetar a autoestima do estudante.

Quadrinhos podem ajudar vestibulandos a conhecer clássicos da literatura

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Capa de "Dom Quixote" e "Odisseia" publicados em quadrinhos pela L&PM Editores

Capa de “Dom Quixote” e “Odisseia” publicados em quadrinhos pela L&PM Editores Foto: Reprodução

Publicado originalmente no Extra Online

Uma das dicas mais recorrentes para se sair bem no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos vestibulares e nas redações é ler bastante. Alguns estudantes, entretanto, não cultivam este hábito. Os dados da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” mostra que o número de leitores recuou: em 2007, eram 95,6 milhões de leitores, mas, em 2011, houve recuo para 88,2 milhões.

Apesar do recuo, os dados mostram que 48% dos estudantes são leitores. Já quando pesquisamos o ensino médio, 30% dos alunos destas séries têm o hábito de ler. Estes, portanto, costumam ter uma vantagem em relação aos vestibulandos que correm dos livros. Para quem não curte muito os clássicos da literatura podem encontrar nos quadrinhos bons aliados.
A L&PM Editores está lançando alguns clássicos da literatura mundial com adaptação para os quadrinhos.

– Não é uma concorrência com o mercado editorial dos livros. Os quadrinhos são uma maneira lúdica de o professor chegar ao coração do aluno. A partir daí, esse leitor pode buscar a versão original ou até mesmo outros livros, como acontece muitas vezes, ou seja, os quadrinhos podem apresentar o universo da leitura – comenta Ivan Pinheiro Machado, editor da L&PM Editores.

A L&PM passou a investir na adaptação de clássicos para quadrinhos quando percebeu que esse esse tipo de leitura já não era mais rejeitado pelo Ministério da Educação (MEC) que, inclusive, já faz compras dos livros, assim como algumas secretarias de educação estaduais, para abastecer bibliotecas.

– Até o fim da década de 90, o MEC não aceitava bem adaptação de obras e histórias em quadrinhos. A medida que este conceito foi mudando, percebemos que este era um bom mercado. Fizemos uma longa pesquisa e recebemos o apoio da UNESCO, o que mostra que mantivemos a ideia central do autor, ou seja, que fomo fieis ao tema da obra. Aproveitamos que já sabíamos fazer histórias em quadrinhos, já que a empresa nasceu editando quadrinhos – revela.

Para o editor da L&PM Editores, um dos pontos fortes é a forma lúdica de apresentar a história.

– Justamente por apresentar a história de uma maneira lúdica, o quadrinho acaba criando uma ponte entre o mundo real e o virtual, cada vez mais presente na realidade dos adolescentes e jovens. Dessa maneira, é possível fazer uma ligação entre grandes autores e um público que talvez estivesse afastado deles.

Clássicos brasileiros também viraram quadrinhos

 

Capa de “O Triste Fim de Policarpo Quaresma” da série Literatura Brasileira em Quadrinhos, da Escala Educacional

Capa de “O Triste Fim de Policarpo Quaresma” da série Literatura Brasileira em Quadrinhos, da Escala Educacional Foto: Reprodução

 

A Editora Escala, por meio do selo Escala Educacional, também transformou em quadrinhos alguns dos clássicos da literatura nacional, como O Ateneu (Raul Pompéia), Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis) e O Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto).

Esse é mais uma opção para quem quer ler os clássicos. Muitas dessas obras, inclusive, são cobradas por universidades que ainda realizam vestibular. Apesar dos aspectos positivos, há um medo de que os livros tradicionais sejam substituídos pelos quadrinhos.

Mesmo com a polêmica para os educadores, há alunos que acreditam que os quadrinhos possam ajudar. Estudante do terceiro período de Engenharia de Produção na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Felipe Lima nunca gostou muito de ler, mas tinha que encarar algumas obras para o vestibular.

– Acabei não lendo. Sempre optava pelos resumos na internet. Talvez se soubesse dos quadrinhos teria me interessado mais. Como há ilustração, a leitura pode ser mais dinâmica para quem não curte muito ler um livro, como é o meu caso – argumenta.

De qualquer maneira, o importante é ler! Isso vai aguçar a sua mente e te ajudar a ter uma capacidade de interpretação maior, o que pode ser importante na hora do Enem. Então, que tal pegar um livro ou quadrinho e embarcar agora em alguma aventura?

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