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O poder da leitura na vida das pessoas

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José Carlos Vieira, no Diário da Manhã

Quando Pedro Álvares Cabral descobriu a Argentina, o mundo estava frio. Ler é viajar, se informar, rever, aprender, multiplicar e organizar o pensamento, passar uma mensagem. Mesmo que o ser humano tenha preguiça de ler, se faz necessário um esforço. Nos vestibulares, os estudantes têm dificuldades de fazer uma boa redação porque não cultivam o solene hábito da leitura. Ler e escrever, organizar palavras, frases e parágrafos que se transformarão em textos. Penetrar no universo das letras é importante, pois o maior analfabeto é todo aquele que aprendeu a ler e não o faz por comodidade. Descobrir o que está por trás de cada mensagem é vital, pois é necessário ler nas linhas e entender nas entrelinhas. Se o segredo do local do tesouro estivesse no meio do texto o brasileiro não o acharia, pois só costuma ler as manchetes em letras grandes. Quem escreve cultiva a emoção; já quem lê é dominado pela análise da razão, para fazer a devida correção. É a prática e a gramática de plantão.

A leitura se faz por diversos caminhos e processos; é saudável ler gibis, jornais, livros, revistas, bulas de remédios, mapas, cartas, e-mails, frases curtas ou longas. O caminho da leitura é essencial para o desenvolvimento do nosso cérebro, filtrando as ideias e consequências do texto, o recado passado pelo emissor. Eu gosto de ler a Coluna Para-choque, do Jornal Diário da Manhã porque ela é composta com humor em forma de reflexão. Em cada frase é possível sorrir e pensar, achar o fio da moral escondido na criação. Cada pessoa deve aprender a ler sobre um assunto que lhe interessa, de culinária à política, de esportes à economia, saboreando o aprendizado. O brasileiro lê pouco, geralmente dois livros por ano, um dado pequeno em comparação aos outros países. Mas o hábito deve e pode ser mudado, com treino, boa vontade, carinho e atenção. A mesma estória da TV pode ser emocionante em um livro, é possível filtrar as mensagens dos diálogos, viajar nas intenções dos personagens. Ler é um gesto que precisa de concentração, atenção, vontade de decifrar cada período escrito. O nosso vocabulário é multiplicado depois de cada leitura, e um bom escritor certamente já foi um bom leitor. É coerente fazer um resumo do que se leu para testar o raciocínio e memorização. Ler com o objetivo definido de sonhar, viajar, entender e aprender. O livro é um amigo mudo que fala. Talvez um dia, um escritor brasileiro até possa ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Porém, o mais urgente é mergulhar no hábito dos textos de diversos estilos, decifrar a mensagem cifrada em letras. Mesmo num mundo onde as pessoas não tenham tempo é vital refletir sobre o recado deixado no livro, revista e jornal. Pode ser um tema que tenha a ver com nossa realidade, gosto, rotina, “pois quem sabe mais, geralmente, pergunta menos”. O cérebro agradece…

Nos diálogos, festas, jogos e encontros variados se percebe a diferença entre quem se informa e outro alguém que só concorda, sem opinião própria. Goiás tem grandes jornais e escritores, santuários de reflexões e trocas de ideias. A linguagem, o estilo, a vocação regional pode e deve variar, mas todo leitor é um vencedor; aprendeu a organizar o pensamento. Quanto ao início deste texto, “onde eu dizia que Pedro Álvares descobriu a Argentina, foi apenas uma brincadeira de propósito”. Na verdade, Cabral descobriu o Brasil e eu estava apenas testando a sua atenção, leitor. E obrigado pela leitura!

Suposto chefe de esquema de fraude em vestibulares ostentava luxo

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Ele aparece carros importados, em mansões e com muito dinheiro.
Quadrilha é suspeita de fraudar Enem e vários vestibulares particulares.

Áureo Ferreira, susposto chefe da quadrilha que fraudava o Enem e vestibulares (Foto: Reprodução/TV Globo)

Áureo Ferreira, susposto chefe da quadrilha que fraudava o Enem e vestibulares (Foto: Reprodução/TV Globo)

Publicado no G1

Charutos, carros importados, mansões e muito dinheiro. Áureo Moura Ferreira, suspeito de ser chefe da quadrilha investigada por fraudar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vários vestibulares de faculdades privadas de medicina, ostentava uma vida de luxo em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais. Em imagens que constam na investigação, ele aparece em uma Limousine e em um Chrysler.

Trinta e três pessoas foram detidas pela Polícia Civil na Operação Hemostase II, durante o processo seletivo da Faculdade de Ciências Médicas, na capital mineira, no domingo. Dests, 22 eram candidatos ao processo seletivo. Investigadores ainda fizeram diligências em Teófilo Otoni, no Vale de Mucuri, e em Governador Valadares, no Leste de Minas, além da cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo. O 34º suspeito foi preso em Montes Claros nesta terça-feira (25). Ele é apontado como uma das pessoas que teriam agido no Enem.

Em um vídeo a que o Fantástico teve acesso, Áureo aparece fumando charuto, mostrando o luxo conquistado com fraudes nos vestibulares.

A polícia monitorou a ação da quadrilha em São Paulo. Além de Áureo, Carlos Roberto Leite Lobo, empresário do Guarujá (SP), também era um dos chefes do bando.

Pelo esquema, os candidatos usavam um microponto eletrônico, tão pequeno que era preciso colocá-lo e tirá-lo com um instrumento médico. Estudantes de medicina integrantes da quadrilha eram os chamados de “pilotos”. Eles resolviam as provas no tempo mínimo e depois, transmitiam os dados para os candidatos. De acordo com as investigações, Áureo e Carlos Roberto cobravam até R$ 100 mil por candidato para passar o gabarito.

Áureo Ferreira, suposto chefe da quadrilha (Foto: Reprodução/TV Globo)

Áureo Ferreira, suposto chefe da quadrilha
(Foto: Reprodução/TV Globo)

“Um grupo que se dedicava, com um grau de sofisticação e de desenvolvimento tecnológico que, até então, nós não conhecíamos, a lotear de 20% a 40% das vagas nos vestibulares de medicina onde eles atuavam”, afirmou André Luis Pinho, promotor de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Minas Gerais.

Eles foram gravados pela polícia entrando em um hotel na cidade de São Paulo com mochilas e caixas onde estavam os equipamentos eletrônicos no dia 18 de outubro deste ano, véspera de um vestibular de medicina. No hotel, estavam os “pilotos” que resolveriam as questões deste processo seletivo.

A transmissão era feita de um Chrysler preto, com vidros blindados, que ficava estacionado perto dos locais de prova. Um sistema de rádio com frequência exclusiva era usado para enviar o gabarito codificado. Este esquema foi usado nos processos seletivos de faculdades privadas.
Áureo Ferreira, suposto chefe da quadrilha que fraudava o Enem e vestibulares (Foto: Reprodução/TV Globo)Áureo em uma limousine
(Foto: Reprodução/TV Globo)

De acordo com o delegado Antônio Júnio Dutra Prado, coordenador do Grupo de Combate às Organizações Criminosas da Polícia Civil, que atua junto ao Ministério Público de Minas Gerais, a quadrilha estava em Pontes e Lacerda, uma cidade do interior de Mato Grosso, nos dias do Enem, 8 e 9 de novembro deste ano, de onde transmitiram o gabarito para candidatos que vários estados. Segundo o delegado, pessoas ligadas à organização do Enem nesta cidade de Mato Grosso vazaram os cadernos de questões uma hora antes das provas, e “pilotos” resolveram as perguntas de uma pousada da região.

Áureo em uma limousine (Foto: Reprodução/TV Globo)

Áureo em uma limousine
(Foto: Reprodução/TV Globo)

No caso do Enem, como os candidatos estavam separados, foi usado um dispositivo de telefonia GSM parecido com um cartão de crédito. O gabarito era transferido por celular para todos os candidatos, através do microponto eletrônico, como se fosse uma ligação em conferência. Esta transmissão foi registrada pela polícia.

Havia ainda um manual de uso do sistema de transmissão para os candidatos.

– Não mascar chiclete, bala, chocolate, etc. O movimento mandíbula maxilar faz com que ocorra pressão no canal intra-auricular fazendo com que o ponto folgue e pode chegar a ficar visível.

– Não mascar nada. O movimento da boca pode provocar pressão no canal do ouvido, fazendo com que o ponto eletrônico folgue e fique visível.

– O que você escuta, anote sempre. Depois traduza e transcreva para o exame.

A polícia também monitorou uma viagem que Áureo fez à China, para comprar os transmissores e os pontos eletrônicos. Na casa dele, em Teófilo Otoni, em Minas, e na casa de Carlos Roberto, no Guarujá, foram apreendidos centenas dos equipamentos. Documentos falsificados, lista de vestibulares que teriam sido fraudados, extratos bancários que comprovariam o pagamento ao bando também foram recolhidos. Em uma agenda, a políca encontrou mais de 160 nomes de candidatos que teriam sido aprovados após a compra do gabarito.

Até a prisão, o grupo fez o mesmo esquema em outros cinco processos seletivos de faculdades de medicina do estado de São Paulo e Belo Horizonte, e pretendiam repetir a fraude em mais cinco vestibulares até janeiro.

“A polícia afirma que realmente houve fraude no último exame do Enem no Brasil”, confirmou o delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, Jeferson Botelho.

O advogado Délio Gandra, que representa Áureo Ferreira e Carlos Lobo, disse que seus clientes confessam a fraude, mas não na dimensão dada pela polícia. Eles também assumem chefiar o esquema.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, disse por nota que “solicitou à Polícia Federal informações sobre o caso. O Inep reafirma que qualquer pessoa que tenha utilizado métodos ilícitos para obter vantagens no Enem será sumariamente eliminado do exame, sem prejuízo a outras sanções legais.”

“Nós vamos atrás de cada um dos fraudadores que se beneficiaram com este esquema delituoso”, encerrou o promotor.

Jovem de quadrilha que fraudava Enem gastava R$ 4 mil por noite em boates

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Em Teófilo Otoni, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em mansão que seria de jovem apontado como um dos líderes da quadrilha que fraudou o Enem deste ano (Foto: Polícia Civil/MG/Divulgação)

Em Teófilo Otoni, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em mansão que seria de jovem apontado como um dos líderes da quadrilha que fraudou o Enem deste ano (Foto: Polícia Civil/MG/Divulgação)

Rayder Bragon, no UOL

Um jovem de vinte e seis anos é apontado como um dos líderes da organização criminosa acusada de ter fraudado o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2014. O rapaz vivia de maneira luxuosa e ostentava riqueza. Conforme a investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, em parceria com o MPE (Ministério Público Estadual), ele chegava a gastar R$ 4 mil em uma única noite.

“Ele é um delinquente de ostentação. Gastava de R$ 2 mil a R$ 4 mil por noite em boates”, afirmou o superintendente de Investigação e Polícia Judiciária de Minas Gerais, Jeferson Botelho, durante coletiva dada nessa quarta-feira (26) à imprensa sobre o caso, na sede do Ministério Público Estadual, em Belo Horizonte.

Conforme o policial, o acusado também fazia viagens ao exterior com frequência. Morador da cidade de Teófilo Otoni (a 468 km de Belo Horizonte), o homem seria dono de carros de luxo e uma mansão em bairro nobre da cidade.

O delegado Antônio Júnio Dutra Prado, integrante do grupo de Combate a Organizações Criminosas, informou que a polícia ainda não sabe o valor total do montante movimentado pelo grupo. “Essa informação vai ter de ser levantada em um segundo momento da investigação, quando a gente for investigar o crime de lavagem de dinheiro”, afirmou.

Segundo Prado, foram apreendidos carros de luxo e confiscados bens que seriam do rapaz na cidade mineira. Já no Guarujá, em São Paulo, foi identificada uma casa em condomínio de luxo que pertenceria a outro homem, também apontado como líder do esquema. A dupla e mais dez pessoas que integrariam o bando estão presas desde o último domingo (23).

“Entre os carros foram aprendidos dois veículos da marca Porsche, além do sequestro de uma fazenda na região. Eles ostentavam uma vida luxuosa”, declarou.

Três milhões livres de despesas

Apesar de a movimentação financeira ainda não ter sido determinada, o delegado Antônio Prado disse ter se surpreendido com o valor que o jovem receberia apenas no último trimestre deste ano com as fraudes em vestibulares.

“Um dos líderes, o de Teófilo Otoni, me confidenciou que, somente nessas ações (fraudes em vestibulares de medicina) de final de ano, ele embolsaria R$ 3 milhões livres de despesas”, afirmou o policial.

Por sua vez, o promotor de justiça André Luís de Pinho destacou que serão investigados os pais dos candidatos detidos (22 no total) com material eletrônico durante prova da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, realizada no dia 23 deste mês, em Belo Horizonte. Os estudantes foram ouvidos e liberados após pagarem fiança.

Conforme o promotor, os inscritos não teriam comprovação de renda que lhes permitisse pagar o valor cobrado pelo grupo criminoso pelas vagas supostamente garantidas aos clientes. Pela investigação, o grupo cobrava entre R$ 70 mil a R$ 200 mil com a promessa de fazer com que o candidato obtivesse a vaga.

“Como que um rapaz de 18 anos, estudante, obtém esse valor para comprar as vagas? Isso leva a investigação para um outro foco, que são os pais dos alunos. Vários são médicos, empresários e fazendeiros”, declarou.

Pinho disse não descartar pedido de quebra de sigilo bancário dos envolvidos, que não tiveram os nomes divulgados. “Eles também vão responder pelo crime de fraude contra certame de interesse público”, adiantou.

Os membros do grupo deverão responder pelos crimes de formação de quadrilha, fraude contra certames de interesse público, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, de acordo com os responsáveis pela investigação.

Entenda como Enem cobra a leitura na redação

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Tudo o que você leu poderá e será usado a seu favor na correção da redação

Fonte: Universia Brasil Invista seu tempo em leituras direcionadas para a prova do Enem para conseguir incrementar seu texto

Fonte: Universia Brasil
Invista seu tempo em leituras direcionadas para a prova do Enem para conseguir incrementar seu texto

Publicado por Universia

Engana-se quem pensa que a prova de redação dos vestibulares cobra apenas a escrita dos estudantes. Segundo a professora Andrea Lanzara do Cursinho da Poli, de São Paulo, a leitura também é avaliada pelos examinadores na hora da correção. Não entendeu como? Ela explica: “temos uma competência na matriz que cobra somente como o aluno leu e compreendeu a proposta de redação, enquanto outra analisa como ele soube trabalhar, relacionar, organizar, estruturar as informações que ele retira da coletânea para defender um ponto de vista”, explica.

Além da leitura que o aluno faz da proposta de redação, tudo o que ele leu durante a sua vida também é observado, pois a bagagem cultural de cada um torna-se evidente na argumentação.

Por isso, a professora sugere que “o aluno pegue livros mais gerais, que façam abordagens históricas sobre os principais filósofos, teóricos, políticos e movimentos artísticos” e aproveite-os para embasar a argumentação e analisar as questões objetivas, já que o Enem trabalha com essa contextualização ao longo de toda a prova.

Outra alternativa para ter contato com esse plano de fundo histórico é a internet, uma vez que ela te concede os principais tópicos daquele movimento filosófico, por exemplo, de uma maneira mais dinâmica e rápida. O único cuidado que você deve ter é acessar apenas sites confiáveis para não cometer erros didáticos no decorrer do seu texto.

Por isso, invista seu tempo em leituras direcionadas para a prova do Enem e anote, inclusive, algumas citações que podem incrementar sua redação. Mais do que aumentar sua bagagem cultural, você melhorará sua habilidade de relacionar diversas áreas do conhecimento, um dos aspectos mais cobrados dos candidatos do Enem.

Homem de 73 anos tenta Enem pela terceira vez no Ceará

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Wilson Aguiar tenta Enem pela terceira vez

Luana Andrade, no G1

Um senhor de 73 anos vai participar do processo seletivo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste sábado (3) e domingo (4) no Ceará. O professor de mecânica automotiva Wilson Aguiar pretende voltar a estudar para aumentar o salário e se dedicar melhor às aulas que ensina em uma escola de Fortaleza. “Fui convidado para ser professor em uma escola pública e quero estudar para ser melhor nisso. Ganho pouco como um professor que não é formado, precisa ter o anel para ganhar bem, por isso vou fazer o Enem para pedagogia”, conta o senhor de 73 anos.

Na terceira vez fazendo o Enem, seu Wilson disse que participava das provas nos anos anteriores para testar seu conhecimento. Sem se recordar do desempenho, a participação no exame servia como um “medidor de conhecimento”, segundo o professor. “Queria saber se eu estava por dentro dos assunto e se minha carga de conhecimento era boa. Eu fiz a prova despreocupado, mas não me lembro do meu desempenho”, conta, rindo.

Mesmo com experiência no Enem e em vestibulares, o professor não esconde a preocupação com a prova. “Eu não vou mentir. Estou preocupado sim com essa prova. O vestibular não é mais o mesmo da época em que eu fiz. Eu acho que para mim vai ser difícil, mas eu confio no meu conhecimento que adquiri esses anos todos”, arrisca

Wilson Aguiar participou com 400 alunos de um aulão do Enem nesta sexta-feira (2) da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Estudando somente em casa, o professor acredita que o aulão serve para acalmar mais os estudantes. “Esse aulão é bom para a gente se acalmar e ganhar confiança para a prova”, acredita o senhor de 73 anos.

Fátima Rodrigues, 40 anos, faz enem pela primeira vez no Ceará (Foto: Luana Andrade/G1)Fátima Rodrigues, 40 anos, faz enem pela primeira vez no Ceará

Em meio a tanto estudantes jovens, algumas pessoas que passaram da fase de estudos se arriscavam a encarar novamente essa fase. Após 18 anos sem estudar, a autônoma Fátima Rodrigues, de 40 anos, vai fazer a prova do Enem pela primeira vez e sonha em passar em agronomia e trabalhar na área na sua cidade natal em Irauçuba, a 151 km de Fortaleza.

Há dois anos estudando em casa, Fátima se prepara para ser agrônoma e futuramente prestar concurso público para trabalhar em Irauçuba, no interior do Ceará. “Na região está faltando agrônomo e eu queria passar em um concurso público para trabalhar na minha cidade”, conta . O preparo para o exame foi dentro de casa com livros, apostilas e muita dedicação aos estudos. “São dois anos estudando muito em casa. O aulão é só para refrescar minha memória”, confessa Fátima. Passar no Enem para a trabalhadora autônoma seria a realização de um sonho. “Trabalhar com o que eu gosto e na minha cidade seria um sonho”.

Fotos: Luana Andrade/G1

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