Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Victor Hugo

Os rituais diários de escritores famosos

0

Walter Alfredo Voigt Bach, no Homo Literatus

Manhãs: é quando você mal emerge de seu estado de olhos semi-abertos, apanhando do botão soneca enquanto sai da poça de saliva no travesseiro. Depois de saborear o primeiro café do dia, vai escrever o capítulo final de um dos mais vendidos romances já escritos.

Tá, quem sabe você apenas jogue Angry Birds. Independente da sua razão para não escrever a obra-prima, você pode ter certeza de que seus hábitos diários não diferem tanto daqueles dos autores famosos – passado e presente – para puxar o gatilho da criatividade.

No livro How Great Minds Make Time, Find Inspiration, And Get To Work (ainda sem tradução aqui no Brasil), Mason Curry, de Nova Iorque, listou 161 nomes famosos e suas diferentes maneiras para trabalhar. Você pode se surpreender com alguns.

Olhe aos 10 exemplos da literatura que separamos e se maravilhe como alguns grandes livros foram forjados…

Jane Austen

1

Austen despertava cedo, antes de outros se levantarem, e tocava piano. As 9h ela organizava o café da manhã da família, a grande ação de seu trabalho doméstico. Então ela se instalava na sala de estar, em geral com a mãe e a irmã costurando quietas por perto. Se alguma visita aparecia, ela escondia os papési e se juntava a costura. Havia um banquete, a principal refeição do dia, servida entre 15 e 16h. Após ela havia um tempo para conversas, jogos de cartas e chá. A tardinha servia para leitura em voz alta de romances, e durante este tempo Austen leria seu trabalho em andamento para a família.

Victor Hugo

1

Hugo escrevia toda manhã, sentado diante de uma pequena mesa em frente a um espelho.

Ele se levantava pela madrugada, acordado pelo tiro de arma diário de uma fortaleza próxima, e recebia um café recém passado e uma carta matutina de Juliette Drouet, sua amante, a quem ele acomodou em Guernsey a apenas nove casas abaixo. Após ler as apaixonadas palavras de “Juju” a seu “amado Cristo”, Hugo comia dois ovos crus, se enclausurava em sua sala e escrevia até as onze da manhã.

Mark Twain

1

A rotina dele era simples: ele saía de casa para estudar de manhã após um reforçado desjejum e ficava lá até uma refeição servida perto das 17h. Como ele pulava o almoço, pois sua família não se aproximava durante o estudo – tocariam uma corneta se precisassem dele – ele podia trabalhar sem interrupções por horas a fio. “Em dias quentes”, ele escreveu a um amigo, “Eu espalhava os papéis com meus estudos, os segurava com pedras e escrevia no meio do furacão, vestido com o mesmo linho do qual fabricávamos camisas”.

Stephen King

Author Stephen King at a press event to unveil the Kindle 2

King escreve todos os dias do ano, inclusive no aniversário e em feriados, e quase nunca se permite terminar antes de alcançar sua cota diária de 2000 palavras. Ele trabalha pela manhã, começando entre 8h e 8h30. Alguns dias ele acaba antes das 11h30, mas com frequência se ocupa até 13h30 para atingir sua meta. Então ele fica com as tardes e noites livres para sonecas, cartas, leituras, família e jogos da Red Sox na TV.

Franz Kafka

1

Em 1908, Kafka conseguiu uma posição no Instituto de Segurança de Acidentes do Trabalho em Praga.

Ele vivia com a família em um apartamento apertado, onde ele conseguia a concentração para escrever apenas de noite, enquanto todos dormiam. Como Kafak escreveu a Felice Bauer em 1912, “o tempo é curto, minha força é limitada, o ofício é um horror, o apartamento é barulhento, e se uma prazerosa vida não é possível então se deve tentar se contorcer em sutis manobras”. Na mesma carta ele descreve sua linha do tempo: “as 10h30 (mas nem sempre antes das 11h30) eu me sento para escrever, e dependendo da minha força, inclinação e sorte, até uma, duas ou três horas, ou mesmo até seis da manhã”.

Leon Tolstói

1

“Devo escrever a cada dia sem falhas, não tanto pelo sucesso do meu trabalho, mas para não sair de minha rotina”. Este é Tolstói em um dos pouquíssimos diários que fez na década de 1860, quando estava mergulhado na escrita de Guerra e Paz.

De acordo com Serguei, seu filho, Tolstói trabalhava isolado – ninguém tinha permissão para entrar em sua sala, e as portas eram trancadas para se certificar de que ele não seria perturbado.

Charles Dickens

1

Primeiro, ele precisava de absoluta quietude; em uma de suas casas, uma porta extra foi instalada para bloquear barulhos.

E seu estudo devia ser precisamente organizado, com sua mesa em frente a uma janela e seus materiais de escrita – canetas de penas de ganso e tinteiro azul – próximos a város ornamentos : um pequeno vaso com flores frescas, uma grande faca para cortar papel, uma folha dourada com um coelho empoleirado sobre ela, e duas estatuetas de bronze (uma represetando um par de sapos gordos duelando, a outra um cavalheiro cercado por filhotes).

George Orwell

1

O posto na Booklover’s Corner [um sebo onde ele era assistente em meio período] se provou um local perfeito para o bacharelado de 31 anos. Acordando as 7h, Orwell ia a loja as 8h45 e ficava lá por uma hora. Então ele tinha tempo livre até as 14h, e depois podia retornar ao sebo e trabalhar até 18h30. Isso o deixava com quase quatro horas e meia de tempo para escrever na manhã e no início da tarde, o tempo em que ele estava mentalmente alerta.

Haruki Murakami

1

Quando está escrevendo um romance, Kurakami acorda as quatro da manhã e trabalha de cinco a seis horas direto. No final da tarde ele corre ou nada (ou ambos), caminha sem rumo, lê e ouve música; 21h é hora de dormir. “Mantenho esse rotina todo dia sem varição”, ele contou a Paris Review em 2004. “A repetição em si se torna importante; é uma forma de hipnotismo. Eu me hipnotizo para alcançar um estado mais profundo da mente”.

O contra deste autoimposto cronograma, como Murakami afirmou em um ensaio de 2008, é que não há muito espaço para vida social.

Simone de Beauvoir

1

Apesar do trabalho de Beauvoir ser prioridade, seu cronograma diário também girava em torno de seu relacionamento com Jean-Paul Sartre, que durou de 1929 até sua morte em 1980. (A parceria intelectual deles era um assustador componente sexual; de acordo com um pacto proposto por Sartre no início do relacionamento, ambos poderiam ter amantes, mas eram obrigados a contar tudo um ao outro).

Geralmente, Beauvoir trabalhava por conta própria de manhã, e se juntava a Sartre para almoçar. No entardecer eles trabalhavam em silêncio no apartamento dele. No início da noite, eles iam a qualquer evento político ou social da agenda de Sartre, ou assistiam a um filme ou bebiam Scotch e ouviam rádio no apartamento de Beauvoir.

Traduzido e adaptado de ShortList.

Clássicos da literatura ganham edições fofas para colecionadores

0

1

Camila Magalhães, no POP

Alice no País das Maravilhas, Orgulho e Preconceito, O retrato de Dorian Grey, Drácula… Para quem curte literatura, algumas histórias são simplesmente leituras obrigatórias – e se essa leitura puder ser feita na língua original em um exemplar incrível, melhor ainda!

1

Se você faz parte do time dos loucos por livros, precisa conhecer as edições especiais da Barnes & Noble (maior rede de livrarias dos EUA): são livros clássicos com capa dura de couro estampada com arte caprichada. Todos têm detalhes em tinta especial dourada ou prateada na capa, folhas douradas e estão à venda na Livraria Cultura por um preço justo.

1

Se você não domina o idioma inglês, não fique triste: editoras brasileiras também têm lançado obras bonitas e de qualidade. A Cosac Naify traduziu do original os clássicos Guerra e Paz, de Liev Tolstoi, Oblomov, de Ivan Gontcharóv, e Os Miseráveis, de Victor Hugo.

1

A história do bruxinho Harry Potter também ganhou um box exclusivo, da editoria Rocco, com os sete livros da saga criada por J. K. Rowling em capa dura com ilustrações inéditas.

1

Com tantas opções, difícil é escolher qual ler primeiro!

dica do Jarbas Aragão

Veja uma lista com dez filmes para assistir antes do vestibular

0

Professores indicam bons títulos para os últimos dias de férias

Publicado em O Globo

Que tal uma maratona cinematográfica para embalar os últimos dias de férias? Conversamos com professores de história e geografia que sugeriram ótimos títulos para quem quer aproveitar o tempo livre sem se distanciar dos estudos. Afinal, as produções recomendadas por eles estão recheadas de informações que podem ser muito úteis na hora do vestibular.

1 – “O ano em que meus pais saíram de férias”
(2006) Direção de Cao Hamburger
A lista começa com esta produção nacional que foi indicada ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A sugestão é do professor de História do GPI, Cesar Menezes. O filme narra a história de uma criança de 12 anos, que adora futebol e, na Copa de 1970, vê o seus pais, militantes políticos, terem que fazer uma “viagem forçada”. Como define Cesar, é uma bela e comovente narrativa sobre uma criança em meio ao duro regime militar no Brasil.

2 – “Os miseráveis”
(2012) Direção de Tom Hooper
A próxima dica do professor Cesar é para quem gosta de musicais. Este foi um dos grandes sucessos de crítica e bilheteria na virada de 2012 para 2013 em todo o mundo. O filme se baseia na obra homônima de Victor Hugo, publicada em 1862. Na trama do grande dramaturgo francês, a Paris do início do século XIX, aparece cheia de mendigos, fétida, insalubre e prestes a se rebelar contra a tirania dos reis absolutistas. “Um bom entretenimento para se compreender a história francesa, na primeira metade do século XIX”, define o professor.

3 – “O menino do pijama listrado”
(2008) Direção de Mark Herman
A trama se passa quase toda em um campo de concentração nazista, durante a Segunda Guerra Mundial. Na opinião do professor Cesar, é um filme muito interessante porque mostra os horrores do holocausto a partir da amizade entre uma criança judia e outra alemã.

4 – “Lincoln”
(2012) Direção de Steven Spilberg
Neste filme, o professor Cesar chama atenção para a primorosa atuação de Daniel Day-Lewis, no papel do presidente dos EUA, Abraham Lincoln. A história se passa na Guerra de Secessão. Na opinião de Cesar, é uma boa pedida para quem deseja conhecer a trajetória dos EUA no século XIX.

5 – “Guerra de Canudos”
(1997) Direção de Sérgio Rezende
O professor Cesar considera importante este filme que narra “um dos maiores dramas da História do Brasil, que foi a guerra de sertanejos contra as injustiças do poder público no alvorecer da República”. A trama traz como pano de fundo o drama de uma família dividida entre acompanhar Conselheiro na sua marcha ou continuar submetida à condição de miséria.

1 (mais…)

Alunos de SP produzem curtas para debater sexualidade nas escolas

0
Cena do filme "E agora?" feito por estudantes de escola pública de SP (Reprodução)

Cena do filme “E agora?” feito por estudantes de escola pública de SP (Reprodução)

Marcelle Souza, no UOL

Vinte estudantes da rede pública de ensino paulista apresentaram nesta segunda-feira (24), em São Paulo, cinco curtas-metragens sobre sexualidade que podem ser utilizados em escolas para discutir o tema.

Os vídeos foram produzidos durante três semanas e fazem parte do projeto “Dar voz aos jovens”, desenvolvido pelo Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) em parceria com a Fundação Carlos Chagas.

Os curtas têm aproximadamente dez minutos e tratam de gravidez na adolescência, assédio sexual, diversidade sexual, relações amorosas e a primeira vez.

Para falar de gravidez na adolescência, o grupo de Ilana Julia de Sousa Oliveira, 16, partiu de histórias da própria comunidade em que moram para mostrar o tema a partir de uma visão diferente. “A gente sempre vê as pessoas falarem das meninas, então decidimos mostrar que também é um momento difícil para os meninos”, afirma.

1

Assista aos vídeos aqui.

Os jovens participaram de oficinas de audiovisual e foram orientados por especialistas na área. Os roteiros, escritos pelos próprios adolescentes, são produto de histórias que eles já conheciam e dos debates sobre sexualidade com o grupo.

“A atriz principal do nosso curta é prima de uma das meninas do grupo. A mulher que alicia o menino no início do vídeo é a minha mãe e a casa é da minha tia”, conta Victor Hugo Costa de Melo, 18, que faz parte do grupo que produziu o vídeo “Violência e poder” e trata de abuso sexual no trabalho.

Para ele, a linguagem dos curtas pode ajudar a aproximar dos adolescentes o debate sobre sexualidade. “Normalmente, os vídeos sobre o assunto são institucionais, mais chatos. Acho que um curta feito por jovens e para jovens tem mais chances de chamar a atenção para o assunto”, diz.

Os vinte participantes foram selecionados em um concurso de narrativas direcionado a jovens de 14 a 19 anos. Eles deveriam retratar a sua percepção sobre a sexualidade. Uma comissão formada por profissionais das áreas da saúde, educação e ciências humanas escolheu os melhores textos.

Os vídeos serão apresentados ao público nesta segunda a partir das 14h no Polo Cultural Heliópolis, em São Paulo. O objetivo é que eles sirvam como ferramenta de debate sobre o tema nas escolas.

Como falar sobre sexo com seu filho

Qualidade de ensino e apelo popular pressionam capacidade da Fundação Casa

0

Juízes autorizam internações para que jovens tenham acesso à educação

Daia Oliver/R7 Obrigatoriedade de presença nas aulas e qualidade de ensino são alguns dos motivos que fazem juízes adotar internação como medida socioeducativa

Daia Oliver/R7
Obrigatoriedade de presença nas aulas e qualidade de ensino são alguns dos motivos que fazem juízes adotar internação como medida socioeducativa

Felippe Constancio, no R7

A qualidade do ensino oferecido aos menores infratores internados na Fundação Casa (Centro de Atendimento
Socioeducativo ao Adolescente) e a pressão popular por punições a autores de delitos podem ser alguns dos motivos
para que diversas unidades trabalhem atualmente acima da capacidade ideal. Segundo dados da instituição, diversas
unidades trabalham com um excesso de capacidade tolerável de até 15% em relação à capacidade prevista.

O desembargador e professor de Direitos Humanos das Faculdades Integradas Rio Branco, Dr. Antonio Carlos Malheiros, ressalta que um dos fatores que podem contribuir para as internações de menores infratores é o apelo da sociedade diante de alguns delitos de repercussão nacional.

Além da qualidade da educação da Fundação, juízes optam por internar menores infratores como medida
socioeducativa com objetivo de aproveitar a privação de liberdade do sistema como uma medida punitiva ao
adolescente que se envolveu em algum crime, como em casos recentes envolvendo garotos abaixo dos 18 anos — o assassinato do estudante Victor Hugo Deppman e a morte da dentista Cynthia Moutinho de Souza, queimada viva em seu consultório durante um assalto no ABC paulista contaram com a participação de menores.

— Certos juízes das varas especiais estão se comportando muito mais como criminalistas, também porque na Fundação Casa o jovem é obrigado a comparecer às aulas, onde o sistema de ensino é integral.

Qualidade de educação

Ainda que os centros tenham diferenças em termos de qualidade das instalações, como quadras descobertas e arquitetura que às vezes pode lembrar uma prisão, todas as unidades têm o mesmo programa educacional, conta a superintendente pedagógica da Fundação, Marisa Fortunato.

Segundo ela, para muitos jovens os centros são o primeiro contato com a arte.

— Eles têm aulas multisseriadas todos os dias, num período total de 4h30.

A reportagem do R7 visitou a Fundação Casa de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, e conheceu as instalações e os programas educacionais que são oferecidos aos alunos. Em instalação, apenas a unidade de Atibaia se assemelha à de Franco da Rocha.

No período da tarde, são dadas aulas de qualificação básica, nas quais os menores escolhem uma profissão para ter um primeiro contato. O período vespertino também inclui atividades esportivas e cursos de artes.

Este é um dos motivos pelo qual o Estado de São Paulo é o que mais interna menores em centros de socioeducação. Enquanto Estados como o Rio Grande do Sul internam um a cada sete menores que cometem algum ato infracional, o Estado paulista chega a internar, em média, um a cada três jovens.

De acordo com a diretora do complexo da Fundação em Franco da Rocha, a “Novo Tempo”, Keila Costa da Silva, a
escolha do juiz muitas vezes está ligada ao acesso à educação que o menor infrator tem ao ser internado.

— A Fundação, para muitos internados, é o primeiro contato com a arte, por exemplo. Muitos deles começam a estudar
aqui, onde além de qualidade, as aulas têm presença obrigatória. Na visão de muitos magistrados, o ambiente da
Fundação Casa é melhor e o adolescente fica mais protegido.

Sistema de ensino

A forte presença de jovens que abandonaram os estudos ou não tiveram acesso ao ensino de qualidade obriga o
centro a montar um esquema diferenciado em seu sistema de ensino.

Os alunos com defasagem são alocados para séries inferiores, para que não percam o interesse e preencham as
lacunas de seu conhecimento nas disciplinas, conta Keila.

— Mais de 95% deles não estão adequados à relação série-ano. Vários adolescentes e jovens que deveriam estar na
sétima série ou mesmo no ensino médio são analfabetos e por isso são ouvintes no segundo ano.

Além disso, àqueles cuja sentença prevê um período curto de privação de liberdade, a CASA oferece o PEC (Programa de Educação e Cidadania). Nele, o jovem não tem aulas no modelo curricular proposto pela rede estadual de ensino, mas participa de atividades educativas que começam e terminam no mesmo dia, uma vez que ele pode ter sua liberdade devolvida no dia seguinte.

Go to Top