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“A Bela e a Fera” pode ter sido inspirado em uma história real

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Um espanhol nascido em 1537 teria hipertricose e, ao estudar e ganhar roupas nobres, teve a oportunidade de casar com uma bela mulher

Paulo Lannes, no Matropoles

“A Bela e a Fera” é uma obra escrita originalmente por Madame de Villeneuve em 1740 que se tornou um dos mais famosos contos de fadas do mundo por conta do desenho homônimo da Disney. Todos conhecem o enredo da história, porém poucos sabem que o texto (e o desenho) podem ter sido baseados em uma história real.

O prólogo escrito por Rodrigo Lacerda no livro “A Bela e a Fera” (editora Zahar) revela a história verídica de Pedro Gonzáles, nascido em 1537 no arquipélago de Canárias, na Espanha. Diferente de outros meninos, seus pelos cresciam sem parar em todo o corpo, deixando lisas apenas a palma das mãos e a sola dos pés. Mais tarde viriam a entender que ele sofria uma doença chamada hipertricose, também conhecida como “síndrome do lobisomem” – eis a Fera do conto de fadas.

Diante tal fenômeno, o pai de Pedro resolveu oferecê-lo ao Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, que “colecionava” criaturas exóticas de terras distantes. Com a queda do monarca, o garoto passou a pertencer ao Henrique II, rei da França. Numa atitude considerada nobre para a Corte francesa, o rei resolveu “humanizar” o rapaz, rebatizando-o de Petrus Gonsalvus.

Assim, Pedro passou a frequentar a Corte, ganhou belas roupas e teve estudo, chegando a escrever e falar em línguas diferentes. Com a morte de Henrique II, ele passou a ser cuidado por Catarina de Médici, que lhe arranjou uma esposa. O que no início parecia um filme de terror para a moça, conhecida pela região por sua beleza, tornou-se, mais tarde, em uma relação amorosa. Ela não seria ninguém menos que a Bela do famoso livro.

Assim, a narrativa de Villeneuve, que envolve um castelo, uma fera e uma bela parece ganhar corpo na vida real. Embora não haja uma bruxa no meio do caminho, há de se admitir que a vida de Pedro – ou Petrus – merecia ser contada.

J.K. Rowling dá de presente a garota síria todos os livros da série ‘Harry Potter’

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Rowling em première de Animais Fantásticos, em Nova York, 10 de novembro (Photo by Charles Sykes/Invision/AP)

Rowling em première de Animais Fantásticos, em Nova York, 10 de novembro (Photo by Charles Sykes/Invision/AP)

 

Caio Delcolli, no Brasil Post

J.K. Rowling não cansa de nos surpreender – seja na ficção ou na vida real.

Nesta semana, a escritora inglesa enviou um presente inesquecível a uma fã. A garotinha síria Bana Alabed, 7, ganhou da autora de Harry Potter todos os livros da série.

A mãe de Bana a levou para ver Animais Fantásticos e Onde Habitam, filme escrito por Rowling que integra o universo Harry Potter, atualmente em cartaz em vários países.

Depois disso, a mãe disse pelo Twitter para a escritora que Bana e ela foram assistir ao longa, mas a menina nunca leu os livros da franquia. Rowling, então, deu a Bana os volumes da série. Ambas moram em Aleppo, cidade que tem sido fortemente atingida pela guerra civil no país.

“Minha amiga J.K. Rowling, como você está?”, escreveu Bana na rede social. “Obrigada pelos livros, amo você.”

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Lindo gesto, não? Livros podem fazer toda a diferença para quem precisa de esperança.

6 técnicas de estudo poderosas para concursos públicos

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publicado na Exame

No filme “Sem limites”, o personagem Eddie, vivido pelo ator Bradley Cooper, descobre uma pílula misteriosa que lhe permite usar 100% do seu cérebro. Se fosse candidato a um concurso público, seu sucesso estaria garantido.

Infelizmente (ou não), a vida real não traz as mesmas soluções mágicas de Hollywood. Para assimilar e memorizar conteúdos exigidos numa prova, a única saída é estudar – e muito.

Mas quantidade não é tudo. Segundo professores e especialistas em concursos, certas técnicas relativamente simples podem otimizar o tempo e alavancar o rendimento do aluno.

É claro que não existem regras universais: alguns métodos excelentes para uns podem ser péssimos para outros, diz Paulo Estrella, diretor pedagógico da Nova Academia do Concurso.

“Todo candidato tem seu ponto forte, como a facilidade para visualizar ideias ou para retê-las por meio da audição”, explica ele. “O ideal é usar suas vantagens individuais a seu favor na hora de estudar”.

No lugar de esperar uma única receita infalível, diz Estrella, o aluno deve testar vários métodos e incorporar aquele que mais facilite sua vida.

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A título de sugestão, veja a seguir 6 táticas que podem trazer um salto de produtividade para a sua próxima sessão de estudos:

1. Grave sua própria “aula” sobre a matéria
Segundo Renata Xisto, psicóloga especializada em concursos, uma boa forma de reter conteúdo é ler uma parte da sua apostila e, em seguida, gravar sua própria voz explicando o conteúdo. O benefício é triplo: você precisará estudar com muita atenção para preparar sua “aula”, fará um ótimo exercício de síntese e memorização ao dizê-la em voz alta e, de quebra, ficará com um registro auditivo da matéria – que poderá ouvir no trânsito ou em qualquer hora do dia.

2. Resolva (muitos) exercícios
De acordo com Paulo Estrella, diretor da Nova Academia do Concurso, a preparação para um concurso só começa quando o candidato começa a fazer exercícios: todo o resto é mera introdução ao estudo. “A única técnica absolutamente necessária para ser aprovado é resolver exames anteriores da banca organizadora e dos últimos concursos para o cargo”, diz o especialista. Segundo ele, essa é a melhor forma de descobrir quais disciplinas exigirão mais ou menos aprofundamento.

3. Faça associações mentais – quanto mais engraçadas, melhor
Técnica popular em cursinhos pré-vestibular, criar conexões entre palavras e conceitos é uma ótima forma de memorização. A relação entre termos pode vir por semelhança sonora, por exemplo. Uma dica útil é fazer associações bizarras, inusitadas ou engraçadas. Quando uma imagem mental faz “cócegas” em você, fica mais fácil fixá-la, diz Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Segundo Paulo Estrella, da Nova Academia do Concurso, esse e outros métodos mneumônicos são úteis para dominar conteúdos menos interpretativos, tais como listas, procedimentos ou regras que têm uma ordem obrigatória, por exemplo.

4. Elabore fichamentos dos textos
Escrever – de preferência à mão – é uma das melhores formas de guardar uma informação no cérebro. Por isso, embora a leitura de textos teóricos seja importante, também é obrigatório elaborar um resumo do conteúdo com as suas próprias palavras, afirma o professor Nestor Távora, da LFG Concursos. Além de aprofundar o estudo, o fichamento pode ser consultado posteriormente no lugar do livro, trazendo economia de tempo para o concursando.

5. Estude em grupo
Este método não é para todos, mas funciona muito bem em alguns casos. Segundo Grasiela Cabral, diretora do curso Pra Passar-RJ, trata-se de uma solução interessante para candidatos com dificuldades de concentração. “A principal vantagem desse modelo é estimular a discussão sobre os temas estudados”, diz ela. “O debate com outras pessoas melhora o foco e facilita a memorização”, diz ela. Veja aqui outras vantagens e desvantagens de estudar com colegas.

6. Quebre suas sessões de estudo em blocos
Nosso cérebro não consegue se fixar num único objeto por mais do que uma hora, diz a neurociência. Assim, o ideal é fazer intervalos regulares para descansar e mexer o corpo. Também vale intercalar as disciplinas entre si. Além de sobrecarregar menos o seu cérebro, diz Cabral, a divisão da sessão em blocos temáticos fará com que você permaneça mais tempo estudando.

Ler torna as pessoas mais gentis

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Estudo feito por pesquisadores dos Estados Unidos indica que a leitura pode gerar empatia na vida real

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Publicado por Pais & Filhos

Ler torna as pessoas mais legais. Isso pode até parecer história para convencer adolescente a criar o hábito da leitura, mas não é nada disso. Pesquisadores da Universidade de Washington e Lee, nos Estados Unidos, fizeram um teste para chegar a essa conclusão: chamaram alguns voluntários para ler uma história curtinha e, depois, fizeram algumas perguntas simples para avaliar o quanto cada um tinha curtido o que leu.

Em seguida, derrubaram propositalmente um monte de canetas no chão. Já consegue imaginar qual foi o resultado? Isso mesmo. Quando mais envolvidas com as narrativas as pessoas tinham ficado, maiores eram as chances de elas se levantarem para recolher as canetas.

O estudo chegou à conclusão de que quando lemos algo que realmente nos toca de alguma forma, acabamos criando empatia pelas personagens da história. E aí, quanto maior a empatia por elas, mais propenso nós ficamos a ajudar as pessoas na vida real. Então, aquela história que você lê para o seu filho antes de dormir é muito mais do que um carinho de boa noite. É uma forma eficaz e lúdica de ajudá-lo a ser uma pessoa melhor.

Coleção dedicada às crianças é iniciação no universo indígena

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Em parceria com a Cosac Naify, a Vídeo nas Aldeias lança livros de uma série sobre lendas e a vida real dos índios

Bia Reis, no Estadão

Primeiro nasceram os filmes, feitos por índios cineastas dos povos panarás, que vivem em Mato Grosso e no Pará, ikpengs, em Mato Grosso, e wajãpis, no Amapá. Dos vídeos, desdobraram-se os livros, com as histórias adaptadas para crianças, em uma linguagem simples, parecida com o jeito de falar indígena, e recheadas de ilustrações. Os três filmes e livros compõem a coleção Um Dia na Aldeia, lançamento do Vídeo nas Aldeias com a editora Cosac Naify, que apresenta uma visão autêntica e realista dos primeiros habitantes do Brasil.

Os livros da série foram feitos a partir de filmes

Os livros da série foram feitos a partir de filmes

“A ideia é sensibilizar as crianças em relação a um universo que não conhecemos, que nos livros didáticos aparece de forma totalmente equivocada. Os índios não estão apenas em 1500, estão ao nosso lado, vivendo, se apropriando da nossa cultura, mas mantendo as suas. A questão indígena no País envolve desrespeito ao direito e muita violência. Isso também faz parte do que somos nós”, afirma a escritora e educadora Ana Carvalho, que integra a equipe do Vídeo nas Aldeias e assina a adaptação da história Depois do Ovo, a Guerra, feita com base no filme de Komoi Panará.

Neste livro, as crianças panará brincam de reviver a guerra de seu povo contra os txucarramães, seus antigos inimigos. Pintam o corpo, cortam seus cabelos e produzem as armas para celebrar a história.

Os outros dois livros – A História de Akykysia, o Dono da Caça e Das Crianças Ikpeng Para o Mundo – foram adaptados pela escritora, ilustradora e atriz Rita Carelli, que também fez os desenhos de toda a coleção. Na primeira obra, Rita conta a lenda dos índios wajãpis e do monstro Akykysia, que mora no buraco de um tronco de sumaúma. Na segunda, o foco é a vida em uma aldeia ikpeng. Por meio elas, o leitor conhecerá a casa do cacique, o hábito de tomar banho no rio e de comer frutas direto do pé, além de compreender como se dá a divisão de tarefas entre homens e mulheres.

Para fazer as ilustrações, Rita fez diversas oficinas de ilustração com as crianças indígenas. Levou papel, lápis e tinta e propôs que elas desenhassem. Curiosamente, conta, os índios optaram por cores fora da paleta tradicionalmente usada quando são retratados – eles ficaram fascinados com os tons mais fortes. Nos livros, Rita apostou em amarelos, vermelhos e verdes fechados.

“Também trabalhei muito com colagens, usei papéis de origami japonês. Quis brincar com a ideia de que a cultura indígena quase se aproxima da japonesa. Encontramos padrões semelhantes, quis provocar”, diz Rita. Os livros são bilíngues: em português e no idioma dos índios. A ideia é que eles também sejam lidos por eles. “Existe além do português no Brasil. Desta forma, os livros voltam para as aldeias e para as escolas indígenas diferenciadas. A tradição oral retorna em formato escrito”, afirma Ana. Para Vicent Carelli, diretor executivo do Vídeo nas Aldeias, como há escassez de material para os índios, a coleção poderá ser usada no processo de alfabetização das crianças indígenas.

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