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Rita Lee é autora brasileira mais vendida de 2017

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Ihanna Barbosa, no Reduto do Rock

Rita Lee, além de ser um dos grandes nomes do rock nacional, agora é uma das autoras brasileiras mais vendidas de 2017. Já há algum tempo longe dos palcos, Rita manteve seu espaço nos holofotes com seu livro “Rita Lee – Uma Autobiografia“, onde relata fatos marcantes da sua vida e carreira.

Com sua autobiografia, Rita Lee vendeu 98 mil exemplares, se tornando a autora brasileira de não-ficção mais vendida no país, mais de 30 mil exemplares na frente dos segundos colocados. Rita passou a se dedicar mais aos livros depois que anunciou a aposentadoria dos palcos. Em 2013 lançou o “Storynhas”, e apenas alguns meses depois da autobiografia, Rita lançou “Dropz”, uma coletânea que reúne 61 contos.

“Rita Lee – Uma Autobiografia”, lançada no final de 2016, conta os altos e baixos da vida de Rita, com as palavras da própria cantora, desde o abuso sofrido na infância até seu último show da carreira, no aniversário de 459 anos da cidade de São Paulo. Passa pelo início e fim da banda os Mutantes e Tutti Fruti, a parceria na vida e carreira com Roberto Carvalho, a repressão política, o uso de drogas e mais inúmeros fatos, que levaram Rita Lee ao título de Rainha do Rock.

Com informações da Forbes Brasil e PublishNews.

Carina Rissi anuncia que Perdida está em produção.

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Francine Colonia, no Cabana do Leitor

Os fãs de Carina Rissi que se segurem na cadeira, pois vem novidade boa por aí! Acabou de sair, no Instagram da autora, que está tendo a sua primeira reunião sobre o filme Perdida, que será produzido pela Filmland em parceria com a Warner.

Na ultima Bienal do Rio de Janeiro em 2017, teve um Encontro de Autores com a Carina Rissi e, para quem teve a oportunidade de participar como eu, já sabíamos da produção do filme e também de outras novidades como o livro “No mundo da Luna” virar seriado e um possível filme do livro “Menina Veneno”, livro que já fizemos resenha aqui no site.

Para quem ainda não conhece ao livro Perdida da Carina Rissi, segue a sinopse e conheça um pouco desse livro que vai fazer você se apaixonar.

Perdida – Um Amor Que Ultrapassa As Barreiras do Tempo

Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa – ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos… Perdida é uma história apaixonante com um ritmo intenso, que vai fazer você devorar até a última página.

Para ler nas férias ou presentear: 9 livros que contam a história de superação de esportistas

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Carolina Abrantes,no WebRun

Final de ano, férias, nada melhor do que uma boa leitura para relaxar e inspirar encarar desafios seja da vida ou do esporte. Nós fizemos a nossa lista de 9 livros que cumprem bem esse papel e contam a história de grandes atletas mundiais. Confira:

Usain Bolt, 2013

O livro traz a história de vida do homem mais rápido do mundo e a descrição do que ele pensa quando está correndo cada segundo da sua corrida que costuma durar no máximo 10. ‘Mais rápido que um raio’, primeira autobiografia de Bolt, revela sua trajetória e o que pouca gente sabe, como o início da carreira onde quase desistiu por causa das insuportáveis dores nas costas e o acidente de carro que quase acabou de vez com ele em 2009, quando já era o mais famoso esportista do planeta.

Laura Hillenbrand, 2010

Quando o assunto é história de superação de um atleta, Invencível é um clássico. O livro traz a história de Louis Zamperini, um americano com raízes italianas que tinha tudo para ser um dos grandes corredores de sua época. Ele já havia participado da Olimpíada de Berlim 1936 antes de se alistar para a II Guerra Mundial, e tinha o desejo de conquistar uma medalha nos Jogos seguintes, até que precisou deixar o esporte de lado e tornar-se um artilheiro da Força Aérea Americana.

Gustavo Kuerten, 2014

Em 1997 aconteceu a maior virada da vida de Gustavo Kuerten: o torneio de Roland Garros. O desconhecido tenista, cabeludo e boa-praça abalou as tradições do esporte refinado e entrou para história do tênis mundial e brasileiro. Nesta autobiografia, Guga que cativou o coração dos brasileiros, com seu estilo modesto e o divertido, conta as passagens mais marcantes de sua vida. Ele fala de suas memórias da infância e adolescência, o que o levou a superar a descrença em si mesmo e o ajudou a enfrentar nos adversários mais temidos na época.

– Lionel Froissart, 2014

Há várias biografias publicadas sobre Senna, porém está é tida como uma das melhores, já que Froissart teve acesso a diversos arquivos e documentos da família do tricampeão de Fórmula 1. Considerado hoje um dos maiores pilotos de todos os tempos, Ayrton Senna era, no entanto, um ilustre desconhecido até a largada do Grand Prix de Mônaco de 1984. Enquanto o principado está sob um dilúvio e a maior parte dos pilotos perde o controle do carro, o jovem brasileiro causa sensação no volante de um Fórmula 1 de segunda classe e tem uma performance impressionante, que o leva à dianteira da corrida e a ameaçar o campeão AlainProst. Esse dia marca o início da lenda que se escreveu durante os dez anos seguintes.

Carol Barcellos, 2016

Fazer uma ultramaratona no deserto do Atacama, subir em árvores de 100 metros de altura, entrar em cavernas profundas no interior da China e correr no Polo Norte. A partir da vivência dessas aventuras, a jornalista e apresentadora de TV Carol Barcellos conta como aprendeu a superar o medo e ultrapassar os limites. Como nunca foi atleta, ela explica o que é preciso para sair da zona de conforto e encarar os desafios – no esporte, no trabalho, em todos os momentos da vida. O livro traz uma mensagem de incentivo e de coragem para todos.

Haruki Murakami, Cássio de Arantes Leite 2010

A corrida entrou na vida de Haruki Murakami ao mesmo tempo em que o japonês decidiu se dedicar à escrita em 1982. Um ano depois, ele já correu o trajeto entre Atenas e a cidade de Maratona, na Grécia, e o esporte não saiu mais de seu caminho. Neste livro ele detalha sua rotina de treinos fazendo 10k diários e 6 vezes por semana. E como correr longas distâncias é difícil e por isso não é para qualquer um. Não só o fator físico aparece, mas é uma constante batalha psicológica.

Bernardinho, 2010

Um dos técnicos com mais títulos do mundo, a autobiografia do treinador de vôlei traz diversas facetas desconhecidas do treinador, como sua formação na faculdade e como ele se via na época que jogava. Bernardinho, conta sua trajetória mostrando que a essência da transformação para o sucesso é a junção de talento e trabalho.

– Blaza Popovic, 2013

O livro traz a história de um dos melhores tenistas do mundo, que viveu uma infância cercada por guerras e conflitos étnicos e chegou ao topo do esporte. A trajetória de Djokovic inspira atletas a buscarem seus sonhos, mostrando desde a infância, quando o servo segurou uma raquete pela primeira vez, passando pela adolescência, com a participação nos primeiros torneios internacionais, até a sai ascensão e permanência no topo do ranking mundial do tênis.

Kelly Slater, 2004

O garoto de ouro americano que dominou o esporte nos anos 90 conta sua receita para se tornar o maior surfista de todos os tempos. Contando sua vida desde criança, explica os vários trabalhos de sua carreira e os altos e baixos do lado afetivo. Homenageia grandes amigos que perderam a vida no surfe de ondas grandes e narra como é o Circuito Mundial, das fofocas com celebridades e do assédio das fãs à loucura das competições, contando histórias de bastidores de surfistas famosos, como Tom Curren, Tom Carroll, Gary Elkerton, entre outros.

15 livros recomendados por visionários da tecnologia

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Tissiani Vicentin, no TecMundo

Livros podem conter um conteúdo tão rico que são usados como uma espécie de manual para a vida. E, especialmente no mundo do empreendedorismo, esse artefato é ainda mais utilizado para guiar caminhos e mudar suas visões de mundo. Bilionários da tecnologia como Jeff Bezos, Elon Musk e Bill Gates, por exemplo, não são apenas empresários de sucesso, mas também grandes entusiastas da literatura.

Ao longo dos anos, essas três personalidades chegaram a divulgar uma lista com as leituras que mais os influenciaram no quesito gerenciamento de negócios e até mesmo os ajudaram a mudar algumas abordagens quando o assunto era inovação.

Quer saber os livros que mais chamaram a atenção desses três visionários? O site Business Insider separou uma lista com os mais interessantes. A seleção inclui uma porção de títulos de empreendedorismo, mas também há outros itens que podem ser lidos por qualquer um. A lista, você confere a seguir (spoiler: fãs de Douglas Adams, “O Guia do Mochileiro das Galáxias” está aí no meio!).

Os queridinhos de Jeff Bezos

1. “Os Vestígios do Dia”, de Kazuo Ishiguro (Companhia das Letras)

O nipo-britânico e prêmio Nobel de Literatura de 2017, Kazuo Ishiguro, entrou para a lista dos livros recomendados por Bezos. O romance de 1989 narra a história do mordomo Steven, que serviu por três décadas à mansão Darlington Hall na época da guerra e no pós-guerra. O livro não apenas conta a viagem que Steven faz pela Inglaterra em busca da ex-governanta da casa, a quem ele quer devolver o emprego, mas também mostra uma reflexão do personagem sobre o papel dos mordomos na história britânica. O livro foi adaptado para um filme estrelado por Anthony Hopkins e Emma Thompson e nomeado para oito Oscares na época.

2. “Sam Walton, Made in America”, de Sam Walton (Bantam Books)

Sam Walton pertence a uma das famílias mais ricas do mundo. O executivo foi fundador do Walmart e construiu um patrimônio familiar que, hoje, chega aos US$ 100 bilhões — se somados os valores de seus herdeiros. Ironicamente (ou não), o livro está na lista de Bezos e conta a trajetória do bilionário no comando da gigante do varejo — hoje uma das principais concorrentes da Amazon. Nas palavras de Walton, o livro é sobre “o risco e o trabalho árduo, sobre a certeza de onde se quer chegar e sobre a disposição de fazer o que é necessário para chegar lá. É uma história que fala sobre acreditar em uma ideia mesmo quando outras pessoas não acreditam (…)”, descreve. Em seus capítulos, o livro engloba itens essenciais para um bom empreendedor, como “Recrutando uma equipe”, “Construindo parcerias”, “Criando uma cultura”, “Fazendo o primeiro cliente”, “Conhecendo a concorrência”, entre outros.

3. “Memos From The Chairman”, de Alan Greenberg (Sybex)

Alan Greenberg chegou ao topo da carreira quando foi chairman do Comitê Executivo da The Bear Stearns Companies. Foi nessa mesma empresa que ele começou sua carreira como técnico e foi crescendo pouco a pouco. Logo se tornou CEO do banco de investimentos, que foi vendido posteriormente à JP Morgan. O executivo, também conhecido filantropista, ficou conhecido por seus memorandos peculiares e sábios. O livro aborda exatamente essa sua filosofia única e simples de gestão, um manual para os empreendedores que querem ser bem-sucedidos. Algumas das valiosas dicas englobam: tomar decisões com base no senso comum, evitar a mentalidade de rebanho, controlar despesas de forma implacável, ser humilde e nunca acreditar que o seu odor corporal é perfume (sério, mesmo!).

4. “Built to Last”, de Jim Collins (HarperCollins)

Jim Collins é o autor por trás desse livro. O executivo é conhecido no mundo dos negócios por suas lições de empreendedorismo. No “Built to Last”, Collins aponta 18 empresas verdadeiramente de sucesso (com base em um estudo realizado durante seis anos na Faculdade de Negócios de Stanford). As companhias escolhidas têm, em média, 100 anos de idade — o que mostra que elas conseguiram vencer nas adversidades e, especialmente, no mercado de ações. O livro, no geral, aponta o que torna essas empresas tão diferentes das outras.

5. “A lógica do Cisne Negro”, de Nassim Taleb (Best Seller)

Nassim Taleb, autor deste best-seller, aponta coincidências (ou não) da aleatoriedade. Por exemplo: o que o sucesso do Google e o 11 de setembro têm em comum? Como a sorte, a incerteza e a probabilidade podem influenciar nos grandes acontecimentos pelos quais podemos passar ao longo da vida? E, o mais importante, Taleb ensina os leitores a tirar proveito das adversidades.

Os queridinhos de Bill Gates

6. “Os Anjos Bons da Nossa Natureza”, de Steven Pinker (Companhia das Letras)

De acordo com o The New York Times, esse é um livro “essencial para todos aqueles que se interessam pela natureza humana”. Escrito por Steven Pinker, o livro aponta como a violência diminuiu ao longo dos anos, apesar de o noticiário não indicar que o cenário mudou muito ao longo dos anos (cheio de ataques terroristas, crimes e guerra). Ao longo do texto, ele tenta esclarecer por que podemos estar no momento mais pacífico da existência humana.

7. “The Man Who Fed the World”, de Leon Hesser (Lightning Source)

Leon Hesser narra a trajetória do biólogo Norman Borlaug, também conhecido como o homem que alimentou o mundo (e que acabou ganhando o Nobel da Paz). Borlaug dedicou sua vida ao que ele achava ser um dos maiores problemas da humanidade: a fome. Se ela fosse tratada, ele acreditava que a paz no mundo poderia ser alcançada — a erradicação da fome não era a solução, mas sim fator essencial. Assim, Borlaug criou a chamada Revolução Verde, o que deu a ele o status de “pai da agricultura moderna”.

“Ele fez provavelmente mais do que muitos, mas é conhecido por menos gente do que qualquer outra pessoa que tenha feito tanto quanto ele (…). Tornou o mundo melhor”, disse o amigo Ed Runge, que trabalhou ao lado de Borlaug durante sua passagem pela Universidade do Texas.

8. “A Questão Vital – Por que a vida é como é?”, de Nick Lane (Rocco)

O premiado bioquímico Nick Lane aborda o surgimento e evolução da vida na Terra em nível celular. O livro começa há 4 bilhões de anos, quando uma pequena célula surge e se torna responsável pelo aparecimento de bactérias — basicamente a origem da vida complexa na Terra, de árvores a abelhas e humanos.

9. “How Asia Works: Success and Failure in the World’s Most Dynamic Region”, de Joe Studwell (Grove Press)

Você já deve ter ouvido falar do “milagre econômico” do Leste asiático nos anos 80 e 90. Países da região eram vistos como prodígios, um bloco em ascensão. No livro, Joe Studwell mostra a economia de nove países pertencentes a esse seleto grupo: Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Indonésia, Malásia, Tailândia, Filipinas, Vietnã e China. Uma leitura para qualquer um que queira entender (incluindo leigos) o que realmente aconteceu na Ásia e por que alguns países estiveram em rápido crescimento.

10. “The Myth of the Strong Leader – Political Leadership in the Modern Age”, de Archie Brown (Random House)

O mito do líder forte, em tradução, desmistifica exatamente esse conceito: o de que os chamados “líderes fortes” dominam. De que eles são os mais bem-sucedidos e os mais admiráveis. De Mikhail Gorbachev a Nelson Mandela e Margaret Thatcher, o livro aponta diferentes tipos de qualidades e lideranças. A ideia de Archie Brown é desconstruir essa noção do “líder forte”, muito popular, e repensar o verdadeiro significado da palavra liderar.

Os queridinhos de Elon Musk

11. “Benjamin Franklin – Uma Vida Americana”, de Walter Isaacson (Companhia das Letras)

Benjamin Franklin é considerado um dos “Pais Fundadores dos Estados Unidos” e não à toa: suas descobertas e pesquisas ajudaram no desenvolvimento de uma das nações mais poderosas do mundo. No livro, Walter Isaacson aponta as proezas que o inventor fez durante sua existência e como ele colaborou em documentos importantes como a Declaração da Independência Americana, que moldaram a modernidade no país.

12. “De Zero A Um – O Que Aprender Sobre Empreendedorismo com o Vale do Silício”, de Peter Thiel (Objetiva)

Esse livro foi escrito pelo cofundador do PayPal, uma das maiores empresas de tecnologia da atualidade. O investidor aponta uma questão que pode ser intrigante em um mundo onde cada vez mais os novos empreendedores querem ser “o próximo Bill Gates”, ou o “próximo Mark Zuckerberg”: acontece que eles certamente não serão os próximos grandes inventores de um sistema operacional e de uma rede social. Esses papéis já foram preenchidos e, se você está pensando em fazer o mesmo, é bom achar outra coisa para si. A ideia do livro não é oferecer uma receita de bolo, vale ressaltar, mas sim mostrar que cada inovação é única.

13. “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams (Objetiva)

O que falar sobre Arthur Dent e seu companheiro Ford Prefect — que mal conheço e já curto pacas? Um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, o livro conta a história das aventuras do terráqueo Dent e seu amigo extraterreste pela galáxia um pouco depois de eles saírem da Terra (por força maior). Recheado de humor satírico, o ponto central da história de Adams são as situações que debocham das burocracias e politicagens do mundo real.

14. “Our Final Invention”, de James Barrat (Thomas Dunne Books)

“Nossa Invenção Final”, em tradução, faz uma alusão à frase do matemático Jack Good, que diz que “a primeira máquina ultrainteligente será a última invenção que o homem precisará fazer”. O livro traz uma visão apocalíptica do fim dos tempos depois que a inteligência artificial ganhar força. Faz sentido Musk ter esse livro na sua lista de best-sellers, afinal ele defende ferozmente que a IA é uma arma com que não deveríamos estar mexendo.

15. “Fundação”, de Isaac Asimov (ALEPH)

A série Fundação foi eleita, em 1966, a melhor série de ficção científica de fantasia de todos os tempos. Os livros abordam, basicamente, a saga do Império Galáctico que perdeu seu poderio após 12 mil anos de atuação. Nesse cenário, surge Hari Seldon, o único homem que consegue visualizar o futuro obscuro, feito de ignorância e barbárie, que está por vir (e que vai durar 30 mil anos).

Ler Jorge Amado desgraçou minha cabeça

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Marcella Franco, no Do Meu Folhetim

Um desconhecido magrelo e enxerido foi quem fez a primeira provocação. “Se não gosta de Jorge Amado, não é brasileira de verdade”, gorfou ali mesmo, nas gôndolas do sebo. Não era um bom dia, vá lá, mas nada desculpa o desejo ardente que tive de enfiar três Gabriela e duas Dona Flor em sua boca, e sufocá-lo com todo o patriotismo que me coubesse. Sinto muito, Deus, perdão. É só que, um, ninguém tinha te perguntado nada, moço, e, dois, havia uma explicação para minhas preferências literárias (e não que eu a devesse a você, cagador de regra anônimo).

Começa que fazem com a gente o mesmo que eu quis fazer com o homem do sebo: empurram goela abaixo em adolescentes de 13 anos obras que, muitas vezes, moleque não está preparado para compreender. E isso em relação ao desenvolvimento cognitivo mesmo – não é novidade nenhuma que cada jovem progride no seu ritmo, e que estilos que exigem mais competência intelectual podem escapar a alunos ainda imaturos.

Quem aqui não foi obrigado a encarar um Capitães da Areia, um Dom Casmurro, um Amor de Perdição (pedagogos do mundo, uni-vos e me descasquem à vontade, que essas caixas de comentários são uma várzea mesmo) quando ainda brincava de Comandos em Ação no recreio? E, quem daqui garante que, àquela altura da vida, sacou real & oficial o que diziam os olhos de ressaca da Capitu? Me poupem.

Injustamente, o bando de Pedro Bala me deu trauma de Jorge Amado. Nunca mais peguei o baiano. Se virava o assunto nas rodinhas de amigos, era momento de levantar para pegar um drinque. Para facilitar a rejeição, inventei uma tese escrota da qual eu era a autora e também a banca toda, e que dizia que Jorge Amado não passava de um copião babaca de Gabriel García Márquez. Seu recalcado.

Era essa a pegada quando o tiozão de regata me flagrou no sebo. Eu: uma hatter, ignorante como o são todas as pessoas cegas de ódio. Tipo as crianças aqui em casa, que nunca provaram vagem, mas que odeiam vagem muito, muito, muito. Jorge Amado era minha vagem. E eu não sabia o que eu estava perdendo.

Foi começar o Tieta do Agreste comprado naquela tarde que minha vida se acabou. Ler Jorge Amado desgraçou minha cabeça a um ponto que, hoje, não como, não durmo, não trabalho. A, ainda, mais de 300 páginas do final, quero que o mundo todo se exploda, só pra que eu continue em paz a minha leitura.

Tem meia Tieta que não brinco com meus filhos, que não converso com meu marido, que não saio de casa nem para pegar correspondência. Estamos todos na família à base de miojo já há dois capítulos, porque, como leva três minutos, é questão de perder apenas uns poucos parágrafos, paciência. A casa de Mangue Seco começou a ser erguida, desmaiam de inanição as gatas e cactos. A roupa suja se acumula, e o cesto está igualzinho às dunas do romance.

Quando é hora de deitar (que desperdício dormir, passei a achar), o Luiz Caldas dentro de mim canta enlouquecido mil vezes Tieta, e o cérebro projeta a abertura da novela. Sonhos todos com sotaque baiano. Padre Ricardo é a cara do meu vizinho malhado. Cogito implantes de silicone para ter peitos parecidos com os da cabrita do agreste. E se eu virar amiga de político? E se eu inaugurar um puteiro?

Completamente viciada, um fato. Tiete fiel sem qualquer possibilidade de salvação. Vou peregrinar à Bahia, tirar foto diante do seu muro, danou-se, estacionou a vida, onde você andava por esse tempo todo? Jorge Amado, seu canalha. Se você já não estivesse morto, eu te matava todinho – daqui a 300 páginas, mas eu juro que matava.

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