Posts tagged Vieira

Baixe o primeiro capítulo do novo livro de Bruna Vieira

0

Autora e colunista da CAPRICHO fala sobre A Menina Que Colecionava Borboletas

bruna-vieira-entrevista-livro-novo48651

Bruno Dias, no site da Capricho

Bruna Vieira está com livro novo! A autora do blog Depoisdosquinze e colunista da CAPRICHO acabou de lançar seu terceiro trabalho como escritora, A Menina Que Colecionava Borboletas, novamente pela Editora Gutenberg.

A Menina Que Colecionava Borboletas traz crônicas e pensamentos de Bruna, que resolveu colocar todas as “borboletas que colecionou dentro do peito” para fora. Mas claro que sobraram algumas, né?

A CAPRICHO disponibilizou o primeiro capítulo do livro pra download (só clicar aqui e baixar) e ainda conversou com a Bruna Vieira.

CAPRICHO – De onde veio a inspiração para este novo livro?
Bruna Vieira – No livro falo sobre vários assuntos, mas no geral a inspiração vem das coisas que acontecem ao meu redor. Acho que esse foi o jeito que encontrei de absorver, entender e lidar com as situações mais delicadas, sabe? Vou lá e escrevo sobre. Conversar com a melhor amiga é legal, mas às vezes o que a gente precisa mesmo é se ouvir um pouco. O A Menina Que Colecionava Borboletas reúne esses meus diálogos diários e não mais secretos.

Qual das crônicas do A Menina Que Colecionava Borboletas você mais ama? Dá pra escolher uma?
Uma das minhas crônicas preferidas é a “Corpão”. Escrever sobre o amor é uma delícia, meu tema preferido, mas hoje sei que estar em um relacionamento não é tudo. Antes de querer ser feliz com alguém, precisamos estar feliz com nós mesmos. Nesse texto falo sobre padrões de beleza, exposição e insegurança. Temas que ganharam muita força depois das redes sociais e principalmente dos blogs.

Na internet todo mundo quer dar opinião o tempo todo, mas isso não justifica esse ódio e agressão gratuita que vejo no meu feed diariamente. Existe alguém do outro lado da tela e é uma pessoa de verdade com defeitos, qualidades, limitações, traumas e preferências. O filtro do Instagram é o mesmo, mas graças a Deus somos todos completamente diferentes.

É maldade ver uma foto de alguém na rede e achar que isso te dá o direito de deixá-la triste. Isso é coisa de quem tem a vida chata e vazia. Em resumo: do meu corpo e dos meus gostos pessoais cuido eu. Da sua louça suja na pia, você. Pelo menos deveria ser assim, né?

Na descrição do livro diz que você “libertou todas as borboletas que estavam dentro de você”. Não sobrou nenhuma mesmo?
Sempre sobra. Aliás, elas é que vão me guiar para os próximos livros e projetos. Usei essa metáfora pra escolher o título porque considero a borboleta um inseto muito bonito e raro. A gente não costuma ver borboletas voando por aí todo dia, né? Pois com os sentimentos realmente sinceros também é assim. Com o tempo e as experiências vividas inevitavelmente vamos criando essa resistência pro amor.

Você disse que a primeira tiragem já acabou e uma segunda está a caminho. O que as meninas estão te falando sobre esse novo livro? A resposta tem sido tão positiva quanto as vendas?
Esse é livro é muito especial pra mim porque ele diz bastante sobre a pessoa que me tornei depois de mudar para São Paulo sozinha. Às vezes é complicado saber se estamos fazendo a coisa certa com a nossa vida, se vale a pena continuar abrindo mão de um monte de coisa para realizar os nossos sonhos, e sem dúvidas, a aceitação do público me motiva e serve como bússola.

Apesar do lançamento oficial ser só no final de semana, algumas leitoras já compraram o livro e enviaram mensagens no Twitter dizendo que leram em menos de um dia e amaram. Isso me deixa tão feliz! É como se elas tivessem lido meu diário. No colégio só as minhas melhores amigas faziam isso.

Quais são seus próximos projetos?

Na Bienal de São Paulo, que acontece em agosto, publicarei a continuação do De Volta Aos Quinze. Antes do final do ano prometo surpreender os leitores com um outro projeto, mas esse eu ainda não posso contar. O blog continua com os posts diários e agora estou me aventurando no Youtube também. Não tem jeito, a internet é a minha casa!

Beijooooo!

Próximos Lançamentos

Rio de Janeiro – dia 16/02, às 16h – Travessa do Shopping Leblon – Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – loja 205 A

Brasília – 22/02, às 14h (com bate papo) – Cultura do Shopping Casa Park – Sgcv, 22 – Guará, Brasília – DF

A nova onda do chick lit juvenil brasileiro

0

Incentivadas pelo crescimento expressivo das vendas de livros juvenis no Brasil, editoras fazem novas apostas para conquistar leitores – e principalmente leitoras. Lançadas recentemente, Carina Rissi, Bruna Vieira e Patricia Barboza, três autoras dessa nova seara, já acumulam juntas vendas de mais de 100 000 exemplares

Segmento de literatura juvenil brasileira cresceu 19,5% em 2013 (Getty Images)

Segmento de literatura juvenil brasileira cresceu 19,5% em 2013 (Getty Images)

Meire Kusumoto, na Veja

As veteranas e best-sellers juvenis Thalita Rebouças e Paula Pimenta, que tem um blog no site de VEJA, ainda arrastam multidões a feiras e sessões de autógrafos, mas já enfrentam concorrência no nicho brasileiro do chick lit – termo que surgiu em na década de 1980 como apelido para uma disciplina sobre literatura feminina da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. As editoras, de olho no bom desempenho do mercado juvenil, que cresceu 19,5% em volume de vendas em 2013 segundo a empresa de pesquisa de mercado GfK, vêm reforçando suas apostas naquele que talvez seja o nicho com maior número de representantes nacionais, dentro do segmento jovem. E, dessa nova investida, já desponta uma nova onda de autoras, com nomes que prometem marcar o ano de 2014: Carina Rissi, Bruna Vieira e Patricia Barboza.

Em inglês, “chick” é uma gíria amena para designar mulheres, as jovens em especial. O termo chick lit se aplica a livros que abordam o universo “menininha”. Geralmente com mulheres como protagonistas, eles tratam de amor, família e relacionamentos. Para João Luís Ceccantini, professor especializado em literatura infantil e juvenil da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), a investida das editoras no gênero se deve ao sucesso de autoras como a própria Thalita. “Esse mercado é muito ágil. Quando um livro dá certo, outras editoras lançam obras parecidas”, diz.

Thalita Rebouças para baixinhas

Em sua primeira investida na literatura infantil, a veterana dos livros juvenis, Thalita Rebouças, vai direto a um dos assuntos preferidos das meninas, a vida de princesa. Em Por Que Só as Princesas se Dão Bem? (Rocco), lançado em novembro de 2013, no entanto, a escritora questiona se ser princesa é tão bom quanto as pequenas imaginam. Com obrigações e agendas cheias, as integrantes da realeza passam muito mais tempo lidando com assuntos “chatos” do que se divertindo, algo prezado por toda criança.

O livro foi criado para a afilhada de Thalita, Bia, que, deslumbrada após uma viagem a um parque da Disney, afirmou que queria ser princesa. A madrinha também aproveitou para se vingar de uma amiga de Bia, que duvidava que sua madrinha fosse realmente escritora, por nunca encontrar livros de Thalita na seção infantil das livrarias. A aceitação da história foi tão grande que a escritora afirma que já está preparando sua continuação, com lançamento previsto para acontecer durante a Bienal do Livro de São Paulo, em agosto.

Uma das precursoras do chick lit juvenil no Brasil, Thalita estreou concorrendo com autoras como a americana Meg Cabot (da série O Diário da Princesa) e a irlandesa Marian Keyes (de Melancia e Sushi), feras do gênero, em 2001. Agora, mais de uma década depois, ela embarca em um novo desafio: escrever para crianças (box). Enquanto Thalita avança para outros filões, Carina, Bruna e Patricia dão os primeiros passos na conquista do público juvenil.

Carina Rissi, da cidade de Ariranha, interior de São Paulo, deixou a vida de funcionária pública para se dedicar à criação de sua primeira filha. Ela só não esperava que logo fosse unir a vida de mãe à de escritora. Carina lançou seu primeiro livro, Perdida: Um Amor que Ultrapassa as Barreiras do Tempo, em 2011, pela editora Baraúna, mas foi com o segundo romance que ganhou mais visibilidade. Procura-se um Marido saiu no ano seguinte pelo selo Verus, que pertence ao Grupo Editorial Record, um dos maiores do país, por onde Perdida foi reeditado em 2013. Juntos, os dois livros já venderam mais de 26 000 exemplares, número farto para os padrões do mercado editorial brasileiro.

Bruna Vieira, jovem de Leopoldina, interior de Minas Gerais, também teve um começo inesperado no mundo das letras. Após passar por uma desilusão amorosa aos 15 anos, a garota decidiu criar um blog apenas para desabafar, como tantas adolescentes, mas viu sua audiência na rede e o interesse por suas crônicas e contos crescerem. Ela se mudou para São Paulo no final de 2011 para cursar o ensino superior, mas os planos foram atropelados pelo sucesso na internet. O blog se tornou parceiro da revista CAPRICHO (assim como VEJA, da editora Abril) e logo despertou o interesse da editora Gutenberg, que lançou um apanhado dos textos publicados no site no livro Depois dos Quinze, em 2012. Pela mesma editora, chegou às livrarias o primeiro romance de Bruna, De Volta aos Quinze, em 2013. Juntos, os livros venderam quase 60 000 exemplares.

Ao contrário de Bruna e de Carina, a carioca Patricia Barboza, embora seja uma aposta nova da Verus, já tem experiência nas letras e nas publicações. Seu primeiro livro, Os Quinze Anos de Carol (RGB), foi lançado em 2002. Mas é só hoje, depois de deixar de lado a vida de analista de sistemas e integrar um selo maior, que a escritora desfruta de um grande público e contabiliza vendas na casa dos 30 000 exemplares, desempenho conjunto dos três primeiros volumes da série As MAIS, sobre o cotidiano de quatro amigas adolescentes no Rio de Janeiro.

Nem Carina nem Bruna nem Patricia admitem escrever só para meninas, público a que se destina o chamado chick lit. Mas é inevitável associá-las ao nicho. Para Vera Teixeira de Aguiar, professora de literatura infantil e juvenil da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), os jovens buscam livros que tenham personagens com as quais possam se identificar. “Nesses livros para moças, elas encontram modelos de comportamento para situações amorosas, familiares, de amizade etc.”

Conheça Carina Rissi, Bruna Vieira e Patricia Barboza

1

Carina Rissi

O primeiro livro de Carina Rissi, Perdida: Um Amor que Atravessa as Barreiras do Tempo, chegou aos leitores primeiro pela editora Baraúna, em 2011, antes de ser reeditado pela Verus, do Grupo Editorial Record, em 2013. O romance conta a história de Sofia, uma moça que faz uma viagem acidental no tempo e vai parar na década de 1830. Confusa, ela conta com a ajuda do galante Ian para descobrir como voltar para casa. Carina trabalha na continuação de Perdida, ainda sem data de lançamento, e em sua adaptação para o cinema, parceria com o cineasta Luca Amberg (Meninos de Kichute) com estreia prevista para 2015.

Seu segundo romance, Procura-se um Marido, chegou às livrarias em 2012, também pela Verus. No livro, Alicia é uma jovem para quem o casamento nunca foi um sonho. Após a morte de seu avô, de quem era muito próxima, a moça é impedida por uma cláusula do testamento de reclamar sua parte da herança. No documento, seu avô afirma que só vai permitir o repasse dos bens quando Alicia se casar. Ela, então, coloca um anúncio no jornal para encontrar um marido de aluguel.

Carina afirma que, apesar de saber que seus livros atingem o público feminino jovem, não teve pretensões nesse sentido. “Eu adoro romance, pouco me importa se é fantástico ou chick lit. Não escrevo pensando nos gêneros, apesar de ver semelhanças entre o que faço e o que vejo em obras de chick lit”, diz.

Bruna Vieira

Bruna Vieira

Tudo começou quando Bruna Vieira, natural de Leopoldina, interior de Minas Gerais, sofreu uma desilusão amorosa, aos 15 anos. Para desabafar, a menina criou um blog, o Depois dos Quinze, que logo se tornou o cantinho em que Bruna escrevia sobre tudo de que gostava: maquiagem, moda, livros. Em apenas dois anos, uma reunião dos contos e crônicas que publicava no blog foi lançada pela editora Gutenberg, do Grupo Autêntica.

O segundo livro de Bruna, De Volta aos Quinze, chegou às livrarias também pela Gutenberg, em 2013. No romance, Anita, uma mulher de 30 anos infeliz com sua vida volta no tempo ao reler posts de um blog que criou aos 15 anos. Ela se vê de novo com metade da idade, no auge da adolescência, e revive os dramas típicos da idade.

Bruna enxerga a literatura juvenil como um refúgio para meninas que, como ela, sofreram algum baque durante a adolescência. “Acho que a literatura se transforma em ajuda, as meninas se identificam. Na adolescência, tudo é muito intenso e nem sempre as garotas têm com quem conversar. Com os livros, sinto que me torno amiga delas, me aproximo”, disse.

Patricia Barboza

Patricia Barboza

A carreira literária de Patricia Barboza começou em 2002, quando lançou seu primeiro livro, Os Quinze Anos de Carol, mas somente em 2008 a carioca decidiu deixar o emprego como analista de sistemas para investir na escrita. Ela fez cursos de literatura infantojuvenil e produção editorial e gastou tempo buscando editoras. O selo Verus, do Grupo Record, se interessou pelo trabalho de Patricia e lançou a série As MAIS.

O primeiro volume, que chegou às livrarias em março de 2012, conta a história de um grupo de amigas formado por Mari, Aninha, Ingrid e Susana, estudantes de um colégio particular no Rio de Janeiro. As adolescentes, cada uma com sua personalidade, vivem as dores e as aventuras típicas da idade. O segundo volume, lançado em setembro do mesmo ano, continuava a narrativa pelos olhos da atrapalhada Mari, e o terceiro, de maio de 2013, pelos olhos de Aninha. Os próximos livros, contados pelas perspectivas das outras personagens, serão lançados também pela Verus. O quarto volume tem previsão de chegar às livrarias em março de 2014.

Para Patricia, os autores nacionais estão ganhando espaço e não há concorrência entre os que ocupam as prateleiras das livrarias. “Tenho amizade com Paula Pimenta, Thalita Rebouças. Cada uma de nós tem uma proposta e, para o leitor, elas só vão se somar. O importante é fazer com que o adolescente brasileiro leia.”

O crescimento juvenil – O segmento de literatura juvenil foi o terceiro maior em crescimento no mercado editorial em 2013, na comparação com 2012. Segundo a GfK, a expansão de 19,5% na comercialização de livros juvenis só foi superada por um boom das biografias (no ano em que foram muito discutidas, elas cresceram 30,7%) e pelo bom desempenho do segmento que une histórias em quadrinhos e livros sobre jogos (20,6%). Como resultado, no ano passado a literatura juvenil abocanhou uma fatia de 8,3% do mercado total de livros, atrás apenas da literatura estrangeira (fatia de 21,3%) e dos livros infantis (10,3%).

Os títulos juvenis são hoje a razão de ser de editoras como a Gutenberg, que pertence ao Grupo Autêntica. Segundo Alessandra Ruiz, publisher da Gutenberg, o segmento representa 80% das vendas da casa, que se dedica a livros de ficção e não-ficção para todas as faixas etárias.

Esse poder comercial se traduz em portas mais abertas para novos autores. Para a veterana Thalita Rebouças, que no começo da carreira chegou a divulgar seus títulos por conta própria para fisgar leitores na Bienal do Livro do Rio, em 2001, escritores desse gênero atualmente têm mais facilidade para publicar. “As editoras buscam esses autores, e criam novos selos para jovens. É a prova de que não dá para dizer que adolescente não lê”, disse a escritora.

Para Ceccantini, da Unesp, a internet é peça-chave na difusão desse tipo de literatura. “A leitura tem uma dimensão solitária, mas o jovem é afeito às práticas sociais. Ele termina de ler um livro e comenta nas redes. Ali, também pode falar com o autor. Os amigos veem isso e sentem curiosidade de ler, também.”

Outro ponto que contribui para o crescimento do segmento é seu tempo de existência relativamente pequeno. Segundo Vera Teixeira de Aguiar, professora da PUC-RS, em cerca de quarenta anos – a literatura juvenil surgiu na década de 1970, com a consolidação do conceito de adolescência – o setor não atingiu seus limites.

A relação entre a literatura juvenil e outros produtos da cultura de massa é mais um fator a impulsionar o segmento. “Vejo muitas semelhanças entre os livros para jovens e os seriados americanos: o contorno dos personagens, a forma como as cenas são narradas, a linguagem mais coloquial.”

Jovem blogueira Bruna Vieira lucra com venda de livros

1

Publicado na Veja São Paulo

Bruna: contrato para lançar livro na Europa

Bruna: contrato para lançar livro na Europa

Após ser dispensada por um pretendente, Bruna Vieira concentrou suas frustrações amorosas em textos no blog Depois dos Quinze. A repercussão na web — com cerca de 5 milhões de acessos por mês — levou suas histórias para o papel. Os livros Depois dos Quinze e De Volta aos Quinze (Editora Gutenberg) venderam juntos quase 60 000 exemplares e o lucro se transformou num apartamento no Ipiranga avaliado em 420 000 reais. “Sou a Taylor Swift da literatura”, brinca. O sucesso chamou a atenção do mercado editorial europeu. A jovem escritora acaba de assinar contrato para publicar os títulos em Portugal e negocia para lançar as obras na Espanha. Para 2014, ela compila contos e crônicas com temas “mais maduros que os de fim de namoro”.

Nordeste é região com mais bolsas do governo federal

0

Ciência sem Fronteiras concedeu, até agosto, 547 bolsas para cada 100 mil universitários nordestinos, contra 509 no Sudeste. Especialistas acreditam que medida ajudará a internacionalização das universidades locais e incrementará o repertório

Victor Vieira, no Estadão

Historicamente menos prestigiado nas políticas de ensino superior, o Nordeste enviou o maior número de graduandos para o exterior pelo programa Ciência Sem Fronteiras, em relação ao número de estudantes da região. Até agosto, o governo concedeu 547 bolsas para cada 100 mil universitários nordestinos, contra 509 no Sudeste. As bolsas oferecidas pelo Brasil somam quase 37,8 mil – das 101 mil prometidas até 2015.

Especialistas apontam que ainda é cedo para determinar impactos no desenvolvimento científico-tecnológico das instituições nordestinas. A expectativa mais imediata é de que as bolsas favoreçam a internacionalização das universidades locais e incrementem o repertório dos estudantes.

“Não dá para quantificar os resultados. Mas é uma mudança que amplia os horizontes dos alunos, com um custo que não é alto”, avalia Cláudio de Moura Castro, especialista em Educação.

Para o professor de Economia da Universidade de Brasília, Jorge Nogueira, é razoável atender Estados que concentram menos recursos. “A tendência de redistribuição do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) começou há quase 40 anos. Se considerarmos somente o número de pesquisadores e publicações científicas, o eixo Rio-Minas-São Paulo leva a maioria dos incentivos.”

Outra aposta é que a vivência dos estudantes no exterior qualifique o mercado de trabalho regional. “Eles se formarão como profissionais mais competitivos”, prevê a diretora de relações internacionais da Universidade Federal de Pernambuco, Maria Leonor Maia.

Oportunidades. Aluna de Engenharia de Materiais na Universidade Federal do Sergipe (UFS), Silmara Caldas, de 23 anos, ficou seis meses nos EUA. “A UFS não oferecia muitas bolsas antes do Ciência Sem Fronteiras e viajar por conta própria seria complicado.” Ela gostou tanto do intercâmbio que pretende repetir a dose: se inscreveu em outro edital do programa para uma pós em Bioengenharia.

Recém-chegado da Holanda, Clécio Santos, de 22 anos, também elogia a experiência. “Comparando o que existe lá com nossa realidade, ficamos com vontade de fazer mais pelo País, de mexer na sociedade”, diz o estudante de Ciência da Computação da Universidade Federal da Bahia, que também cogita um mestrado no exterior.

Ressalvas. O físico Martin Makler, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, afirma que a falta de critérios na seleção das universidades estrangeiras participantes pode reduzir os benefícios para a região. “É melhor enviar o aluno para a USP do que para uma instituição estrangeira medíocre”, defende.

Procurados, o CNPq e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgãos responsáveis pelo programa, não informaram se há critérios que privilegiam a concessão de bolsas em alguns Estados.

Bruna Vieira lança De Volta aos Quinze: “É um livro que fala sobre escolhas, fases e destino”

0

Leia entrevista com a blogueira e baixe o primeiro capítulo de sua nova obra

Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação

Bruno Dias, na Capricho

Depois do sucesso do livro Depois Dos Quinze – Quando Tudo Começou a Mudar (Editora Gutenberg), um apanhado de crônicas e contos publicados no blog depoisdosquinze.com, Bruna Vieira pegou gosto em escrever livros e acaba de lançar seu primeiro romance: De Volta aos Quinze (Editora Gutenberg), uma trilogia sobre uma garota de 30 anos chamada Anita, que volta no tempo para tentar entender melhor as escolhas do presente.

De Volta aos Quinze teve seu lançamento oficial no dia 1º de setembro, dentro da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, onde esgotou todos seus exemplares no local e de quebra entrou para a lista de livros mais vendidos da livraria Saraiva.

Antes de fazer mais uma sessão de autógrafos na Bienal do Rio, no próximo sábado (7), Bruna Vieira conversou com o site da CAPRICHO e falou tudo sobre sua nova empreitada literária. A blogueira e escritora também liberou com exclusividade pra gente o primeiro capítulo de De Volta aos Quinze, que vocês podem baixar aqui e aqui.

CAPRICHO – O que as meninas podem esperar do seu primeiro romance, De Volta aos Quinze?
Bruna Vieira – É um livro que fala sobre escolhas, fases e destino. Uma história que tem tudo a ver com esse nosso universo atual de blogs, redes sociais e internet, mas que também, graças a viagem no tempo, possui referências dos anos 90. A personagem principal, Anita, tem trinta anos e acha que a felicidade está nas escolhas certas que deixou de fazer, mas descobre que no final das contas, se a gente olhar de uma perspectiva diferente (no caso dela, literalmente! hehe), tudo tem um bom motivo pra acontecer – até aquelas coisas deixam nosso coração apertadinho antes de dormir.

Quanto tempo você levou para escrever o livro?
Escrevi o De Volta aos Quinze em mais ou menos cinco meses, mas passei um bom tempo só olhando pro Word em branco, esperando a inspiração aparecer. Foi complicado porque nesse mesmo período muitas coisas aconteceram na minha vida. Acabei transferindo a intensidade dos meus sentimentos para a personagem. Como já disse uma leitora do blog, sou tipo a Taylor Swift dos livros. hahaha

1

Porque você optou por uma trilogia? Já começou a escrever pensando nesse formato ou ele surgiu depois que você já tinha começado?
A editora sugeriu e como a história rendia bastante, decidimos dividir em três obras. Anita volta no tempo em períodos diferentes, então cada livro fala sobre um deles. No De Volta aos Quinze, primeiro livro da trilogia, ela tem 15 anos de novo e está prestes a enfrentar o primeiro dia de aula, no ensino médio. Sabemos muito bem que isso pode ser assustador, né?

Seu primeiro livro é autobiográfico. O que tem de Bruna Vieira em De Volta aos Quinze? Em que a Anita se parece com você?
O primeiro livro foi um copilado de crônicas e contos que publiquei no blog e outros inéditos que escrevi entre os 15 e 18 anos. A ideia inicial era transformar o blog em um produto e permitir que as leitoras do Depois Dos Quinze, que acompanharam toda minha trajetória até ali, se sentissem ainda mais próximas. O projeto deu tão certo (já são 4 edições) que recebi o convite pra publicar outro livro. Apesar de termos feito essa brincadeira com os nomes das obras, a segunda não é autobiográfica. Anita também veio do interior, mas vê e vive a vida de um jeito bem diferente.

Você se inspirou em alguém para criar a personagem Anita?
Desde que mudei pra São Paulo comecei a andar com pessoas bem mais velhas. Ainda não entrei na faculdade, então acabei me aproximando da galera que conheci graças ao blog – todos de agência, editora, produtora, etc. Esse choque de gerações, já que eles estavam formados há anos e eu havia acabado de terminar o ensino médio, me ensinou muitas coisas. Conviver diariamente com pessoas de outras épocas me fez perceber que os principais conflitos de quando ainda somos adolescentes continuam com a gente de certa forma na fase adulta, só que com as experiências da vida, vamos aprendendo a lidar com eles de um jeito diferente.

Anita tem um pouquinho de cada amigo com mais de vinte anos que conheci durante os últimos meses. Inicialmente ela é insegura e acredita que sua vida não é exatamente como sempre sonhou porque fez as escolhas erradas quando mais nova. Com a viagem no tempo e a possibilidade de mudar o passado, vai aprendendo que os erros são tão importantes quanto os acertos.

De Volta aos Quinze esgotou na Bienal do Rio e já entrou para lista de mais vendidos da Saraiva. Você esperava essa repercussão? Como as meninas tem recebido seu novo livro?
Confesso que quando comecei a escrever o romance achei que não conseguiria chegar até a última página. Escrevo na internet desde os quinze, mas são textos bem curtos e quase sempre sobre a minha própria vida. Criar uma história e ficar tanto tempo em uma personagem só foi um desafio, mas acabei me divertindo muito. Anita virou minha amiga e me ajudou a entender certas coisas. Fico realmente muito feliz por saber que os leitores estão gostando da história e já cobrando uma continuação. Participar da Bienal e saber que todos os livros foram vendidos na primeira hora de autógrafos foi surreal. Espero que seja assim nos outros estados também.

No dia 7 de setembro você vai estar novamente na Bienal do Rio. Pretende fazer alguma surpresa pra quem aparecer por lá?
Hummmmm. Estamos preparando uma surpresa que tem tudo a ver com moda. Ainda não posso dar muitos detalhes, mas acho que os leitores vão adorar a novidade. Ah, e claro, prometo o tradicional look do dia, batom vermelho e delineador.

1

Já se acostumou com o título de escritora?
Sempre quando perguntam minha profissão fico pensando na hora de responder. Algumas pessoas menosprezam o título de blogueira, como se fosse alguém que fica o dia inteiro atoa na internet, mas tenho muito orgulho em dizer que só consegui realizar meus maiores sonhos, incluindo publicar um romance, graças ao Depois Dos Quinze. Então acho que minha profissão oficial ainda é blogueira de comportamento, pois o que eu gosto mesmo de fazer é contar histórias. Seja em uma página na internet, para uma amiga no restaurante ou em um livro com 200 páginas.

Quais são os autores que te inspiram na hora de escrever?
Gosto do John Green e da Paula Pimenta, suas histórias são envolventes e sempre nos ensinam alguma coisa sobre a vida. Também costumo ler crônicas da Martha Medeiros e da Tati Bernardi. Esses autores me fazem querer terminar seus livros logo para poder ligar o computador e escrever também. Adoro!

E quem não conseguir ir até a Bienal do Rio, Bruna Vieira fará o lançamento de De Volta aos Quinze no dia 19 de setembro, às 18h, no shopping Pátio Paulista, em São Paulo.

Go to Top