Posts tagged Vila Madalena

São Paulo ganha escola focada em economia criativa e arte

0

Publicado no Quem Inova

Está prevista para o dia 30 deste mês a finalização da obra que promete abrigar uma revolução na educação criativa do Brasil: a Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC), que está sendo construída no coração da Vila Madalena (na rua (Mourato Coelho, 1404) para formar profissionais em áreas da Economia Criativa.

Com parceria com a Universidade de Hertfordshire, em Londres, a instalação abrigará uma graduação com padrão da instituição inglesa, que oferece diploma aceito internacionalmente (sem a necessidade de pedir validação posterior), além de cursos técnicos e preparatórios. Há grades curriculares em áreas do Design, Ilustração, Animação, Direção de Arte e os inéditos no Brasil Visualização de Projetos de Arquitetura e Desenvolvimento de Aplicativos para Dispositivos Móveis.

Projeto do prédio da EBAC na Vila Madalena

Projeto do prédio da EBAC na Vila Madalena

 

De acordo com Maurício Tortosa, diretor-presidente da EBAC, um dos maiores problemas das graduações na área criativa do Brasil é a falta de preparação para o mercado de trabalho. “Aqui a formação é muito generalista. No Brasil a gente só aprende mesmo na prática”, diz.

Mercado

Com a economia criativa em constante crescimento, é importante que lugares como este se propaguem a fim de ajudar os criativos a desenvolverem suas ideias e aptidões. Segundo o IBGE, a contribuição formal dos setores criativos ao PIB do Brasil em 2010 foi de R$ 104,37 bilhões ou 2,84% do PIB brasileiro. Os dados do Ministério do Trabalho apontam que hoje existem mais de 1 milhão de brasileiros empregados nos setores criativos, com um crescimento de mais de 90% nos últimos 10 anos.

Outro fator observado é que o jovem inovador acaba saindo do Brasil para estudar em países como o Reino Unido. Segundo Tortosa, mais de 5,5 mil jovens saíram daqui rumo a Inglaterra em busca de melhor qualidade de ensino nos últimos dois anos.

A dúvida que fica no ar é se estes novos talentos voltam para cá formados, com o intuito de fortalecer um mercado mais desenvolvido, estável e inovador. “Eles têm uma vida pela frente. Nosso grande desafio é desenvolver e reter esses talentos aqui. A educação de qualidade mundial é um dos caminhos prioritários para levar o Brasil a um estágio de desenvolvimento mais avançado”, exaltou.

Processo seletivo e preços

Estudar na EBAC não é necessariamente para qualquer um. Além da inscrição e de teste de admissão, todos os candidatos aos cursos passarão por entrevistas realizadas pessoalmente por pessoas qualificadas da equipe da instituição. No caso dos cursos de graduação, como as aulas são ministradas em inglês por professores estrangeiros, é necessário comprovar proficiência na língua.

Projeto do prédio da EBAC na Vila Madalena

Projeto do prédio da EBAC na Vila Madalena

 

Com inscrições já abertas, os cursos técnicos, que começam a ser ministrados a partir do semestre que vem, têm duração de dois anos, aulas em português e custo total de R$ 21.600. A graduação terá início em fevereiro de 2017, com o chamado “Foundation” – um ano de curso básico que antecede a especialidade escolhida propriamente dita. Em fevereiro de 2018 passam a ser ministradas as aulas de bacharelado propriamente ditas.

A expectativa é que a escola pretende operar com 400 alunos, número que deve crescer para 900 em 2017 e subir progressivamente até atingir a capacidade de 3.500 em 2021. Interessados podem encontrar todas as informações no site da EBAC.

Entre limpeza, cerveja e livros, editor abre bar e transforma local em livraria

0
Eduardo Lacerda deixou curso de letras para virar editor de poesias (Foto: Arquivo Pessoal)

Eduardo Lacerda deixou curso de letras para virar editor de poesias (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Eduardo Lacerda criou editora com R$ 4 mil e já publicou 400 autores.
Há 5 anos ele mantém a Patuá, que agora tem bar/livraria e lançamentos.

Jéssica Balbino, no G1

Há 5 anos, Eduardo Lacerda, de 33 anos, abandonou a faculdade de letras para dedicar-se a um sonho: editar livros. Com apenas R$ 4 mil, ele criou, ao lado de uma sócia – que um ano depois deixaria o projeto – a Editora Patuá. Hoje ele já editou 400 novos autores, montou um bar/livraria na Vila Madalena e é motivo de orgulho para o pai. Essa é a história que ele contou na noite de terça-feira (3) no Festival Literário de Poços de Caldas (MG), o Flipoços.

Com os editores Vanderley Mendonça, Juliana Flores e Marcelo Nocelli, ele participou da mesa “Mundo Editorial: pequenas editoras, grandes publicações” e falou sobre a função de editor em tempos de crise e de tão pouca leitura no país.

A pesquisa mais recente realizada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), divulgada em 2015, mostra os dados de 2013 e 2014 e revela uma queda de 9,1 % no número das vendas de livros, passando de quase 480 milhões em 2013 para pouco mais de 435,5 milhões em 2014. Em compensação, o valor dos exemplares subiu, já que o faturamento entre um ano e outro foi 0,9% maior.

Indo de encontro aos dados comerciais, Lacerda sente-se realizado enquanto, como ele mesmo conta, limpa banheiro, serve cerveja, edita livros e dá conta dos mais de 150 originais que recebe mensalmente em São Paulo (SP). E ainda tem que arrumar tempo para emitir notas, ir ao correio despachar livros, organizar lançamentos e saraus e cantar as músicas preferidas da década de 1980 no karaokê que existe no Patuscada Bar e Livraria.

Eduardo Lacerda no bar/livraria Patuscada, administrado por ele (Foto: Arquivo Pessoal)

Eduardo Lacerda no bar/livraria Patuscada, administrado por ele (Foto: Arquivo Pessoal)

 

No fundo, ele revela, brincando, que sempre quis ser dono de bar. Já o ofício de poeta ele ‘rejeita’, embora circule pelo país com o título “Outro Dia de Folia”. “Eu escrevo poemas e gosto de poesia”, destacou ele, que é fã declarado de Carlos Drummond de Andrade. “Ele é meu poeta preferido”, frisa.

“Eu sou uma editora de um funcionário. Eu faço tudo, desde ler os originais, escolher os que serão publicados, trabalhar no lançamento e agora, mais recentemente, cuidar do bar, atender, servir cerveja e comida, lavar a louça, o banheiro, emitir as notas. E bebo também (risos). Eu que faço tudo, mas faço o que gosto”, contou o editor, que já inspira o surgimento de outras pequenas editoras brasil afora, inclusive em Poços de Caldas.

O músico e poeta Tokinho Carvalho, de 28 anos, foi um dos que se inspiraram em Edu Lacerda. Sem ter capital para bancar uma publicação em larga escala e sem disposição para iniciar uma maratona em busca de editoras, ele criou a Zinelândia e, além de se auto publicar, com os títulos ‘Datilografia Poética’ e ‘Coisas do Coração’, já publicou amigos da cidade e de outros locais do país.

“Minha ideia é fazer sempre os livretos em formato de bolso e a um preço acessível, mas com um visual atrativo. Eu comecei com isso depois que vi que o processo editorial é bem desgastante se depender de muitas pessoas, e aí, com ajuda de programas na internet e com disposição, montei a editora este ano”, contou Carvalho, que em breve deve chegar à primeira dezena de livretos publicados.

A iniciativa serve também como combustível para Edu Lacerda, que nos cinco anos da editora já conseguiu emplacar obras dos autores entre os finalistas de prêmios literários no Brasil, bem como estimular novos leitores.

“Quase 70% do nosso catálogo é de poesia, que é um gênero pouco publicado ainda. Também atuo com autores estreantes e tenho a política de nunca cobrar pela publicação. Eu faço, geralmente, tiragens de até 200 exemplares, dependendo da obra e aí, conforme conseguimos vender, reimprimimos o livro. A distribuição não ocorre em livrarias, apenas no site da editora e agora no bar que é também uma livraria. O que eu gosto é que meu trabalho me permite um contato mais próximo com os autores e também com estes seres raros, que são os leitores”, contou.

Com cerca de 10 lançamentos por mês, ele tenta manter o aluguel do bar na Vila Madalena e abre o espaço para os eventos literários a fim de vender mais cerveja e, assim, fechar as contas em dia. “Eu percebo que não apenas o bar, mas todo esse esquema e as novas editoras que surgem podem enriquecer a cultura do país”, finalizou.

Após voltar pra casa, ‘poeta das ruas’ continua a escrever histórias

0

Carla Guimarães, na Folha de S.Paulo

O “poeta das ruas” de São Paulo, Raimundo Sobrinho, 74, passou 20 anos no canteiro central da avenida Pedroso Morais, zona oeste. Em dezembro de 2005, a Folha contou sua história.

Há um ano, ele foi encontrado pelo irmão –graças a ajuda de uma publicitária que se sensibilizou com sua história– e levado para morar em Goiânia com a família. Entre lacunas e imprecisões, o poeta conta sua trajetória.

*
Os documentos dizem Raimundo Arruda Sobrinho, nascido em 1º de agosto de 1938, na fazenda Sol Ferino, em Porto do Sítio [atual Goiatins, norte do TO].

Meu pai era vaqueiro. Nascido e criado na zona rural, fui levado aos 16 anos para a cidade, me entregaram para o prefeito, para educar.

De agosto de 1954 a janeiro de 1961 morei com o prefeito. Ia no período das aulas e passava férias em casa.

Em 1960 fui reprovado na segunda série ginasial, me desgostei e fui para São Paulo –cheguei em 10 de janeiro de 1961. Um conhecido me arranjou a passagem.

Fui procurá-lo [o conhecido] na Vila Madalena, num cortiço de madeira. Amanheceu e já fui trabalhar de jardineiro.

Em 1974 houve um desgosto qualquer, abandonei o jardim e fui vender livro velho pelas calçadas. Passava semana sem vender um. Não ganhei nem mais para alimentação.

Dois anos depois estive internado na psiquiatria do Hospital das Clínicas. Muita gente diz: “Tu não sabe o que é um hospital psiquiátrico”.

Em dezembro de 2005, no canteiro central da avenida Pedroso de Morais, Raimundo Sobrinho, hoje com 74 anos, escreve em seus cadernos poemas abstratos que dava para as pessoas

Em dezembro de 2005, no canteiro central da avenida Pedroso de Morais, Raimundo Sobrinho, hoje com 74 anos, escreve em seus cadernos poemas abstratos que dava para as pessoas

Memórias do canteiro central

Tive 14 endereços até 1978. Morei num quarto e cozinha sem luxo, mas asseado, onde ficou tudo que é meu.

Quando me fizeram abandonar a casa em que eu morava, em 29 de abril de 1978, comecei a dormir pelas ruas.

Ali me reconheci vítima de violação de direitos humanos. Procurei consulados, ninguém prestou atenção.

Sem dinheiro para nada, decidi em 1980 tentar ir para a Argentina. Fui até onde disseram que era Uruguaiana (RS). Cheguei em julho de 1980. Alegaram falta de documento…

Em outubro tentei o Paraguai. Cheguei num dia, no outro fui preso. Passei três dias na cadeia. O cônsul brasileiro me retirou. Deixaram-me onde disseram ser Foz do Iguaçu. Ali fui servente de pedreiro.

No Uruguai. entrei mas não pude ficar. As autoridades e eu nos desentendemos.

Voltei a São Paulo em 1983. Estive no Morumbi, Jardim Paulista, Ibirapuera. Em 1985 fui para a av. Amarílis, onde vivi até junho de 1989.

Numa madrugada chegou um carro cheio de rapazes, acordaram-me e ameaçaram-me. Na rua das Amoreiras fui apedrejado. Não mataram porque não quiseram.

Ficava num local enquanto podia. Havia demonstração de desapreço, me afastava.

Ali [canteiro central da Pedroso de Morais] cheguei era 27 de outubro de 1993. Vivia debaixo de plástico, noite e dia cercado por assaltantes.

Em 1986, em novembro, nasceu o atual diário –diário de uma vítima de violação de direitos humanos.

As mínipáginas não me lembro bem, mas nasceram nesse período. Tudo que escrevo assino, dato e localizo. O público dava os papéis.

A produção é reduzida. Se a pessoa chegasse e eu tivesse minipágina, dava. Se não tivesse, prometia, fazia e guardava à espera da pessoa.

Além delas tem os caderninhos. A capa é feita de papel de embrulho. Fiz centenas.

O barulho dos automóveis não alterava para escrever, só a má iluminação. Qualquer hora escrevia, até debaixo de chuva. Arranjava um plástico, sentava numa lata de 18 litros e continuava trabalhando.

Tem coisas nos meus escritos que considero de valor científico. Chegou um ponto que deixei de assinar meu nome, para assinar o pseudônimo “O Condicionado”. Não me lembro a partir de quando. Comecei a ouvir “o condicionado”. Descobri que era eu.

Em 1986 veio um pessoal que disse ser do programa Flávio Cavalcanti [então transmitido pelo SBT], me entrevistaram e perguntaram se poderia ir ao programa. Trouxeram a mulher do Antônio Souza Porto [ex-prefeito de Goiatins] e o filho dela.

Do programa me levaram para um hotel. No outro dia me arrastaram até Goiânia. Eu não queria vir. Passei um mês e voltei para o mesmo local que vivia, no Morumbi.

ADAPTAÇÃO

Desta vez disseram que foi com essa instituição dos celulares que me localizaram. Envolveu uma jovem que começou a frequentar o local que eu vivia [a publicitária Shalla Monteiro].

Disseram que ela se comunicou com o Francisco [Arruda, irmão dele]. Ele foi lá duas, três ou quatro vezes, e terminou arrastando-me para cá. Eu não queria.

Não teve problema de adaptação. Preferia continuar lá, porque aqui estou dando trabalho, ocupo espaço, consumo, como, bebo.

Aqui a ordem foi que não preciso trabalhar. O que posso ajudar, faço. Limpar, varrer embaixo dessas mangueiras.

Amanheceu o dia faço o que é possível, depois pego os papéis. O fundamental é o diário. As minipáginas faço o que posso. Aqui não tem muita necessidade delas. Lá precisava para dar a quem me desse alguma coisa, tenho a necessidade moral de retribuir com qualquer coisinha.

Não me considero escritor, mas uma pessoa que sabe gastar papel. Não ganhei um centavo à custa do que escrevi. Tentei. O mundo editorial não pôde pagar coisa nenhuma. Publicar não quero.

Não sei coisa nenhuma o que fazer da vida. Escrever, enquanto eu puder, vou escrever.

Táxi também é cultura

1

1

Gilberto Dimenstein, na Folha de S.Paulo

Adoro aqui falar e apoiar ideias simples que ajudam a convivência numa cidade – sem gastar nada ou quase nada.

Numa cidade como São Paulo é normal passar muito tempo num táxi. Por que não transformar o táxi num ponto de leitura de livros?

Dessa pergunta, quem sabe está nascendo uma gigantesca biblioteca móvel.

A experiência começou na Vila Madalena, criada pelo Instituto Mobilidade Verde, comandada por Lincoln Paiva. O bairro foi convidado a deixar livros no táxi.

Agora, porém, ganha dimensão graças às novas tecnologias da informação. É um dispositivo chamado Easytaxi, que, pelo celular ou computador, nos permite chamar o táxi mais próximo. E podemos acompanhar o trajeto do veículo pela tela. São milhares que táxis que já usam esse dispositivo em várias cidades brasileiras.

Ocorre que o Easytaxi está recolhendo livros e montando uma pequena biblioteca dentro do veículo.

O passageiro que quiser leva o livro para casa. E é convidado (mas não obrigado) a deixar em outro táxi, para formar uma corrente.

Se você quiser doar livros, basta mandar um email para [email protected]

Se forem mais de duzentos livros, o projeto está disposto a fazer a coleta. De táxi, claro.

dica do Chicco Sal

Estudante de 12 anos ganha olimpíada com poema inspirado no pai

0

Publicado na Folha de S.Paulo

Um estudante de José da Penha, cidade de cerca de 6.000 habitantes no Rio Grande do Norte, foi um dos vencedores da Olimpíada de Língua Portuguesa.

Neste ano, o evento teve a participação de cerca de três milhões de alunos de 40 mil escolas públicas.

Henrique Oliveira, 12, é filho de vaqueiro e escreveu um poema (veja trecho ao lado) inspirado no pai: “Chapéu de couro e gibão,[…]/ Tudo artesanal./ Ofício de meu pai,/ Vaqueiro magistral.”.

Ele tem seis irmãos e a escola onde estuda, a Ariamiro Germano da Silveira, tem 120 alunos. “Acho que vou continuar com poesia mesmo. Ou ser jogador de futebol”, disse ao ser questionado sobre o futuro.

A olimpíada foi coordenada pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), em parceria com o Ministério da Educação.

Vinte estudantes de todo o país participaram da premiação, realizada anteontem.

Além de poema, a olimpía-da premia memórias, crônica e artigo de opinião.

O estudante Henrique Oliveira, 12 recebe medalha na Olimpíada de Língua Portuguesa

Os textos são avaliados por profissionais de educação de todo o país. O aluno vencedor ganha um notebook e uma impressora. Professor e escola também são premiados.

Hoje, o Cenpec promove o seminário “Educar na cidade”, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo. O evento comemora os 25 anos do centro.

O seminário reunirá especialistas para discutir ações educativas voltadas à sustentabilidade. Entre os convidados está Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente.

Segundo Maria Alice Setubal, fundadora do Cenpec, o centro foi criado com o objetivo de fazer a ponte entre a discussão teórica da universidade e as escolas públicas.

A ONG desenvolve, por meio de parcerias, projetos de educação e formação de gestores. Veja o poema abaixo:

Título: Ô de casa?!

Ê, Ê, Ê… Morena
Ô, Ô, Ô… Machada
Ê, Ê, Ê… Grauno
Ô, Ô, Ô… Pelada.

O vaqueiro solta a voz
No oco do mundo,
Com seu aboio triste,
Em poucos segundos,
Encanta gente e gado.
“Eita” aboio profundo!

Chapéu de couro e gibão,
Luvas e peitoral,
Perneiras e sandálias,
Tudo artesanal.
Ofício de meu pai,
Vaqueiro magistral.

O sertanejo anseia
Uma visita em nossa terra,
Faz as honras da casa
E ansioso espera,
São José intercede
E o povo por ela reza.

Quando a visita chega
Molha o tapete vermelho,
Desbota ele todo,
O caminho é só lameiro,
Pra nós é festa,
É festa “pros violeiro”.

Eles cantam e encantam
Aqui no nosso recanto,
Em noite de cantoria
Improvisam com seu canto,
É coisa da nossa gente
Aqui do nosso canto.

Sítio Gerimum
Este é o meu lugar,
Pedaço de chão resistente
Como o povo que aqui está,
Que semeia coragem,
E faz a esperança brotar.

Meu Gerimum é com G,
Você pode ter estranhado,
Gerimum em abundância
Aqui era plantado,
E com a letra G
Meu lugar foi registrado.

Este ano a visita
Raramente se aconchegou,
Sua ausência causou tristeza
E o nosso sertão chorou,
Nem as lágrimas derramadas
O chão seco molhou.

O tempo parece mudado,
Mudou o verde do capim,
A brisa está mais quente,
Não faz um carinho assim,
Até os passarinhos
Voaram pra longe de mim.

Espero que os bons ventos
Fluam em nossa cidade,
Visitem José da Penha
Sem nos deixar saudade,
Tragam-nos boa-nova
Espalhando prosperidade.

Enquanto espero a visita
Você pode entrar,
Também é meu convidado,
Pode se aproximar
Nossa essência permanece
Sinta… Está no ar!

Go to Top