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Concurso Cultural Literário (126)

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1228-20150601161613Entre o amor e a vingança

Sarah MacLean

O que um canalha quer, um canalha consegue

Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury.

Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres.

Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança – o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles…

…até mesmo seu coração.

***

Vamos sortear 3 exemplares de “Entre o amor e a vingança“, lançamento da Gutenberg.

Para concorrer, responda à pergunta abaixo na área de comentários.

Você estaria disposto(a) a apostar qualquer coisa para realizar seus desejos?

Se participar via Facebook, por gentileza deixe seu e-mail de contato.

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 6/8 neste post.

Boa sorte! 🙂

 

Vamos aos sorteados?

Thiago Felício

Luma Silva

Patricia Queiroz

Parabéns!

Os personagens mais mal-humorados da história da literatura

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Publicado por Revista Bula
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Pedimos aos leitores, seguidores do Twitter e Facebook que apontassem, entre personagens literários conhecidos, quais eram os mais mal-humorados da história da literatura universal. Na lista, aparecem personagens dos mais díspares perfis, em comum entre eles apenas o mau-humor crônico. De Holden Caulfield, criação de J. D. Salinger em “O Apanhador no Campo de Centeio” — o mais citado —, até o Deus vingativo do Velho Testamento bíblico. Abaixo, a lista baseada no número de citações e uma pequena amostra do humor colérico dos personagens selecionados.

Holden Caulfield — personagem de “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger (Editora do Autor)

“Não sei direito o nome da música que ele estava tocando quando entrei, mas só sei que ele estava esculhambando mesmo o troço pra valer. Dando uma porção de floreios imbecis nos agudos e outras palhaçadas que me aporrinham pra chuchu. Mas valia a pena ver os idiotas quando ele acabou. Era de vomitar. Entraram em orbita, igualzinho aos imbecis que riem como umas hienas, no cinema, das coisas sem graça. Juro por Deus que, se eu fosse um pianista, ou um autor, ou coisa que o valha, e todos aqueles bobalhões me achassem fabuloso, ia ter raiva de viver. Não ia querer nem que me aplaudissem. As pessoas sempre batem palmas pelas coisas erradas. Se eu fosse pianista, ia tocar dentro de um armário.”

José Severo — personagem de “O Ventre”, de Carlos Heitor Cony (Companhia das Letras)

“Só creio naquilo que possa ser atingido pelo meu cuspe. O resto é cristianismo e pobreza de espírito. Não creio nos sentimentais encabulados, nos líricos disfarçados que se benzem quando os raios caem. Meu materialismo é integral. Nasceu no mesmo ventre que me concebeu. Mas voltemos ao irmão. Dentro da predestinação que fez Caim matar o inocente Abel e Jacó passar o conto-do-vigário em Esaú, o torturado irmão foi coisa que sempre desprezei. Nunca fiz indagações em torno de nossas diferenças. Sei, o problema é dos muitos que aguçam a ignorância dos sábios e demais desocupados que teimam explicar coisas inexplicáveis, como a vida. Não sou entendido em cromossomos. O que sei de genética é pouco mas divertido: está espalhado nos mictórios do mundo.”

Homem do subsolo — personagem de “Memórias do Sub­solo”, de Fiódor Dostoiévski (Editora L&PM)

“Não apenas não consegui tornar-me cruel, como também não consegui me tornar nada: nem mau, nem bom, nem canalha, nem homem honrado, nem herói, nem inseto. Agora vivo no meu canto, provocando a mim mesmo com a desculpa rancorosa e inútil de que o homem inteligente não pode seriamente se tornar nada, apenas o tolo o faz. Sim, senhores, o homem do século XIX que possui inteligência tem obrigação moral de ser uma pessoa sem caráter; já um homem com caráter, um homem de ação, é de preferência um ser limitado. Essa é a minha convicção aos quarenta anos. Tenho agora quarenta. E quarenta anos é toda uma vida, é a velhice mais avançada. Depois dos quarenta é indecoroso viver, é vulgar, imoral.”

Arturo Bandini — personagem de “Pergunte ao Pó”, de John Fante (Editora José Olympio)

“Caro Sammy, aquela putinha esteve aqui esta noite; você sabe, Sammy, a pequena sebenta com o corpo maravilhoso e a mente de um retardado. Entregou-me certos alegados textos supostamente escritos por você. Além do mais, afirmou que o homem da foice está vindo ceifá-lo. Sob circunstâncias normais, eu chamaria esta de uma situação trágica. Mas tendo lido a bílis que os seus manuscritos contêm, deixe-me falar para o mundo em geral e dizer imediatamente que a sua partida é uma sorte para todo mundo. Você não sabe escrever, Sammy. Sugiro que se concentre na tarefa de colocar sua alma idiota em ordem nestes últimos dias antes de deixar um mundo que vai suspirar aliviado com a sua partida.”

Heathcliff — personagem de “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë (Editora Landmark)

“Não tenho dó nem piedade, quanto mais os vermes se retorcem, mais desejo sinto eu de lhes revolver as entranhas! É como uma espécie de dor de dentes moral; quanto mais a dor aumente, mais trinco os dentes! (…) O incômodo que me causa sua presença ultrapassa em muito o prazer que eu possa sentir em atormentá-la. (…) Eu sei que você procedeu infernalmente comigo… infernalmente, está ouvindo? E se tem a ilusão de que não apercebi disso, não passa de uma tonta! E se cuida que me consolo com palavrinhas amáveis, é uma idiota! E se imagina que vou ficar sofrendo sem tirar vingança, hei de convencê-la do contrário, e muito em breve!”

Henry Chinaski — personagem de “Misto Quente”, de Charles Bukowski (Editora L&PM)

“Eu não tinha interesses. Eu não tinha interesse por nada. Não fazia a mínima ideia de como iria escapar. Os outros, ao menos, tinham algum gosto pela vida. Pareciam entender algo que me era inacessível. Talvez eu fosse retardado. Era possível. Frequentemente me sentia inferior. Queria apenas encontrar um jeito de me afastar de todo mundo. Mas não havia lugar para ir. Suicídio? Jesus Cristo, apenas mais trabalho. Sentia que o ideal era poder dormir por uns cinco anos, mas isso eles não permitiriam. (…) Eu gostava do lugar, tinha grandes árvores que davam sombra, e desde que algumas pessoas haviam me dito que eu era feio, sempre preferia a sombra ao sol, a escuridão à luz.”

Paulo Honório — personagem de “São Bernardo”, de Graciliano Ramos (Editora Record)

“Sou, pois, o iniciador de uma família, o que, se por um lado me causa alguma decepção, por outro lado me livra da maçada de suportar parentes pobres, indivíduos que de ordinário escorregam com uma sem-vergonheza da peste na intimidade dos que vão trepando. Se tentasse contar-lhes a minha meninice, precisava mentir. Julgo que rolei por aí à toa. Lembro-me de um cego que me puxava as orelhas e da velha Margarida, que vendia doces. O cego desapareceu. A velha Margarida mora aqui em São Bernardo, numa casinha limpa, e ninguém a incomoda. Custa-me dez mil-réis por semana, quantia suficiente para compensar o bocado que me deu. Tem um século, e qualquer dia destes compro-lhe mortalha e mando enterrá-la.”

Ebenezer Scrooge — personagem de “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens (Editora L&PM)

“Scrooge era um tremendo pão duro! Um velho sovina, avarento, mesquinho, unha-de-fome e ganancioso! Duro e áspero como uma pedra de amolar, não era possível arrancar dele a menor faísca de generosidade. Era solitário e fechado como uma ostra. A sua frieza congelou o seu rosto e encompridou ainda mais o seu nariz pontudo, murchou suas bochechas e endureceu seu caminhar; deixou seus olhos vermelhos, azulou seus lábios finos e tornou ferino o tom de sua áspera voz. Uma camada de gelo cobria sua cabeça, suas sobrancelhas e seu queixo áspero. Onde ia, levava consigo sua frieza, que gelava o escritório nos dias mais quentes do ano e não degelava nem um grau no Natal. O frio e o calor tinham pouca influência sobre Scrooge. Calor algum podia aquecê-lo e nem o vento de inverno esfriá-lo.”

Deus — personagem da “Bíblia”, no Velho Testamento

“Disse a Moisés: Toma todos os príncipes do povo, e pendura-os em forcas contra o sol: para que o meu furor se aparte de Israel. (…) Matai pois a todos os machos, ainda os que são crianças; e degolai as mulheres que tiveram comércio com os homens. Mas reservai para vós as meninas e todas as donzelas. (…) E o Senhor nosso Deus no-lo entregou: e nós o derrotamos com seus filhos e com todo o seu povo. Tomamos-lhe ao mesmo tempo todas as suas cidades, mortos os seus habitantes, homens mulheres e meninos: e nela não deixamos nada. (…) Mas eles matarão as crianças com as suas setas, e não se compadecerão das mães em cujo ventre elas andarem, e a seus filhos não perdoará o olho deles. (…) E dar-lhes-ei a comer as carnes de seus filhos, e as carnes de suas filhas: e cada um comerá a carne de seu amigo, no cerco, e no aperto, em que os terão encerrados os seus inimigos, e os que buscam as almas deles.”

Contos violentos devem ser lidos por crianças?

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Ilustração de "O Pequeno Polegar", do livro "Contos de Fadas" (ed. Zahar)

Ilustração de “O Pequeno Polegar”, do livro “Contos de Fadas” (ed. Zahar)

Guilherme Brendler, na Folha de S.Paulo

Todo mundo sabe que a vida de príncipes e princesas nos contos de fadas não é fácil, até chegar o final feliz. Mas já foi muito pior.

As histórias originais de Branca de Neve e cia. eram bem mais violentas do que as que conhecemos hoje.

Contos de fadas não foram criados para crianças. Surgiram por causa do desejo dos homens de se comunicar. Com o passar dos séculos, eram contados por adultos na hora do lazer.

Até que vieram as publicações em papel, e os contos começaram a aparecer em livros. A partir daí, escritores passaram a fazer adaptações das histórias.

Uma dupla famosa, dois irmãos alemães, Jacob e Wilhelm Grimm, pôs no papel algumas delas, como “Chapeuzinho Vermelho” e “A Bela Adormecida”. O francês Charles Perrault e o dinamarquês Hans Christian Andersen também são famosos por adaptações.

Elas narravam cenas de violência, falavam de abandono, de rivalidade, inveja e vingança. O lado mais sombrio dos originais, abandonado nas últimas décadas, está de volta em séries de TV, filmes, livros e exposição. Muitos desses textos estão no livro “Contos de Fadas” (ed. Zahar).

Em “Rapunzel”, o pai entrega a filha à feiticeira em troca de uma verdura. A madrasta da Branca de Neve manda matá-la e pede como prova seus pulmões e o fígado para comê-los (em versões mais antigas, é a mãe quem faz isso). Em “João e Maria” e em “O Pequeno Polegar”, filhos são abandonados pelos pais.

A VIDA ERA ASSIM

“O lado sombrio dos contos de fadas sempre existiu. É um registro do que ocorria na época em que surgiram”, diz a pesquisadora e escritora Katia Canton. “Competição entre mãe e filha, homens violentos com mulheres, abandono dos filhos pelos pais eram fatos frequentes”, diz Katia, autora de livros infantis.

Katia conta que os contos de fadas ressurgiram na cultura moderna com as adaptações da Disney, no final dos anos 1930, em versões que não traziam os detalhes mais cruéis.

“Contos de fadas são fundamentais para a formação. Histórias dramáticas devem ser contadas às crianças para o desenvolvimento delas”, diz Katia.

Junto do lado sombrio, os textos apresentam lições às crianças. São uma introdução do mundo real da vida adulta. Mas elas não vão sentir medo ao ouvirem histórias assim? “E daí?”, responde a escritora. “Sentir medo é importante para formação da criança.”

PARA LER JUNTO

Além de histórias originais, “Contos de Fadas” (Zahar, R$ 64,90) traz comentários sobre elas.

Direcionados aos mais velhos, explicam os contos e a época em que foram criados. É ideal para adultos e crianças lerem juntos.

5 peças de Shakespeare que devemos ler

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O mundo criado por William Shakespeare em suas peças é imenso e denso, por vezes sendo difícil saber por onde adentrá-lo. Para isso, escolhemos as cinco melhores peças do bardo para quem quiser adentrar no seu mundo de loucura, vingança e sangue.

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José Figueiredo, no Homo Literatus

Shakespeare é o máximo e poucos são os que discutem tal afirmação. O homem (ou os vários, dependendo da teoria conspiratória que você acredite) foi capaz de criar um mundo de personagens fortes, complexos, engraçados e modernos.

Pessoas que se deixam levar pelas emoções, hesitantes, altamente manipuláveis estão no leque de criações do bardo inglês. O nível de complexidade – e de loucura – de alguns personagens é tamanho que ainda hoje são referência para a criação de personagens modernos.

Mesmo a crítica, feroz como só ela pode ser, tem a firme convicção de que ele, ainda hoje, é um dos nomes essências da Literatura Universal – ao ponto que Harold Bloom, professor de Yale e crítico literário, dizer que Shakespeare é centro de todo cânone ocidental.

Mas as peças são muitas e há Ricardos e Henriques demais, ficando difícil a escolha de uma peça. Para tanto, escolhemos cinco das melhores peças para quem quer adentrar no mundo shakespeariano. (Confesso que a lista é um tanto quanto pessoal da parte desse que vos escreve, porém não há lista de peças de Shakespeare que não o seja).

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A Megera Domada

Comecemos por uma comédia. Essa história é provavelmente a mais conhecida de forma indireta hoje. Há pelo menos duas grandes referências a ela para quem mora no Brasil: o filme 10 coisas que eu odeio em você, com Heath Ledger e Julia Stiles e a novela (sim, uma novela) O Cravo e a Rosa. Mesmo que não saiba, você conhece muito bem a história de Bianca, obrigada pelo seu pai, Batista, a casar-se apenas depois que sua irmã mais velha, Catarina, casar-se. No meio desse casamento impedido e do desespero de Lucêncio em casar com Bianca surge Petrúquio, alguém disposto a encarar um casamento com a megera do título para ter o volumoso dote que acompanha a esposa. Em meio a toda situação, damos muitas risadas das tentativas de Petrúquio em conquistar e convencer a perversa Catarina. Uma boa forma de se entrar no mundo do bardo com leveza, contudo sem negar a complexidade subjacente que pode haver por trás de uma história tão inocente.

Otelo

O ciúme e as conseqüências provocadas por ele são coisas que nos acompanham desde os gregos. No entanto, ninguém soube até hoje criar um homem tão ciumento e cego, capaz de agir sem pensar, do que Shakespeare. Otelo é nada mais do que isso: um homem ciumento em meio hostil (entre o racismo por ser mouro e a inveja por ser bem sucedido na condição de negro/pardo). Tudo, porém, não andaria se não houvesse o pior entre os vilões criados por ele: Iago. Quem traça o destino do mouro e da sua esposa, Desdêmona, é esse ser rancoroso que vai enganando o cego Otelo por meio de artifícios dúbios que apenas um homem cego vê. E para aqueles que se perguntam qual é o estopim para tamanha vingança de Iago, o motivo que surge ao lermos a peça mostra que Shakespeare conhecia a alma humana como poucos. Iago faz tudo e faz por ter sido deixado em segundo plano numa promoção, nada mais do que isso – e cá temos o motivo fútil hoje em dia tão debatido. Uma peça onde a tragédia corre para um desfecho terrível e nada podemos fazer além de acompanhar tudo até o final.

Rei Lear

Podemos dizer que existem histórias tão antigas quanto à própria humanidade, sendo esse o nosso caso em Rei Lear. Era uma vez um rei velho que decide dividir o seu reino entre suas três filhas para que estas e seus respectivos maridos cuidem deles e dele próprio. O resto, como é previsível aos mais lúcidos, é o resultado dessa decisão errada. Pessoas gananciosas não faltam e consequências horripilantes também não. Lear descobre que as pessoas que o amavam, na sua maioria, o faziam devido ao seu poder e descobre quem realmente merece seu amor e apreço – mesmo que para alguns seja tarde demais. Ele perde tudo com o decorrer da peça: seu reino, o respeito, a sanidade e muito mais. Uma linda peça composta com o que há de mais obscuro das ações humanas.

Hamlet

O príncipe da Dinamarca pode é provavelmente um dos personagens de Shakespeare mais conhecidos junto ao casal Romeu e Julieta. É dele, por exemplo, a famosa frase “ser ou não ser, eis a questão”. Entretanto, não podemos resumir o mais complexo dos personagens do bardo em um jargão já um tanto batido devido à complexidade e às múltiplas e por bem dizer infinitas interpretações que a peça gera ainda hoje. Em síntese, o enredo não parece ter nada demais: Hamlet, príncipe da Dinamarca, pretende vingar a morte de seu pai, também Hamlet. Para tanto, ele tem de matar Cláudio, atual rei e seu tio. Mas a coisa não fica por aí. Cláudio, para se tornar rei, casa-se com a rainha, mãe de Hamlet e o resto já se ver que não vai acabar bem. Entre o fantasma do rei morto e Ofélia, noiva do instável Hamlet há mais coisas que supõe nossa vã filosofia – para usar outra das famosas tiradas do personagem-título.

Macbeth

Apesar de não ser a melhor das peças para a maioria, devo admitir que esta é a favorita desse que vos escreve. Não há nada em excesso ou em falta nessa peça que gira em torno da crescente cobiça. Macbeth é um general que junto a Banquo, também general e amigo, acaba de vencer mais uma batalha para o rei Duncan da Escócia. Tudo vai bem até dois acontecimentos virarem a cabeça do nosso protagonista. Três bruxas surgem e fazem duas profecias a Macbeth e Banquo: Macbeth será rei, bem como os filhos de Banquo o serão, mesmo que ele não o seja. Tudo isso já seria o suficiente para esperarmos uma grande situação. Contudo, a grande personagem ainda está por surgir. Lady Macbeth, ao saber da profecia, incita o marido a matar o rei – e aqui a razão de ambos degringola de vez. O que temos depois é muito sangue – digno de um filme de Tarantino –, cobiça, vingança e loucura. Aquela que não deve ter seu nome pronunciado é o melhor exemplo de que todos somos manipulados – e ainda dá vazão ao velho ditado, “por trás de um grande homem há uma grande mulher”. Muito pode ser dito sobre essa peça e o principal seria: Leiam-na!

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