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Professora de literatura analisa obra e vida de Vinicius de Moraes

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História do ‘Poetinha’ foi contada por Flávia Suassuna no Projeto Educação.
Escritor conseguiu, como ninguém, reunir música e poesia.

Publicado por G1

Vinicius de Moraes escreveu os primeiros versos ainda na escola (Foto: Reprodução / TV Globo)

Vinicius de Moraes escreveu os primeiros versos ainda na
escola (Foto: Reprodução / TV Globo)

Vinicius de Moraes nasceu no Rio de Janeiro, em 1913. Começou a carreira como diplomata, nos Estados Unidos, mas, aos poucos, deixou a vida séria de lado e se rendeu à boemia, às mulheres, à música e à poesia. Um dos maiores artistas brasileiros, que completaria 100 anos em 2013, foi tema da reportagem do Projeto Educação desta sexta-feira (25).

“A casa de Vinicius de Moraes era quase uma academia. Nara Leão, Chico Buarque se reuniam na casa dele, era sempre uma casa de portas abertas. As pessoas podiam entrar, havia bebidas, comidas, e as pessoas conversavam. O pessoal da Bossa Nova se reunia na casa de Vinicius, que era uma espécie de líder do movimento. Do mesmo jeito que ele foi fazendo com a literatura, foi fazendo com a própria vida. Foi se desligando das funções mais tradicionais. Ele era pessoa com comunicação muita boa, simpática, brincalhão”, destacou a professora Flávia Suassuna.

Os primeiros versos do poeta foram escritos ainda na escola. “Vinicius estudou num colégio católico. E ele fez nessa época, muito novo, poemas católicos e filosóficos profundos. Vinicius, como Manuel Bandeira, foi amadurecendo na proporção que ia entrando no modernismo. Aqui no Brasil, o modernismo tem a vinculação entre popular e erudito. Mário de Andrade falava do folclore, Ariano Suassuna com a arte popular, Villa-Lobos trouxe para orquestra erudita alguns elementos populares, como o berimbau. O modernismo aqui tem essa característica de acolhimento da diversidade linguística. E Vinicius foi pegando essa simplicidade linguística que era típica do nosso modernismo. Através dessa quebra da erudição, os escritores começaram a trazer regionalismos e uma língua diferente da usada em Portugal”, destacou a professora.

Chamado de poetinha pelo amigo Tom Jobim, Vinicius era pequeno só no apelido. Até hoje, é considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira. Além de poesia, ele também escreveu músicas e ainda passou pelo teatro e pelo cinema.

“Em Vinicius, esse dois conjuntos, poemas e letras da música, confluem, e eles têm qualidade especial. Até porque já era música e ele já fazia as duas coisas juntas. Na verdade, é bem difícil colocar música em poema já feito. É difícil, raro, mas ele fazia de forma maravilhosa. Incrível como ele é difícil e toca o brasileiro. Quando se fala em Vinícius, todo mundo se lembra do Soneto da felicidade”, destacou Flávia Suassuna. O poema diz: “Que seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”.

E se Star Wars fosse escrito por Shakespeare?

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Vinicius Pimenta Silva, no Literatortura

Justamente quando a franquia Star Wars está para lançar o sétimo filme, surge uma grande surpresa para os fãs: o livro chamado “William Shakespeare’s Star Wars: Verily, A New Hope” de Ian Doescher que promete ser algo diferente. Não só para aqueles que apreciam obras pertencentes aos estúdios Lucasarts mas também para os apreciadores dos livros do grande escritor inglês.

Não se trata de um livro de Star Wars como nós conhecemos, a obra de Doescher estará reinterpretando o clássico da ficção científica espacial, pondo algumas situações do filme em um contexto de idade média. O livro tem os personagens mais conhecidos do cinema, mas apresenta os diálogos modificados a moda do grande escritor inglês. Segundo a prévia do autor até mesmo os rugidos do Chewie e os bips do R2 estão no livro.

“William Shakespeare’s Star Wars: Verily, a New Hope”, em uma tradução livre significa algo como “Star Wars de William Shakespeare: Realmente uma nova esperança”. Procurado pela equipe do Literatortura para conversar a respeito de seu livro, o autor não respondeu a tempo da publicação dessa pequena reportagem, mas segue abaixo um booktrailer do livro:

Em publicações pelo Twitter podemos ver muitas pessoas aclamando o livro. Confesso que estou curioso sobre a obra, e você, acha que o livro será uma leitura agradável?

Brasileiros buscam verba para poder finalizar obra em escola na África

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Campanha tenta arrecadar R$ 20 mil até o dia 30 de junho.
Líder do projeto teve malária e febre tifoide e emagreceu 14 quilos.

Moradores de Fendell também ajudam na construção da escola que tem o bambu como principal matéria-prima (Foto: Escola de Bambu/ Divulgação)

Moradores de Fendell também ajudam na construção da escola que tem o bambu como principal matéria-prima (Foto: Escola de Bambu/ Divulgação)

Vanessa Fajardo, no G1

Dois brasileiros que estão na África desde fevereiro deste ano com a missão de construir uma escola na comunidade de Fendell, nas imediações de Monróvia, capital da Libéria, ainda precisam de R$ 20 mil para conseguir concluir as obras. O líder do projeto é o jornalista Vinicius Zanotti, de 27 anos, que durante a temporada na África contraiu malária e febre tifoide e emagreceu 14 quilos. O construtor Fabio Ivamoto Peetsaa, de 34 anos, também está no local e teve malária.

Para conseguir arrecadar a verba necessária, os ‘bambuzeiros’, grupo de 30 voluntários que trabalham no projeto, lançaram um ‘crowdfunding’, campanha na internet de mobilização. É possível doar cotas a partir de R$ 25 pelo site, clique aqui.

Se a meta de R$ 20 mil não for alcançada em até 30 de junho, os valores de quem já contribuiu serão devolvidos, será “tudo ou nada”. No total, o projeto “Escola de Bambu” já arrecadou R$ 140 mil com uma campanha que começou em 2011. Venda de produtos como camisetas, DVDs, rifas e doações espontâneas ajudaram a chegar neste montante. As obras começaram na África, enquanto a campanha continuava no Brasil, pois já era previsto que R$ 140 mil não seriam suficientes para concluir todo o projeto.

Vinicius Zanotti e Peetsaa na Libéria no vídeo para a campanha (Foto: Reprodução)

Vinicius Zanotti e Peetsaa na Libéria no vídeo para
a campanha (Foto: Reprodução)

Escola de bambu
A escola vai substituir uma unidade erguida em 2009 com paredes de ripas de bambu trançado e teto de folhas de zinco, sem energia elétrica e banheiros, que atende cerca de 300 crianças de Fendell em condições precárias.

As obras estão caminhando bem, segundo Zanotti, porém, se o grupo não conseguir arrecadar mais R$ 20 mil, algo não será concluído. “Toda a estrutura está pronta. Finalizamos o telhado do prédio um e dois. Devemos terminar o telhado do prédio três e quatro, no máximo, em uma semana. Estamos fazendo os tijolos de adobe e subindo as paredes do prédio um. Começamos nesta semana a parte hidráulica. Se não conseguirmos os R$ 20 mil, algumas coisas faltarão, mas ainda é cedo para prever o quê.” As construções precisam ser finalizadas até julho, quando começa a temporada de chuvas na região e não há mais como trabalhar nas obras.

O projeto da escola é inspirado em obras já existentes na Índia e no México. Além do bambu, matéria-prima abundante na comunidade, os construtores utilizam blocos de tijolo adobe, fabricado com cimento e terra locais. Como o local não possui energia elétrica, água encanada e coleta de esgoto, o projeto prevê soluções sustentáveis.

As paredes terão entrada de luz solar para iluminação das salas de aula e para ventilação natural e haverá sistema de captação e reuso de água da chuva. Serão criados uma fossa biogestora que transforma excrementos em adubo para as plantações e um gerador de energia feito com imãs de HD de computadores quebrados e rodas de bicicletas, projetados pelo construtor Peetsaa.

Peetsaa na extração de bambu na Libéria (Foto: Vinicius Zanotti/ Divulgação)

Peetsaa na extração de bambu na Libéria
(Foto: Vinicius Zanotti/ Divulgação)

“Em três meses de trabalho conseguimos construir bastante coisa, conseguimos ensinar a biotecnologia de construção, o tratamento do bambu, a fossa com filtro biológico de bananeira. Como a gente sabe, não se faz nada sozinho nesse mundo, a união realmente faz a força. A agora é o momento de nos juntarmos mais uma vez”, afirma Peetsaa no vídeo da campanha para captar a verba final.

A ideia

A empreitada foi iniciada em março de 2010 quando Zanotti viajou para a Libéria e realizou o sonho que tinha desde adolescente de conhecer a África. A temporada que duraria 15 dias foi prolongada por dois meses porque ele contraiu malária pela primeira vez e precisou de cuidados médicos. Neste período, o jornalista conheceu o líder liberiano Sabato Neufville, de 35 anos, fundador de uma ONG chamada “Movimento dos Jovens Unidos contra a Violência.”

Foi Sabato quem ergueu a escola de bambu em setembro de 2009 e com o próprio salário contratou os professores. Com a remuneração de US$ 800 mensais que recebe da Organização das Nações Unidas (ONU), também sustenta as nove crianças órfãs de guerra que adotou. “Sabato fazia o papel do estado. Na Libéria não existe educação gratuita, até as escolas públicas são pagas. Quando entrei na escola pela primeira vez e vi as crianças sentadinhas tendo aula naquele espaço, surgiu o estalo de fazer algo”, diz Zanotti.

Interessado e sempre envolvido em causas sociais, o jornalista se sensibilizou com a situação da escola e com o trabalho de Sabato e decidiu gravar um documentário para embasar a campanha de arrecadação de fundos e dar melhores condições e perspectiva de vida à comunidade.

Garoto da comunidade de Fendell que vai ser beneficiado pela nova escola (Foto: Vinicius Zanotti/ Divulgação)

Garoto da comunidade de Fendell que vai ser beneficiado pela nova escola (Foto: Vinicius Zanotti/ Divulgação)

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Produção de tijolos de adobe; meta é chegar na marca de 7.500 unidades (Foto: Vinicius Zanotti/ Divulgação)

Revista ‘Granta’ une prestígio e simplicidade

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O editor da Granta, John Freeman, na Redação da revista literária, em Londres

Fabio Victor, na Folha de S. Paulo

“Você tem certeza de que Vanessa Barbara existe mesmo? Nós aqui estamos achando que ela é uma invenção do Antonio Prata.”

O chiste do editor da revista britânica “Granta”, o americano John Freeman, indica o clima que dominou nos últimos meses a Redação da publicação, em Londres.

A dificuldade em contatar alguns autores –num dado período, Vanessa de repente sumiu– foi parte de um processo que começou em julho, quando foi lançada no Brasil a “Granta – Os Melhores Jovens Escritores Brasileiros”, e é concluído agora, com o lançamento da versão do volume em inglês.

Quando Freeman fez a brincadeira, numa visita da Folha à Redação da revista, em Londres, em setembro passado, a edição traduzida para o inglês acabara de ser finalizada.

A “Granta” incumbiu 15 tradutores de verterem para o inglês os textos dos 20 brasileiros selecionados. Prata e Vanessa, ambos colunistas da Folha, estão entre eles.

A partir do dia 12, outros noves autores participam de eventos de lançamento nos EUA e no Reino Unido.

São eles: Carola Saavedra, Chico Mattoso, Cristhiano Aguiar, Daniel Galera, João Paulo Cuenca, Michel Laub, Miguel Del Castillo, Tatiana Salem Levy e Vinicius Jatobá. A programação está na página www.granta.com.

Em março, deve sair a tradução para o espanhol e para o mandarim. A “Granta” dedicada ao Brasil teve apoio do governo federal. Por meio do seu Programa de Apoio à Tradução, a Fundação Biblioteca Nacional repassou US$ 8.000 (R$ 16,2 mil) à publicação.

SIMPLES

O prestígio internacional da “Granta” não altera a simplicidade do ambiente em que a revista é produzida.

A Redação funciona no primeiro andar de um casarão branco com fachada neoclássica no bairro nobre de Holland Park, na zona oeste de Londres.

Em torno de uma pequena sala de estar com poltronas e mesa de centro estão dispostos os escritórios da equipe editorial –oito pessoas que cuidam da revista e da editora Granta Books– e uma copa aberta.

Freeman ofereceu café, que descansava numa velha cafeteira elétrica. A caneca foi colhida da pia, o repórter passou uma água e pediu açúcar, que o editor não sabia se tinha -por fim, foi achado num armário.

Fundada em 1889 por estudantes da Universidade de Cambridge, a “Granta” hoje tem, além da edição em inglês (trimestral, tiragem de 50 mil exemplares), versões em cinco países: Espanha, Itália, Bulgária, Brasil e China. Para o ano que vem, serão pelo menos mais três (Noruega, Suécia e Portugal).

Segundo Freeman, a edição brasileira, que acaba de chegar ao volume dez, é a mais bem-sucedida entre as estrangeiras.

A Objetiva/Alfaguara, que publica a revista, diz que a vendagem média é de 2.500 exemplares por volume (a dos “Melhores Jovens” vendeu até agora cerca de 4.300).

Indagado se a ideia de espalhar a marca pelo mundo não seria incompatível com a excelência literária da “Granta”, Freeman diz que não, pelo contrário.

“É algo novo, outras revistas literárias não possuem edições em outras línguas, embora os bons leitores sempre queiram ler livros de outros países. E a internacionalização do mercado editorial tornou isso possível.”

“Para uma revista focada em nova literatura, como a ‘Granta’, é muito importante descobrir novos escritores fora da língua inglesa”, completa.

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