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Posts tagged violência contra a mulher

A escola e o estupro: É preciso atacar a cultura que naturaliza a violência contra a mulher. E isso é, sim, também papel da escola.

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woman in depression and despair crying on black dark

Antonio Gois, em O Globo

O revoltante estupro de uma adolescente por 30 jovens gerou uma onda de indignação e clamor por justiça. Era o mínimo que se esperava diante da selvageria exposta no caso, mas é pouco. Barbárie é também saber que somente no estado do Rio de Janeiro há 15 registros por dia de estupros. E esses são apenas os casos notificados. Se quisermos mesmo ir à fundo nessa questão, não basta prender esses ou outros criminosos. É preciso atacar a cultura machista, presente em toda a nossa sociedade, que leva à naturalização de inúmeros casos de violência contra a mulher. E isso, mesmo que uns não queiram, é também papel da escola.

Diante de tantas evidências de que somos um país com níveis ainda intoleráveis de machismo, homofobia e preconceitos diversos, não dá mais para aceitar a ideia de que a escola deva ser apenas um local de aprendizagem de disciplinas tradicionais do currículo. Aliás, mesmo que estivéssemos apenas preocupados com o desempenho dos estudantes em provas, ainda assim, seria urgente exigir dos colégios que não se omitam em relação a esses temas. Um estudo divulgado em 2009 pela USP e pelo MEC, sobre bullying e preconceito em estabelecimentos da rede pública de ensino, revela que quanto maior é o preconceito no ambiente escolar, menores são as médias dos estudantes nos exames de português e matemática do MEC.

Acontece que o papel da escola não pode se limitar ao ensino das disciplinas tradicionais. Ela é, e sempre foi, espaço também de socialização e de aprendizagem para o convívio com a diversidade. É também local onde conflitos surgem. Basta lembrar das repugnantes “listas das vadias” feitas por estudantes em diversas cidades recentemente.

É por isso que o tema da igualdade de gênero em políticas educacionais está presente em diversos países desenvolvidos -e com bons resultados na educação- como Japão, Inglaterra ou Canadá. A abordagem é recomendada também pela Unesco em diversos documentos.

No Brasil, a recente onda fundamentalista contrária à abordagem desses temas na escola teve como alvo principal os conteúdos que tratavam da diversidade sexual, mas não se restringia a isso. Esta reação acabou por excluir do Plano Nacional de Educação, e de diversos planos estaduais e municipais, referências a temas de identidade de gênero e sexualidade nas escolas. A pressão acontece não apenas no âmbito das políticas públicas. Mesmo em escolas há relatos de professores que receberam notificações com ameaças de ações na Justiça caso tratassem essas questões em suas salas de aula.

O obscurantismo é tão grande que até mesmo a simples escolha de um tema para a redação do Enem no ano passado (no caso, a violência contra mulheres) foi visto por uma parcela da sociedade como prova de tentativa de doutrinação ideológica. Como se a defesa dos direitos das mulheres fosse (ou devesse ser) exclusiva de um partido ou movimento social.

Não se trata aqui de responsabilizar as escolas por toda a violência estrutural de nossa sociedade. Nem de jogar sob seus ombros a responsabilidade de resolver, sozinha, essa questão. Elas são, como sempre, parte do problema e também da solução. A escola, por isso, não pode deixar de tratar de temas como a identidade de gênero e sexualidade. Afinal, como já disse o primeiro-ministro canadense, estamos no século 21. Ainda que muitos não tenham se dado conta disso.

Tema de redação gera relatos de candidatas vítimas de violência

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‘Me identifiquei’, disse uma estudante do Rio que prestou a prova

Ceres-Sousa

Publicado em O Globo

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) trouxe à tona o relato de candidatas sobre suas próprias situações de violência. No Rio, a estudante Daiana dos Santos, de 26 anos, afirmou que se identificou com o tema da prova.

– Já passei por uma situação de violência e não denunciei, poque tive medo. Acabei saindo de casa e fui procurar abrigo na casa de parentes. Me identifiquei com o tema- contou Daiana acrescentando que os casos estão se tornando mais graves e o número de vítimas tem aumentado.

Angelina Baclan, de 21 anos, conhece bem o drama da violência. Ela conta que sua mãe, fugiu de Londrina, interior do Paraná, para Curitiba carregando os filhos pequenos devido ao comportamento agressivo do pai de Angelina, que era alcoólatra.

– Meu pai veio atrás, ameaçou tirar a guarda dos filhos, foi muito difícil. É um tema super importante, interessante e que conheço muito- disse a candidata.

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Angelina usou a experiência para fazer a redação. Por ver a mãe sofrer agressões, ela toma remédios antidepressivos desde os 12 anos e diz temer relacionamentos afetivos

– Escrevi também em como essa violência afeta os filhos. Minha mãe voltou com meu pai. Ele parou de beber. Mas ela é submissa, minha vó também era. Eu quero é acabar com esse ciclo – complementou.

Já no Piauí, outra candidata afirmou que não encontrou dificuldade para escrever a redação, uma vez que precisou apenas recordar a própria história.

– O tema sobre a violência contra a mulher foi fácil, porque a gente precisava apenas contar as próprias experiências e argumentar que a violência persiste. Eu mesma fui vítima de abusos- relatou Ceres Sousa.

No Rio, Brenda Evangelista considerou o tema muito relevante e contou sobre uma ocorrência dentro da própria família:

– Pode ajudar as pessoas a refletir sobre o assunto. Tem muitos casos de violência no país. Inclusive, já houve um caso dentro da minha família – contou Brenda que faz Publicidade numa faculdade privada e tenta ganhar uma bolsa.

Também Rio, Beatriz Ferrão, de 18 anos, comentou sobre a proposta e contou que foi fácil desenvolver a redação, já que participa de um coletivo feminista na escola onde estuda:

No meu colégio há muitas discussões que debatem o feminismo. Isso me ajudou a fazer a prova. Durante as conversas, pensamos em alternativas para as mulheres saírem de situações de violência.

Assim que os portões da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) se abriram, a primeira a sair do local foi a candidata Amanda Lucena, de 17 anos, que tenta vaga em uma faculdade de Administração. Ela fez questão de ressaltar a importância da discussão sobre a problemática da violência contra a mulher no país.

– Me senti representada ao ler o tema da redação. A discussão é atual e muito importante, pois é uma realidade que vivenciamos no dia a dia. Acho que fui bem – disse a jovem, que fez o Enem pela primeira vez. – É um teste complicado, mas estou confiante.

9 motivos para (ainda) estudar na USP

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A Praça do Relógio é um dos principais símbolos da Universidade de São Paulo | estadão conteúdo

A Praça do Relógio é um dos principais símbolos da Universidade de São Paulo | estadão conteúdo

Publicado no Brasil Post

Neste domingo (30), 141.888 candidatos irão realizar o exame da Fuvest 2015, que irá selecionar estudantes para as 11.057 vagas da Universidade de São Paulo (USP) e para as 120 vagas do curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Apesar de viver atualmente uma grave crise financeira e ter sido alvo de uma série de denúncias de violência contra a mulher, a USP ainda é a principal instituição de ensino do país.

O Brasil Post selecionou, então, nove motivos que provam que, sim, ainda vale muito a pena estudar na USP. Pra você que vai prestar Fuvest, descubra alguns dos prazeres de ser um “uspiano”.

1. É de graça!

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Beleza, tem o lance dos impostos que a gente paga e tudo mais, mas pelo menos não tem mensalidade, né?

2. O bandejão custa apenas R$ 1,90.

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Repetindo: UM E NOVENTA!

3. Piscina, campo de futebol e diversos espaços para praticar esportes e exercícios físicos pela universidade.

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Universidade que tem clube dentro é o seguinte, hein?

4. É a melhor universidade do país e da América Latina.

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A concorrência pira!

5. Quem é a 1ª colocada em 20 cursos e dona da maior nota geral?

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Hein? Hein?

6. USP também é a 1ª em ranking de produção científica entre universidades latino-americanas.

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À frente até de OXFORD!

7. Ah! Gosta de museus? A USP é o lugar certo para você!

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São 17 museus, SEIS deles dentro do campus

8. Em busca de música, teatro e dança? Aqui há cultura em todas as partes.

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E cada festa…

9. Campus enorme, imensa área verde e trilha de 1140m para correr ou caminhar: seja bem vindo à USP.

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Imagens meramente ilustrativas.

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