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Walmart abandonado vira biblioteca gigante

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Alessandro Martins, no Livros e Afins

A Walmart, nos EUA, não é exatamente conhecida pelas melhores políticas de trabalho, atendimento ao cliente ou mesmo por melhorar a qualidade da economia das localidades onde se instala.

Além disso, nos Estados Unidos, a empresa é uma entre tantas a deixar milhares de enormes galpões abandonados ao longo do País, alguns com o tamanho de dois campos de futebol.

A Walmart ocupa 6,4 milhões de metros quadrados nos Estados Unidos com suas estruturas com importantes impactos ambientais.

Porém, pelo menos um desses prédios abandonados encontrou uma boa finalidade: foi transformado na maior biblioteca de um único andar daquele País.

É em McAllen, no Texas. A biblioteca tem 11 mil metros quadrados e foi idealizada pelo escritório de arquitetura Meyer Scherer & Rockcastle.

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Loja abandonada vira maior biblioteca pública dos EUA

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Antigo Walmart com o tamanho de 2,5 campos de futebol é reformado e reutilizado da melhor maneira possível para a comunidade

Publicado no Catraca Livre

reprodução

A biblioteca teve um aumento de 23% do número de membros no primeiro mês de funcionamento no novo espaço, que tem o tamanho de mais de dois campos de futebol.

Existe um grande numero de lojas abandonada nos Estados Unidos, que, durante as últimas décadas, ficam largadas em espaços enormes à espera de novos donos. Mas ao menos um desses terrenos ganhou utilidade e se transformou na maior biblioteca pública do país.

A empresa Meyer, Scherer & Rockcastle transformou uma antiga loja Walmart abandonada na cidade de McAllen, Texas, em uma biblioteca de 124.500 metros quadrados, a maior biblioteca pública de um único piso dos EUA. A reforma derrubou o teto antigo e as paredes do edifício, deu ao que sobrou uma demão de tinta branca e começou a trabalhar adicionando espaços envidraçados, detalhes arquitetônicos que aumentavam a luminosidade interna e muitas fileiras de livros.

Hoje, a McAllen Pubilc Library tem uma sala acusticamente separada para jovens, 16 espaços para reunião, 14 salas de estudo e 64 laboratórios de informática. Além disso, espaços anexos incluem um auditório, uma galeria de arte, um sebo e um café.

Professor interpreta ‘Show das poderosas’ em sala de aula

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Raul Azevedo faz coreografia do clipe de Anitta para os alunos e vira hit no YouTube
Vídeo já tem mais de 80 mil visualizações

Eduardo Vanini e Leonardo Vieira, em O Globo

RIO – Desde que estourou, a música “Show das poderosas”, da cantora Anitta, pode ser escutada em qualquer canto do Brasil. Na internet, entre tutoriais e versões que pipocam no YouTube, a performance do professor de química Raul Azevedo é um dos mais recentes desdobramentos desse sucesso. Com mais de 80 mil visualizações, o vídeo mostra ele fazendo a coreografia completa da canção em plena sala de aula, enquanto arranca gritinhos e gargalhadas dos estudantes.

— Costumo sempre levar uma novidade para os alunos. Como trabalho com adolescentes e leciono uma matéria um pouco complicada, eles já chegam em sala com aquela tensão, temendo dificuldades. Então, sempre tento fazer algo para que tenham prazer em estar ali — conta o professor.

Seguindo essa lógica, Raul usa com frequência recursos como bordões, canções e, quando possível, versões musicais em que incorpora o conteúdo da disciplina. Os alunos, segundo ele, adoram e acabam ficando mais próximos do professor.

A sua performance do “Show das poderosas” foi preparada, inicialmente, para uma gincana cultural e esportiva de um dos colégios onde ele trabalha. Na ocasião, ele apresentou a versão junto com outros professores. Para aprender a coreografia, ele contou com a ajuda da irmã, com quem ensaiou por duas semanas, durante as horas vagas.

— Desde a apresentação, a coordenadora do colégio passou a falar com os alunos para que me pedissem para mostrar a dança. Aí todo mundo começou a pedir — diverte-se.

A versão que está no YouTube foi gravada por um aluno, sem que Raul percebesse, na última quarta-feira (19), após uma aula de cinética química, numa turma de terceiro ano do ensino médio do Colégio Futuro Vip. Agora, com o sucesso, estudantes dos sete colégios onde ele trabalha não se cansam de pedir para que repita a performance. De quebra, Raul recebeu uma enxurrada de mensagens pelo Facebook, onde também ganhou mais de 500 seguidores.

Feliz com o resultado, o professor conta que todos os colégios apoiam sua postura em sala de aula. Afinal, na opinião dele, trabalhar assim também mostra como está satisfeito com sua profissão.

— Todo mundo conhece a seriedade do meu trabalho. Também tive professores que ensinavam de um jeito mais descontraído e sempre gostei muito deles. Acho que a aula não precisa ser engessada para ser boa — diz.

Em Belo Horizonte, ex-faxineira vira “celebridade” por falar quatro línguas

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Carlos Eduardo Cherem, no UOL

Não restou outra alternativa nesta sexta-feira (17) à administração do Mercado Central de Belo Horizonte: arrumar um uniforme novo para as imagens e organizar as entrevistas da ex-faxineira Maria da Conceição da Silva, após a súbita fama da pernambucana, quando os colegas descobriram que ela fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de “arranhar” alemão, árabe e hebraico, e contaram para a diretoria do mercado.

Com isso, em pouco mais de 15 minutos de conversa, com o superintendente do mercado Luiz Carlos Braga, informado no início de maio, que, além de poliglota, a faxineira tem formação superior em contabilidade, Maria da Conceição foi promovida a atendente turística do Mercado Central. Seu salário passou de R$ 674 (salário mínimo) para R$ 1.100, com a promoção.

“Estamos organizando. É para ficar mais ajeitado”, afirma o superintendente, que pede que os jornalistas formem uma fila para falar com a empregada do mercado.

Maria da Conceição atendeu a reportagem do UOL, entre os desfiles que fez nos corredores do mercado para as imagens e as entrevistas individuais que concedeu aos repórteres. A agora atendente turística disse que há exageros na repercussão do caso e que não se sente celebridade.

“Senhor, estão exagerando. Eu só falo quatro línguas. O alemão, árabe e hebraico, eu só arranho o alemão, árabe e hebraico. Não tem nada disso não”, diz Maria da Conceição.

“O hebraico estava aprendendo com um amigo marroquino. Eu só arranho, não falo”.

O mundo sem fronteiras

Ex-faxineira do Mercado Central Maria da Conceição da Silva fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de "arranhar" alemão, árabe e hebraico (foto: Carlos Eduardo Cherem/UOL)

Ex-faxineira do Mercado Central Maria da Conceição da Silva fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de “arranhar” alemão, árabe e hebraico (foto: Carlos Eduardo Cherem/UOL)

“Sou filha de pais separados. Meus irmãos mais velhos foram criados pela minha avó materna. Um outro foi criado por parentes. Minha mãe me doou ainda bebê. Mas arrependeu-se e me buscou mais tarde.

Aos 11 anos, Maria da Conceição trabalhava como recepcionista e, a mãe, como doméstica. “Estudava em colégio de freiras. No escritório, fazia serviços gerais e datilografia”. Mudou-se com a mãe para Fortaleza e lá fez o ensino fundamental num colégio militar.

Após o período na capital cearense, transferiu-se novamente com a mãe para Elesbão Veloso (PI), onde morou na casa de uma irmã. De lá, foi para Teresina e concluiu o ensino médio no Colégio Salesiano. Mudou-se com a mãe para Campina Grande (PB), onde trabalhou em diversas profissões.

“Comecei no levantamento de estoque em uma loja de autopeças, depois fui para o balcão. Aprendi muito. Fiz serviços hidráulicos e de servente de pedreiro também. Fui doméstica e até em oficina mecânica trabalhei”. Nessa cidade paraibana, em 1991, a mãe morreu.

Em 2005, Maria da Conceição trabalhava numa oficina de informática quando conheceu um alemão, um espanhol e uma holandesa. Eles faziam intercâmbio no país e foram embora. Mas a amizade foi mantida por meio de contatos pela internet. “Numa dessas conversas, entrou uma mineira, dez anos mais nova, que se tornou minha companheira. Sou homossexual”.

As duas foram convidadas pela amiga holandesa para se mudarem para lá. Toparam e, em Amsterdam, fizeram faxina e reforma de residências para sobreviver. Foi aí, que Maria da Conceição começou a aprender, “com uma certa facilidade”, as línguas que hoje domina.

Voltou o ano passado, após ter conhecido boa parte da Europa, e veio morar com uma irmã em Belo Horizonte e, óbvio, teve de procurar emprego.

Acabou arrumando o de faxineira do mercado e, agora, a promoção, quando foram descobertas suas qualificações.

15 minutos de fama

Dá um sorriso largo e avisa à reportagem, quando se prepara para atender outro jornalista, já impaciente na fila: “Eu sei disso tudo. São os 15 minutos de fama…”

“Você acha que eu sou boba? Isso tudo passa rápido”. Entretanto, não esconde uma leve expectativa com a súbita fama: “Emprego? É. Isso pode ser que melhore um pouco”, afirma Maria da Conceição, antes de partir para outra entrevista.

Em Belo Horizonte, desde setembro do ano passado, procurou trabalhar em escritórios mas não conseguiu. “As pessoas criavam dificuldades: veio da Europa? O que fazia lá? Já passou dos 40? Tem curso superior, precisamos de pessoas com formação até o ensino médio”, diz.

“Fiquei sabendo que havia vaga na faxina do mercado e fui ao escritório. Mas não apresentei currículo e omiti a formação superior e o fato de falar outras línguas”, afirma.

Ela afirma teve dificuldades para arrumar emprego em Belo Horizonte, mesmo com a boa formação educacional. Por isso, foi para a faxina do mercado e, agora, o atendimento aos turistas.

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